I Need Your Love.
39 Alternando amor.
Notas iniciais
Os olhos cinza de Annabeth, assim como os verdes de Perseu, permaneceram vidrados na tela na qual as cores negras e brancas com riscos nada nítidos apareciam, ali naquela união de cores sombrias mostravam a primeira imagem do filho deles... Ou filha. Os corações do casal Jackson palpitavam em uma mesma sintonia, assim como mantinham o mesmo sorriso bobo e brilhante no rosto.
Após verem a primeira imagem do filho no monitor branco, a médica pediu para Annabeth se arrumar, pois necessitavam de uma conversa séria. Enquanto a senhora Jackson se arrumava, sua cabeça trabalhava em um ritmo automático coletando todas as informações que ela já havia formado em seus anos de vida. Primeiramente, lembrou-se de Jonathan Christopher, seu filho, e de como havia ficado feliz em segurá-lo no colo pela primeira vez ou quando a boca pequena e vermelha dele segurou o seio dela com cuidado e sugou seu leite materno – o leite da vida – e ela sorriu, sentindo-se a mulher mais incrível do planeta, também se lembrou de quando Jace ralava os joelhos pelas ruas de Londres e vinha para casa chorando e só silenciava quando ela beijava de leve o machucado e enchia o rosto dele de beijos.
–Annabeth? –Chamou Percy baixo e distante. –Está tudo bem, querida? –Ele abriu a porta aos poucos da pequena saleta em que ela estava, assustando-a rapidamente, ela sorriu para ele que acabou por retribuir o gesto tocando as mãos brancas e macias dela, em seguida. –Está tudo bem? –Ele repetiu a pergunta.
–Estava pensando em Jonathan quando criança. –Ela respondeu e ele tocou as maças do rosto dela e beijou sua testa com carinho. –Vamos!
Eles retornaram a sala onde a médica esperava por eles sentada em uma cadeira relativamente confortável, atrás de uma bancada de vidro. Os óculos dela eram em forma de meia-lua com a armação vermelha assim como os lábios.
–Sentem-se, por favor... –Ela pediu com a voz delicada e mansa que era gerada pelo sotaque francês. Eles obedeceram, ocupando as duas cadeiras a frente dela, Annabeth e Percy já não conseguiam conter o nervosismo.
–Jackson.... Annabeth, eu consegui acesso a sua ficha médica e acabei por ter um conhecimento do seu caso tanto que até fui convocada por Luke Castellan, seu ex-marido, para buscar uma cura, mas eu disse que não havia cura para você e me enganei, aparentemente. Você teve um aborto espontâneo aos dezessete anos e o procedimento para a remoção do feto, não foi bem sucedido causando problemas ao seu útero. E como se isso não fosse o suficiente, você tem uma doença chamada: trombofilia e não entendo como Luke ou algum médico seu não lhe disse isso, eles fecharam os olhos para a realidade. Somente a leitura dos seus exames de sangue me disseram isso.
‘‘Voce tem sangue excessivamente denso e acabando que isso dificulta a rápida passagem dele pelas artérias e veias, formando trombos. E esses trombos são coágulos de sangue. No seu caso, esses trombos dificultam a chegada do sangue a placenta e o sangue chega lá coagulado e não serve para a placenta. E se ela recebe sangue insuficiente, você acaba por ter um aborto.’’
‘‘De hoje em diante você irá tomar todos os dias dessa gestação, injeções anticoagulantes na barriga, mas infelizmente eu não tenho aqui, portanto passarei um remédio em cápsula mesmo, mas você e o bebê precisam dessa injeção. Sinto muito, mas dessa vez, o risco também inclui de você morrer. ’’
Annabeth já derramavam lágrimas silenciosas e Percy trouxe a cadeira dele para perto dela, e cruzou as mãos e beijou elas, em um gesto de apoio. Mas, ele estava tão abalado quanto ela.
–Não será uma gravidez fácil, Annabeth... E tenho certeza que você tinha plena consciência disso, mas eu estou disposta a ajudá-los, estarei me mudando para uma das sedes de hospitais de NY de Luke e tenho certeza que se você fizer tudo poderá ter esse filho daqui a alguns meses. Mas, terá de se privar de muitas coisas.’’
‘‘Sexo excessivamente pesado, raiva, estresse, brigas, refrigerantes, álcool, escadas, movimentos bruscos. Sinceramente, por mim a senhora só voltaria para casa após o primeiro trimestre. Mas, sei que os dois têm filhos adolescentes e empresas distintas, então... Sugiro que a senhora Jackson se dê férias de nove meses do comando da empresa, pois tem um trabalho ardiloso e estressante que pode e irá complicar sua gravidez, e nada de coisas bruscas... E repouso, então, sinto muito, mas a lua de mel na França acabou.’’
Annabeth assentiu, poderia ter quantas luas de mel quisesse. Mas, essa seria sua última tentativa de ter um filho.
–Eu tenho trombofilia, como AVC? –questionou Annie.
–Seu pai teve um AVC há anos e faleceu... Você teve cinco abortos espontâneos e duas gravidez histéricas, é trombose. Só que você nunca sucumbiu a ela, apenas tem o sangue coagulado que é da doença.
–Eu posso ter um AVC?
–Isso somente seu médico pode dizer.
Annabeth suspirou, os olhos inchados e vermelhos doíam. Olhou para Percy que parecia tão abalado como ela, fechou os olhos. Tanto ele como ela faria tudo o que podia para ter aquele bebê no final do processo, custe o que custar.
Era sua última tentativa.
***
–Já pediu a pizza? –Perguntou Sophie com seus cabelos completamente bagunçados, os cachos negros abusavam de toda a proporção de volume que Jonathan podia imaginar, mas era linda. A pele do rosto não tinha maquiagem dava um ar mais jovial à garota e deixava seus olhos menos ferozes.
–Sim, já devia ter chegado. –Ele respondeu. Estavam a poucos dias juntos, e ela evitava ficar muito tempo junto dele ou até mesmo próximo as noites em casa. Sempre fugindo para algum bar ou balada que se espalhava pela cidade.
–Vai ficar em casa h0je?
Ela assentiu sorrindo, aparentemente Perseu Jackson tinha ligado pedindo que Sophie controlasse suas saídas noturnas, ou então, ele mandaria ela ficar com a mãe.
A garota olhava para o vácuo da parede do apartamento como se estivesse pensando em algo, seus olhos pareciam perdidos na imensidão e Jonathan pagaria uma bolada pelos pensamentos dela.
–Está tudo bem, So? –Tudo bem, que ela tinha ignorado ele durante semanas, mas ele não conseguia para de se preocupar com ela. Não só porque ele estava com os quatros pneus arriados por ela, mas porque era típico dele se importar com todos.
Sophie olhou para ele e viu lágrimas brotarem do seu rosto, ela se ajustou no sofá azul da casa e curvou o corpo abraçando as pernas com os braços.
–Eu estou com medo, Jonathan. –Ela sussurrou, a voz era tão vulnerável e dolorida que ele se aproximou dela. –Meu médico acredita que estou bem o suficiente para passar esse fim de ano sem minha medicação, mas eu não consigo. Perco a concentração a cada instante e tenho vontade de chorar e fico pensando nele.
Jonathan sentou ao lado dela e afagou as costas dela, e alisou sua juba negra.
–Ele suspendeu a medicação porque acredita em você e que você está boa suficiente. Sophie olhe ao redor, você tem tudo... Uma amiga como aquela Elise que devo dizer que é louca por tequila e adorar encher a cabeça do namorado de chifre, mas que faz tudo por você. Uma mãe rockeira e fã de Green Day... Sophie, o máximo que minha mãe é The Beatles...Você sabe quantas pessoas queriam uma mãe rockeira feito a sua? Por favor, garota.
Sophie riu, o som melodioso escapava da boca dela como notas musicais sendo exposta ao espaço. As bochechas dela assumiram uma coloração rosada, tão fofa, ele pensou.
–Eu e minha mãe não nos damos muito bem, afinal. Sabe, meu pai disse que existem mulheres que não nasceram para serem mães, e minha mãe é uma delas. Não que ela seja ruim, ela só não sabe lidar comigo. –Desabafou a garota.
–Então, transforme-a em uma amiga, mas ela não quer o seu mal. Ela é, querendo ou não, sua mãe, e ela te ama, assim como seu pai ama. Só que ele tem um apego maior a você e você demonstra mais o seu amor para ele. Sophie te conheço há meses e você mal fala com sua mãe, não sai com ela, não se diverte e nem visita, poxa! Ela é sua mãe e talvez ela não saiba lidar com vocês e seus problemas como seu pai, mas você precisa dar um espaço para ela na sua vida. Além do mais, tenho certeza que se você quiser Annabeth pode ser uma mãezona para você...
–Será que ela também vai me mandar para internatos? –Perguntou Sophie mais calma e desfeita do casulo.
–Não, esse é coisa de Luke. Esse tal de Daniel é cara que magoou você?
–Sim, Daniel é o nome dele, sua mãe o colocou na cadeia, não era uma pessoa agradável.
–E é por causa dele que você acha que todos os garotos, inclusive eu, irão quebrar seu coração? –Ele perguntou e ela corou envergonhada, sentia medo de ser machucada outra vez e de não conseguir se reerguer. Doía, mas doía menos quando Jonathan estava perto.
Ela assentiu.
–Mas, aqui vai uma diferença minha e desse Daniel, eu jamais quebrarei seu coração, talvez você se machuque no sexo selvagem comigo, mas eu não faço mal a nenhum pernilongo imagine a garota que eu gosto.
–Jonathan... –Ela sussurrou. –Eu já me machuquei tanto, então, por favor...
–Me dê uma chance, e eu te prometo que não irei te abandonar. Eu amo você, Sophie Jackson e moveria as estrelas por você, caso queira.
Ela não aguentou e sorriu. O sorriso mais verdadeiro que ela deu nos últimos anos, os lábios se esticaram e os dentes brancos ficaram a mostra. Os olhos verdes abandonaram todo o lado feroz e pareceu se derreter completamente, seus ombros relaxaram e ela suspirou. Jonathan jurou que ela fosse bater nele e esbravejar dezenas de palavrões... Mas ela jogou os braços em volta dele e abraçou o corpo dele.
Ela não o beijou, não de primeira. Ela sentiu o cheiro de canela com limão que emanava do corpo dele, sentindo por dentro todo o turbilhão de sensações que o choque do corpo deles causava nela. Ela não conseguia pensar em uma resposta para as palavras que ele disse, apenas sentiu uma vontade enorme de sentir-se firme em volta dos braços dourados do garoto ao seu lado.
–Sophie... –Ele falou entre o vulcão negro que era o cabelo da garota.
Eles se encararam e ela sorriu, esfregou aponta dos narizes em um gesto tão infantil até que os lábios dele se uniram. Uma chama acendeu no corpo deles com um simples selar de lábios que crescia cada vez mais na proporção que o beijo se intensificava. Os cérebros dos dois pareciam que tinha derretido com o avassalar do amor e então, o ar faltou aos dois. Sophie passou os dedos no cabelo dourado de Jonathan e puxou a cabeça. E sussurrou:
–Fica comigo, não me deixa, por favor... –Ela suplicou.
O coração dela já fora partido tantas e tantas vezes: pelo abuso do ex-namorado, pelos amigos que a humilharam, pela relação com a mãe. Talvez o que a garota furacão precisasse não era daqueles amores clichês que começavam do ódio ou daqueles súbitos, mas o de Jonathan, que nunca entregara seu coração a ninguém, estava disposto a consertar o coração partido de Sophie.
Ele a abraçou com força e encheu o pescoço dela de beijinhos com carinho e ela aceitava ser mimada por ele. Ele a derrubou no sofá com cuidado e ela riu entregando-se aos beijos deliciosos de Jonathan.
***
O voo que Percy arrumara só partiria amanhã à noite, ele e Annabeth haviam voltado para o hotel de mãos dadas e cabisbaixo, mas mantinham a esperança. Eles não queriam abandonar a esperança de ter um filho deles, apesar de terem Aisha que chegaria assim que eles voltassem para a América – Percy havia pedido para que pudesse adiantar as coisas -. Não queria abandonar um sonho, e Annabeth se dispôs a largar temporariamente o comando da A.C. e seus casos nas mãos de Clarisse, sua amiga.
–Amor... –Chamou ela, estava deitada na cama enquanto Percy falava no telefone com o pai, Poseidon. –Eu quero você.
Annabeth estava abusando da boa vontade de Perseu, ela sabia. Desde que havia saído da consulta com a médica, ela vivia pedindo beijos e favores de Percy que aceitava tudo de boa vontade.
Percy sorriu vindo até ela com o telefone no ouvido, usava apenas uma calça moletom branca, esbanjando o peitoral definido. Jogou-se na cama e riu junto com ela enquanto falava no telefone.
–Eles querem falar com você. –Ele tirou o telefone no ouvido e ativou o viva-voz. –Fala pai e mãe.
–Annabeth querida, como você está? –Falou a doce voz de Sally Jackson, Annabeth podia até ver o sorriso da mãezona do Percy formado no outro lado da linha.
–Oi, Sally e Poseidon. Estou bem e vocês?
–Estamos tão felizes pela sua gravidez. –Falou Poseidon. –E mal esperamos a hora para encontrar vocês.
A ligação não durou muito, logo desligaram e Percy aninhou a esposa em seus braços e ela sorriu, se inclinou para beijá-lo. Percy aceitou de bom grado o beijo da esposa, sabia como ela devia estar... Pior do que ele, e olha que ele achava que fosse impossível.
–Agora teremos dois filhotes e se for menino será Louis, ok? –Ele disse e ela sorriu assentindo. Havia gostado do nome e do modo que soava.
Ela o beijou de novo e passeava as mãos no peito dele, queria sentir-se dele ainda mais, sabia que não poderiam exagerar como antes, mas ela o amava demais e não conseguiria se privar da sensação de se unir a Percy... Ainda mais em sua lua de mel.
Ele aceitava os carinhos de Annabeth de bom grado, não conseguia parar de amá-la por um segundo durante todo o dia e uma vez ou outra pensa em como a relação deles começaram em um típico clichê escolar americano, então se separaram e quando se encontraram anos depois, uma chama imensa de paixão avassaladora irrompeu entre eles e ultrapassaram os limites tornando-se amantes durante anos... E agora ela era dele, a mulher dele. Não daquelas mulheres que ficam em casa cuidando dos filhos e preparando a comida para quando o marido chegar, entregando-se totalmente a uma relação subjugada, mas daquelas mulheres tão fortes que somente ele sabia o ponto onde ela é mais vulnerável, onde o belisco dói mais e ele estava disposto a defendê-la com unhas e dentes e todo amor que eles poderiam consumir um do outro.
Assim como ela.
Para Annabeth não havia nenhum lugar do mundo melhor do que nos braços de Perseu, adora sentir-se mimada por ele, receber flores e bombons e beijinhos no meio da noite, tinha ele em suas mãos e o tratava como se ele fosse o seu eterno Cabeça-de-algas, mas ela também sabia que ele adorava os cafunés que ela fazia no topo da cabeça dele, adorava quando por vez ou outra ela o visitava no trabalho com as típicas roupas formais e ele lambia os beiços de tanta malicia, mas ela era a advogada dele e ele não suportava a sensação de tê-la a uma mesa de distância, então ele a convidava para sentar no seu colo, pois de acordo com ele seria mais fácil para o bom entendimento do presidente da Jackson’s Global, ela sabia a intenção do marido e mesmo assim aceitava. E assim que ela sentava em seu colo, ele tentava seduzi-la, alisando suas pernas ou beijando seu pescoço e até mesmo brincando com a calcinha dela, já que Annabeth só trabalhava de saia e ela não aguentava a tentação, logo estavam nus e com as roupas jogadas no chão.
–Eu estou tão ansiosa para conhecer Aisha... –Falou Annabeth com os olhos brilhando de ansiedade. –Eu sempre quis brincar de bonecas com minha filha, mas aí veio Jonathan e brincávamos de luta, então...
Percy gargalhou alto e a puxou para seus braços, a camisola branca deixava seus seios praticamente expostos.
–Você brincando de luta... Deve ter sido uma graça. Sophie amava pintar as unhas dos meus pés com um esmalte azul brilhoso, coisa de criança, você sabe? –Ele confindecializou.
–Sempre soube sobre essas suas quedas femininas, mas ainda amo você. –Ela falou manhosa deitando sobre o corpo dele. –Eu te amo, Perseu Jackson, e durante anos tive que me privar desse sentimento, mas é complicado ignorar algo que cresce a cada dia; então você se casa por post-its comigo, me dá seu sobrenome e me faz sua, adota uma criança e faz um filho comigo e eu não vejo quanto amor meu coração ainda aguenta, mas eu te amo mais a cada dia e não sei se eu vou conseguir parar de te amar.
–Não espero que consiga, eu amo você desde que era uma menininha de óculos enormes e cabelos loiros cheios, Annabeth e eu vou amar você até seus cabelos virarem brancos e criar rugas. Eu amo você.
***
Sophie sorriu em cima do peito nu de Jonathan, os cabelos negros continuavam em forma de juba, mas eram acariciados pelos dedos grandes e finos de Jonathan, ela sentiu o coração dele bater ao fundo enquanto os dedos dos pés deles se enroscavam um no outro. O ar a volta deles estavam frio devido ao inverno que se aproximavam cada vez mais e ameaçava toda Manhattan, mas isso não importava.
A pizza havia chegado em um momento nada oportuno para os dois e Jonathan acreditava que os gemidos de Sophie haviam colocado o entregador para correr, mas ele não se preocupou muito, estava se deliciando com uma coisa muito melhor, relativamente. A respiração calma de Jonathan acalmavam os nervos hiperativos de Sophie, parecia um daqueles sossegas leões que ela costumava tomar antes, ela sentia fluir tudo de bom que tinha enquanto estava acalentada nos braços dele.
A campainha tocou e Sophie deu um pulo do sofá no qual estavam. Jonathan levantou junto com ela. Tatearam as roupas que estavam jogadas pelo chão e a campainha tocava insistente, e ele foi atender.
–Minha filha está ai? –Perguntou uma mulher de cabelos negros na altura do ombro, lisos, carregava algumas sacolas. O braço direito tinha tatuagens recém adquirida nos últimos meses; usava uma calça apertada e uma blusa do GreenDay com um casaco de couro por cima. Ela tinha uma pele pálida e um batom vermelho escarlate na boca e os olhos eram tão elétricos como o de Sophie.
–Na sala, entre. –Ele sugeriu. A mulher sorriu para ele, e levou os dedos finos e brancos cheios de anéis para o rosto dele.
–Você parece muito com o seu pai, Jonathan, é tão bonito quanto ele com seus dezessete anos.
–Obrigada, senhora Grace. –Ele respondeu e ela sorriu. Ela entrou na casa e seus saltos negros ressoavam pelo cômodo. –Sophie, é sua mãe.
Sophie voltou para a sala, seus cabelos estavam amarrados, contudo certas mechas estavam soltas perto de suas orelhas. Ela sorriu simpática para a mãe que retribuiu indo até ela e afagando seu rosto.
–Que surpresa, mãe. Pensei que você jamais viria me visitar aqui na casa de Annabeth... –Respondeu Sophie fazendo a mãe dela rir.
–Só porque ela tomou meu marido não quer dizer que eu não possa vir visitar minha única filha. Não me quer aqui, Sô? Posso ir embora. –Thalia falou, não usava um tom grosseiro. Jonathan até acreditava que ela estava sendo sincera com a filha e quando Sophie não respondeu, ele decidiu tomar as rédeas da situação.
–Que nada, senhora Grace. Você é muito bem vinda na nossa casa, apesar dos problemas enfrentados nos últimos meses.
Thalia riu.
–Vocês comeram algo? Trouxe comida.
Sophie sorriu agradecida e foi na cozinha arrumar a mesa.
–Annabeth não liga para vocês dois transando no sofá dela? Deuses! Está fedendo a sexo! –Ela falou reclamando e Jonathan corou.
–Desculpe, senhora...
–Você é um Chase Castellan, me surpreenderia se não fizesse sexo, Jonathan. Por favor, garoto... Ah, me chame de Thalia.
Ele sorriu e foi na cozinha ajudar Sophie com a mesa, preparam tudo rapidamente e logo estavam sentados. Thalia, a mãe de Sophie e provavelmente a futura sogra de Jonathan, trouxe comida chinesa, a preferida da filha e mantinha uma conversa normal com eles, e uma vez ou outra olhava em volta do apartamento.
–Sabe, quando eu tinha a idade de vocês, eu era simplesmente apaixonada por Luke Castellan e Green Day e se ele dissesse ‘‘Nada de Green Day hoje’’, eu nem sequer pensava em Green Day. E ele escolheu Annabeth. Todos escolhem Annabeth, apesar de não surpreender minha sobrinha ou prima – tanto faz – sempre foi a queridinha, afinal para me aguentar tem que ter muita paciência, mas vocês dois lembram Luke e eu, até na aparência, espero que acabem juntos, sério. Torço por vocês.
–Obrigada, Thalia. Olhe... Sei que tem seus problemas com minha mãe assim como tem com Percy por tudo que ocorreu, mas ela sente sua falta. Ela sempre reclamou que nenhuma das amigas delas se comparou a você e eu acho, que se ambas fizerem um esforço vocês podem começar de novo.
–Annabeth me magoou mais do que Percy, ela praticamente pisou no meu coração assim como eu tenho certeza que a feri muito, se ela quiser minha amizade de volta, eu a perdoo por ter roubado meu antigo namorado e meu ex-marido.
Sophie sorriu e apertou a mão da mãe, e assim olhando uma para outra, dava para perceber que Sophie não era apenas a cópia de Perseu. Ela tinha o lábio inferior de Thalia, o mesmo movimento nos ombros e a mesma ferocidade.
–Fico feliz de saber disso, mãe. –Respondeu Sophie.
–Fico feliz em saber que você está feliz, querida. –Disse Thalia beijando a testa da filha e sussurrou um. ‘‘Me desculpe por tudo e sempre vou amar você. ’’
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