I Need You
4 Ataques de raiva
Notas iniciais

Acordo em uma noite escura
Todo mundo está me olhando, quem será o próximo?
Sou um guerrilheiro, louco e imprevisível
Bang Bang Bang — Big Bang
JUNGKOOK
—Suga, fica calmo. — pedi tentando acalmar o moreno de cabelos verdes à minha frente, mas parecia impossível, ele estava alterado demais. Estava com medo de que ele fosse fazer burrada, sempre que a raiva o tocava, o consumia por inteiro, sempre fazendo-o ter um nível muito alto de impulsividade, os médicos disseram que ele sofria de transtorno de personalidade borderline e que um dos sintomas é a impulsividade, os médicos disseram que ele podia passar por isso só tomando remédios, mas quando a raiva ataca, não tem remédio que dê jeito.
—Não me peça calma, Jeon Jungkook! Eu vou matar aqueles desgraçados! — gritou tentando passar por mim, para sair de casa, mas eu o impedi, o que não deu muito certo, ele pareceu ficar ainda mais irritado, como se ainda fosse possível. — Saí da frente, Jungkook, eu não quero te machucar. — ameaçou entre dentes e eu permaneci no lugar, não podia deixar ele atacar o pobre homem lá fora, com certeza, Suga o mataria, mesmo que o homem não tenha feito nada de mais.
—Você não faria isso. — falei e vi ele cerrar os punhos.
—Saia da frente, Jungkook! — bravejou e eu neguei.
—Se quer sair, vai ter que passar por cima de mim. — falei me aproximando em passos lentos.
—Com prazer. — falou se jogando contra mim, senti minhas costas baterem contra a mesa de centro da sala e em seguida algo duro contra a maçã do meu rosto, todo o peso de seu corpo estava sobre o meu, sentia cada golpe que ele me dava, eu empurrei o seu corpo para longe e me levantei, eu não queria machuca-lo, mas ele parecia disposto a me machucar sem nem ao menos pensar duas vezes.
—Chega, Suga! Você vai se arrepender do que está fazendo. — alertei me aproximando dele novamente, eu temia que ele fizesse uma loucura, uma maior do que já estava fazendo, abracei o seu corpo com força para que ele parasse e tentasse entender que eu só queria o bem dele, que eu não queria machuca-lo de nenhum jeito.
—Me larga! — gritou me empurrando para longe, bati as costas contra a parede e eu senti a raiva tomar conta de mim, eu não queria machuca-lo, mas se ele estava disposto a me machucar, eu teria que me defender da melhor maneira possível. Cerrei o punho e sem pensar duas vezes, acertei o seu rosto em cheio, fazendo-o cair no chão com a mão no queixo, ele me encarou furioso e se levantou devagar.
—Eu não queria ter feito isso, mas você não me deu escolha, eu não quero te machucar. — falei o encarando mortalmente. — Que merda você está fazendo? Hã? Quer sair matando todo mundo? Faça isso! Vire um assassino, só não conte comigo para mais nada! — bravejei e ele me estudou com o mesmo rosto irritado.
—Nunca te pedi ajuda! Nunca te pedi para ficar perto! Então me deixa em paz! Vai embora! Me deixa entrar nesse poço sem fundo! — elevou a voz em um grito.
—É, SÓ QUE EU NÃO POSSO! — aumentei a minha voz em um grito maior que o seu.
—POR QUE NÃO?!
—PORQUE EU TE AMO! — gritei e sua expressão mudou de repente, eu fechei os olhos e respirei fundo, eu nunca admitira isso em voz alta e fazê-lo só me deixou mais convicto do que estava sentindo.
[...]
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