I Need Your Love.
9 Família, Luke...
Notas iniciais
Pov's Annabeth.
A luz iluminava todo o quarto. Eu estava deitada na cama e colada ao corpo de Percy. Recapitulando: Estávamos na Califórnia, em um fim de semana juntos. Os braços deles me envolviam e minha mão estava no peitoral, super definido, dele. Então, ele tocou minha bochecha.
–Bom dia, Annabeth...
A noite passada tinha sido uma loucura, tive reunião até tarde, e ainda tive uma noite, vamos dizer, intensa com Percy.
–Bom dia... –Olhei para minhas pernas, boa parte dela tinha manchas roxas, os dedos de Percy, e me mexi.
–Tudo bem? –Ele falou, sorri assentido. Me coloquei em cima dele, e o beijei. –Vou tomar banho.
Ele me olhou com malicia.
–Posso ir? –Ele perguntou.
–Vamos lá...
Caminhamos até o banheiro, e ele beijava meus ombros. Entrei no box do banheiro, e liguei o chuveiro. Ele me beijou com volúpia, e cedi rapidamente. As mãos deles desceram a minha bunda, e eu me agarrei as minha pernas na cintura dele. Água caia pelo nosso corpo deliciosamente. Ele apertou-me na parede, e eu arfei. Apoiei meus pés no chão. Ele apertou meus seios rapidamente, eu já estava tão excitada.
–Sem enrolação. –Sussurrei.
Ele esticou minhas mãos e eu abri minhas pernas, e ele me penetrou. Ele me beijou novamente, e eu minhas pernas voltara para a cintura dele. Ele estocava lentamente que chegava a ser torturante. Meu corpo saltava sincronizados com os movimentos de Percy. Eu me sentia tão bem ali. Era como se o proibido de estar com Percy fosse mais gostoso. O Percy em si era gostoso então... Quer dizer, não que Luke, meu marido, não fosse. Luke era ótimo de cama, realmente muito muito muito muito muito bom.
Larguei esses pensamentos e voltei a pensar no agora, eu estava gemendo de mais, então me contive... Percy e eu já estávamos próximos de chegar ao ápice, então, ele acelerou as estocadas. Quando o orgasmos chegou, apoiei minhas mãos no ombro dele e colei minha testa na dele.
Quando o banho acabou, olhei-me no espelhos, meu corpo tinha marcas roxos fraquinhas.
Percy rapidamente se vestiu, enquanto eu procurava minhas lingerie.
Percy estava na sacada do quarto, no telefone.
‘’Até de costas esse homem é bonito..’’-Pensei.
–Não se preocupe Thals... Hoje eu voltarei. –Hoje? Mas ainda era sábado. –Fique com eles ok? E deixe Sophie com a mãe. Vou tentar falar com ela. Tudo bem. Te amo.
Aquelas duas últimas palavras me causaram um desconforto. Eu queria Percy para mim, para chamar de meu, eu queria que ele dissesse aquilo para mim. Não queria?
–Annie, ligue para Luke, ok? Vou fechar a conta do hotel.
–Mas...
–Annabeth. Ligue para seu marido, por favor... –Ele falou tocando meus ombros. Eu assenti.
Peguei meu Iphone, 89 ligações de Luke. Logo me preocupei.
–Luke? –Falei.
–Annabeth, graças a Deus... Onde você estava?
–Estive tão ocupada... Reunião ontem foi até tarde, e papoquei na cama.
–Annie volte para cá agora. Jonathan teve um problema respiratório pela madrugada, trouxe ele aqui para o hospital entubaram ele, mas não ajudou. Daqui a pouco, ele vai para cirurgia.
Aquilo me atingiu como um raio.
–O risco é?
–70%de chance na idade dele.
Fechei meus olhos. Queria gritar, bater em algo.
–Família, não é Luke?
–Família Annie.
Sorri.
–Cuide dele, ok? Daqui a algumas horas eu estou chegando.
Desliguei a chamada.
Arrumei minhas malas e a de Percy, eu não queria perder tempo. Mandei um taxi passar dali a meia hora. Então, Percy chegou...
–Ele vai ficar bem, ok?
–Eu deveria estar lá, e não em outro estado com meu amante.
–Annie, não tinha como prever isso.
–Eu não posso perder Jace.
–Você não vai. –Ele falou firme.
E naquele momento eu até pensei que Jonathan iria ficar bem.
Chegamos em NY duas horas depois, Percy foi para casa e disse passaria no hospital mais tarde. Peguei um taxi e fui até o hospital. O hospital era umas das redes de Hermes e Apolo. Eles fizera um acordo, Hermes entrava com o capital, e Apolo a equipe médica. Isso ocorreu há anos atrás, a rede logo ganhou fama e os Castellan e os Solaces enricaram. A rede agora está em quase todos os países do mundo.
Identifiquei-me na recepção, e fui até a sala de espera. Luke conversava com Silena e Charles, enquanto Thalia e Clarisse conversavam. Assim que meu marido me viu, ele se levantou e eu pulei nos braços deles e ele me apertou. Aqueles abraços que parecem te proteger do mundo.
Luke Castellan era meu porto seguro, aquele que eu sempre poderia contar, ele nem me julgou quando sobre daquilo...
–Oi, Annie... –Ele sussurrou.
–Ele vai ficar bem, não vai? Prometa que nosso menino ai ficar bem!
Eu já estava chorando.
–Eu não te posso prometer, eu não sei quão ruim é... E é uma cirurgia e toda cirurgia tem seu risco. E nessa é maior ele só tem seis anos... –Ele explicou.
–Eu não posso perder Jonathan. Família Luke... Ele é minha família.
Eu olhei nos olhos azuis dele e ele beijou minha testa.
–Sente um pouco.
Eu amava Luke Castellan, ele sabia me acalmava. Sentei ali perto de Thalia e Clarisse. As meninas tentaram puxar conversa, mas eu estava tão angustiada que não conseguia focar em nada, a não sem em Jace. Meus dedos tamborilavam a cadeira, um sinal claro de impaciência e nervosismo.
–Há quanto tempo ele está lá?
–Quatro horas e meia.
–E demora tanto assim? –Luke assentiu, e eu deitei a cabeça em seu ombro e ele juntou nossas mãos.
O médico chegou, Dr Garret, ele cumprimentou todos.
–A cirurgia foi bastante complicada, Jonathan tinha caroços de carne no sistema respiratório o que dificultou a respiração dele, isso foi um problema de formação no seu útero Senhora Castellan já que isso vem se estendendo desde bebe.
–Quando retiramos os caroços, ele teve parada cardíaca...-Fechei meus olhos. –Reanimamos. –E estamos na torcida que ele reaja e acorde.
–Tem chance deles não acordar? –Perguntou Silena.
–Infelizmente, há mais chance dele não acordar do que acordar. As enfermeiras tão levando ele de volta, e logo logo vocês poderão ver ele.
Desabei. Se eu não tivesse sido tão irresponsável...
–A culpa é minha, Luke... –Coloquei minha mão no rosto.
–Infelizmente, preciso ir agora... Qualquer coisa eu venho aqui mais tarde. –Falou Thalia. –Vou rezar por ele.
Lagrimas vinham. Poucas vezes eu chorava. Eu era mãe. E meu filho pode nunca mais acordar...
Duas enfermeiras vieram nos chamar. Caminhamos junto com elas até um quarto 1742 e lá estava ele. Meu filho, Jonathan Christopher, havia por todo o peito dele, soro era injetado na veia dele, e os batimentos deles era mostrados no monitor, ele estava tão pálido.
Puxei uma cadeira e sentei-me ao lado dele, e segurava a mãozinha dele. Cada vez que eu olhava meu coração se despedaçava um pouco. Luke olhava a prancheta com o pós operatório, dados do paciente;
–Olha, quando você ficar bem a mamãe vai comprar o maior carrinho da loja, ou qualquer brinquedo que você queira... –Falei com a voz arranhada.
Luke puxou a cadeira pro meu lado.
–Lembra que você queria ir à praia, campeão? A gente podia ir não é Annie? Aqui nos EUA tem belas praias, não é Annie?
–A Califórnia... –Citei uma. Aquilo me trouxe minha memória de manhã, enquanto meu marido enlouquecia com meu filho eu estava de quatro com meu amante.
–A gente vai, ok?
Ele não mexia um musculo para reagir, passei as mãos pelo cabelo dele e minhas unhas acariciava a cabeça loira dele. Ele amava aquela sensação, quando estávamos na Inglaterra, e Luke estava de plantão a noite, Jonathan dormia no quarto comigo, assistíamos os filmes preferidos dele até tarde, comendo chocolate, pipoca e refrigerante até tarde. Ou quando era inverno lá, íamos para uma chácara, e passávamos um fim de semana juntos, brincando na neve, vendo filmes, jogando jogos infantis . Aquilo parecia tão distante.
Olhei para Luke e ele estava preocupado, eu sabia. Olhos vermelhos, expressão fechada. E eu me senti a pior das mulheres, a mais vadia. Eu tenho uma profissão, uma empresa multinacional, um ótimo marido (Sim, eu sei que ele é ausente, mas é a profissão dele), mas ele tem e teve paciência comigo. Entende o motivo de eu ser uma péssima cozinheira ou da minha péssima relação com minha mãe. E ele não se importava. Ele não se importou de ser usado como segunda opção.
E eu ainda traia ele com Percy Jackson? Realmente, eu sou uma vadia. Se eu tivesse ficado em casa, eu poderia talvez ter percebido que Jonathan estava com dificuldade em respirar.
Ou ao menos falado com meu filho pela última vez.
–Preciso respirar, ok?
Luke assenti e eu sai.
Eu precisava de ar. De espaço. Dói ver meu filho naquele estado. Provavelmente, lutando contra si para poder viver. Se eu pudesse ajudar ele...
Passei pelos corredores e esbarrei em alguém forte, meus braços tocaram o peitoral dele. Olheipara cima e sorri fraco.
–Percy. Desculpe... Eu só quero. Eu não consigo lidar. –Ele me abraçou forte e eu ignorei os olhares de Thalia que tinha voltado com ele e o resto. Aquilo só fez minha dor aumentar.
Raiva. Dor. Culpa.
–Ele pode nunca mais acordar...E não posso viver sem Jonathan. –Afundei dentro do abraço dele.
–Ele vai ficar bem, vai ser um bom menino, e eu vou ter até que proibir ele de ir a minha casa porque ele vai querer namorar com Sophie.
Ri baixinho.
Fechei meus olhos e um peso tomou conta de mim.
–Ele vai acordar... –Percy sussurrava.
Algum tempo depois, eu me separei dele, e Charles me deu um pouco de agua, ri de algumas idiotices que Silena falava. Quando eu olhei para Thalia, ela sorriu fraco e agarrou os braços de Percy.
Então, Luke apareceu sorrindo.
–Annie, tem um garotinho ali chamando por você... –Ele disse.
–Ele acordou? –Perguntei.
–Claro que ele acordou, boba. — ele ficou atrás de mim. –Somos uma família, não somos?
–Somos sim. –Sorri e abracei ele. Tudo desapareceu, e eu me senti aliviada. –Você vai ter que me comprar um biquíni novo, amor...
–Compro até a loja toda. –Soltei ele e enlacei nossas mãos.
Jonathan estava sentado com um monte de médicos ao lado dele e ele parecia entediado.
–MAMÃE!! –Ele gritou, e eu abracei ele.
–Tava com saudades de você... –Sussurrei.
–Gatinho.. -Começou a enfermeira. –quantos dedinhos tem aqui? -Ela mostrou dois dedos para ele.
–Papai essa mulher pensa que eu to louco..
Eu e Luke rimos.
–É o procedimento, Jace. –Falou Luke.
Era a primeira vez que ele falava Jace. Sorri.
–Vou te sedar, ok gatinho.? –Falou a enfermeira.
–Só um minutinho... – Jace pediu. A enfermeira esperou. –Quando eu ficar melhor a gente pode ir para a praia.?
Luke beijou a testa dele.
–Nós iremos sim, campeão. –Ele falou.
Sorri.
Meu marido me abraçou.
–Eu te amo, ok? –Ele sussurrou.
–Eu te amo também... Vou para casa um pouquinho ok? Depois eu venho. –Luke me deu a chave do carro.
Dei um selinho nele e sai.
Então, eu falei com o pessoal e todos foram embora juntos comigo.
Enquanto, eu observava Percy.
''O problema é que eu sempre pensava nele. Em Percy Jackson. Realmente, eu sou uma vadia.’’
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