I Put a Spell On You 🔞
16 Capítulo 16 — Dominant and Submissive
Notas iniciais
— Prontinho! Já terminei, senhor. – afasto o prato vazio e dou mais um gole em meu vinho.
Steve se contorce quando eu termino de falar. Eu estranho sua reação, mas não comento nada sobre. Continuo a saborear meu vinho enquanto ele suspira audivelmente.
— Que bom que comeu tudo! – Steve pega o prato e se levanta. — Eu já volto.
— Certo. – descanso a taça de volta à mesa enquanto ele vai até a cozinha. — Você não vai comer? – grito para que me escute antes de limpar os cantos dos lábios com o guardanapo.
— Eu já comi. – Steve volta à sala. — Antes de ir buscá-la.
— Pretendia mesmo me encontrar no Bronx?
— Sim.
— E como sabia onde eu estava?
— Fácil.
— Fácil?
— É.
— Como assim?
— Tenho meus contatos.
— Seus contatos? Fala sério! – reviro os olhos e coro por ver que Steve cerra os seus. — Desculpe.
Abaixo o olhar e passo as pontas dos dedos pelos joelhos. Steve não diz nada em troca. Apenas sorri enquanto volta a se sentar ao meu lado na mesa.
— Como me encontrou? – torno a repetir.
— Já disse. Eu tenho os meus contatos.
— Steve, pare de besteira! – sorrio e vejo que ele não retribui. — Como assim "contatos"? Mandou... mandou alguém me seguir?
— Só uma vez.
— O quê?! – levanto o tom de voz.
— Algum problema?
— Algum problema? – repito incrédula. — Você ainda me pergunta? É claro que tem!
— E por quê? Por acaso fez ou faz algo que eu não possa saber?
— A questão não é essa, mas sim que não tem o direito de invadir a minha privacidade!
— A rua é pública, Srta. Romanoff.
— Mas eu não sou! E pode parar com isso! – fico de pé e aponto para seu rosto. — Sempre que é contrariado por mim, acaba me chamando de "Srta. Romanoff" em vez de Natasha ou "Nat". Só que agora o errado é você, Sr. Rogers! – cruzo os braços e vejo Steve sorrir de modo desafiador enquanto também se levanta.
— E em que eu estou errado? – arquejo com sua ousadia.
Esse porra ainda pergunta?! Little Red!
— Ainda me pergunta? – repito o mesmo ponto de minha consciência, com a delicadeza de reprimir o palavrão. — Como manda alguém me seguir?
— Eu precisava saber onde você trabalhava. – explica e eu pisco.
— Ér... co-como assim?
— Mandei Fury ir até sua livraria no mesmo dia em que nos conhecemos.
— Vo-você... você o quê?
— Eu tinha que saber se ali era realmente o lugar que você trabalhava, Natasha.
— E por quê?
— Porque queria saber tudo sobre você. – diz e eu pressiono os lábios.
— Então... então você foi à livraria já sabendo que me encontraria lá? – nem percebo que um enorme e luminoso sorriso se forma em meus lábios. — Foi até lá de propósito, não? Queria realmente me encontrar...!
— Sim. – aperto os dedos uns nos outros dentro das botas para não acabar caindo de tanta emoção. — Sim, eu fui, Natasha.
— E por que não me disse? – tento mais uma vez entendê-lo.
— Pensei que desconfiaria.
— Eu desconfiei, mas acabei acreditando quando disse que estava na cidade a trabalho. – olho para baixo e ergo os ombros. — As pessoas sempre me disseram que sou ingênua.
— Isso é verdade. – Steve aperta seus sombrios e lindos olhos azuis para mim. — Ingênua, doce e linda!
— Linda? – arco com as sobrancelhas e formo um sorriso incrédulo no rosto.
— Por que a surpresa?
— Ah... olhe para mim, Steve. Não entendo nada de bom gosto ou maquiagem, essas coisas de moda.
— Não tem que se vestir com roupas caras nem usar as melhores maquiagens para ser bonita. – Steve levanta as mãos e segura meu rosto. Seu calor aquece minhas bochechas... — Você é linda, Natasha!
— Não sabe o que está dizendo. – seu perfume e hálito de menta embriagam meus sentidos.
— Você é quem não sabe... – Steve aproxima o rosto do meu e roça as pontas de nossos narizes. — Linda... – seus lábios tocam nos meus e iniciamos um beijo calmo e saboroso.
Ergo as mãos e as pressiono contra os pulsos de Steve, apertando-os levemente.
— E tem um beijo maravilhosamente gostoso! – murmura após separar nossos lábios, o que me fez corar e sorrir. — Acredite, Natasha, você é linda. Não deixe ninguém convencê-la do contrário.
O ambiente está calmo e silencioso, mas escuto um tum tum alto e perturbador. Um suor frio começa a descer por meu corpo e o atinge por inteiro. Meu Deus, posso ouvir e sentir meus próprios batimentos cardíacos!
— Obrigada. – eu me perco no belo horizonte azul dos olhos de Steve.
— Fique aqui. – ele sorri e aperta minha mão antes de se afastar. — Já volto.
— Aonde vai? – pergunto.
— Antes de tudo, preciso que assine uns papeis.
— Papeis? – vejo quando Steve volta até mim segurando uma pasta preta. — Que papeis?
Espero por sua resposta, mas ela não vem. Steve me faz sentar novamente à mesa. Olho para seu rosto, mas ele não me devolve o olhar, apenas suspira e abre a pasta antes de retirar um envelope de lá de dentro.
— Tenha calma e não me entenda mal. – Steve suspira mais uma vez. — Abra. – ele me entrega um envelope branco lacrado.
— O que é isso? – pergunto sem entender.
— Abra e verá.
— Mas...
— É apenas uma segurança.
Enrugo o cenho enquanto abro o envelope e me deparo com um papel assinado por Steve e sua advogada Peggy Carter.
— O que isso quer dizer, Steve? – no final do papel, uma cláusula me solicita um termo de confidencialidade.
— Um silêncio. – diz. — Seria melhor que assinasse.
— E para quê?
— Para que o tipo de relacionamento que iremos ter fique em sigilo.
— Tipo de relacionamento? – repito. — Em sigilo? Por quê?
— Assine. Não posso falar nada sem que você assine antes.
— Okay! – pego a caneta e assino Natasha Mitchell Romanoff nas últimas duas linhas pontilhadas. — Pronto!
— Obrigado. – ele pega o papel de minhas mãos de forma calma e delicada sem quebrar nosso contato visual. — Agora pode me perguntar o que quiser.
— Pode me explicar o que isso significa?
— Não poderá falar com ninguém sobre nós. – Steve volta a abrir a pasta para guardar o documento. — Entendeu?
— Sim. – balanço a cabeça positivamente. — Eu não falaria de qualquer jeito.
— Nem mesmo com a Srta. Deelwish? – seu olhar não se desvia do meu.
— Não! – afirmo. — Quer dizer, ela sabe que nós temos nos visto, mas eu não entraria em detalhes, se tivéssemos uma relação. Seja ela qual fosse. Eu te respeitaria. E você nem precisaria me pedir. – cruzo os braços vendo Steve sorrir e se aproximar ainda mais até seu rosto ficar à altura do meu.
— Eu confio em você, Natasha. Mas, quando entender aonde eu quero chegar, irá concordar que foi preciso fazer isso.
— Então me mostre aonde quer chegar. – ergo os ombros implorando desesperadamente por uma explicação mais clara.
— Venha.
Penso que vamos nos sentar no sofá e conversar, mas me surpreendo quando o vejo nos conduzir para as escadas. Engulo seco e apenas o sigo sem soltar a minha pequenina e fria mão da sua grande e quente.
Alcançamos o segundo andar de seu apartamento e viramos a esquerda. Ouço a profunda e calma inspiração de Steve e me permito fazer o mesmo. Imagino que iremos continuar andando até o final do corredor, mas Steve chega a uma porta branca e para em frente a ela, o que me faz parar também.
— Chegamos.
— Chegamos? – solto sua mão e torno a cruzar os braços. — O que tem aqui?
— Preciso que me prometa uma coisa.
— Sim?
— Você me dirá absolutamente tudo que se passar por sua cabeça. Okay?
— Okay... – concordo após morder o lábio e mexer meus braços cruzados.
— Quero se sinta totalmente livre para ir embora, tudo bem?
— Embora?
— Natasha. Prometa.
— Okay, Steve!
— Não está presa aqui. Pode ir quando...
— Só abra a porta! Por favor! – exclamo já ficando nervosa com sua atitude.
— Certo. – ele suspira e retira uma chave dourada do bolso de sua calça. — Pronta?
Assinto com a cabeça e o vejo girar a ponta da chave na fechadura. A porta se abre e eu vejo vestígios de vermelho vindo de dentro do quarto. Steve abre ainda mais a porta e me dá passagem para que eu entre primeiro. Respiro fundo e avanço três passos, congelando logo na entrada. Mas o que é isso? Oh, Deus!
Os cheiros misturados de couro, madeira fresca e produtos de limpeza são fortes! As cores de vermelho vivo, vermelho sangue e vermelho telha cegam meus olhos. Mordo o lábio inferior e olho atentamente para os objetos que preenchem o quarto. Meu Deus, o que é isso? Steve é... Steve é um... um... sádico?
— Oh... oh, meu Deus! – perco o ar ainda tentando entender o que se passa.
— Calma. – Steve anda até mim e segura meus ombros. — Por favor, não tenha medo. Não vou machucar você, não vou fazer nada...
— Pare. – digo ao me virar para ele. — Não estou com medo. Eu confio em você. – olho dentro de seus olhos e afasto suas mãos de mim, começando a caminhar um pouco para o lado esquerdo do quarto.
Paro mais uma vez e olho atentamente para o lado direito, onde tem um sofá vermelho e objetos estranhos que me fazem pender a cabeça para o lado e formar um ponto de interrogação no rosto. Suspiro, olhando para a esquerda e me deparando com as mesmas coisas que continuam a me deixar confusa.
Caminho até a mesa brilhante e a toco de leve antes de virar a cabeça e ganhar uma visão ampla do quarto vermelho.
— Diga alguma coisa. – Steve anda até mim.
— Dizer? – repito num muxoxo. — Tipo o quê? O que você... o que você quer ou espera que eu diga?
— Alguma coisa. – Steve encara meu rosto com uma expressão agoniada no seu. — Qualquer coisa. Por favor, Natasha.
— Certo... – levo as mãos até meus cabelos e os puxo levemente para trás. — O que isso significa? Você é... você é algum sádico?
— Não.
— Não? – franzo o cenho diante de sua resposta direta. — E... ér... como você chama essas coisas?
— Eu sou Dominador. – Steve parece convincente na diferença entre os dois termos.
— E...? O que isso significa? Qual é o intuito disso? – pergunto.
— Quero apenas que me obedeça acatando às minhas ordens. – explica e eu cerro os olhos confusa.
— E por quê?
— Porque eu fico no controle. Se me obedecer, eu te recompenso. Senão, eu te castigo.
— Ahn... ér... mas... por que tudo isso? – faço um gesto ao redor do quarto.
— Antes de qualquer coisa, precisa entender que BDSM não é um passatempo, mas sim um estilo de vida.
— BD o quê? – franzo as sobrancelhas.
— Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo.
— Deus... – tento recuperar o fôlego. — Você... você faz isso ér... nas... nas horas que...
— Sempre que quero. – afirma. — Já lhe disse que não é um passatempo, mas sim um estilo de vida.
— Acho que entendo. – suspiro novamente e o encaro de frente. — Mas é o seu estilo de vida.
— Sim.
— Não o meu.
— Sim, eu sei.
— Então...? – ergo os ombros ainda sem compreender sua necessidade em me trazer a esse quarto. — O que pretende ao me mostrar essas coisas?
— Pretendo que aceite a proposta que farei a você. – Steve suspira e me olha mais atentamente.
— Proposta? – indago. — Qual proposta, Steve? Por favor, seja direto.
— Gostaria que fosse minha submissa, Srta. Romanoff. – quase caio para trás com sua revelação. Mas ele tinha que ser tão direto assim?
Sinto meu coração acelerar ainda mais, mas diferente do motivo de antes, que era paixão, agora está sendo por medo. Do que está falando, Steve?
— Sua... sua submissa? – repito ainda incrédula. — Como assim?
— Eu serei o seu Dominador e você será a minha submissa. É um acordo. Totalmente legal. Envolverá outro contrato.
— Contrato? Isso quer dizer que nossa relação será apenas em papeis?
— Venha comigo. – Steve pega minha mão novamente e me puxa até a cama vermelha.
Eu me sento na ponta do colchão de cor sangue e vejo Steve pegar algo na gaveta de um móvel. Ele volta até mim e me entrega um envelope caramelo.
— O que é isso? – pergunto ao segurá-lo nas mãos.
— Aí diz tudo o que precisa saber. Apenas leia. Por favor.
Suspiro, abrindo o envelope e me deparando com um papel dentro. Mordo o lábio inferior e sinto minha espinha gelar... é um contrato! Contrato de Dominador e submissa...! Meu Deus!
Contrato Legal entre Dominador e submissa, prática ao BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) e SSC (Sã, Seguro e Consensual)
Assinado hoje, 01 de janeiro de 2017 (“O Início da Constância”)
Envolverá os seguintes participantes legais:
Sr. Steven Grant Rogers – Manhattan – UpWest Side, o Dominador
Srta. Natasha Mitchell Romanoff – Manhattan – TriBeCa, a Submissa
OS ENVOLVIDOS NO CONTRATO CONCORDAM COM OS TERMOS DECIDIDOS/DISCUTIDOS ENTRE AMBOS (DOMINADOR E SUBMISSA) ATÉ O TÉRMINO DA CONSTÂNCIA (DURAÇÃO DE UM MÊS OU MAIS) DENTRO DE UM ACORDO ENTRE DOMINADOR E SUBMISSA:
1º Termo do Contrato: O Dominador tem como objetivo explorar e expandir a sexualidade de sua submissa, garantindo que não ocorra riscos de saúde, incluindo doenças, machucados, traumas e outros tipos de agressões (físicas ou emocionais) à submissa.
2º Termo do Contrato: O Dominador e a submissa concordam e confirmam que tudo que ocorra sob os termos do presente contrato seja consensual, confidencial e exercido dentro dos acordos discutidos e as palavras-chave estabelecidas no presente documento.
3º Termo do Contrato: O Dominador e a submissa comprovam, por documentos de exames médicos recentes, não possuírem doenças de natureza sexual, como HIV, HPV, herpes, hepatite, gonorreia, sífilis, candidíase, etc. Caso ambos ou algum dos dois envolvidos possuam alguma (s) destas, devem avisar e provar, por meio dos mesmos documentos, INTERROMPENDO ou NÃO dando início às práticas sexuais do contrato presente.
TESES DA RELAÇÃO "DOMINADOR (Steven Rogers) E SUBMISSA (Natasha Romanoff)":
1ª Tese: O Dominador se encarrega rigorosamente pelo bem estar, segurança, saúde e necessidades da submissa. O Dominador cuidará da submissa e garantirá suas necessidades econômicas e de saúde, como atendimentos médicos, odontológicos, alimentação, lazer, etc.
Caso o Dominador deixe de cumprir suas obrigações para com a submissa, esta tem o pleno e total direito de lhe cobrar o prometido, podendo romper o presente contrato ao NÃO TER seus direitos atendidos.
2ª Tese: De acordo com o objetivo do Dominador, a submissa deve lhe servir inteiramente, incluindo práticas de atividades sexuais e sociais.
DURABILIDADE E TÉRMINO DA CONSTÂNCIA:
O presente contrato estabelece um acordo conjugal e consensual entre o Dominador e sua submissa por um mês. Caso ocorra incidentes ou prolongação, o Dominador e a submissa chegarão a um acordo legal, modificando ou exercendo um outro contrato.
DISPONIBILIDADE DA SUBMISSA PARA COM SEU DOMINADOR:
A submissa se encontrará disponível para seu Dominador durante toda a semana, dentro dos horários os quais o Dominador e a submissa discutirão para chegarem a um acordo consenso.
O Dominador se presta ao direito de liberar sua submissa de suas funções a qualquer momento e por qualquer razão dentro de situações extremas.
LOCAL DE ATIVIDADES OU EVENTOS:
A submissa se colocará à disposição durante as horas escolhidas e as horas adicionais solicitadas pelo Dominador. O Dominador assegurará que todos os custos de viagens e lazeres corridos pela submissa sejam cobertos pelo próprio.
CLÁUSULAS DO DOMINADOR:
1ª Cláusula: Como explicado e afirmado no início do contrato, o Dominador se responsabiliza pela segurança e bem estar da submissa, garantindo sua saúde e exclusão de riscos de vida, como sequestros, abusos, perseguições, cobranças etc.
2ª Cláusula: O Dominador não forçará sua submissa a exercer atividades que venham afetar seu psicológico, como traumas de infância ou quaisquer outros problemas pessoais e/ou mentais.
3ª Cláusula: O Dominador aceita a posse de sua submissa como sua propriedade, para dominá-la, discipliná-la, cuidá-la e tratá-la.
4ª Cláusula: O Dominador dará o direito e prazer à submissa de atender aos seus pedidos, isto, se a submissa atender ao seu Dominador conforme este exija.
5ª Cláusula: O Dominador tem o direito de disciplinar sua submissa, castigando-a fisicamente ou de outro modo assim como achar plausível. O Dominador pode açoitar, espancar, chicotear, morder, beliscar, amordaçar e/ou outros sua Submissa como julgar apropriado, a fim de seu prazer sexual ou disciplinar de acordo com o consentimento da submissa perante o contrato.
6ª Cláusula: O Dominador garante e assegura que suas ações disciplinares e/ou sexuais exercidas com a submissa não deixarão marcas permanentes no corpo desta nem que os castigos servidos sejam encaminhados a atendimentos médicos.
7ª Cláusula: Na prática de disciplina, os instrumentos escolhidos pelo Dominador estarão em bom estado, ou seja, limpos, desinfectados e sem pontas, garantindo que não haja riscos de cortes na pele da submissa nem infecções ou marcas permanentes (cicatrizes).
8ª Cláusula: Em caso de doença ou ferimento, o Dominador cuidará da submissa, preservando sua saúde e segurança. Em casos mais sérios, o Dominador encaminhará sua submissa a atendimentos médicos.
9ª Cláusula: O Dominador não dividirá sua submissa com outro (a) Dominador (a).
10ª Cláusula: O Dominador poderá prender, algemar, amarrar (ou outros) sua submissa, sem importar a razão ou o tempo de castigo/prazer de acordo com o consentimento da submissa perante o presente contrato.
11ª Cláusula: O Dominador não castigará sua submissa com a prática de socos, chutes, tapas no rosto, choques pelo corpo, queimaduras, cortes, sufocamento, estrangulamento etc.
12ª Cláusula: O Dominador não praticará atividades — tanto sexuais quanto disciplinares — com a submissa que envolvam necessidades fisiológicas, como urina e fezes. Vômito e cuspe e qualquer outro tipo de secreção também estão descartados.
CLÁUSULAS DA SUBMISSA:
1ª Cláusula: A submissa aceita o Dominador como seu Dono, seu Senhor e/ou seu Chefe, com o consentimento legal de que, a partir do momento que assinar o presente contrato, será propriedade do Dominador perante as práticas do documento em questão.
2ª Cláusula: A submissa obedecerá às regras exercidas pelo Dominador sem queixar-se ou recusar-se, exceto para casos de problemas pessoais, emocionais e/ou mentais.
3ª Cláusula: A submissa servirá ao seu Senhor do modo o qual o mesmo queira, garantindo sua felicidade e prazer.
4ª Cláusula: A submissa tomará medidas legais para se conservar em boa saúde e solicitará ou buscará ajuda médica sempre que necessário, informando ao seu Dominador sobre o surgimento de possíveis problemas de saúde, incluindo doenças e/ou outros.
5ª Cláusula: A submissa afirmará seguir procedimentos médicos legais para evitar a gravidez, incluindo estes: anticoncepcionais, pílulas do dia seguinte, aplicações de injeções com o (a) médico (a) escolhido (a) pelo Dominador, camisinhas, DIU e/ou outros.
6ª Cláusula: A submissa está PROIBIDA de se tocar ou se dar prazer sexual na presença de seu Dominador sem o consentimento DESTE para fazê-lo.
7ª Cláusula: A submissa está PROIBIDA de encarar seu Dominador nos olhos, a não ser que o Dominador lhe mande/permita. A submissa manterá a cabeça e o olhar baixo na presença do Dominador, pedindo-lhe permissão para fazê-lo diferente.
8ª Cláusula: A submissa está PROIBIDA de tocar em seu Dominador sem a permissão concedida DESTE para fazê-lo.
9ª Cláusula: A submissa aceita receber castigos físicos com o uso de cera de velas, chicotes de camurça, palmatórias, varas, toalha molhada, flogs, agulhas, cinto de castidade, chibatas, réguas de madeira e/ou outros? A submissa deverá especificar sua escolha de formas de castigo/prazer sexual exercidas em seu corpo ao Dominador.
10ª Cláusula: A submissa aceita ser amarrada, presa, amordaçada e/ou outros como formas de castigo ou prazer de si mesma e de seu Dominador com o uso de gravatas, algemas, coleiras, cordas, fitas adesivas, guias, gags, barras extensoras e esporas? A submissa deverá especificar sua escolha de formas de castigo/prazer sexual exercidas em seu corpo ao Dominador.
11ª Cláusula: A submissa concorda com introduções de vibradores, consolos, brinquedos, bolinhas de pompoarismo, dedos e/ou outros em suas partes íntimas, para seu prazer e prazer de seu Dominador? A submissa deverá especificar sua escolha de uso de instrumentos em seu corpo ao Dominador
12ª Cláusula: A submissa concorda com o uso de prendedores e pesos para mamilos, brincos genitais, bolinhas tailandesas, plugues anais, gelo, penas, vendas, massageadores e/ou outros instrumentos sexuais para ser castigada ou como forma de prazer? A submissa deverá especificar sua escolha de uso de instrumentos em seu corpo ao Dominador.
13ª Cláusula: Como formas de castigo, a submissa aceitar ser presa em uma gaiola, uso de fraldas, quando impedida de ir ao banheiro, suspensão (com algemas e/ou cordas), cera quente, uso de arreio de tronco, "Cruz de Santo André", balanço erótico e ajoelhar no milho? A submissa deverá especificar sua escolha de formas de castigo exercidas em seu corpo ao Dominador.
14ª Cláusula: A submissa sempre se dirigirá ao Dominador com respeito, chamando-o como este solicitar, como: "Capitão" ou "Capitão Rogers". Nunca por primeiro nome ou apelidos, a não ser que o Dominador os permita/solicite como formas de tratamento.
15ª Cláusula: A submissa irá se manter saudável e seguirá uma lista de alimentos discutida na presença de um (a) nutricionista que seu Dominador escolher.
16ª Cláusula: A submissa deverá estar apta às atividades sexuais recorrentes que seu Dominador decidir, de acordo com a mesma, portanto, a submissa deverá manter uma boa saúde corporal/física.
17ª Cláusula: A submissa irá manter sua pele sob cuidados de beleza, evitando a presença de pelos em suas partes íntimas, axilas, pernas, rosto e/ou outros.
18ª Cláusula: A submissa irá garantir uma boa aparência, como cuidados de beleza, incluindo pele, unhas das mãos e pés, cabelos etc.
19ª Cláusula: A submissa usará utensílios de moda (roupas, sapatos, joias etc) sob o consentimento e escolha de seu Dominador.
20ª Cláusula: A submissa terá a presença de seu Dominador quando for às compras, dependendo de sua permissão para usar ou não roupas curtas e/ou de outros estilos.
21ª Cláusula: A submissa deverá manter seus cabelos longos, limpos e hidratados. Quando solicitada, usará uma peruca escolhida pelo Dominador. A submissa NÃO DEVE cortar seus cabelos acima dos ombros.
DIREITO MÍNIMO DO DOMINADOR E DA SUBMISSA:
Ambos não participarão de atividades ou quaisquer atos sexuais que uma parte ou outra julgue insegura ou inadequada.
PALAVRA-CHAVE DA SUBMISSA:
O Dominador e a submissa têm o consentimento de que o Dominador pode fazer exigências à submissa que podem ser satisfeitas SEM que ocorram danos à submissa. Em tais circunstâncias, a submissa pode usar uma palavra-chave. Duas palavras-chave serão invocadas dependendo da gravidade das exigências:
1ª Palavra-chave: “Cinza” será usada para chamar a atenção do Dominador para o fato de que a submissa chegou perto de seu limite suportável, seja sexual ou disciplinar.
2ª Palavra-chave: “Escuro” será usado para chamar a atenção do Dominador para o fato de que o corpo da submissa não tolera mais esforços físicos, sejam sexuais ou disciplinares. Quando esta palavra for dita, a ação do Dominador parará de imediato.
CONCLUSÃO DO CONTRATO PRESENTE:
Nós, os participantes presentes e citados, lemos e entendemos claramente as disposições do presente contrato.
O Dominador: Steven Grant Rogers
Obtém
A submissa: Natasha Mitchell Romanoff
Termino de ler e percebo que meus pulmões precisam desesperadamente de ar fresco, porém o cheiro sufocante do couro está bloqueando a passagem de oxigênio para dentro de mim.
Guardo o papel de volta no envelope e ergo o olhar para Steve, que está me encarando atentamente.
— E então? – pergunta. — Leu tudo?
— Sim. – respondo quase sem voz.
— E o que acha?
— Uma... – lambo os lábios e engulo a saliva, sentindo minha garganta seca. — ...uma total loucura, Steve.
— Eu compreendo seu estranhamento, Natasha. Até mesmo seu receio. Mas acredite que tudo isso tem um propósito.
— E qual é? – questiono em claro sinal de desconfiança.
— Prazer. Satisfação de ambas as partes: Dominador e submissa. – responde com exatidão em suas palavras, mas eu ainda não me convenço.
— Parece que a maior parte do prazer e satisfação irá para você.
— Engano seu. – Steve rebate.
— Ah é? E o que eu ganharia com tudo isso? – giro a mão ao redor do quarto sem entender.
— Eu. – Steve sorri e ergue os ombros. Ahn? Ele está achando que é algum chocolate belga? Little Red! — Eu serei seu prêmio, sua prioridade. – ele me encara como se eu fosse a inconsequente.
— E por quê? – pergunto disposta a esclarecer as milhões de dúvidas que martelam minha cabeça.
— Porque, se me obedecer e me atender devidamente, terá tudo o que quiser. E eu estarei incluído.
— E o que eu me tornaria dentro disso tudo?
— Minha propriedade. – diz Steve com simplicidade. — E eu irei cuidar, proteger e garantir que fique bem e segura sempre.
— Propriedade?
— O termo tem mais peso do que realmente significa. – Steve explica ao notar meu olhar assustado.
— Nem sempre. – rebato ao me referir a casos específicos de abuso.
— Aqui é diferente. Eu jamais vou fazer qualquer coisa que te aterrorize, que te machuque, que você mesma não aprove. – ele me passa confiança em suas palavras. — Nunca vou ultrapassar seus limites.
— Okay... digamos que eu aceitasse... – suspiro e cruzo os braços enquanto encaro o quarto mais uma vez. — ...quando começaríamos?
— Basta uma assinatura sua no final da página.
— Então, a partir do momento que assinar, eu...
— ...se torna minha submissa. E eu, seu Dominador. – os olhos de Steve brilham e depois escurecem.
— Por que eu, Steve? – indago ainda confusa.
Jesus! Ele pode ter a mulher que quiser num simples estalar de dedos! E garanto que todas se atirariam aos seus pés com ou sem contrato. Então por que diabos eu?!
— Porque é você quem eu quero. – Steve se aproxima e toca meu rosto. — Nunca estive tão certo de algo, Natasha. Eu quero você, eu preciso de você como minha.
— E por que uma submissa? Por que não pode ser algo... ér... não sei... normal? – Steve disfarça um sorriso enquanto aperta meu queixo cuidadosamente.
— A ideia de lhe disciplinar me agrada. – ele recua ao perceber meu espanto. — Não quero dizer no sentido de te machucar! Eu já disse que jamais farei algo que não possa suportar ou que não aceite. Poderá tirar coisas do contrato, caso não goste.
— Ah... eu posso? – eu o olho com surpresa.
— Claro que pode! Não prestou atenção no que leu? – Steve sorri mais uma vez e beija minha mão. — Não a forçarei a nada, jamais, Natasha. Tudo o que fizermos será dentro de suas escolhas através dos termos do contrato.
— Okay... – sorrio e mordo o lábio inferior. — Mas eu preciso pensar antes de tomar uma decisão.
— Eu entendo. – Steve pega minha mão e me levanta da cama. — Vamos. Não estou aguentando mais ficar aqui sem te tocar.
Coro, mordendo o lábio e saindo do quarto vermelho junto de Steve. Este quarto deve ser vermelho pelo sangue. Quarto da Tortura! Isso que é! E me apavora! Ah, deixe de ser patética, menina!
— Quer beber alguma coisa? – Steve tranca a porta do Quarto da Tortura antes de nos levar de volta às escadas.
— Quero mais vinho. Por favor.
— Certo. – ele sorri e pega minha mão.
Terminamos de descer o restante dos degraus e Steve me conduz novamente até a mesa de jantar. Eu me sento em uma das cadeiras e o vejo me servir mais vinho.
— Por favor, Natasha, não tenha medo de mim. – ele fecha a garrafa e me observa bebericar o conteúdo da taça. — Jamais irei te machucar ou fazer qualquer outro mal a você. Meu objetivo não é esse.
— Não estou com medo disso. – Steve parece compreender a que estou me referindo, mas não diz nada em troca. — O que acontece se eu não aceitar?
— Eu entenderei perfeitamente.
— E então... nós não... nós não nos veremos mais?
— É melhor que seja assim.
— Por quê?
— Para certas perguntas não há respostas.
— Para certas perguntas é melhor que não se dê respostas. – ele sorri com minha correção.
— Como está se sentindo? – seus olhos me analisam. — Alguma pergunta?
— Por que o contrato está com a data de hoje? – sou direta e Steve toma meu questionamento de maneira abrupta.
— Eu já tinha planejado para a noite em que nos veríamos antes, mas então o Sr. Barton foi internado.
— E então você replanejou para hoje. – ele assente com meu chute. — E quanto à minha nova residência?
— O que tem?
— Eu ainda nem me mudei! Nem nunca te falei que vamos para TriBeCa. – faço uma pausa e Steve ergue os ombros, o que me faz franzir a testa. — Como você sabia para onde nos mudaríamos, se eu nunca te disse? Tenho que me preocupar em você ser um outro Michael Corleone da vida? – bebo mais vinho enquanto Steve disfarça um sorriso travesso.
— Você não tem que se preocupar com coisa alguma, Natasha, muito menos sobre eu ser da máfia. Tenha calma. – ele toca meu queixo. — Rebecca contou ao Sam para onde iriam se mudar. E ele apenas comentou comigo. Foi isso. Eu juro!
— Oh! – uma sensação de alívio me percorre.
— Menos nervosa? Ainda curiosa?
— Os dois.
— E com mais o quê?
— Ainda com você. – digo e Steve suspira.
— E o que mais precisa saber?
— Está tudo tão confuso! Você me pegou de surpresa! Jamais pensei que estaria numa situação dessas.
— A prática de BDSM é normal e consensual. Há pessoas que sentem prazer em exercê-la. Se aceitar minha proposta, você verá que estou certo. – ele suspira e me fita com um sorriso gentil nos lábios. — Mais alguma coisa?
— Caso eu aceite, como será essa... ér... isso entre nós?
— Sexo e disciplina. – diz.
— Apenas? Sem exceções?
— E o que você chamaria de "exceções"?
— Não sei. Talvez... passeios, compras, filmes, jantares...
— Precisa entender uma coisa.
— O quê?
— Se aceitar ser minha submissa, fique sabendo que não seremos um casal. – Steve repara minha expressão ansiosa e resolve enfatizar sua explicação. — Isso significa que cada um terá seu tempo. Não iremos a encontros, passeios, filmes, jantares. Nada.
— Nem dormir agarradinhos num dia frio como o de hoje?
Steve disfarça um sorriso antes de empurrar sua cadeira para mais perto e alcançar meu rosto.
— Uma relação de disciplina e prazer, Natasha. Entenda que não seremos um casal. Não trocaremos carinho, não iremos nem dividir a mesma cama. Eu tenho o meu quarto e você terá o seu. Está lá em cima se quiser ver.
— Espera! – ergo a mão. — Meu quarto? Eu vou... vou... me mudar para cá?
— Não. – Steve balança a cabeça para me tranquilizar. — Será seu apenas nos momentos em que estiver aqui. – ele morde o lábio enquanto me observa processar a informação. — Quer vê-lo?
— Num outro dia. Talvez. – termino o vinho e coloco a taça na mesa.
— Outro dia? Não dormirá aqui hoje?
— Eu vou? – mexo uma sobrancelha para cima.
— É o que eu espero.
— É? – sorrio internamente. — Então, se você está me chamando para dormir aqui, é porque você pretende fazer amor comigo?
Nem acredito que tomei essa coragem. Deve ser o efeito da bebida me deixando ousada. Ou demente de vez! Mordo o lábio inferior e toco o pescoço de Steve, mas ele suspira pesadamente e afasta minhas mãos.
— Natasha, Natasha, espere. Eu acabei de te dizer. – ele segura meus pulsos gentilmente. — Eu não sou o tipo de homem que faz amor.
— Ér... mas eu pensei que... pensei que você...
— Eu não faço amor, Natasha. Nunca fiz nem pretendo fazer.
— Então...?
— Faço sexo. Forte e intensamente. É apenas isso. Foder com as mulheres para alcançar o prazer. – revela e eu sinto meu rosto queimar. Nossa! Ele tem uma linguagem bem direta!
— Oh!
— Fazer amor está fora de cogitação para mim. – afirma. — Você entende isso?
— Acho que sim. – digo sem emoção. — Você faz sexo, não faz amor.
— Exato. – Steve suspira e me solta. — Olha, precisa me dizer a verdade para que isso dê certo, okay?
— Okay.
— Qual foi a última vez que fez sexo? Faz muito tempo? – meu rosto explode em infinitos tons de vermelho. Sinto meu pescoço e espinha queimarem. Puta que pariu...!
— Ér... bem...
— Eu sei que é uma pergunta pessoal, mas precisa me dizer, Natasha. – ele toma meu silêncio como incômodo. — Peço desculpas pela falta de delicadeza. Longe de mim querer constranger você. Só quero ter certeza de que não farei nada que a machuque ou a deixe desconfortável.
— Eu sei. – assinto enquanto finjo mexer nas unhas.
— Sexo é prazer e confiança. Ninguém deve sair traumatizado dessa experiência. – seus olhos me passam simplicidade e sinceridade.
— É, eu sei. Mas... eu... eu não teria como saber.
— Como é? – Steve franze seu cenho. — Saber o quê? Como assim?
— Coisas. Tipo... aquilo. – tropeço em minha timidez. — Eu nunca... nunca fiz nada aquilo.
— O quê?! – Steve praticamente grita ao arregalar os olhos. — Como assim? Natasha, que porra você está me dizendo?!
— Ér... eu... pensei que... pen-pensei que estivesse óbvio. – gaguejo em busca de alguma defesa.
— Natasha, espere. – Steve passa as mãos pelos cabelos e suspira pesadamente. — Está me dizendo que ainda é virgem? – ele nota meu silêncio vergonhoso. — Jesus! Nenhum homem nunca tocou em você daquele jeito? – balanço a cabeça para os lados murmurando um "Hum hum".
— Nunca. – respondo ainda com o rosto em chamas. Chamas estas que chamuscam todo o resto de meu corpo e se prolifera com mais força ainda em minha espinha. — Eu.. eu pensei que desconfiasse.
— Porra! Eu suspeitava que não tivesse muita experiência ou algo do tipo, mas nunca imaginei que pudesse... que pudesse ser virgem, meu Deus! – Steve morde o punho antes de piscar gentilmente para mim. — Puta merda, Natasha! Eu acabei de te mostrar coisas que...
— Eu sei, eu sei, só que... ér... me desculpe.
— Pare! Pare de se desculpar por tudo. – ele segura e acaricia meu rosto.
— O que foi? – estranho seu doce olhar sobre mim.
— Ah, Natasha... – Steve passa os polegares por meus lábios e sorri ternamente. — Como você ainda pode ser virgem? Sempre me pede para eu olhar para você e eu... e eu olho.
— E constata alguma coisa? – pergunto ainda sentindo o delicado passar de seus polegares por meus lábios, subindo para o restante de meu rosto.
— Sim.
— E o que é?
— Constato que você é linda! – exclama. — Ainda estou tentando entender como e por que nenhum homem tocou em você antes. Explique para mim, por favor, antes que eu enlouqueça. – pede e eu encolho os ombros.
— Bom, eu apenas... apenas me preservei, eu acho.
— Mas os homens... os homens devem ser loucos por você! Devem se atirar aos seus pés, Natasha. – afirma com a voz ofegante e desesperada.
— Não. – nego com a cabeça ainda enrubescida. — Ao menos nunca nenhum que eu quisesse.
— Por que não me contou que era virgem? – franzo as sobrancelhas. Que tipo de pergunta é essa? Ele queria que você andasse com uma plaquinha pendurada no pescoço?
— Bom, não é o tipo de informação que se dá quando se conhece alguém, né?
— Natasha...
— O que queria que eu fizesse? Queria que me apresentasse como Natasha Virgem Romanoff? – Steve cerra os olhos.
— Já entendi. Chega. – suspira ainda segurando meu rosto. — Diga uma coisa para mim. – observo seus olhos azuis me fitarem de forma intensa e atenta.
— Sim?
— Por onde você andou?
— Por onde andei? – sorrio e Steve me acompanha. — Apenas esperando. – faço uma pausa e suspiro. — E estou pronta agora.
Fale com o autor