Notas iniciais
Demorei? Enfim, gente... Esse capítulo foi feito no celular, porque o meu computador quebrou e eu ainda não achei a peça. Então, se houver qualquer erro, me informem, tudo bem? Quero avisar que nessas férias postarei uma nova fic, Welcome The New Age, que vai ser quando Gaia tenta usurpar o poder, mas é impedida quando Percy a destrói e invés dele entregar o poder a Zeus e os outros deuses. Ele se declara Senhor dos deuses e do Olimpo, assumindo o poder com os outros sete. Só que existe um problema, um grande problema. Enfim, espero que voces leiam essa minha próxima fic e em breve postarei ela. Boa leitura. Ah, e dedicado a diwa do meu core Kay La Rue que recomendou INYL

POVS Percy.

Aquilo era sufocante. A situação, a família, a dor. Quase todos os Olympus estava na casa dos Castellan's sempre em busca de novas informações. Athena e Frederick estava ali também, ele parecia mal, os olhos tinha enormes bolsas roxas, cabelos mais ralos que o comum, e a aparência doentia.

Olhei ao meu lado e encontrei a mão de Thalia, que apesar dos últimos acontecimentos, decidiu dá um apoio. Luke parecia mal, olhava sempre para o celular e o notebook, seu cabelo loiro estava penteado como sempre, e mantinha a aparência firme. Ao lado dele, estava Hermes. Parecia emburrado e ao mesmo tempo apavorado.

O clima não era dos melhores, Charles -acho que é o marido da Silena, a mulher que estva com Annabeth- estava no escritório e parecia transtornado. Deuses...

–Onde está o Jonathan? -Perguntou Thalia quebrando o silêncio que havia se instalado a algum tempo. Luke algum tempo depois olhou ela e respondeu.

–Lá em cima com Clarisse. -Respondeu com os dedos mexendo no celular.

–Ele sabe? Que Annabeth... -Thalia não completou a frase.

–Não. Disse para ele que Annie está viajando e voltará a tempo de levá-lo para q Suíça. Consegui. Pronto. A transferência foi feita.

O resgate foi de vinte milhões. Quinze para Annabeth e cinco para a amiga dela. Prontamente, Luke falou que arranjaria o dinheiro. O que eu achei estranho, pois nenhum banco disponibilizaria essa quantia em tão pouco tempo.

–Agora, só é esperar... -Falou Hermes parecendo um pouco mais aliviado e apertando a mão de May, a mulher dele que estava encolhida ao seu lado.

–Esperar quem, querido? -Perguntou a mulher, fazendo todos voltarem a atenção nela.

–Annabeth.

–Quem é Annabeth? -Ela parecia confusa, arregalei o olho, e Hermes beijou a cabeça dela.

POVS Annabeth.

Acredito no Paraíso e também no Inferno. Eu sei que nunca vi nenhum deles, mas eu tenho que acreditar neles. Eles precisam existir. Porque se não existe nenhum paraíso e nenhum inferno, estaremos todos destinados ao limbo.

Ao meu redor, eu não enxergava nada. So ouvia os choros baixinhos de Silena, eu não poderia largar minha amiga jamais. Eu não iria deixar que nada de ruim acontecesse com ela. Perder um filho é doloroso suficiente, porque durante toda a gestação desde a descoberta você fica idealizando tudo. O nome, as primeiras falas, a aparência, o caráter. E perder um filho, algo que deveria ser o ápice da relação, e uma daquelas coisas que as pessoas idiotas costumam dizer que você nunca conseguirá seguir em frente. Porque não tem como esquecer, e infelizmente isso é verdade. Não há como esquecer, não há como seguir em frente. Só resta lutar. Lutar contra a dor fisica, a psicológica. Tentar manter tudo no seu devido lugar, porque não importa o quanto é dolorosa é a sensação é a única forma de crescer e talvez... Seguir em frente.

Não sei em que momento fui puxada por um brutamente, e levada pra dentro de uma van. O choro de Silena parou, e ouvi a porta lateral do automóvel fechar com força causando um barulho insano para meus ouvidos. Meus corpo estava ao lado de Silena, alguns poucos centímetros de diferença, ela apoiou a cabeça no meu ombro, nossos braços estava amarrados, estão apenas encostei a minha cabeça na dela.

–Seu marido pagou o dinheiro e ainda mandou uma quantia à mais para as duas sairem vivas. E um tal de Jackson está no aeroporto com o jatinho dele. Senhor Castellan... Quer dizer, o mala do teu marido não veio, algo aconteceu lá. Não sei.

Essa voz não aparentava ser a mesma que tinha me colocado dentro do carro, então deduzi que aquele era outro homem. O resto do caminho foi silencioso, apenas o barulho do asfalto misturado com a fina camada de gelo entrando em atrito com o pneu.

Luke não havia vindo. E Percy, sim.

No momento, isso não me importa o suficiente. Já que eu estou sem dormir desde o dia em que fui levada, fora que estou congelando, com uma fome e com uma dor devastadora.

Passei as ultimas semanas em um dilema: Percy ou Luke? E jamais pensei nisso, em ser sequestrada. Eu arranjei problemas para mim. Brigar com minha mãe, trair meu marido, ter um amante, ter causado o aborto em Silena -afinal, ela estava comigo. Na hora errada, e no lugar errado.-, o internato de Jonathan... Fazendo tempestade em copo de água quando eu iria ser sequestrada, passando fome e frio. Qur necessidade é essa minha apertar o botão de autodestruição?

O automóvel parou, e a.porta abriu.

–Fechem os olhos ou as duas morrem. -Obedeci. Uma fenda foi colocada nos meus olhos e acho que no de Silena também. Fomos levada por esse homem e damos cinquenta passos, sim eu contei. E eles mandou sentar, disse que iria tirar a fenda e que era para permanecer com os olhos fechados.

Obedecemos. Algum tempo depois, ouvi o barulho distante da van sair. E algo me puxar, tolamente meus olhos ainda estavam fechados quando meu corpo foi abraçado.

–Annabeth...

–Percy. -Finalmente abri meus olhos e o olhei. Continuava lindo, seu cheiro de maresia me acalmou e por um instante senti o alívio percorrer meu corpo. E logo, a dor invadiu meu corpo, parecia que o peso do mundo estava sobre minhas costas. Meus pés cederam. E eu apaguei.

Fazemos de tudo para não sentir a dor. Tomamos remédios, temos consulta com psicólogo e psiquiatra, saímos, bebemos. Mas, algumas vezes não há nada que nós resta além de sentir.

Quando acordei estava no hospital, um quarto branco tedioso, havia umas três pessoas ali. Acho que era dois homens e um menino. Quando foquei meus olhos, reparei que era Percy, Luke e Jonathan.

–Jonathan..- Sussurrei, ele veio e me abraçou enchendo mei corpo de beijos. -Olá, Luke e Percy. -Falei simples.

Responderam o meu oi, mas parecia abalados.

–Aconteceu algo com Silena? -Perguntei logo.

–Não, mamãe. A dinda acordou ontem.

Sorri aliviada.

–Então. . O que foi?

–Foi o vovô Fred. -Falou Jonathan.

–Ele teve um AVC, amor.. -Falou Luke calmamente. -Entrei na sala de cirurgia com ele, mas os danos era... irreparáveis.

–Ele morreu?

–Frederick morreu... Em minhas mãos.

Viver ou morrer. Lutar ou desistir. A vida dos homens é feita de escolhas, e ela nem sempre está em nossas mãos.

Notas finais
Comentários? Bjos e até.