I Need Your Love.
30 Frustrações
Notas iniciais
POV'S Percy.
Se eu disse que o clima gelou na sala, seria apenas arranhar a superfície do iceberg.
Sophie estavam com os olhos tão inchados e roxos que eu só me lembro de ter visto aquilo uma vez. Parecia que tinha sido agredida.
Saimos de dentro do elevador. E Annabeth estava branca. Abri minha boca para falar algo e a fechei no mesmo instante.
–Sô, meu amor, não é elegante você gritar para nas casas alheias. -Falei tentando mudar o rumo da conversa.
–Para o inferno com a etiqueta. -Ela rosnou.
Sophie era... Complicada. Basicamente, uma bomba. Qualquer hora ela explode pelos motivos mais simples. Eu a conhecia.
–Quem te contou do divórcio? -Perguntei. -Eu ia te contar amanhã.
–Mamãe. Ela estava com tanto ódio que faltou pular encima de mim.
Thalia sempre um amor.
–Mas, não fuja do assunto. Tia Anns como pôde? Você amante do papai?
–Epa, Soph... Espere. Eu não sou amante do seu pai. Eu trabalho para ele como advogada... Mas... -Ela me encarou e sorriu. -Eu amo seu pai desde meus 12 anos. Nunca podíamos ficar juntos. Perdemos cada oportunidade. Seu pai pediu o divórcio, e amanhã eu levarei os papéis para sua mãe assinar.
–Você não amava meu pai? -Perguntou Jonathan balançando a cabeça.
–Converso com você depois. -Annie sussurrou.
–Você prefere Annabeth a mamãe? -Ela falou, os olhos verdes pareciam estar em com raios dentro.
–Por favor, Sophie. Você conhece sua mãe... Ela se tornou tudo que abdominava. Uma mulher fútil, luxuosa, socialite... Eu não me casei com aquela Thalia. Mas, ela mudou. Não sei como. Não sei por quê.
Ela se levantou e pegou a bolsa. Amarrou os cabelos e foi em rumo a porta.
–Talvez você também tenha mudado, papai. Se você saisse um pouco do seu escritório, nossa vida não estaria assim.
–Você está me culpando pelos seus erros, Sophie? Pelos erros de sua mãe? Eu que fiz tudo por você quando Thalia queria te internar?
–Só estou falando que você também tem sua parcela de culpa. –Então, ela saiu me deixando atônito e com uma raiva monstruosa.
Maldita seja Thalia Grace, aquela filha de uma Hera.
–Vou indo. -Falei, pegando minha blusa que estava na mesa.
–Tudo bem, Pers. Ei, paciência com Sophie, ok?
Assenti saindo do apartamento.
*** *** ***
Durante todo o trajeto da volta para casa, fui acompanhando o carro de Sophie que estava praticamente voando nas ruas agitadas de Nova York.
Eu não deveria ter me arriscado aquele ponto sabendo o quanto "amigos" Jonathan e Sophie estavam ficando. Merda. Merda. Merda.
Thalia tinha contadonpara Sophie da pior forma possível para usá-la como uma arma contra mim. Mas, eu não vou deixar. Passei voando pela portaria da minha casa e vi Sophie descendo o carro. Quando desci ja do meu automóvel, ja tinha perdido ela de vista.
Merda.
Ah, piscina. Fui até a parte de trás da casa e vi que Sophie tinha acabado de pular da piscina de roupa e tudo. Caminhei até a borda de granito e me sentei colocando meus pés na agua sem nem me importar com minha calça.
–O que você quer? -Ela rosnou, me encarando. Os cabelos para trás molhados e a maquiagem borrada, sorri para ela.
–Conversar. -Ela nadou até a outra borda. -Há dois anos atrás, voce começou a namorar com aquele Daniel... -Ela parou, e dessa vez eu entrei na piscina, deixando apenas minha blusa na borda. -Eu te falei que você era muito nova para aquele cara. Você tinha quinze e ele dezoito. Mas, você disse que não importava, que ele te fazia feliz. Apesar de não querer você com aquele maldito, eu me calei. Deixasse que você percebesse a burrada que voce estava fazendo...
–Pai. -Ela interrompeu-me, as lágrimas eram claras em meio aquela água toda.
–Eu vou falar, me esculte. Você não quebrou só a cara, Sophie. Ele te quebrou todinha, tanto por dentro como por fora. Ele te roubou, te espancou. E eu me senti mal, porque aquele era o resultado da sua "felicidade". Mas, eu te dei a liberdade. E eu quero que você me dê a mesma liberdade que eu te dei. -Falei, e ela mordeu os lábios. -Com certeza, quando você caiu naquela maldita depressão quando o filho da puta do Daniel te deixou, eu não percebi, porque estava colocando todo o EUA a procura dele. A sua mãe nem percebeu. Quem percebeu? Me diga quem, Sophie Jackson? Quem? Quem ia a teu quarto todos os dias ver como você estava?
–Annabeth. -Ela sussurrou.
–Sim, foi a Annabeth. Ela que arranjou aquele cara lá para ser seu psicólogo. Ela que vinha te buscar para as consultas, porque nem eu e nem a droga da tua mãe o que fazer. Foi a Annabeth que levou o primeiro tapa da sua fase de violenta, e o que ela fez? Ela te abraçou com força até você se acalmar, enquanto sua mãe estava dormindo dopada porque não aguentava a situação... Você quase perdeu o ano letivo, mas foi Annabeth que mandou os papéis da secretaria de educação permitindo que você fizesse as provas em casa.
–Papai...
–E foi a Annabeth que colocou ele na cadeia por um bom tempo. Eu deixei você ser feliz e você se ferrou. Mas, você não está aí... Recomeçando, vai voltar a Goode, esta tendo Deus sabe lá o que com Jonathan, esta com esse nariz de Jackson empinado e com o convencimento lá em Marte. Vou está feliz, não é? -Perguntei esperando a resposta dela.
Ela assentiu.
–Então, deixe eu ser feliz com Annabeth... -Falei. Aquilo não era um pedido de permissão, era só para deixar Sophie clara e sóbria. -Ela que te ajudou tantas vezes.
–Tudo bem, pai. -Ela me abraçou, e foi sem dúvidas o melhor Abraço do mundo. -Mas, ela é minha tia? Vocês não devem ser.. sei lá... Primos?
–Zeus e Hera são irmãos de criação e aí? Vai dizer isso pra ele.
Ela gargalhou.
–Desculpe por tudo, pai. Pelo ataque na casa de minha futura madrasta, pelo ano passado e tudo. Eu sei que sou uma decepção.. Mas, eu te amo. -Ela me abraçou ainda mais forte.
–Você não é uma decepção. É meu maior orgulho. É tudo pra mim. Minha princesa, meu bolo azul, minha torta de frango... -Impliquei.
–Sai, pai. -Ela se afastou de mim. -Quem chegar por último até o outro lado...Vai ser a mulher do padre. -Ela riu e começou a nadar.
***
Quando eu sai do banheiro, Thalia ja estava deitada. As mãos dela seguravam um leve panfleto de alguma galeria de arte do centro. Os cabelos negros estavam soltos em cascatas e o baby doll preto ja estava em em seu corpo. Fui até o quadro de fotos nossa e arranquei cada uma que tinha nos dois.
–O que está fazendo? -Ela perguntou, vindo até mim.
–Eu só quero saber o por quê de você ter contado para Sophie do divórcio. -Falei lentamente, indo de um lado para o outro do quarto.
–Ela merecia saber.
–E você não podia esperar até amanhã que era quando eu tinha te dito que eu iria contar?
–Esqueci. -Ela falou cínica.
–A garota estava transtornada aos prantos.
–Vamos lá, Percy. Sophie não é a garota mais normal do mundo.
–Assim como você não é a melhor mãe do mundo.
–Ui, o senhor todo poderoso de NY está me retrucando. O que foi Percy? Annabeth não deu direitinho?
Ah, ela deu sim.
–Isso não tem nada haver com Annabeth. -Disse com raiva.
–Estamos falando de divórcio, nada mais justo do que falar da vadia que estragou nosso casamento. -Ela rosnou. -Você realmente acha que vai ser feliz com ela? Você realmente acha que ela vai largar a presidência da empresa dela para ficar te esperando para o jantar? -Thalia já estava começando a espalhar o veneno. -Ou você acha que ela vai deixar de ir em uma viagem de negócios para ficar transando com você? Ela não vai. Annabeth não é esse tipo de mulher. Ela não vai aceitar que você sustente sozinho a casa, ou os filhinhos. Ah, claro se vocês tiverem filhos, ja que a vaca loira... Perder os bebês. Talvez vocês tenha o mesmo destino de Luke Castellan. Ela trai ele e ele trai ela. Talvez vocês sejam assim.
–Cala a boca, Thalia. Não fale assim.
–Eu falo como eu quiser! -Ela gritou. -Você não vai ser feliz, e não venha dizer que é praga. Você sabe que Annabeth é como você. Vocês podem se amar. Mas, você e ela são como Romeu e Julieta, se amam, mas não estão destinados a ficar juntos.
–"Farei com que começes a pensar que esse teu cisne não passe de urubu." –Falei citando "Romeu e Julieta", a frase se cabia perfeitamente ali. Thalia querendo me fazer dúvidar de um casamento feliz sem eu nem sequer ter me livrado dela.
Estas alegrias violentas, tem fins violento, falecendo num triunfo como fogo e pólvora que num beijo se consomem.
–Romeu e Julieta.
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