Notas iniciais
101 reviews para uma fic planejada na aula de quimica? Como assim? Serio gente, amo voces. Aqui vai mais um capitulo, obrigado a todos que leem e comentam sempre. Amo voces. Bjos. Boa leitura.

Povs Annabeth.

Depois do meu ‘’casamento’’ com Percy passamos a nós encontrar quase todos os dias. E eu realmente me sentia culpada, por causa de Luke.

Hoje, era quinta e eu estava em um jatinho com Silena, iriamos para Toronto, fazer uma conferência. Durante toda a viagem falamos sobre gravidez e bebes. Ela me disse que Charles estava a mil, havia contado para toda a família, e estava super carinhoso com ela.

Um filho, na maioria das vezes, é bom para um casamento.

A conferencia durou algumas horas; eu era uma das oradoras, falando com uma enorme plateia.

–Quando comecei a faculdade de advocacia em Oxford, eu tinha ... –Continue o discurso por um tempo, até ouvir palmas.

Quando saímos do prédio, eu e Silena iriamos pedir um taxi, sentir uma coisa ruim perto de mim. Uma sensação estranha. Virei-me rapidamente, mas não era nada. Vi um taxi se aproximar em um quarteirão próximo, e Silena esticou a mão, ao mesmo tempo que eu senti uma mão na minha boca, arregalei os olhos e senti a camada de tecido. Logo, meu braços foram puxados para trás, e Silena também estava igual a mim. O taxi passou e nem percebeu que algo errado estava acontecendo ali.

–Senhora Castellan, creio que seu marido adorará ter a honra de uma ligação sua. Mas, antes... –Senti ele colocar um pano na minha boca, tentei mexer a cabeça, mas ele era bem mais forte do que eu. Chuta-lo? Mesmo assim eu não iria machuca-lo. Antes, de continuar minha linha de raciocínio apaguei.

Acordei dentro de algum cômodo eu suponho. Há uma venda em meu olhos, impedindo-me de enxergar. Minhas mãos estavam presas por uma corda, e minhas pernas também. Mexi a cabeça e senti uma dor na região do pescoço. Eu não podia me apavorar.

Tentei falar Silena, mas acho que na verdade saiu um muxoxo ou um gemido de dor. Mas, não recebi um da minha amiga de volta. Percebi que a superfície em que estava sentada era macia e com molas, e possivelmente antiga. Minhas pernas formavam um ângulo de 90º, eu estava sentada em uma cama. Eu acho. O chão era frio, eu estava sem meus sapatos.

Deuses! Será que eles fizeram algo comigo? Tremi só de pensar. Eu não sentia nada, além de dor e medo. O que eles querem de mim? Dinheiro? Eles falaram sobre Luke, será que ele se meteu em confusão.. Oh deuses.

Senti que eles estavam tirando minha mordaça, pude perceber que minha boca estava dormente. Tremi. Eu precisava ser forte.

–Suponho que não irá me dizer quem é? –Falei firme.

–Está certa. –Ao contrário do que eu pensei, a voz saiu em ecos. Ou seja, com certeza ela estava modificada.

–O que você quer dinheiro? –Não tive resposta. -Em que meu marido se meteu?

Alguns segundos depois, a resposta veio.

–Seu marido é um homem ambicioso e ganancioso. Ele e o pai estão se afundando em uma rede de mentiras cada vez pior. Agora, que a velha está louca... Precisamos agir. Eu pensei em pegar o filho de vocês, o menino Jonathan, mas trabalhar com crianças é difícil.

Minha cabeça trabalha em mil. Agradeci a Deus por esses loucos não terem pegados meu filho. Velha louca?

–Façamos assim, te darei dois milhões e você liberta minha amiga grávida e eu continuo aqui.

–Proposta tentadora, mas você acordou bem tarde. Sua amiga passou a noite se contorcendo, cara loira. Ela teve um aborto. –Ele falou frio.

–Aborto? Meu deus. Como assim?

–Esse papo já está muito esticado. Se olhar bem, loira. Verá que há câmeras por toda a sala. E grite bem muito, quanto maior a dor. Maior será o desespero de seu marido.

Uma mão bateu em meu rosto forte a ponto de fazer-me gritar. Logo, veio outro tapa seguido. Meus olhos foram fechados.

–Por favor... –Implorei. –Para!

Um dor ainda mais agonizante veio até mim, senti mãos passando pelo meu braço. E gemi de nojo. Outro tapa, senti meu cabelo ser puxado. Gritei.

–Por favor, Luke. –Disse baixinho, e logo em seguida gritei. –Salve-me.

Largaram meu corpo. Sentir as cordas ser soltas e a fenda dos meus olhos saírem. Eu estava sozinha na sala, havia um copo de agua ali ao meu lado e uma bolsa de gelo, e um analgésico.

Suspirei. Meu rosto ardia, e meus pulsos estavam vermelhos. Tomei um anestésico e um gole da agua. Peguei a bolsa de gelo, e coloquei do lado direito do meu rosto, era onde doía mais. Olhei em volta, o cômodo era escuro, e eu podia ouvir o barulho do encanamento. Havia várias prateleiras, mas eu não tinha a menor curiosidade de averiguar o quarto mais minuciosamente. Olhei para onde eu estava, era realmente uma cama aquelas pequenas de solteiro, havia um travesseiro. Eu não queria dormir, mas a dor era descomunal. Olhei para frente e percebi que havia um vidro espesso, possivelmente os sequestradores me viam de lá.

Me deitei na cama, mantendo minhas pernas cruzadas, e agradecendo por ter usado calças na noite anterior. Algum tempo depois, não tenho a menor noção das horas, ouvir um barulho e a porta foi aberta. Silena. Ela estava pálida e andava cambaleante, percebi a coitada não tinha equilíbrio nas pernas, ela me encarou com desgosto. E eu me senti culpada.

A barriga dela não tinha mais aquele volume como antes, mas ainda sim estava inchada. Ela realmente tinha abortado. Mas, ela estava limpa, ao contrário de mim, alguém deve ter dado um banho nela, usava roupas folgadas e o cabelo estava solto e molhados.

Ela chorava. Fiz força para ir até ela. E mal consegui. Andei até Si, e a abracei carinhosamente, a puxei para cama e me apoiei na cabeceira, fazendo ela deitar entra minhas pernas, os soluços vieram. Passei minha mão pelo cabelo dela, em um gesto maternal.

–Tínhamos comprado o berço. Era branco. E lindo.

–Me desculpe por te colocar nessa situação... –falei chorando baixinho, quase imperceptível no mar de lágrimas que a morena colocava para fora.

–Tudo bem... O pano não me fez desmaiar, então... Quando eles nos jogaram no carro, eu cai de barriga para baixo. E acordei abortando... Duas mulheres vieram e me levaram, e tiraram. Fui banhada por ela, e vim para cá.

–Pode descansar, qualquer coisa. Eu te chamo.

Passei horas e horas daquele jeito, sem nem sequer fechar o olho. Eu estava tentando me manter forte por fora. Mas, por dentro eu estava destruída. Minhas pernas estavam dormentes, minha boca seca. Meu rosto doía, e o gelo tinha derretido.

–Seu marido é um louco, loira. –Falou a voz oca. Acordando Silena. –Nem pedimos um resgate tão caro e ele já está com medo. Ele quer falar com você...

Um homem vestido de preto e com um pano na cabeça entrou. Me assustando me deu o telefone.

–Annie.. –ele falou.

–Luke... –Choraminguei. –Por favor. Me salve. Salve a gente.

–Como Silena está? –Ele perguntou.

–Ela abortou, Luke. Faça o que eles querem. Por favor...

–Quem são eles Annie?

– Os Titãs, Luke. São eles. Me ajude.

A ligação caiu, e o homem tomou o telefone. Percebi o sorriso nojento no rosto dele. Era Jápeto. Ele tocou meu cabelo. E gargalhou.

–Sorte sua que você não puxou o lado burro da família, corujinha...

Eram eles. A família mais poderosa na rede de crime organizados do mundo. Empréstimos, drogas, tráficos, roubo. Se fosse grande, os titãs estavam no meio. Conhecer um era um mal agouro. Mas, ser sequestrada por um...

Definitivamente, eu não tenho sorte com nada.

Notas finais
E ai? Titãs na area? Boa coisa não vai ser... Enfim, bjos e até.