I Need Your Love.
38 Turbilhões de sentimentos na cidade do amor.
Notas iniciais
Sophie encarava Jonathan atônita, sabia que cada molécula do corpo dela sentia uma imensa atração por aquele garoto, sabia que as pernas tremiam quando as mãos dele batiam no corpo dela, sem querer. Sentia as entranhas se apertarem quando ele gargalhava perto dela ou até um mero sorriso.
–Bem, como os dois sabem, eu não quero estragar minha Lua de Mel com briga de vocês dois, então... –Começou Annabeth, ela estava estonteante, irradiando felicidade dentro de si. –Sem brigas, sem discursões sem atrapalhar minha viagem. Eu esperei dezessete anos por isso, não serão vocês dois que irão estragar, ouviram?
Jonathan Christopher ousou rir, sabia o quanto aquilo era importante para a mãe e não havia nada no mundo que ele amasse mais do que Annabeth. Sabia que está em uma casa com Sophie era ser atentado pelo diabo em pessoa, a menina era tão provocante que ele chegava a morder o lábio de desejo. Culpa dos hormônios, acreditava ele.
–Tudo bem, mamãezita! –Jonathan respondeu. –Eu irei cuidar de tudo com Sophie aqui, não é como se fossemos fazer A festa do ano enquanto a senhora está transando com Percy em um prédio perto da torre Eiffel.
Annabeth corou enquanto o filho e a enteada gargalhavam loucamente, não que ela e Percy fossem à Paris para um retiro espiritual, mas era durante essas brincadeiras que ela percebia que seu menino havia crescido e já estava um homem que fala sobre sexo na cara dela sem pudor.
–Vou ignorar seu comentário anterior, não te aturei oito meses e dezessete dias dentro de mim para aguentar suas piadinhas bestas, Jace. –Ela respondeu batendo no ombro dele, sorrindo. –Tá louco para voltar pra um internato, não é?
Jonathan fechou a cara e a mãe riu da brincadeira beijando a bochecha dele. Ele sorriu e esticou os braços, abraçando-a.
Sophie observava a cena sentada na cama, mexendo no seu cabelo negro cacheado. Achava bonita a relação de Jonathan com a mãe, sentia um pouco de inveja na verdade. A inveja branca, a boa. Sua relação com Thalia Grace não era da melhor, afinal a mãe tinha uma pose de muralha que não deixa ninguém derrubar, nem mesmo a própria filha, mas a relação dela com o pai era simplesmente maravilhosa, e isso ninguém podia negar. Era algo equilibrado, ela achava.
Uma batida na porta e Percy surgiu, usava uma blusa social branca e uma calça jeans rasgada, isso era uma surpresa para Sophie, afinal... Estava acostumada com os ternos habituais de Percy. Ele veio até ela, e beijou sua cabeça, sussurrando um:
‘‘Como você está?’’
Ela sorriu assentindo, ela estava bem. Ultimamente, Sophie sempre andava bem, o que deixava Percy feliz. Qual pai não quer a felicidade do filho?
Ele foi até a esposa que já estava afastada do filho, e beijou seus lábios de leve. Gosto de morango.
–O voo sai daqui a uma hora, precisamos ir, Annie. –Ele disse. –Já disse tudo?
–Provavelmente não, mas qualquer coisa eu ligo ou mando uma mensagem. Ah, tenho que falar com Clarisse e Silena. Preciso contar algo que eu descobri a elas. –Ela falou um pouco animada e sorriu.
–E eu tenho algo para falar com você. Mas, depois... Só em Paris. –Ele sussurrou.
–Voce vai me matar de curiosidade, Perseu! Então. Só vou te dar a noticia em solo francês.
Ele sorriu. E Jonathan percebeu que estava sobrando, fez um sinal para Sophie e escapou pela porta.
–Eles são tão melosos. –Comentou Jonathan. –E só estão casados a duas horas. Meu bom Senhor, eu não vou aguentar.
Sophie gargalhou, inclinando a cabeça e bagunçando os cabelos. Ela encarou Jonathan e sorriu, tinha alguns dias para decidir se realmente queria ser privar de um possível novo amor ou se entregar a ele.
***
Nem Annabeth nem Perseu tinham palavras para descrever Paris. Eles já tinham visitado a cidade outras vezes, mas agora, era como se estivessem sentido um turbilhão de sentimentos amorosos em cada rua que andavam em rumo a grande e bela Torre Eiffel.
Andavam de mãos dadas como se nada no mundo pudesse desatar esse nó e sorriam. Percy usava uma calça jeans com certos pontos surrados que Annabeth havia obrigado a comprar e uma blusa azul, típico de Perseu, uma câmera fotográfica profissional estava pendurada em seu pescoço dando cliques toda vez que Annabeth virava o rosto para o lado oposto. Já ela, usava um sobretudo azul escuro e cabelos soltos ao vento e ria de cada coisa boba que Perseu fazia durante o trajeto rumo a torre.
Não que o trajeto fosse longo, pelo contrário devia ser uns seis quarteirões de distância entre o prédio e a torre. Além do mais, Percy carregava um envelope cheio de papeis e não respondia nenhuma pergunta de Annabeth, que já estava nervosa com todo o suspense que o marido estava fazendo.
Caminharam um pouco, vendo as ruas através dos óculos negros, e finalmente chegaram. Resolveram toda a maldita burocracia para poder chegar ao topo da torre.
Demoraram uns quarentas minutos a caminho do topo, afinal subir trezentos degraus do segundo andar, não era nada fácil com mais uma dezena de pessoas ao seu redor. Mas, ao chegar lá em cima, nem Percy, nem Annabeth ousaria reclamar da vista ou da beleza que era estar a dezenas de metros de alturas.
Eles escolheram um canto mais afastado dos outros, querendo um pouco de privacidade. Percy a encostou no parapeito protegido e sorriu, passou seu corpo por trás dela encostando seu pescoço nos ombros dela.
Passaram uns três minutos até que por fim ela quebrou o contato, virando-se de uma única vez e beijando a boca dele. Um simples selar de lábios se transformou quando ela abriu passagem para ele, cedendo aos seus beijos. Era o típico de beijo que ocorria em luas-de-mel francesas. Era simples, singelo e recheado de amor.
–Tenho uma surpresa, aqui olhe.
Ele estendeu o envelope amarelo para ela que o tocou, segurando-o com cuidado. Ela abriu o envelope com cuidado e tinha várias folhas e quando retirou o primeiro conjunto ela tomou um susto com os nomes iniciais.Documento de adoção.
Annabeth abriu a boca, chocada demais para acreditar nas linhas que sucediam, as pernas dela tremiam e o ar a sufocava. Então, ela disse:
–E você não me participou? –Ela perguntou sorrindo conferindo os documentos.
–Eu e Silena organizamos tudo há alguns meses, Annie... –Ele respondeu tocando o rosto dela. –É uma menina, os pais dela morreram em um desastre de avião tentando fugir da pobreza do Haiti, e ela foi a única sobrevivente do voo. Silena que procurou tudo e escolhemos juntos. Olhe a foto, está bem aqui... Seu nome é Aisha.
Annabeth abriu o envelope melhor e retirou uma pequena fotografia.Era linda.Seus cabelos castanhos com cachos fortes, um sorriso infantil e olhos da cor de botões negros.
Annabeth sorriu e sentiu um aperto no seu coração quase o mesmo que sentiu quando descobriu que estava grávida de Jonathan. Ela abraçou Perseu, sabia o quão importante seria aquele passo no casamento deles, que por sinal havia acabado de começar, sentia-se ali, em cima de umas das setes maravilhas do mundo, a mulher mais feliz do mundo.
–Quando iremos buscá-la, amor? –Ela perguntou.
–Quando chegarmos em casa, daqui a treze dias, teremos nossa menina. Será nossa filha, Aisha Claire Chase Jackson, porque eu sei que você gosta de nomes duplos.
Ela beijou os lábios dele, sentindo o coração acelerar e bater tão rápido que mal podia ficar preso no peito e conectado as veias e artérias.
–Eu tenho que te contar algo e é tão irônico que você tenha entrado na lista de adoção por Aisha. –Ela gargalhou inclinando a cabeça, Percy mexeu as mãos com medo que algo tivesse dado errado e estragasse os planos dele. –Pers... –Ela sorriu, mostrando seus lábios delicados e recheados vermelhos entreabertos. –Eu estou grávida.
As engrenagens de Percy trabalhavam tentando processar a fala de Annabeth, ele não acreditava... Annie era praticamente infértil e suas chances de gerar um filho e manter são praticamente nulas. Ele que durante tantas e tantas noites sonhou em ter um filho com a mulher que ele tanto amava. Pegar no colo e acalentar enquanto ela estivesse no escritório ou até mesmo no banho. Ele que se preparara para aceitar o fato de que não poderia ser pai novamente se continuasse com Annabeth devido a deficiência dela, que havia gastado rios conversando com médicos fetais e neonatais escondido em busca de uma solução e não havia encontrado, então ele havia conversado com as amigas de Annabeth e acabou por descobrir que ela ansiava um filho tanto como ele, talvez um pouco mais já que havia perdidos bebês.
Assim, ele entrara na Lista de Adoção com a ajuda de Clarisse e Silena, deixando Annabeth a míngua, sem saber de nada; havia mandado e-mails, dado telefonemas e conversados com profissionais. Então, ele achara Aisha com dois anos e três meses na época, e ele havia feito de tudo para que quando chegasse da Lua de Mel com Annie, a garotinha tivesse pronta para se tornar uma Chase Jackson.
A primeira herdeira Chase Jackson. E a primeira Olympus a ser adotada.
Entretanto, Annabeth conta que está grávida a espera de seu filho guardado no ventre e ele se sentia o homem mais sortudo no mundo, sem haver palavras em todo o vocabulário inglês suficiente para descrever seu atual estado sentimental.Ele a abraçou inalando o cheiro madeirado vindo dela, o perfume que ele havia dado, sorriu beijando o topo da cabeça dela e passando a mão pelo sobretudo, alisando o tecido que cobria o ventre e o bebe do frio francês.
–Eu amo você, e agora teremos dois filhos. E prometo que a você, Annie, que vou amar cada um dos dois como se não houvesse outro dia. –Ele prometeu.
–Eu sei, eu sempre soube que você daria um ótimo pai. –Ela respondeu.
O passeio e a vista acabaram, mas existiam mais dezenas de monumentos incríveis se espalhando por toda a cidade e mais uma incrível cama a espera deles... Não só a cama, mas um sofá, mesa, banheiro e todos os cantos onde ele puderam se amar sem ser escondidos de ninguém, como verdadeiros amantes como eles sempre foram.
***
Havia uma médica neonatal excepcional em Paris e no quinto dia de viagem, o casal Jackson fora visitá-la em seu escritório. Era a médica Morgan Bennett, eles marcaram um horário para a primeira consulta da noite e se encaminharam até o escritório.
Annabeth sentia-se nervosa, não havia feito nenhuma consulta, apenas um teste de farmácia e quando viu as duas linhas vermelhas tinha chorado de tanta felicidade, Percy segurava as mãos dela enquanto eles esperavam a sua vez, travavam uma conversa rápida e significativa até que chamaram os nomes deles.
–Jackson’s.
Annabeth ainda não se acostumara com seu novo nome ganhado por casamento, parecia algo mágico, sempre nascera para ser uma Jackson.Entraram na sala da médica que tanto Luke Castellan como a senhora Montgomery haviam indicado para eles. A mulher estava atrás de um aparelho branco, mexendo em uns papéis.
–Oh, o ex governador de Nova Iorque. Tudo bom com o casal? –Ela falou, seus óculos vermelhos estavam em destaque na pele branca como cal, olhos castanhos apagados e cabelos amarrados com um lápis fino.
–Olá, senhora Bennet. –Ele respondeu, apertando a mão dela e em seguida Annabeth repetiu o gesto. –Essa é Anna...
–Annabeth Chase, eu conheço bem sua fama de durona nos tribunais, espero que continue assim depois de uma gravidez e casamento recente, por sinal desejo muitas felicidades ao casamento do casal.Eles agradeceram sorrindo e a mulher pediu para Annabeth vestir a blusa para realizar o exame de ultrassom, e indicou a sala ao lado. Percy sentia as mãos tremerem de nervosismo, mas nem se comparava com o coração de Annabeth.
Ela voltou para a sala e a doutora pediu para que ela se deitasse na maca acolchoada e engataram uma conversa rápida enquanto ela ligava o aparelho e passava o gel na barriga sem volume de Annabeth.Ela apertou o pequeno aparelho em forma de bastão no útero e a imagem negra com riscos brancos apareceu na tela. Annabeth sorriu.
–Olhe esse botãozinho bem aqui. –Ela mostrou apontando para o centro da tela.
–Quantas semanas? –Perguntou Percy que apertava as mãos da esposa, sorrindo bobamente.
–Cinco. Mas, as paredes do seu útero estão frágeis, vou receitar estrogênios em grandes quantidades e vitaminas para complementar a alimentação. Não dá para saber o sexo do bebe ainda, mas eu posso fazer vocês escutarem os batimentos dele, querem?
Eles assentiram, a Bennet mexeu em uma serie de botões, Perseu apertou a mão de Annabeth no momento em que as batidas do coração pequeno, delicado e frágil começaram a retumbar por toda a sala, provocando turbilhões no corpo e nos sentimentos de Perseu e Annabeth. Ela sentiu os olhos arderem e lágrimas silenciosas desceram pelo seu rosto corado enquanto Percy sorria feito um bobo.
–Nosso bebê. –Falou ele com a voz engasgada, beijando a testa de Annie.
–E não vamos esquecer-nos de Aisha... –Lembrou Annie. –São nossos bebezinhos.

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