I Need Your Love.
37 O casamento.
Notas iniciais
Pov’s Narradora. (N/A: saudades gente.)
O nervosismo dominava os noivos.
Annabeth estava tremendo, apesar de ter passando toda a semana na mais pura calma agora na hora de colocar o brinco de pérolas, ela tremia. Seus dedos pareciam está fora do comando do seu cérebro, ela respirava e inspirava tão rápido que sentia o oxigênio arder nos seus pulmões.
Demorou dezoito anos para ela casar com o homem da vida dela, e agora a menos de meia hora ela tremia e sentia uma dor no coração do tamanho do mundo. Alisou seu vestido, apesar das mãos tremulas, e sorriu. Seu vestido era bem simples comparado ao do primeiro casamento dela, não havia um volume na saia, eram um modelo longo de um único ombro com uma flor de cetim na vértice. Era marcado embaixo dos seios que estavam bem maiores nas últimas cinco semanas, apesar de ela ainda não ter percebido esse detalhe. Não havia nenhum decote, e tinha uma textura nobre que com pequeno detalhes o vestido se tornara lindo.
O cabelo dela estava amarrado em um coque frouxo com vários fios dourados cacheados ao lado de seu rosto. Uma maquiagem com os olhos marcados no preto com o branco e a boca com um simples batom rosa. Ela sorriu, tentando outra vez colocar as pérolas na orelha.
Tentativa vã.
Ouviu batidas na porta e perguntou quem era. Era Jonathan, usava um terno negro à risca e uma gravata vermelha, havia penteados os cabelos dourados e sorriu para a mãe ao vê-la.
–Está linda, Annabeth. –Ele disse. Ela sorriu e ele beijou as mãos dela.
–Até onde eu me lembre era mamãe. –Ela respondeu e ele riu. –Coloca? –Ela pediu ajuda com os brincos de pérolas que tão sofridamente ela ainda não havia conseguido colocar. Ele disse que sim, ela virou de cosas para ele, vendo-se em um enorme espelho todo o seu reflexo e como estava linda. Ele colocou o brinco e sorriu.
–Olhe mamãe... –Ele disse e ela sorriu. –Eu sei que você não foi muito feliz no casamento com meu pai, eu sei que durante anos eu te prendi a um casamento falido e desgastado. Mas, eu quero que você seja feliz. Não me importa com quem. Você já conseguiu inúmeras coisas e ainda vai conseguir, mas eu quero que você me diga que se você não for feliz, você vai seguir em frente e não se entregar a outro casamento falido. Tudo bem? E qualquer coisa, eu vou morar com você para quando precisar eu encher a cara dele de soco, tudo bem?
Annabeth sorriu com os olhos marejados e abraçou o filho, sem nem se importar com a roupa ou maquiagem. Era seu filho. Jace.
–Eu sempre vou estar aqui para ajudar você. Para o que você precisar, sempre fomos nós dois, querido. Sempre será nós dois. E eu te prometo que eu tentarei ser feliz com o homem que eu amo. Mas, eu sempre vou estar com você. O amor que eu sinto por você não pode se quer ser comparado com o que eu sinto por Percy. Eu moveria as estrelas por você, Jace, e você sabe disso.
Eles passaram um tempo abraçados, Annabeth inalava o perfume forte do filho e ele, o perfume doce da mãe.
–Eu te amo, Jace. –Ele se afastou um pouco dela e beijou sua testa.
–Eu também te amo, mãe.
***
Percy não conseguia amarrar a gravata de nervosismo.
A cada instante um sorriso bobo brotava no seu rosto, algo que ele mal percebia mais que parecia derreter todo o cérebro e não permitia que ele desse o nó na gravata. Ele estava em um dos quartos da casa, onde todas as janelas estavam fechadas impedindo-o de ver a decoração que os dois pagaram.
Ele queria pagar a festa por completo, mas Annabeth não queria e começou uma bela discursão.
Mas, no fim foi decidido que Annabeth pagaria a metade dos gastos da cerimônia e ele a outra metade junto com a Lua de Mel.
Paris, o local fora escolhido pela noiva, já que, de acordo com ela, se permitisse que Percy escolhesse seria no Havaí.
Ele sorriu com a mera lembrança da futura esposa. Seus olhos verdes suplicantes pareciam sorrir junto com seus lábios, os cabelos negros haviam sido penteados e um belíssimo terno à risca estava em sua perfeição fenomenal.
Batidas na porta ecoaram e ele ouviu a voz da mãe, Sally, pedir permissão para sua entrada. Logo consentida por Percy.
–Voce está lindo, Percy. –A mulher falou. Usava um vestido azul longo e cabelos negros soltos em cascatas, uma maquiagem singela e o sorriso bondoso tão marcante em sua vida. Ele sorriu como resposta ao elogio da mãe, ela pegou a gravata branca dele e com seus dedos delicados realizou todo o processo para deixá-la perfeita. –Eu sabia que em algum momento você iria acabar casando com Annabeth Chase. –Ela começou. A mãe de Percy era dona de uma voz fina e harmoniosa e de olhos castanhos marcantes. –Parece que vocês nasceram um para o outro.
Ele sorriu mais uma vez. Também tinha esse pensamento desde muitos anos atrás quando era um adolescente idiota que passava as tardes correndo em uma quadra de basquete.
–Espero que vocês sejam muito feliz, meu filho. E que possam me dá mais um netinho, talvez. –Percy riu, e lembrou-se da conversa que tivera com Annabeth a três meses atrás sobre o tratamento que Luke propôs. Ele fora contra e aquilo ocasionou a primeira briga deles, afinal era o sonho de Annabeth, que após duas conversa com mulheres enlouqueceu querendo fazer o tratamento. Mas Percy achou melhor não. Quantos abortos espontâneos Annabeth não havia tido? Quanto sofrimento fora destinado a ela na busca de seu sonho? E Percy sabia que aquilo que ela tanto ansiava podia acabar por destruí-la por completo.
Mas no fim, depois de muitos gritos, choros e palavrões, Annabeth entendeu o real motivo e aceitou. Annabeth Chase tinha suas loucuras, mas era uma mulher sensata.
–Não se preocupe, Perseu. Se Deus não deu a você ou a Annabeth outros filhos era porque ainda não estava na hora. –Disse a mãe do noivo. –Mesmo que ela não consiga mais conceber outro filho, você tem Sophie que necessitar de toda a atenção familiar que uma adolescente precisa. E Annabeth tem Jonathan e creio que ela sente um carinho enorme por sua filha.
–É, ela gosta muito de Sophie. –Respondeu Percy e Sally sorriu.
A porta foi aberta e um homem alto, forte e com cabelos grisalhos entrou sem nem sequer pedir permissão o que fez a mãe do noivo rolar os olhos.
–Poseidon. –Ela anunciou e o homem sorriu.
–A família Grace está lá, exceto Thalia. –Percy bufou, haviam mandado o convite para Zeus Grace por pura educação e pôr os Grace’s serem a família-chefe dos Olympus. Mas, isso não queria dizer que ele deveria ir.
–Tudo bem. –Comentou voltando-se para o espelho.
–É uma cerimônia bem simples, Perseu. Todos comentam isso. –Falou o pai do noivo em tom de reprovação.
–Foi uma escolha minha e de Annabeth. É não pude ver a decoração já que as janelas desse quarto estão fechadas por ordem de Annabeth e eu não vou contrariá-la minha noiva alguns instantes antes do casamento. E deve estar linda, afinal se Annabeth confia nas amigas dela para organizarem a decoração, eu também.
Poseidon não comentou mais nada. Olhou-se no espelho mais uma vez e sorriu nervoso. Percy foi até a cabeceira onde tirou uma pequena caixa de veludo vermelha, abriu com cuidado e lá estavam elas.
Dois círculos dourados. Cada um com uma fileira de brilhantes e uma alto relevo. Eram lindas.
–Deixe-me ver. –Pediu Sally e Percy deu. Ela olhou maravilhada e mostrou ao marido que arregalou o olho.
O despertador tocou, eram 5:00 p.m. em ponto. Estava na hora de Percy Jackson casar com Annabeth Chase, o amor de sua vida.
***
A decoração estava maravilhosa.
O sol já estava próximo de ser por. O mar estava cheio com ondas fortes, mas que não iria impedir o casamento. O céu estava limpo, e algumas nuvens enfeitava o céu azul límpido. Uma tenda de madeira com teto aberto fora erguida no próximo ao mar na direção que o Sol se põem. Dezenas de flores enfeitava as colunas de madeiras como se crescessem ali, e na base havia ainda mais flores. Todas no tom rosa claro e branco.
Era um clima de calmaria maravilhoso que fora criado por Silena.
Na areia branca e porosa da praia estavam cadeiras brancas posicionadas perfeitamente em fileiras organizadas. Eram cinco fileiras com cinco cadeiras em cada, somando vinte e cinco cadeiras do lado direito e o mesmo ideal fora seguido do lado esquerdo.
Entre as cadeiras, um caminho de areia foi coberto por pétalas brancas e rosas para a noiva passar, algumas luminárias pediam no céu com luzes a vela, enfeitando ainda mais o local.
Percy estava em pé ali a exatamente cinco minutos e para ele esse tempo parecia eterno. Sorria para alguns convidados e conversava com o padrinho dele, Nico DiAngelo. Ele e Annabeth haviam combinados de cada um escolher uma pessoa para ser os padrinhos. Nico foi a escolha de Percy e Clarisse a de Annabeth.
Nas fileiras iniciais, estavam Jonathan e Sophie, os filhos dos noivos. A mãe de Annabeth e os pais de Percy. Do outro lado tinha os Graces com exceção da filha mais velha que fora substituída por Piper McLean. E ao fundo tínhamos Silena, Crystal, Charles, Josh e outros.
–Acho que ela desistiu, camarada. –Comentou Nico e nesse momento ela apareceu, fazendo todos se calarem e levantarem em sinal de respeito. Um melodia iniciou, mas não era aquela usada em todos os casamentos, era algo mais simples e apaixonado.
Ela sorria e Percy Jackson nunca havia visto uma mulher tão linda como ela. Seus olhos de cruzaram e eles sorriram um para o outro. Jonathan estava segurando os braços da mãe e a trazia tão lentamente que Percy tinha vontade de gritar para ser mais rápido.
Os lábios rosados, a pele branca, olhos cinzas e os cabelos dourados. Características típicas de Annabeth Chase que a fazia ser a mais linda da mulheres que Perseu Jackson já vira. Ela deu o primeiro passo e sentiu o coração sambar dentro do peito, sorriu e apertou a mão do filho com força. Seus passos eram lentos e arrastados querendo aproveitar cada minuto apesar de seu órgão vermelho e pulsante gritar para ela ir mais rápido. Sorria apaixonadamente e olhava diretamente para os olhos do homem a sua frente.
Verdes nos cinzas.
Finalmente, ela chegou até a tenda de madeira que pendia sobre a areia, no exato momento que o Sol começou a tornar o céu e o mar laranja. Percy e Jonathan apertaram as mãos e o mais novo disse:
–Quebre o coração dela que eu quebro seu rosto perfeito. –Ele falou sorrindo, mas Percy sabia que o menino amava a mãe incondicionalmente, então decidiu levar a ameaça a sério.
–Quebre o de Sophie que eu te jogo em outro internato até os quarenta.
Jonathan gargalhou.
–Voce não quebra o da minha mãe e eu não quebro o coração da sua filha. –Ele propôs, Annabeth sorriu e bateu na cabeça do filho de leve. Suas mãos e a de Percy já estava entrelaçadas.
–Fechado. –Percy respondeu e Jonathan se afastou. Ele deu um beijo na bochecha da mulher e se virou para a juíza de paz, uma mulher de meia idade estava atrás da mesa que fora posta ali.
–Estamos aqui para celebrar a união matrimonial de Perseu Olympus Jackson e Annabeth Olympus Chase. –A mulher começou. Iniciou todo seu discurso e após um tempo no qual Annabeth sentia um enjoo no ventre, a mulher finalmente terminou a primeira parte. –As alianças. –Percy sorriu e tirou a caixinha de veludo de dentro do blazer. –Primeiro a senhora Annabeth. – Ele entregou a aliança para ela e recebeu um sorriso como resposta. –Repita comigo.
–Eu sei, não precisa. –Annabeth cortou a mulher que deu de ombros sorrindo.
–Eu, Annabeth Olympus Chase, prometo amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e nem a morte vai nos separar. –Ela falou rindo, colocou a aliança no dedo anelar da mão esquerda do marido e beijou o objeto. –Eu te amo, Cabeça de algas. –Ela sussurrou.
–Sua vez, senhor Perseu.
–Eu, Perseu Olympus Jackson, aceito amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e nem a morte vai nos separar. –Ele sorriu e repetiu o gesto anterior da esposa, e beijou sua aliança fazendo-a sorrir. –Eu te amo, Sabidinha.
–E pelo poder consentido a mim pelo Estado da Califórnia, vós declaro marido e mulher. Senhor e Senhora Jackson. Pode beijar a noiva.
Percy não esperou mais nenhum segundo e logo puxou a cintura da esposa, trazendo-a para um beijo apaixonado e fervoroso. Era como se ali, naquele instante uma bolha fosse criada apena para eles. Estavam tão envolvidos um com o outro que nem percebia as palmas e os assobios recebidos.
–Agora você é minha, dona do meu amor e de tudo o que você quiser. –Falou Percy abraçando-a após o beijo, Annabeth sorriu e abraçou o marido o mais forte que pode.
–Eu esperei tanto por esse momento. Para ser a primeira Chase Jackson. –Ele sorriu e beijou o pescoço dela.
–Você nasceu para ser uma Jackson, Annabeth. Você sabe disso.
Eles trocaram mais um beijo rápido e saíram pela trilha de pétalas.
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