Notas iniciais
Fic nova, espero que gostem :3 É meu plano pras férias kkkkkkkkkk ♥

“Estou aqui há menos de uma hora e eu já quero voltar. É muito ruim?”, perguntei para Kurt, enquanto estávamos deitados no campo, escutando alguma música bastante relaxante. Eu estava de olhos fechados, sentindo os raios solares em mim.

“Eu diria que sim, mas como acho a mesma coisa, sou suspeito.”. Kurt estava muito similar, sendo a única diferença entre nós os óculos escuros que ele estava usando.

Respirei fundo uma, duas, três vezes. Eu sentia que era capaz de passar o dia todo daquele jeito, sem me mexer nem um centímetro. Estávamos no evento mais conhecido da escola, sendo, resumidamente, um acampamento de 30 dias numa cidade a 20 quilômetros de qualquer tipo de civilização. Sim, era isolado. Acho que por isso que era tão emocionante. Um enorme terreno longe de cidades, dormir em barracas, noites na fogueira, banho de lago de manhã, trilhas no meio do nada durante o dia. A liberdade atraía todos os estudantes que estavam prestes a entrar no seu último ano na William McKinley High School.

“Ei, pessoal, todo mundo para a área da fogueira, agora!”, gritou Sue Sylvester, treinadora das Cheerleaders da escola e também uma das monitoras, em seu megafone. “Quem ficar para trás terá a honra de passar a noite num colchão bem no meio do lago, sendo colocado lá por mim mesma.”

Kurt e eu nos olhamos de olhos arregalados. Ele desligou e guardou seu telefone e seus fones de ouvido, pegando nossas coisas. Espreguiçamos-nos e não demoramos a ir para o local que Coach Sylvester indicou. Chegando lá, percebemos que a maioria das pessoas já havia chegado. Encontramos um espaço suficientemente grande para nós dois, ao lado dos jogadores do time de futebol. Eles eram lindos. Eu não podia me dar a honra de dizer que eu conversava com qualquer um deles, mas isso não era razão para eu não admirá-los ou fantasiar alguma coisa com qualquer um deles, certo? Kurt estava sentado ao lado de um garoto chamado Sebastian Smythe, um dos garotos mais bonitos da escola. Cabelos castanhos, sorriso de celebridade e músculos na medida ideal. Ah, e olhos cor do mar. Olhos que estavam olhando para mim. Obriguei-me a parar de encará-lo.

Depois de alguns segundos todos já estavam lá, a maioria sentada no chão por falta de espaço. Tínhamos dado sorte por ter pego o último lugar em um dos troncos. O espaço em volta era lindo: atrás de nós uma estreita trilha que guiava de um lado para o acampamento das meninas e do outro para o dos meninos, e atrás havia floresta fechada; na nossa frente havia o imenso lago que encostava na área da fogueira e nos acampamentos, tendo do outro lado mais floresta e bem ao longe alguns cumes cobertos de grama verdíssima.

“Tudo bem crianças, bem-vindos ao Acampamento Netuno, propriedade da escola. Espero que vocês tenham gostado do ambiente, pois vocês passarão o próximo mês praticamente aqui, naquele largo campo próximo as barracas das meninas e nas barracas de vocês.”, começou o diretor Figgins. Ele tinha um sotaque horrível, complicado de compreender, obrigando-o a falar pausadamente e bem devagar. “Teremos três refeições ao dia, café da manhã, almoço e jantar. Para café da manhã e almoço teremos cardápios diários. O jantar será normalmente cachorros-quentes ou hambúrgueres.”, ele explicou. “Ao fim do dia faremos uma chamada para ver se todos estão aqui e depois vocês serão levados para seus respectivos acampamentos e só sairão de lá no dia seguinte. Se precisarem ir ao banheiro um monitor acompanhará vocês.”. Alguns meninos riram porque alguém perguntou se eles teriam até que “balançar” pra você. “Não, não terão que ‘balançar’ pra você.”, ele respondeu, como se a pergunta não fosse nada mais do que usual, fazendo todos rirem ainda mais. Nem eu mesma segurei um sorriso. Imaginei se ele havia realmente entendido o que haviam perguntado. “A hora que vocês serão levados para os acampamentos será dez horas em ponto e vocês serão acordados as seis horas da manhã, sendo possível uma esplêndida noite de sono.”

Todos começaram a fazer reclamações por causa do óbvio. Se a hora de recolher fosse as dez, a maioria provavelmente dormiria às duas da manhã, por estar conversando, indo na barraca dos outros ou simplesmente fazendo farra. Se isso acontecesse normalmente, seria possível dormir quase nada.

“Calma, jovens. Tudo foi precisamente calculado para que as energias de vocês se regenerem completamente para as atividades do dia seguinte, não há razão para pânico.”. Todos, literalmente todos nós reviramos os olhos. “Os horários do dia sempre serão postados no quadro de avisos do lado de fora da cozinha.”, ele disse, apontando para uma construção localizada atrás de nós, do outro lado da trilha. “Os banheiros também ficam ali, mas apenas para deixá-los informados, se a descarga for apertada muito rapidamente quando houver muita... matéria lá dentro... há riscos do encanamento entupir deixando o sanitário inativo por três dias. Fiquem sempre próximos dos monitores e não se aventurem muito para dentro das florestas. Além da trilha que leva para as barracas não há mais nenhuma outra confiável. Muito menos entrem no lago durante a noite ou deixem a área do seu acampamento na madrugada. Acho que isso é tudo.”

Ele passou o megafone que estava utilizando para William Schuester, professor de espanhol e também monitor por um mês. Ele tinha fama se ser super legal e compreensivo com os alunos. Ele também cuidava do clube do coral. “Ok, agora vamos organizar os acampamentos. Meninos, por favor, organizem-se à minha esquerda. Meninas, à minha direita.”. Me despedi de Kurt, prometendo encontrá-lo não muito tempo depois. Ainda estava cedo, provavelmente teríamos alguma pra fazer antes da hora da fogueira, que aconteceria à noite. Me juntei a Mercedes e Tina, que iriam dividir uma barraca. Eu normalmente iria ficar com elas, mas Santana havia me obrigado a ficar com ela, alegando que eu não deveria me excluir durante o acampamento. Ela só não estava comigo naquele momento porque provavelmente estava com Sugar ou alguma outra garota “da laia dela”. Santana era popular e me ignorava quase completamente quando estava perto de suas outras amigas. Era meio chato mas eu já tinha me acostumado e eu gostava muito de Tina e Mercedes. Coach Beiste, treinadora do time do futebol, nos guiou para o lado direito da trilha e em direção ao nosso acampamento. Passamos pelo campo onde eu e Kurt estávamos deitados antes de chegar ao amplo local que fazia fronteira com um pedaço do lago, que era onde nos instalaríamos.

“Se precisarem da minha ajuda para alguma coisa, não se acanhem e me chamem, garotas. Sei montar barracas e colocar lençóis em colchões, então posso vir a ser necessária.”

Todas nós assentimos e não perdemos tempo em correr para pegar o melhor lugar na nossa opinião. Tina, Mercedes e eu pegamos um lugar bem no meio, entre o lago e a ampla floresta que parecia que iria nos engolir enquanto dormíamos. Enquanto as duas começavam a montar sua barraca fiquei parada esperando Santana dar o ar de sua graça, já que ela que estava com nossa barraca, que estava mais para mansão. A barraca era pra quatro pessoas, mas ela alegou que era muito mais confortável e ventilada do que uma menor. Não discuti, porque quem iria comprar era ela, não eu.

Depois do que pareceram eras, ela finalmente apareceu. “Santana, onde você estava?! Todo mundo tá quase terminando de montar as barracas e você só apareceu agora!”. Ela às vezes me tirava do sério. Qual era o grande problema de não demorar para aparecer e ajudar a montar o local onde ela mesma dormiria? Sei que conversar com as amigas deveria ser maravilhoso, mas havia uma coisa chamada obrigação que ela devia cumprir, se não por ela, por mim. Mas é claro que eu não falei nada disso. Pareceria que eu tinha ciúmes, coisa que eu, na realidade, não tinha.

“Desculpe, Berry, Sugar estava me deixando a par das previsões de rolos desse acampamento. E não se preocupe com a barraca. É meio que só apertar um botão que ela já tá pronta.”, ela disse, apertando minha bochecha como se eu tivesse três anos e fosse muito adorável, a julgar pela cara que ela fez.

Revirei os olhos, resolvendo não me estressar com ela. Ainda era o primeiro dia. O estresse podia esperar mais uns dias. “Mas e aí, quais são essas previsões?”. Não fazia parte do “grupo” da Santana, mas eu sabia relativamente tudo o que rolava na escola. Uma das vantagens de ser melhor amiga de alguém bastante popular, eu acho.

Ela sorriu, sempre amando meu interesse por tudo o que ela dizia, se aproximando para poder falar mais baixo. “Ok. A principal e mais provável de todas é que role alguma coisa entre Quinn Fabray e Noah Puckerman.”

“Você com certeza pode confirmar essa teoria, já que você mesma já namorou com ele por um mês ou dois.”, eu falei, sorrindo. Santana já tinha enfiado a língua na boca da maioria dos meninos (pelo menos os conhecidos e/ou bonitos) da escola.

Ela assentiu. “Exatamente. Então, Fabray e Puckerman. Sugar e eu também achamos que pode vir a rolar alguma coisa entre ela e Sam ou entre Sam e Kitty. É apenas o óbvio. Sugar e Sam tão nesse vai-não-vai há um tempão. Esse acampamento é o empurrão ideal que eles precisam. Já Kitty, apenas achamos isso porque a coitada tá solteira há muito tempo, e se não tiver alguma coisa com Sam (que estará com Sugar) terá com alguém do time de futebol, para seguir seu padrão de namorados.”

Caramba, por quanto tempo elas ficaram bolando essas coisas?

“Achamos que vai ter um inesperado e intenso romance entre uma ninguém e algum menino do time de futebol. De vez em quando isso acontece, mas normalmente não dura. E, como eu já disse, essa liberdade do acampamento é o incentivo perfeito para o início de qualquer casal. Os outros casais que formamos não são tão certos e é com gente que você talvez não conheça.”, ela concluiu, tirando a barraca da bolsa. Com o tamanho daquela coisa era difícil de acreditar que cabiam quatro pessoas, era minúscula.

Dito e feito, pensei, quando Santana colocou o objeto no chão e o abriu, puxando-o em certo ponto para cima, deixando a barraca armada. Ela travou uma coisa ou outra na base, mas quase nada. A ação toda foi tão rápida que nossa barraca foi a primeira a ficar pronta. Ela tirou um colchão inflável e o ligou a uma bomba, a qual automaticamente enchia a coisa de ar.

“Minha nossa... Realmente valeu a pena ter comprado essa coisinha.”, admiti fascinada.

“Eu tenho uma tia que é, tipo, viciada em se aventurar ou algo do tipo, e ela me emprestou o colchão e essa bomba. Já a barraca achei numa loja que ela me recomendou.”. A família de Santana era imensa por parte de mãe, ela tinha todos os tipos de tias e tios imagináveis.

Colocamos nossas malas no –enorme– espaço que sobrou do lado de dentro. Eu conseguia ficar em pé na barraca (mesmo isso não sendo tão difícil assim) e ainda cabiam umas quatro pessoas lá dentro. Aquilo era uma pequena cabana, para ser honesta, não fosse pela falta de paredes e uma porta de verdade, tendo dois zíperes no lugar: um que abria uma passagem de mesmo material da barraca e outro cheio de buraquinhos, que, se deixado fechado sozinho, deixava o espaço ventilado e segurava mosquitos e insetos em geral.

“Santie, eu tô indo ficar com o Kurt.”, avisei, saindo do nosso pequeno castelo.

“Mas você não pode entrar no acampamento dos meninos, e nem eles podem vir aqui.”, ela falou, enquanto colocava suas dezenas de travesseiros do seu lado do colchão.

“Então o que eu faço?”

“Liga pra ele, é claro.”

“Mas aqui não tem sinal...”, falei, me lembrando de quando Kurt pegou o telefone no campo e viu que estava sem serviço e sem internet, fazendo-o se lamentar por alguns segundos.

“Na frente da cozinha tem, bobinha. Todo mundo já percebeu isso, por favor...”, ela disse, revirando os olhos.

Saí da barraca e fui indo para a trilha em direção a cozinha, que ficava atrás da área da fogueira. Peguei meu celular e percebi que Santana estava certa. O sinal ali era perfeito. Idiotas, pensei, me referindo aos babacas que filtraram o sinal de telefone para somente aquela área.

“Kurt?”, falei, quando alguém disse um “alô” do outro lado. “Eu não posso entrar aí, tem como você vir me encontrar aqui em frente a cozinha?”

“Eu ainda tô montando a minha barraca. Olha só, o Mr. Schue está ocupadíssimo ajudando a montar uma barraca de dez pessoas para um grupo de meninos e o diretor está super concentrado observando o comportamento das folhas. Por que você não vem aqui me ajudar? Aí a gente volta logo pro campo e faz uma lista de quem a gente acha que vai ficar pelado pra entrar no lago.”. Era por isso que eu adorava Kurt.

“Tudo bem, eu tô indo aí.”, falei, desligando.

Era uma distância um pouco maior até o acampamento dos meninos do que até o das meninas, mas o deles também era cercado por floresta, exceto pelo lado que tinha o lago. O local estava uma zona. Comida e cuecas voando para todos os lados, mais de uma música tocando e risadas barulhentas. Porcos, pobre Kurt... Encontrei ele bem no meio de tudo, mais ou menos onde eu tinha colocado a minha e rapidamente entendi o motivo: Kurt odiava o comportamento dos garotos tanto quanto qualquer outra pessoa sensata, mas ele morria de medo das coisas que se abrigavam na floresta. Sombras, animais, sons. Ficar no meio era para se proteger, de certo modo, mesmo que isso significasse noites e noites mal dormidas.

A medida que fazia meu caminho por entre as barracas, assovios e olhares de malícias eram bombardeados na minha direção, fazendo me arrepender na mesma hora de ter ido ali. Mas eu precisava da companhia de Kurt, já que, depois de terminar de arrumar suas almofadas, Santana voltaria para suas amigas e me deixaria sozinha. Passei ao lado da barraca de Sebastian Smythe, que estava junto com Finn Hudson e Noah Puckerman.

“E aí, Rachel.”, disse Puck, não me olhando nos olhos mas sim para a parte debaixo do meu corpo.

“Oi, Noah.”, respondi, forçando-me a sorrir. Direcionei a mesma expressão para Finn e Sebastian. Devo admitir que Finn era mais bonito que Sebastian. Também devo admitir que eu sentia uma coisa quando olhava para Finn. Devo admitir que era bastante forte e intensa. Quando percebi que estava olhando-o por tempo demais, voltei a olhar para frente.

Kurt estava envolvido com a montagem de sua barraca quando –finalmente– cheguei, com um manual de instruções do lado, a barraca em uma mão e várias varetas em outra. Ele ainda estava de óculos, devido ao sol que estava atingindo-o no rosto.

“Kurt Hummel, seu filho da mãe. Acabei de ter minha bunda encarada descaradamente por Noah Puckerman e por todos os meninos do acampamento e é tudo culpa sua.”, falei, parando do seu lado, de braços cruzados.

Ele mal tirou o olho do que quer que estava tentando entender do manual. “Eu não te obriguei a vir aqui, apenas disse que seria mais rápido se você me ajudasse. Agora me ajuda aqui a encaixar essas coisas.”, falou, me dando as varetas que seguravam. Bufei com raiva, mas ainda assim pegando-as. “Para ser sincero, você definitivamente escolheu a calça errada se não queria ter sua bunda encarada, Rachel.”, ele falou, com um sorrisinho surgindo de canto.

“Seu tarado.”, falei. “Achei que você só reparava na bunda de caras.”

Com isso ele riu, balançando a cabeça. “Eu reparo em qualquer bunda que se destaca, só isso.”

Ele me deu o manual, indicando em que lugar da barraca eu deveria colocar cada vareta. Depois de mais ou menos vinte minutos e a barraca tendo se desmontado toda duas vezes, conseguimos terminar. Quando estávamos saindo, Mr. Schue me viu.

“O que você tá fazendo aqui?! Não pode vir aqui!”, ele disse, chocado por sua segurança ter falhado.

Tentei não rir. “Me desculpe, eu não sabia. E-eu já tô de saída...”. Kurt agarrou meu braço e saiu correndo, me cortando. Quando chegamos ao campo, desabamos, não se aguentando de rir.

“Ele deve ter achado que você é uma piriguete ou algo do tipo.”, Kurt disse.

“Pobre eu... Vou sofrer tanto com a opinião dele...”, falei, fingindo uma expressão de arrependimento.

“É sempre bom ter pontos positivos com os monitores. Mas, e aí, quem foi que ficou te desejando?”, ele disse, escolhendo alguma música. “Na verdade, antes de qualquer coisa, onde você conseguiu sinal de celular?”

“Na frente da cozinha é o único lugar que pega, de acordo com Santana. Bom, por onde começar? Noah Puckerman foi o pior de todos, é claro. Ele meio que falou comigo, no caso com a minha bunda, foi muito constrangedor, até porque eu conheço ele. Já o resto dos meninos ficaram falando bobagens e Finn Hudson só ficou me olhando.”

Ele se sentou bruscamente. “Calma aí.”. Também me sentei. “Finn Hudson ficou te olhando ou... olhando para suas outras partes?”

Franzi as sobrancelhas, não entendendo porque diabos aquilo era no mínimo relevante. “Me olhando, tipo, pro rosto.”

Um sorriso começou a brotar no rosto de Kurt. “Rachel.”

“O que foi?”, perguntei meio tensa.

“Rachel, se ele não te achar a menina mais esquisita do mundo ou se sua calça não tivesse do avesso ou algo do gênero, eu acho que ele gosta de você.”

Hm... O que?

“É... Você é morta de apaixonada por ele. Eu acho que, levando em conta o quanto ele ficou te olhando quando a gente tava sentado perto dele hoje mais cedo e ele não ter ficado olhando para sua bunda que grita ‘admirem-me’ mas sim para seu rosto que implora por um pouco de maquiagem, eu acho que ele tem sentimentos por você.”, ele falou, pegando minhas mãos e quase saindo aos pulinhos por aí. “Imagina só, Rachel! O cara do time de futebol que você ama sentir a mesma coisa por você? Esse é o lugar ideal pra ele se pronunciar, só acho.”, ele disse, me lançando uma piscadela.

Soltei uma risada, que era mais porque eu estava incrédula. “Você tá brincando, né? Finn Hudson não tem algum sentimento por mim nem em outro mundo, talvez pela minha bunda. O fato de ele não ter encarado ela não significa nada. Eu não desperto esse tipo de sentimento em nenhum cara que nem ele.”

“Você tá se ouvindo, sua idiota?”, Kurt perguntou, quase que irritado. “Você é Rachel Berry, a menina com uma super bunda que já pegou Jesse St. James e teve um super namoro com ele, um dos garotos mais populares e gatos da escola. A menina que tem um vozeirão que sempre deixa todos boquiabertos duas vezes por ano, no show de talentos. Além dessas razões, há muitas outras provando que ele pode, sim, sentir alguma coisa por você, uma super coisa. E não só ele, para ser sincero.”. Ele finalmente tinha escolhido uma música e estava tocando “Meet Me On The Equinox”, do Death Cab For Cutie, que estava provavelmente no celular dele por causa de sua febre por Twilight.

Eu ainda estava tentando processar as informações recebidas enquanto ele acompanhava a letra, a começar pela parte da super bunda. Eu não tinha uma super bunda. Se eu tivesse Santana provavelmente já teria comentado alguma coisa a respeito, o que significava que ela não era tão super assim. Apesar de que, uma vez, quando ela estava lá em casa se arrumando para uma festa, ela foi me ajudar a colocar meu vestido, mas ele custou a fechar e lembro que ela comentou alguma coisa. “Ele não foi feito para garotas com um corpo como o seu.”. Na época achei que ela estava me chamando de gorda, mas, pensando bem, talvez não tenha sido isso que ela quis dizer.

Agora a parte do “já pegou Jesse St. James”. Era verdade, é claro. Namorei com ele por oito meses, oito incríveis meses. Também era verídica a parte de ele ser muito gato e popular. Mas por que isso seria razão para eu ser atraente? Ter enfiado a língua diversas vezes na boca de um menino te tornava mais bonita, ou algo do tipo?

E, por último, o show de talentos. Vamos combinar que eu não deixava todos boquiabertos, eu simplesmente tinha uma plateia educada que não ficava em completo silêncio ao fim da minha apresentação. Isso não é a mesma coisa que fasciná-los ou conquistá-los.

“Kurt, eu realmente não quero discutir o que me deixa convidativa ou bonita ou sei lá o que. Eu acho que você está vendo um furacão num redemoinho de poeira. Ok, isso deve ter soado péssimo, mas é o que você tá fazendo. Eu vou ficar toda iludida com o fato de ele talvez sentir alguma coisa por mim, aí eu vou quebrar a cara por causa disso e vou passar o resto do acampamento crente de que o amor é uma puta.”, falei, sem mal respirar.

“O amor não é uma puta...”, ele murmurou.

“Tanto faz, Kurt. Eu só quero voltar desse acampamento podendo dizer que foi maravilhoso e tendo meu coração intacto.”

O que provavelmente não aconteceria se eu continuasse tendo momentos com Finn Hudson como o que eu havia acabado de ter.

Notas finais
Então, o que acharam? Eu sei que ficou enoooooorme, mas eu não quis separar em mais de um capítulo siduorjkse Reviews são sempre bem-vindas, me digam se vocês gostaram ♥