I Need You

5 De encontro com quem quer se matar


Notas iniciais
Oi,oi, pessoal. Quero agradecer a quem comentou no capítulo anterior, espero que gostem do capítulo!

Um heroi como uma sanguessuga, me mate, me amarre, me dê meu destino
Eu sou tão super, eu só cresci

Implore igual a um filho da puta, todos os filhos da puta irão cair

Joke — Rap Monster

SUN-HI

—Podemos esquecer que isso acabou de acontecer? — perguntou Carter e eu permaneci calada, apenas encarando o Taehyung que sorria sarcasticamente.

—Já foi esquecido. — falou ele sem deixar de me encarar, com certeza, esperava para que eu explodisse, mas eu não daria esse gosto à ele. Respirei fundo e dei meu melhor sorriso falso.

—Claro, eu não consigo ficar irritada com um aluno meu. — falei encarando o Carter, que arqueou as sobrancelhas.

—Vai mesmo ser a professora dele depois disso? — perguntou surpreso e eu apenas dei de ombros.

—Por que não daria? — respondi com outra pergunta e ele pareceu ficar confuso.

[...]

—Bom, eu já vou. — falou Carter se levantando e nós dois fizemos o mesmo. — Então, está tudo resolvido, certo? — perguntou para mim e eu assenti. — Foi muito bom conversar com você, qualquer coisa, é só ligar. — falou indo embora, me deixando a sós com o Taehyung, passamos um tempo em silêncio, até ele resolver falar.

—Eu não sei você, mas eu não fico aqui dentro nem por mais 1 minuto. — falou indo em direção a saída, eu encarei ele por um tempo antes de ir para fora. — Merda. — escutei ele murmurar, quando cheguei perto dele.

—O que foi? — perguntei tentando deixar de lado o que aconteceu antes.

—Nada, é só que... — ele foi interrompido pelo barulho do meu celular tocando e e pelo toque, só podia ser um pessoa e era melhor eu atender.

—Me desculpa, eu tenho que atender. — falei pegando meu celular de dentro da bolsa e constatei que estava certa quanto a quem me ligava.

[...]

TAE

Respirei fundo e apenas permaneci calado, enquanto ela atendia o celular, ela parecia hesitante quanto a falar com a pessoa do outro lado da linha e eu fiquei curioso, fiquei encarando ela enquanto a mesma falava com quem-quer-que-seja.

—Não... Se acalma, Jungkook... Fala devagar... — ela falou as palavras calmamente e escutou a pessoa que falava com ela. — Quê?! Você o deixou sair desse jeito?!... Jungkook, se acalma, vamos dar um jeito... — falou pondo a mão na cabeça. — ... Ele tem que estar em algum lugar... Você já tentou naquele estúdio de dança?.... Tudo bem, eu vou lá agora. — falou e em seguida desligou, pondo o celular na bolsa.

—O que houve? — perguntei notando que ela estava inquieta.

—Um amigo meu está com problemas, eu tenho que ir. — falou nervosa, ela começou a andar em passos rápidos e eu corri para alcança-la.

—Eu posso ajudar em alguma coisa? — perguntei enquanto a acompanhava em seus passos apressados na direção de seu carro.

—Não, é um assunto muito delicado. — falou abrindo a porta do carro, ela estava prestes a entrar, mas eu a impedi.

—Eu não vou deixar você dirigir desse jeito.

—Taehyung, eu não tenho muito tempo! — bravejou.

—Ótimo! Então não discuta comigo! — repliquei entrando no carro, do lado do motorista e ela entrou na lado do passageiro, estendi a mão para que ela me desse as chaves e assim ela fez. Liguei o carro e dei partida, escutando atentamente cada instrução que ela me dava. Após alguns minuto, nós chegamos em frente a um estúdio de dança abandonado e eu franzi o cenho.

—Tem certeza que é aqui? — perguntei e ela assentiu saindo do carro, eu a segui e nós entramos no estúdio, que estava caindo aos pedaços, estava tudo silencioso, foi quando escutamos o barulho de algo quebrando.

—Suga! — gritou Sun-Hi correndo na direção do barulho e eu fui atrás dela, entramos em uma sala e eu vi os espelhos dela quebrados, sentado no chão, encarando um grande pedaço de vidro, estava um cara de cabelos verdes, as mãos dele estavam sujas de sangue e seu rosto molhados por lágrimas. — Suga.

—Não chega perto. — murmurou ele sem nos encarar, ele segurava o caco de vidro com muita força, aquilo só fazia os cortes em sua mão piorarem.

—Vamos para casa, Suga. — falou Sun-Hi tentando se aproximar dele.

—Não! — bravejou ele e ela parou no mesmo lugar, parecia estar com medo.

—Sun-Hi... — ela me interrompeu.

—Pode me deixar sozinha com ele? — pediu e eu encarei aquele tal de Suga, desconfiado.

—Não, não acho que seja uma boa ideia. — falei, aquele cara não parecia estar em condições para ter uma conversa civilizada.

—Taehyung, por favor, ele é meu amigo e eu preciso falar com ele. — eu encarei ela por longos segundos até decidir confiar um pouco que fosse nesse Suga.

—Tudo bem. — falei saindo dali.

[...]

SUN-HI

Assim que o Tae saiu da sala, eu encarei o Suga, que encarava o pedaço de espelho na mão, eu não gostava de vê-lo naquela situação, ele era um grande amigo e só ficou assim após a morte de sua mãe, ela era dona desse estúdio de dança, Suga vem aqui direto, parece se culpar pela morte dela.

—Deixou de tomar o remédio, não foi? — perguntei e ele apenas me encarou. — Quando parou?

—Semana passada. — respondeu e eu respirei fundo, dei alguns passos e fiquei de frente para ele.

—Não pode para de tomar, Suga. — falei e ele se levantou indignado.

—Eu posso sim, ta legal! Eu não sou louco! Eu não preciso daquilo! — exclamou vindo para cima de mim, assutada, eu dei alguns passos para trás e ele pareceu perceber. — EU NÃO SOU LOUCO, TÁ LEGAL!

—Pare, Suga, só pare. — pedi escondendo o meu medo, acariciei o seu rosto e ele pareceu ficar um pouco mais calmo.

—Eu não sou louco. — murmurou fechando os olhos.

—Não, não é, eu só quero te ajudar. — falei chegando mais perto para abraça-lo e ele abriu os olhos.

—Eu te assustei? — perguntou e eu permaneci calada. — Me perdoa. — sussurrou me abraçando. — Eu prometo que vou tomar todo tipo de remédio, prometo não te assustar mais. — falou e eu respirei fundo. — O Jungkook ta com raiva de mim. — falou após longos segundos em silêncio, eu me afastei e olhei nos seus olhos.

—Não está não. — falei pondo o seu rosto entre as minhas mãos.

—Eu bati nele e ele disse que me amava.

—Viu? Ele disse que te ama, ele está preocupado com você.

—Eu tenho medo. — murmurou abaixando o rosto.

—Do quê? — perguntei curiosa.

—De machuca-lo de novo. — respondeu e eu levantei o seu rosto.

—Você não vai machuca-lo de novo.

—Mas e se eu machucar?

—Não vai.

[...]

—Pronto. — Taehyung parou o carro e eu sorri.

—Valeu, não sabe o quanto foi legal da sua parte fazer isso.

—Eu sou difícil, Sun-Hi, hoje foi só uma exceção. — falou e eu ri fraco.

—Bom saber, eu quero as chaves. — falei e ele me deu.

—Até amanhã, garotinha. — falou saindo do carro.

—Até, pirralho! — falei trocando de lugar.

—Pirralho? — perguntou ele e eu sorri.

—Você tem o corpo de 26 e a mentalidade de uma criança de 6 anos. — falei ligando o carro e ele me encarou fingindo indignação.

—Cruel. — resmungou e eu ri, enquanto dava partida.

[...]

Notas finais
E então? Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo!