I Need Your Love.
35 Possivelmente apaixonado.
Notas iniciais
Pov's Sophie.
Depois de duas músicas estridentes, deixei a pista de dança e caminhei até o bar. Pedi ao garçom qualquer bebida forte que tivesse e fiquei observando o ambiente que vibrava com a batida alta da música, jovens estavam espalhados por todo local, bebendo, rindo, dançando, ou apenas conversando. Para ser bem sincera não estava com clima para festa, a multidão estava me deixando tonta.
Olhei ao redor à procura de Jonathan e Crystal pois eu havia perdido eles enquanto estava dançando, mas parecia que tinham evaporado.
"Ótimo, devem estar se comendo em algum canto por aí.''
Bufei e tomei o último gole da bebida amarga que sobrara no meu copo.
– Outra, por favor. — Pedi em uma suplica ao rapaz que atendia um casal do outro lado do balcão. Algumas doses depois, finalmente avistei Crystal, e seus malditos cabelos vermelhos, rindo histericamente de algo que Jonathan sussurrava em seu ouvido. Eles caminharam abraçados em minha direção e meu estômago embrulhou com a cena. Pensar no que acontecera anteriormente com os dois era demais para mim.
– Então, já acabaram? Que rápido. -Soltei dando um gole na minha bebida.
– O quê? — Crystal perguntou confusa. — Ah por favor... Sophie, você está bêbada? — Eu ri secamente.
– Claro que não, eu só bebi um pouquinho.
– Certo, vou te levar pra casa, agora — Jonathan me puxou do banco, mas eu o interrompi.
– Ah não se incomode, podem continuar o que estavam fazendo.
– Mas do que diabos está falando Sophie? Anda logo!
Ele me carregou para fora da boate onde o carro estava estacionado, me ajudou a caminhar ate lá, abriu a porta para que entrássemos e em seguida deu partida.
– Sophie você perdeu a cena que presenciamos perto do banheiro...-Começou Crystal, mas eu a cortei.
– Anh... isso foi antes ou depois do show de pegação de vocês dois?
–Qual o seu problema? — Jonathan perguntou irritado me olhando rapidamente.
–Meu problema e vir a uma boate para acompanha-los e ficar largada no bar enquanto vocês se fodiam em algum lugar qualquer daquela porcaria.
– Sophie, nós não... — Crysta começou a falar mas foi interrompida pela voz exaltada de Jonathan.
– E o que você tem com isso? Nunca pegou ninguém em uma festa?
–Jace se acalme... -Falou Crys calma.
–Nossa Jonh, você não muda nunca, não é?
– Do que você está falando, sua louca?
Ele me chamou de louca.
Louca, como todos já haviam me chamado. Louca.
Abri a boca para responder,mas antes que alguma palavra saísse, ouvi o barulho de uma buzina forte. Um carro perderá o controle e veio de encontro ao nosso, o impacto fez com que capotássemos para fora da pista, bati a cabeça em alguma coisa pesada e tudo ficou escuro.
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–Sophie, acorda!Por favor.
A voz rouca e perturbada de Jonathan ecoava na minha cabeça. Ele me sacudia desesperadamente, me forcei a abrir os olhos lentamente e me vi de cabeça para baixo presa pelo cinto de segurança.
Me desesperei, me remexendo feito louca tentando sair dali.
– Graças aos Deuses! Você esta conseguindo me ouvir?
– Jonathan.., me ajude. Onde está a Crys?
– Ela foi pedir ajuda, Sophie tenta se soltar.
Eu puxei o cinto com toda força que pude reunir mas estava emperrado em alguma coisa.
–Eu... não to conseguindo...
– Certo, fique calma. Ja faz um tempo que Crys foi buscar ajuda, alguém ja deve estar vindo.
–Esse carro pode explodir a qualquer momento. E.. eu estou com medo Jonh. Ele segurou segurou minhas mãos entre as suas, tentando me confortar. Eu era a única dentro do carro, Jace e Crystal já haviam conseguido sair. A cada respiração sentia algo perfurar minha pele, doía. Doía demais.
–Eu estou aqui, nunca vou deixar algo acontecer com você. Eu prometo, Sophie.
Lágrimas começaram a correr pelo meu rosto, marcando o desespero depois de várias tentativas frustrantes de soltar aquele cinto. O sangue estava subindo para minha cabeça, e minha visão começava a embaçar. Eu me sentia tonta e eu lutava para não perder os sentidos.
– Não não, fique acordada por favor. Não faça isso comigo.
–Eu estou tentando... Tá doendo demais, John...
–Onde está Crys com essa droga de ajuda? Não posso acreditar nisso!
–Jonh e..eu... -Fui interrompida pela sirene que soava alta na pista ao nosso lado.
–Uma ambulância! Ate que enfim.
Crys veio correndo até nós, com paramédicos logo atrás dela.
–Deuses, Sophie você está bem?
–Não. Alguém chame o papai. — Disse entre dores.
–Eu vou precisar que se afastem dela, tudo bem? — Avisou um dos paramédicos. Ele veio até mim, puxou o cinto e o cortou. Outras duas pessoas se aproximaram ajudando a me tirar cautelosamente do carro, e me pôr na maca. Minha cabeça parecia que ia explodir, era como se todos os tambores de uma orquestra tivessem decidido fazer um show la dentro. Colocaram uma agulha na minha veia para liga com o soro, e em seguida me levaram até a ambulância.
Jonh veio correndo até nós para me acompanhar no caminho até o hospital enquanto Crys ia seguir na van ao lado. Chegamos pouco antes de 20 minutos., eu acho. Não sei quantas vezes meus olhos se fecharam por alguns momentos. Ouvia o barulho do meu coração no aparelho ao meu lado.
Dois internos nos aguardavam na entrada do hospital. O paramédico lhes disse minhas condições, e os dois me encaminharam para a emergência.
–O senhor não pode passar daqui. — Um dos internos alertou Jonathan.
– Você está brincando não é?
– Sinto muito, são regras.
–Eu sou um Castellan. Meu pai é dono dessa rede de hospitais e voce não pode me dizer aonde eu devo ou não devo ir. -Ele gritou.
– Jonh, não precisa disso. Eu estou bem. Eu acho. Chame papai, ok? Eu sempre vou estar aqui com voce.
Depois de alguns segundos ele finalmente concordou, e ficou na recepção à minha espera.
Um neurologista fez uma série de exames para ver se havia alguma fratura grave que justificasse minha dor de cabeça, mas todos os resultados vieram normais. O único problema que havia em meu corpo era um pé torcido, que os médicos facilmente resolveram. Logo me levaram para o quarto, onde me aplicaram algo para poder descansar.
Um bom sono.
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Acordei no dia seguinte com a luz do sol que atravessava a janela e vinha de encontro ao meu rosto. Olhei ao redor e vi meu pai ao telefone com alguém.
– Sim, ela está bem Thalia. Eu sei... mas foi apenas um susto... Seria ótimo se parasse de gritar... Ah deuses, não da pra conversar com você! Se quiser, venha aqui ver, eu não vou mandar fotos de um pé torcido, entenda mulher.
Ele desligou o telefone tomado de ódio, e olhou para mim.
– Bom dia querida! Esta se sentindo bem? -Falou beijando meu rosto. -Eu fiquei tão preocupado, meu doce.
– Era a mamãe?
– Sim, ela queria saber notícias sua, mas não soube perguntar educadamente.
– Espero que algum dia vocês tenha uma conversa civilizada... E o acidente?
– Talvez... Ah, o acidente não foi culpa de vocês, o babaca do outro carro estava bêbado. Annabeth, devo dizer uma Annabeth louca e perturbada, está cuidando dele. -Ele veio até mim, e ajeitou meus cabelos e roçou a mão em minha bochecha. -Poderia ter perdido você por causa da imprudência de um idiota qualquer. Eu não viveria sem voce, Sophie Olympus Grace Jackson.
– Mas não perdeu.
– Sim, isso é o que importa.
– Onde está Jonathan? -Perguntei e ele arregalou o olho em um sinal de ''Nem quero saber.''
– Ele foi tomar café, já deve estar aparecendo por aqui. Filha, preciso fazer uma ligação muito importante, volto logo. — Ele disse enquanto saía do quarto.
– Tudo bem.
Passei algum tempo procurando um canal interessante naquela TV do hospital, mas nada era do meu agrado. Jonathan entrou pouco depois e se sentou ao meu lado. Passou um longo tempo, que usamos encarando um ao outro, até ele pronunciar algo.
– Oi, você esta melhor.
–Sim, não graças a comida desse hospital. Mas, talvez voce possa resolver Senhor meu pai é dono desse monte de hospitais e faço o que eu quiser.
Ele riu. Ele levantou meu corpo um pouco me jogando para o lado e se deitou colando nossos corpos, encostei minha cabeça em seu peito e senti a respiração calma dele.
–Tive medo ontem Sophie, medo de te perder.-Ele começou. -Eu sei quando isso começou, e sei que voce não quer se apaixonar por mim. Mas, isso não ajuda, já eu estou apaixonado por você. E enquanto voce pensa mil besteiras de mim e de Crys, eu só penso em voce. Em ter voce, mas parece que so você não percebe isso.
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