I Need You
3 Garota inteligente
Notas iniciais

Eu esqueci completamente da minha infância, quando tinha um monte de sonhos
1 semana depois
TAE
Senti suas lágrimas molharem meu ombro, enquanto eu abraçava seu corpo pequeno, eu me lembrava de como me sentia pequeno perto dela. Senti todo o seu corpo tremer por cada soluço que soltava e saber que grande parte de toda aquela dor era por minha causa me matava. Eu a abraçava com toda a força que tinha, eu precisava daquilo, precisava de seus abraços, precisava sentir todo aquele amor.
—Meu filho, meu menino. — escutei ela sussurrar e eu fechei os olhos, escondendo o meu rosto no vão entre seu pescoço e seu ombro.
—Me perdoa. — murmurei e ela se afastou para olhar o meu rosto.
—Não tem o que perdoar, meu menino. — falou acariciando o meu rosto.
—Tem sim, eu te fiz muito mal, mãe.
—Esqueça isso.
—Eu não vou esquecer.
[...]
SUN-HI
—Senhorita Song. — escutei a voz do Namjoon e me virei para trás, ele estava ali, com as mãos no pescoço, todos os alunos tinham ido embora e a Raquel também, então o que ele fazia aqui?
—No que posso ajudar, Namjoon? — perguntei curiosa e ele mordeu o lábio inferior, parecia nervoso com algo. — Pode falar, Namjoon, sou sua professora, mas antes de tudo sou sua amiga.
—É que... bom, é que vão revisar o pedido do meu assistente social para eu receber a liberdade condicional... — ele travou e eu franzi o cenho.
—No que posso te ajudar?
—Queria que fizesse uma carta com todos os meus feitios, para ajudar na minha condicional. — falou sem jeito e eu sorri.
—Mas é claro, Namjoon. Quando vão revisar o pedido da sua condicional? — perguntei e ele pareceu aliviado com a notícia, eu gostava do Namjoon, ele é o meu melhor aluno, é o que mais quebra lápis e canetas, mas também é o mais inteligente.
—Daqui à 2 semanas. — respondeu e um guarda apareceu para levar Namjoon de volta para a cela.
—Fale com o seu assistente, diga que quero falar com ele pessoalmente. — falei e ele foi embora com um enorme sorriso no rosto.
*É, pai, estou tentando fazer a diferença... do meu jeito*
[...]
—Carter, como é o Kim? — perguntei curiosa enquanto sentávamos em uma mesa na biblioteca. Hoje teríamos uma reunião para marcar as datas e os horários das aulas que eu teria com esse tal de Kim Taehyung.
—Tudo bem, a primeira coisa que você deve saber é que ele não gosta quando o chamam de Kim, chame-o apenas de Taehyung. — falou e eu apenas assenti, pelo jeito, seria difícil lidar com ele. — Não precisa ficar nervosa, o Taehyung pode ser um pouco difícil no começo, mas acho que vocês vão se dar bem, coreanos se entendem, não é?
—Ele é coreano? — perguntei curiosa e ele assentiu. — Quantos anos?
—Vinte e seis. — respondeu e eu sorri vitoriosa.
—Vou mandar em um cara mais velho? — perguntei animada e ele riu da minha animação.
—Tem quantos anos, Sun?
—Vinte e quatro, faço 25 na próxima semana. — respondi e ele arqueou as sobrancelhas.
—Sério? Meus parabéns.
—Obrigada.
—Você não é nova demais? — perguntou e eu assenti.
—É, eu meio que pulei alguns anos na escola, todos os meus colegas diziam que eu era um pequeno gênio, eu entrei para a alta escola com 13-14 anos. — expliquei e ele pareceu confuso.
—Alta escola?
—Sim, é que os estudos na coreia são assim: tem o jardim da infância, que começa-se entre 3 e 7 anos; depois vem a escola elementar, que vai do primeiro ao sexto ano com as idades entre 8 e 14 anos; depois vem a escola média que se começa com as idades entre 12 e 13 anos até as idades entre 15 e 16 anos; aí vem a alta escola que vai de 15-16 anos até os 17-18 anos. — expliquei e ele pareceu entender.
—É bem diferente, tenho que admitir. — falou e seus olhos focaram algo atrás de mim, olhei para trás e vi um coreano moreno, muito lindo por sinal, só podia ser o Taehyung. Ele se aproximou em passos lentos e se sentou desleixado em um cadeira, ficando ao lado de Carter e de frente para mim.
—Tae, quero te apresentar a senhorita Song, sua professora particular. Sun, esse é o Taehyung, seu mais novo aluno. — falou nos apresentando, eu estendi a mão para que ele apertasse, mas ele apenas me encarou, como se me estudasse.
—Você não tem cara de professora. — falou cruzando os braços. — É nova demais, não quero uma professora que não tem nem metade do conhecimento necessário para ensinar.
O que esse cara tem de bonito tem de idiota, eu mereço!
—Me chame quando tiver alguém a minha altura. — falou se levantando e eu me levantei indignada.
—O quê? Não suporta a ideia de alguém tão nova mandar em você?
—Voltemos a conversar quando você tiver o seu diploma, garotinha. — rebateu e eu cerrei os punhos.
—Você quer que eu mostre o meu diploma, senhor-eu-sou-demais? — repliquei pondo as mãos em cima da mesa, o encarando mortalmente. — Eu tive notas perfeitas no ensino médio e fui a melhor da nação, eu sou formada, tenho o meu diploma. — verbalizei e ele sorriu pondo a mão na minha cabeça, começando a bagunçar meus cabelos.
—Garota inteligente.
[...]
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