I Need Your Love.
25 Cansados.
Notas iniciais
Povs Jonathan.
–Como todos devem saber... Estamos a menos de cinco dias das tão esperadas férias. O La Rosey tem o prazer de agradecer a cada um de vocês, que estudam e colaboram pela fama e glória deste internato. –Falou a coordenadora do Leste com a cara de sapo tentando ser simpática. –As provas terão trinta questões por matéria. Pela manhã, será das aulas normais. E a tarde, será as de avançadas, como economia, gastronomia, direitos, médicos, filosofia, sociologia e por aí vai. Podem Abrir as folhas e boa sorte.
Quando ela falou isso, me lembrei de um livro que a professora de história da guerra pediu para adotarmos Jogos Vorazes. E nele tinha uma frase.
‘’ A sorte nunca está a seu favor.’’
Que se adequada ao momento, porque eu não estudei para essa prova de química. Olhei para a esquerda e Crystal estava respondendo a prova, junto com os outros. Crystal Leal era sem dúvida a garota mais bonita do La Rosey, os cabelos ruivos eram chocantes para a pele tão branca, e os olhos verdes carregavam uma malícia conhecida por todo o Leste. Ela era um pouco mais baixa que eu, mas suas curvas eram tão sinuosas quanto prazerosas.
Ela era sem dúvida a mais gostosa, e minha melhor amiga desde que meus pais me mandaram pra Suíça.
Por incrível que pareça a prova estava fácil, ter memoria fotográfica ajuda bastante sabia? Antes de entregar a prova –quarenta minutos depois que abrimos a prova, era o prazo mínimo para entrega- mandei um ‘’ Vamos’’ para o idiota do Steven. Ele obedeceu, e entregou a prova.
–Você ao menos terminou a prova? –Perguntei, enquanto atravessávamos os corredores da sala. O La Rosey dominava as maiores tecnologias de ensino, mas ainda assim mantinha a decoração rústica. Era incrível.
–Quanto o grande Castellan te chama para sair, você manda a prova se ferrar... Não há nada nessa escola mais importante que você. –Falou ele, e eu ri. –Vamos comer.
O Internato era dividido em várias alas, o Sul –que era para quando a neve derretia. — O Norte que onde ficava a saída e o Leste era a área de quem estava no três últimos anos.
–Vamos para Nova York comigo? –Falei. –Vai ter minha festa de aniversário de dezessete anos, e.... Annabeth Chase fará uma festa.
–Isso depois do jantar, é claro. –Falou Crystal atrás de mim, apertando seus braços em minha cintura e eu a imitei. –Como foi a prova? Aquilo ali estava de graça, até o Brant fazia.
Brant era um retardado, a base do La Rosey.
O La Rosey era como qualquer colégio de Elite, os ricos eram a base, os muito ricos eram o intermédio, e os podres de rico era o topo. Eu e Steven éramos o topo. Crystal deveria ser do intermédio, seu pai é dono de centenas de restaurantes italianos por aí, mas como só andávamos juntos, ela fica no topo.
–Então, você vai? –Perguntei, enquanto pegava um copo de trinta centímetro de chocolate quente e um croissant.
–Meu pai me mataria se soubesse que eu não fui ao jantar na casa de Annabeth Olympus Chase Castellan, mais conhecida como a gostosa mãe do Cris. –Ele falou. Dei um tapa na cara dele, e ele riu.
Desde que minha mãe tinha vindo aqui com meu pai, quando eu e o meninos fugimos da escola para ir ao pub e perdemos o toque de recolher, o pessoal vivia enchendo meu saco com a minha mãe.
Na brincadeira, é claro. Ninguém ousaria mexer com um Olympus no La Rosey.
–Sinceramente, to de saco cheio desse colégio. — Falou Crystal com o sotaque italiano dela. –Queria sair. Conhecer o Sol, sabe?
–Pegar umas ondas, tomar vodca... –Completei.
–Isso. Aqui é o fim do mundo, sei que a festa do Noroeste são fodas, mesmo assim.... Não recompensa. Quero a Califórnia, quero L.A.
–Minha mãe nunca deixaria eu sair daqui até terminar.
–Nem se fosse expulso? –Ela falou rindo, Crys tinha uma mente diabólica é um certo desprezo por regras. Ela sorria mostrando os dentes, e eu roubei um beijo,
–Só existe um jeito de ser expulso daqui. –Falou Steven. –Transar na sala de aula.
–Eu adoraria voltar para Nova York... –Comentei sorrindo.
–Nós vamos nos fuder... –Ela colocou os braços em meu pescoço e mordeu minha orelha.
–Em todos os sentidos possíveis.
* * *
Era uma quarta feira, as provas tinham acabado e já era noite. Nessa época do ano, todos os dias eram noite. A neve era densa, o sol escasso, e o frio perturbador. Eu ainda me perguntava por que raios do inferno meu pai tinha me mandando para cá?
–Pronta? –Perguntei, já estávamos na sala de aula. O aquecedor estava ligando, impossibilitando o frio de chegar.
–Olha, Jonathan... Eu sei que você está fazendo isso por causa de que você odeia isso aqui, mas... Sua mãe, ela moveria o céu por você. Você vai mesmo decepciona-la? –Ela falou.
–Morávamos na Inglaterra até meu seis ou sete anos, éramos realmente felizes... Minha mãe e meu pai realmente eram felizes, apesar dos trabalhos e tudo. Quando a mãe ia trabalhar eu ficava com minha avó e Susan, a babá. Então, meu pai chegou um dia... E falou que iriamos para os EUA, minha mãe não queria de nenhum jeito, passaram quase um mês brigando, mas fomos. Então, o inferno começou... Minha mãe trabalhava demais, viajava. E meu pai também, mas ele traia ela. Ele traia Annabeth, ela começou a não se importar. Naquela época, eu não entendia... Mas, agora. Crys eu nunca contei isso para ninguém, mas não existe mais casamento entre os Castellan’s, eu descobri que... Crystal, é apenas sexo e dinheiro. O casamento de meus pais é só isso. Eles me manda pra cá pra não conviver com eles lá. Mas, eu cansei... Eu quero dormir na minha cama, tomar café com meus pais. E estudar em um colégio normal. E não isso. –Eu gesticulei com as mãos ao redor.
–Meu pai está na 8ª mulher em nove anos, e eu só conheci duas. Minha mãe... Você sabe. E eu não assumirei o negócio da família por ser a caçula.
‘’ Sorte sua, eu assumirei duas empresas que não tem nada haver.’’ –Eu pensei, mas não disse.
–Tudo bem, eu prometi que não te largaria, lembra?
–Tínhamos nove anos. –Ela completou.
–Eu sou um Chase, um Chase sempre cumpre suas promessas.
Ela estava do meu lado, e eu virei o rosto dela lentamente, e beijei seus lábios devagar, a boca dela tinha gosto de chantilly, então, eu me levantei e sorri, ficando na frente dela. Enquanto ela continuava sentada na mesa dos professores, eu fiquei em pé e suas adoráveis pernas ficaram ao redor da minha cintura. Puxei a blusa dela, e desci minha boca por aquele caminho já percorrido antes. Havia pequenas sardas no colo dela, e eu beijei indo até seus seios, que já estavam sendo massageados com a minha mão direita. Ela não gemia, pois a boca dela estava crispada.
–Sem preliminares, ruiva.
Ela gemeu frustrada e eu ri. Minha blusa foi arrancada por ela, e eu a coloquei no meu colo a levando até a porta e a apertando contra a superfície de ferro. Minha ereção estava completamente incomodada com o jeans que ainda estava em meu corpo, mas as mãos pequenas e delicadas de Crystal já tiraram a calça e a box me deixando desfavorecido. Sorri para ela, e subi sua saia e passei o dedo pela intimidade encharcada dela. Ela gemeu.
Tirei a calcinha preta dela, e a penetrei com força, a fazendo gemer. Ela rebolava lentamente em meu membro enquanto eu estocava mais e mais...
–Eu falei que a gente ia se fuder... –Falei entre uma estocada e outra. Ela riu. Após algum tempo, em que as unhas dela destruíam todo o meu peito, ela encostou a cabeça em meu pescoço e mordeu com força. Ela estava gozando. Passei minhas mãos pela cintura fina dela e apertei, aumentando ainda mais as estocadas quando eu também cheguei ao ápice.
–Você fode tão bem. –Ela falou.
–Obrigado.
Rapidamente, nos vestimos e fomos para o dormitório. Cada um pro seu, é claro. Por incrível que pareça, não havia nenhum sentimento de culpa em meu peito.
Até o chá da tarde.
A diretora do La Rosey é britânica, então nos obrigava a tomar o chá da tarde. Mas, eu também sou, então é até legal. Mas, Steven acha coisa de maricas.
–Deu certo ontem? –Ele falou. Assenti.
Na nossa mesa havia umas quinze pessoas, os podres de rico.
–Pessoal, o meu aniversario vai ser lá na minha casa em Nova York, vocês sabem o caminho então, estão todos convidado.
O pessoal comemorou e bateu palmas e eu ri. Mas, então uma voz saindo das caixas de som percorreu a sala.
–Senhor Castellan e a Senhorita Leal da ala Leste se encaminhem a diretoria, por favor.
Olhei para Crys e sorri, e ela imitou. Levantamos da mesa sobre o olhar de todos. A farda escura com detalhes azul da escola estava me incomodando, agradeci mentalmente por está a um passo de livrar-me disso.
Passemos pelos corredores da salas e subimos pela escada negra de mármore até a direção. Bati na porta três vezes, até ouvir um ‘’ Entre.’’ Obedeci.
–Boa noite, senhor Castellan e senhorita Leal.
Falou a mulher atrás de uma enorme mesa, mas não foi a sua cara de ovelha velha que me assustou e sim a mulher à frente dela.
Loira, branca, com expressão raivosa e os olhos cinzas. Annabeth. Minha mãe.
–Eu falei que a gente estava fudido. –Falou Crystal apertando minha mãe.
Minha mãe fez o que ela sabe fazer de melhor, ignorar. Ela voltou a conversa com a diretora.
–Então, não há nenhuma maneira deles continuarem aqui? –Ela falou.
–Não, senhora. A regra é clara. Sexo em dependências de escola, como sala, refeitório, e etc. é expulsão sim. Tudo bem. Crystal falei com seu pai, ele não pode vim... Então, a senhora Castellan se responsabilizou por você a pedido de seu pai.
Crystal agradeceu. E minha mãe sorriu.
–Arrumem as coisas de vocês em uma hora o meu jatinho vai aterrissar no teto da escola e iremos. Crystal, poderá ir para mina casa se quiser. E Jonathan... –Ela pareceu quere falar alguma coisa, mas ela engoliu em seco. –Aonde é o refeitório? –Perguntou a diretora.
–Vamos, eu te acompanho. Podem ir os dois.
* * *
Quando estavam arrumando as coisas, um tsunami de gente invadiu o meu quarto.
–Vai mesmo embora? E por isso que sua mãe está aqui?
–Vou para Nova York meu amores. Mas, venha cá... Margareth, não chore. Vamos nos ver na festa. Eu verei todos na festa. –Sorri.
–Isso se ainda houver festa. –Falou minha mãe na porta, assustando a todos. –Não sou obrigada a gastar dinheiro com você depois de tudo que você fez. Não seja hipócrita, meu filho.
Ela rolou os olhos e eu ri.
–Vai ter festa sim, vai ter vodca sim, e sabe o melhor? Não vai ter neve e nem a Dodds.
Minha mãe riu.
–O jatinho já está a espera... Vamos.
Então, Patrick Jardenson aproximou-se de minha mãe e disse:
–Senhora Chase, tenho certeza que deve ser uma honra ter a você como mãe e esse estrupício do Cris não dá valor, mas... Se a senhora quiser, um ombro amigo, alguém para consolar... Eu estarei aqui. Eu estarei a onde você quiser, você é tão linda.
–Fico honrada em ter sua companhia, mas primeiro complete dezoito, não quero ser acusada de estupro sabe? –Ele riu e beijou a mão dela e ela riu junto com os outros.
–Até o fim de semana, pessoal. –Abracei todos, e vi as meninas chorando.
–Meus amigos, eu vou para as festas em Los Angeles... –Gritou Crystal e todos se abraçaram e comemoraram. –Adeus gente.
***
O jatinho nos esperava ali, e todos os meus amigos subiram para o 7 andar do internato que tinha uma pista de pouso. Quando entramos, minha mãe se serviu de uma dose exagerada de Whisky e sentou-se na minha frente e a de Crys, apoiando suas pernas na pequena bancada.
–Agora, eu quero saber por qual motivo vocês transaram em sala de aula? Porque eu tive que cancelar uma reunião com o governador para vim para a Suíça buscar os dois.
–Eu estava cansado daquilo. –Respondi, ela bebeu todo o liquido do copo em um único gole.
–Você estava cansado, Jonathan? Cansado de estudar no melhor colégio do mundo? Cansado de ter aulas? Eu também estou cansada, sabia? Porque eu trabalho desde meus dezoito anos para levantar aquela empresa, de me levantar no meio da noite para ler documentos ou rever contratos. Eu estou cansada de te dá tudo e você me vim com problemas, primeiro você some da escola, depois chega bêbado, depois teve a briga no pub e agora transar na sala de aula. Você pensa que eu sou alguma idiota, Jonathan? –Ela falou na maior calma, como se aquilo fosse uma conversa normal. –Aí você ainda leva a Crystal também. Mas, me diga... No dia em que você assumir meu escritório e você se cansar vai fazer o que? Falir ele? Vender no mercado negro? Ou vai sair transando com todas qualquer mulher que tenha uma vagina? Eu estou cansada também, Jonathan. Porque ontem eu cheguei da Inglaterra, fui buscar Athena, ai quando eu chego descubro que tenho que vim para a Suíça... E amanhã eu tenho que acertar os últimos detalhes da sua festa. Mas, eu to cansada e ai? Vou transar com seu pai em cada cômodo da casa? Não. Porque eu sou adulta suficiente para arcar com minhas responsabilidade, e vocês dois também deveriam ser. Então da próxima vez, que você me vier com eu to cansado disso ou daquilo, eu vou dá um tapa na sua cara e não pense que eu tenho medo de você por ser um homem feito. Eu não tenho medo de ninguém nesse mundo, Jonathan Christopher. –Ela estava furiosa, os olhos cinzas pareciam tempestades.
–Não, mãe. Eu estava cansado de morar a nove mil quilômetros de distância dos meu pais, ou de morar em um país onde não há nenhum requinto de família. Porque, há quase dez anos eu estudo lá, e vejo você e o pai, o que? Sessenta dias no ano? Será que vocês são tão ocupados a ponto de não poder ficar comigo? Ou o casamento de vocês tá tão ridiculamente fudido que até mesmo eu que só passo 50 dias com vocês sei disso. Eu só queria voltar para casa, só isso, mas eu sabia que você não deixaria. Porque pra vocês, eu só sou um lixo ou a única coisa que liga esse casamento de você e o pai, porque vocês me largaram sozinhos eu um pais, eu sei quem eu sou, eu sei como sou. Eu só queria poder acordar pela manhã e ver você ao meu lado. Eu queria poder ir no cinema, ou na praia. Eu queria conviver com uma família é pedir muito?
–Eu vou ao banheiro. –Falou Cris. Minha mãe veio até mim e sorriu, sentando-se ao meu lado.
–Venha cá. –Encaixei minha cabeça no colo dela e sorriu. –Eu nunca te deixaria você sozinho, porque você é meu filho, meu único filho... E eu te amo, e eu sei que eu e Luke não temos um casamento perfeito, mas filho... A gente te ama incondicionalmente. Temos problemas, mas é entre nós dois. Eu sou independente, Luke também, você também. Não há nenhum fraco para cuidar, e isso rompe com as normas, porque isso nos afasta entende? Eu estou decepcionada com você, sim. Deveria ter me chamado e conversando e não transado com Crystal, mas você será bem-vindo em casa, Jace. Você sempre foi.
–Eu te amo, mãe. –Eu falei, ela rolou os olhos e beijou minha testa.
–Eu também amo você.
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