I Kissed a Girl
12 You are my queen
Notas iniciais
Atena se jogou no sofá e se encolheu ali, estava mais do que exausta, quase não se aguentava em pé. Olhou em direção ao corredor, Afrodite estava no quarto a uns dez minutos, o silêncio no apartamento só era quebrado pelo som da voz da deusa do amor cantarolando, por algum motivo isso fez Atena se sentir em paz.
Ela ainda estava sob efeito do que havia acontecido pela manhã, e talvez estivesse sob efeito da presença constante de Afrodite, fosse corporal, ou só em sua mente. Será que alguém teria feito ela se sentir assim se fosse outra pessoa? Se ela tivesse se entregado a um deus, será que estaria tão bem?
Eram perguntas simples se comparadas as que ela tinha acorrentado em sua mente, no fundo sabia que se afastasse o suficiente, ela iria entrar em pânico por tudo aquilo, afinal tudo aquilo era errado, não era?
“Não pense no certo e errado” foi o conselho de Afrodite, Atena quase riu quando percebeu que ela, que normalmente dava os conselhos, estava recebendo um da deusa do amor. Voltou a olhar as várias sacolas que estavam no chão, como Afrodite conseguia comprar tanto?
– Pronto, agora estou renovada. – Afrodite entrou na sala e sentou ao lado de Atena.
O cabelo dela estava úmido, seu short jeans e sua blusa regata não combinavam com o clima de Londres, mas isso não parecia incomodar Afrodite, ela ditava a moda, não qualquer outra coisa. Inclinando-se deu pequenos beijinhos no rosto de Atena, a loira piscou sonolenta e sorriu, abraçando-a pela cintura.
– Preparei um bom banho na banheira para você.
– Posso saber por que estou sendo mimada? – Atena murmurou.
– Você merece, aguentou minha maratona de compras sem reclamar.
– Ah isso? Foi só pelos livros. – a loira brincou.
Afrodite sorriu docemente, sabia que haviam sido exaustivas as horas em que arrastou Atena de uma loja para outra, e a deusa nem sequer reclamou, apenas fazia caretas e rolava os olhos todas as vezes em que Afrodite dizia “Só mais essa loja e vamos embora”.
De repente se viu querendo dizer algo, sentia que tinha algo a falar, mas não sabia o que, por isso apenas encarou os olhos cinza de Atena, cinza como o céu de Londres.
– O que foi? – Atena perguntou, sem entender o olhar de Afrodite.
– Gosto dos seus olhos. – ela respondeu. – Sempre tentei imita-los.
– Cinza não é uma grande cor.
– Seu cinza é uma cor única.
Atena corou e sorriu, sentou no sofá e beijou os lábios de Afrodite, não sabia por que, apenas sentiu necessidade. Quando se afastou estava ofegante e quente, por isso escapuliu para o quarto antes que a deusa do amor notasse aquilo e elas acabassem na cama.
Soltou um gemido baixo quando afundou na água da banheira, por sorte não estava tão quente, e isso fez com que Atena relaxasse aos poucos. Deixou a mente em branco enquanto se lavava devagar, ignorando o latejar em sua intimidade, isso só a fazia lembrar os dedos de Afrodite ali.
Conseguia ouvir os sons da deusa do amor andando pelo apartamento, carregando as sacolas até o quarto e desembrulhando tudo. De certa forma aquilo era familiar, e Atena se viu aceitando aquilo como parte dela, mas logo sua mente tomou as rédeas da situação.
Não podia se deixar levar tanto assim, é claro que o que ela e Afrodite tinham, fosse o que fosse, era maravilhoso, mas nunca seria mais do que isso. Mas e se fosse mais do que aquilo? E se elas pudessem ter mais do que prazer na cama? E se pudessem fazer algo sem ser as escondidas? E se elas pudessem ficar juntas?
Juntas.
A palavra tão pequena tinha um peso muito grande, porque seguida dela vinha a palavra “impossível”.
Tentando se livrar daqueles pensamentos, Atena afundou na água e ficou lá até que fosse necessário respirar. Terminou o banho e vestiu um roupão enquanto entrava no quarto.
Encontrou um vestido sobre a cama, ele era curto, com o corpete bordado e cheio de detalhes brilhantes. Um par de sapatos fora colocado ao lado do vestido, junto com várias caixas de joias, e um lírio branco.
– Afrodite. – Atena murmurou.
Vestiu-se devagar, não teve dificuldade com as roupas, sapatos ou joias, a maquiagem e o cabelo também ficaram por conta da magia da deusa do amor. Por fim Atena saiu do quarto para encontrar Afrodite na cozinha, ela parecia uma atriz em um comercial sobre cozinhas supermodernas, estava toda concentrada em algo no forno quando ouviu Atena se aproximar e virou para olha-la.
– Eu sabia que ficaria perfeito em você. – ela elogiou.
– Você sempre sabe, não erra quando o assunto é moda.
– Bem, isso é uma verdade.
– Então porque estou toda arrumada quando você está assim. – Atena indicou a deusa com roupas comuns.
– Decidi brincar de boneca. – Afrodite sorriu.
– E eu sou a boneca? – a loira arqueou a sobrancelha.
– Pode-se dizer que sim, Barbie. – a deusa do amor provocou, indicando que Atena sentasse.
Atena revirou os olhos e sentou, deu um pequeno sorriso quando Afrodite beijou seu rosto e voltou a se concentrar no que estava fazendo. Era estranho estar ali parada, simplesmente observando enquanto Afrodite tirava uma lasanha belíssima do forno e colocava diante de Atena.
– O cheiro está maravilhoso. – a loira comentou.
– Eu sei, epa. – Afrodite deu um tapinha na mão de Atena quando ela tentou pegar os talheres. – Não seja apressada, ainda está quente.
– Você parece Hera. – Atena resmungou, mas logo sorriu.
– Éons de convivência causam essas semelhanças. – a deusa do amor deu de ombros.
Talvez o impressionante fosse ver Afrodite fazendo coisas comuns, a forma como ela se movimentava pela cozinha, o cuidado com cada prato, a escolha do vinho, tudo foi feito de forma tão dedicada e natural que fez Atena piscar impressionada.
– Bem, agora você pode comer. – Afrodite falou enquanto servia uma boa poção de lasanha no prato de Atena.
Sem dizer uma palavra Atena comeu um pouco da lasanha, fechou os olhos por alguns segundos e soltou um “hmm” de aprovação. Afrodite sorriu satisfeita e começou a comer enquanto observava a deusa da sabedoria.
– Isso está divino. – a loira elogiou.
– Bem, foi feito por uma deusa, então... – Afrodite deu um sorriso provocante.
– Ah, pare com isso, todos pensavam que você não sabia nem fritar um ovo.
– Eu namorei alguns renomados “Chef’s” de cozinha. – a deusa do amor deixou escapar e se arrependeu no mesmo momento.
O sorriso de Atena diminuiu aos poucos, logo ela baixou o olhar para o prato, como se ele tivesse toda sua atenção. Não havia mais fome, por isso ela apenas cutucava a lasanha de um lado para o outro, mesmo que não quisesse admitir o ciúme era mais forte do que qualquer outra coisa.
– Atena? – Afrodite chamou.
– Hm? – foi o único som da deusa.
– Nada. – a morena murmurou, envergonhada.
Afinal de contas qual era o problema? Ela nunca havia dito que era santa, era famosa pelos casos que tinha, por que estava envergonhada afinal? Talvez o problema fosse por quem ela estava envergonhada, diferente dela, Atena não havia tido milhares de casos, ao menos não da mesma forma que Afrodite. No fundo Afrodite sabia porque se irritava as vezes, porque de certa forma ela queria ser pura como Atena, talvez por isso gostasse tanto da timidez e inocência da deusa da sabedoria, era algo que ela não tinha, talvez nunca teve.
– Desculpe. – Atena murmurou.
– O que? – Afrodite ergueu o rosto, confusa.
– Eu não tenho direito de sentir ciúme.
– Eu quebrei a regra primordial dos relacionamentos.
– Qual?
– Nunca falar dos ex’s.
Atena sorriu, talvez fosse isso que Afrodite quisesse, um sorriso. Apesar de seus esforços a palavra “relacionamento” grudou em sua mente de forma insistente. Por isso decidiu levar a conversa sutilmente a outro rumo.
– Por isso nunca fala de Ares?
– Talvez. – Afrodite deu de ombros, tentando parecer indiferente. – Não há muito a falar sobre ele.
– Então vocês realmente não estão mais juntos? –Atena ergueu a sobrancelha.
– Não sei ao certo.
Por trás daquelas palavras era possível ver muitas coisas, Afrodite não sabia ao certo se eles estavam juntos, também não sabia se queria que eles tivessem terminado, Ares era uma grande porção da vida dela, o primeiro em muitas coisas, boas e ruins.
Afrodite quase rezou para que Atena não se irritasse com aquilo, infelizmente no amor, esperança e insistência caminhavam de mãos dadas, por isso na maioria dos casos as pessoas insistiam em amores falidos, porque no fundo o próprio amor não as deixava desistir.
No entanto Atena apenas assentiu tranquilamente e voltou a comer, como se nada tivesse acontecido, ela estava certa de que Ares representava coisas demais para ser descartado de uma hora para a outra. E talvez ele e Afrodite estivessem apenas passando por uma crise e as coisas voltariam ao normal.
Voltariam ao normal para os outros, não para ela. Nunca mais seria a mesma.
Algo em sua expressão denunciou seus pensamentos, Afrodite segurou a mão de Atena sobre a mesa e acariciou devagar, fazendo pequenos círculos ali. Os olhares das duas se encontraram e Atena sorriu, apesar de suas inseguranças, ela se obrigou a esquecer aqueles pensamentos, tinha que focar no momento.
– Sabe o que eu estava pensando? – Afrodite perguntou enquanto servia a sobremesa.
– Na próxima coleção da Victoria Secrets – Atena respondeu e sorriu.
– Não, sua bobinha, a próxima coleção já está reservada para mim. – a deusa do amor beijou o rosto de Atena e sentou ao lado dela. – Brincar de casinha.
– Hm? – a deusa da sabedoria perguntou enquanto comia sua primeira porção de musse de chocolate.
– Sabe, você é o papai, eu sou a mamãe, você chega de um longo dia de trabalho e precisa dos carinhos da sua esposa. – Afrodite sorriu maliciosa. – E nós vamos para a cama, foder loucamente até dia amanhecer.
Atena engasgou quando ouviu tudo aquilo, sentiu Afrodite dando tapinhas em suas costas, mas não conseguia parar de tossir.
– Acalme-se, Atena. – a morena falava tranquilamente enquanto fazia a deusa desengasgar.
– Eu sou o papai? – Atena perguntou, com a voz rouca.
– Sim, você tem uma atitude forte e corajosa, tipo “estou no controle”. – Afrodite brincou, imitando a voz de um homem. – e pode chegar e dizer “querida, cheguei!”.
– Isso é complexo demais pra minha cabeça. – a loira murmurou, voltando a comer.
Afrodite apenas deu de ombros, mas decidiu manter seu ponto. Não desistiria ter Atena de uma forma mais ativa em tudo aquilo, a forma como ela agiu no banheiro foi o suficiente para fazê-la querer mais.
Por isso assim que terminaram o jantar, Afrodite arrastou Atena em direção ao quarto, ela não tentou resistir, embora ainda estivesse assustada com aquela história de “brincar de casinha.”
– Agora, vamos nos livrar dessas roupas. – Afrodite falou num tom doce enquanto abria o vestido de Atena.
– Eu não estou tão certa sobre o que vamos fazer... – a deusa da sabedoria murmurou.
– Não há mistério para o que vamos fazer agora.
– Só... eu só... – Atena baixou o rosto, olhando os próprios pés.
– Olhe pra mim, Atena.
Ela ergueu o olhar e encarou os olhos azuis de Afrodite, tentou lembrar em qual momento eles haviam passado do amendoado para aquela cor. Afrodite fez com que ela sentasse e segurou as mãos de Atena com carinho.
– Sei que tudo é novidade agora. Você ainda está se descobrindo, e começar desse jeito dá um nó na cabeça. – Afrodite falou com suavidade. – Mas não é errado, elimine esse pensamento da sua mente. Veja quem você é, diferente da deusa certinha e irritante que tem um olhar de “vou fazer você engolir uma lança”.
– Ei. – Atena protestou baixinho.
– Você é uma deusa tímida e reservada, mas é divertida, e é fofa e cuidadosa. – a deusa do amor continuou. – É doce, em todos os sentidos, e carinhosa mesmo quando tenta ser brusca, tem vergonha do fato de gostar de ser dominada na cama, e mais vergonha ainda por querer dominar.
Atena apenas se manteve em silêncio, mordeu o lábio inferior.
– Você tem que se deixar levar, se tem vontade de me agarrar, então me agarre, se quer ser mais brusca, então seja. Nada do que faça comigo na cama vai me desagradar.
– Mesmo que eu mal saiba o que fazer? – Atena murmurou.
– se você não sabe o que fazer e já me deu tantos orgasmos, por favor, continue assim. – Afrodite provocou.
As duas riram e Atena se aconchegou nos braços da deusa do amor, ficou ali enquanto Afrodite cantarolava baixinho.
– Afrodite? – Atena chamou.
– Sim? – a deusa do amor a olhou.
– Vamos brincar de papai e mamãe? – a loira perguntou timidamente.
A morena apenas sorriu e beijou suavemente os lábios avermelhados da deusa da sabedoria, mas diferente das outras vezes, Atena assumiu o controle do beijo, exigindo mais de Afrodite. Um gemido baixo escapou dos lábios da deusa do amor. O beijo só foi interrompido quando a loira se afastou para retirar a blusa de Afrodite, mas as mãos da morena a detiveram.
– Tem certeza? – ela perguntou.
– Uhum. – Atena sorriu e voltou a beija-la.
A deusa da sabedoria fez com que Afrodite deitasse devagar, retirou a blusa da morena e suspirou ao ver que ela não usava sutiã. Segurou os seios firmes de Afrodite, a deusa soltou um suspiro trêmulo e se arqueou levemente, Atena sorriu e beijou os lábios dela, mordiscando em seguida.
– Fique quietinha.
Afrodite apenas assentiu, relaxando sob os toques e beijos da deusa, nada parecia melhor do que as mãos quentes que acariciavam seus seios. Os lábios de Atena roçaram suavemente por seu rosto, descendo até o pescoço da deusa do amor, ali distribuíram beijos e mordidas não tão suaves assim, Atena sorriu satisfeita ao ver a marca da “pequena” chupada que ela havia dado ali.
Ela desceu lentamente, dando beijos na pele acetinada de Afrodite, por fim chegou aos seios da deusa do amor, suas mãos apalpavam ali, massageando e beliscando suavemente. Sorriu quando, ao beliscar o mamilo rijo, Afrodite gemeu e agarrou os ombros dela, repetiu o movimento, dessa vez roçando a unha do polegar ali, fazendo a deusa estremecer e gemer.
– Atena... hm...
A deusa se arqueou, oferecendo-se e fazendo Atena rir baixinho, devagar, a loira abocanhou o seio de Afrodite, sugando avidamente e deixando que sua língua trabalhando ali. Sorriu quando sentiu as mãos de Afrodite apertando seus ombros, lambeu lentamente o mamilo e mordeu suavemente, arrancando um gemido trêmulo e cheio de desejo.
Enquanto repetia o processo no outro seio, sua mão desceu devagar pelo corpo da deusa do amor, acariciando a pele macia e bronzeada. Abocanhou o outro seio, chupando com força, sugando o mamilo e mordiscando, a sensação daquilo se espalhava pelo corpo de Afrodite como um choque delicioso, cada terminação nervosa de seu corpo recebia de bom grado aquela sensação maravilhosa, tudo isso causada por Atena. Sorriu quando sentiu as mãos da deusa da sabedoria retirarem seu short, o sorriso se transformou em uma expressão de choque ao sentir a calcinha ser rasgada, decididamente Atena não queria perder tempo.
Os lábios dela deslizaram devagar, indo até a barriga de Afrodite e beijando suavemente ali, rindo baixinho quando a morena se encolheu, deu algumas mordidas ali, ouvindo a morena murmurar coisas incoerentes. Quando voltou a deslizar para baixo, Atena viu que Afrodite estava completamente entregue, enquanto beijava as pernas longas e torneadas, via a deusa do amor suspirar, seus lindos olhos fechados enquanto sua respiração escapava por seus lábios entreabertos.
Sem conseguir se conter mais, Atena levou os lábios até a intimidade de Afrodite, tomando-a devagar, tocando-a com suavidade e lentidão torturante. O choque atravessou o corpo da morena de uma vez só, tudo o que sentia eram os lábios de Atena, a respiração suave, sua língua molhada deslizando lentamente por sua intimidade, mesmo tendo passado por aquilo antes, parecia que dessa vez era demais.
Afrodite gemeu longamente, suas mãos agarraram o cabelo de Atena, seus olhos estavam fechados com força enquanto ela se concentrava no prazer que recebia. Quando Atena abriu lentamente a intimidade de Afrodite, separando os lábios rosados, deixou que sua língua deslizasse do clitóris até a entrada úmida da deusa, fazendo com que ela se arqueasse. Pressionou a língua contra a entrada, simulando uma penetração, Afrodite era absurdamente quente e molhada por dentro, seu gosto deixava Atena extasiada, trazendo aquela necessidade de ter mais.
Dois dedos entraram na deusa do amor, movendo-se num vai e vem lento, Afrodite se arqueou e choramingou, implorando por mais em seus gemidos. Atena começou a mover os dedos de forma mais brusca, acrescentou mais um e sorriu ao sentir o interior da deusa apertando-a. Sua língua se movia mais rápido, dando lambidas, pressionando aquele minúsculo nó rosado que era o clitóris, sua mente divagou como algo tão pequeno podia espalhar tanto prazer pelo corpo.
Novamente Afrodite arqueou os quadris, Atena a recebeu na boca, prendendo o clitóris em seus lábios quentes e enchendo-se de satisfação ao sentir as mãos da deusa do amor em seus cabelos, ora puxando, ora forçando a cabeça de Atena a se aprofunda mais ali. A deusa da sabedoria assustou-se inesperada, sorrindo ao notar a confusão no olhos azuis de Afrodite, inclinou-se sobre a deusa do amor e a beijou devagar, sua língua tocando a da deusa de forma ousada, fazendo com que Afrodite provasse seu próprio sabor.
Os dedos de Atena tocaram um ponto esponjoso na intimidade de Afrodite, fazendo-a gemer contra seus lábios, notando a reação da deusa, Atena moveu os dedos mais rápido, tocando o “ponto g” da deusa do amor. Seu polegar pressionava o clitóris da morena, fazendo movimentos circulares, os lábios de Atena se ocupavam dos seios fartos de Afrodite, seu corpo pressionando o da outra, fazendo-a sentir-se completamente dominada pela deusa da sabedoria.
Mais alguns movimentos, dedos trabalhando freneticamente, lábios e língua tomando seios em chupadas fortes, gemidos altos se perdendo pelo quarto. Afrodite estava a beira do orgasmo, não conseguia se conter mais, no entanto queria que Atena também tivesse aquilo, que soubesse o quanto a afetava, por isso levou a mão até a intimidade da loira e inseriu dois dedos dentro dela. Atena gemeu e vacilou por alguns segundos, os dedos de Afrodite moviam-se de forma forte e cadenciada dentro dela, fazendo com que o prazer se espalhasse lentamente por seu corpo. Sentiu o clitóris ser pressionado no mesmo momento em que mais em um dedo entrava em sua intimidade, ergueu o rosto e encarou Afrodite, um lindo sorriso tomava os lábios da deusa do amor, aquilo aqueceu algo no peito da loira, ou talvez fosse o prazer que a estivesse fazendo delirar.
Quando o clímax as arrebatou, ambas gemeram em sintonia, suas intimidades apertando os dedos que ali adentravam, seus corpos pressionados, seus olhares perdidos. Atena caiu sobre Afrodite, só para logo em seguida deslizar para o lado, de olhos fechados e respiração ofegante. Afrodite por sua vez ainda não havia se recuperado, sua mente estava enevoada pelo prazer, de seus lábios ainda escapavam gemidos baixos, e sua respiração era fraca. Ela estremeceu ao sentir os dedos de Atena a deixando, e retirou os próprios de dentro da deusa, amando sentir os líquidos que ainda deslizavam por ali. Mas nem mesmo o prazer era o suficiente para calar a mente de Afrodite, assim que a névoa pós-orgasmo a deixou, tudo o que ela conseguia pensar era Atena.
Seus olhos se abriram devagar, encarando a deusa da sabedoria como se a vissem pela primeira vez. Era quase isso, pela primeira vez Afrodite realmente enxergou Atena como ela era, observando o rosto da deusa, viu cada peça da confusão em sua mente se encaixar, o que ela considerava apenas um encantamento bobo e um desejo irrefreável por Atena se transformou em outra coisa.
Não, não podia ser aquilo, era paixão, Afrodite estava apaixonada por Atena, disso ela já sabia desde que se agarraram naquele elevador em Roma. No entanto a paixão não era exatamente o que sentia nesse momento. Ela queria Atena, queria ficar abraçada a ela, longe do Olimpo, dos deuses, de tudo que pudesse ficar entre elas. Ela queria Atena sendo sua, apenas sua, porque não suportaria voltar para o Olimpo e fingir que nada daquilo havia acontecido, não suportaria ver Atena se entregar a outra pessoa, porque na verdade, Afrodite a amava.
A revelação fez com que a deusa se afastasse da outra, Atena a olhou confusa e magoada, tentou repetir o gesto da deusa do amor, mas Afrodite a abraçou pela cintura. Antes que a loira fizesse qualquer pergunta, Afrodite a beijou com força, a surpresa fez com que Atena hesitasse por alguns segundos antes de corresponder com paixão aquele beijo.
Quando seus lábios se separaram, Atena arqueou a sobrancelha e Afrodite deu um sorriso fraco.
– Me fale de você. – a deusa do amor pediu.
– Como? – Atena perguntou, confusa.
– Me conte coisas sobre você, eu percebi que não te conheço de verdade.
– Você sempre tem esses pensamentos depois do sexo? – a loira sorriu. – Claro que me conhece, por Zeus, nos conhecemos desde que eu nasci.
– Por favor.
– Tudo bem. — a deusa da sabedoria revirou os olhos. – Eu... tenho medo de filmes de terror, mesmo assim sempre tento assistir sozinha, construí uma maquete de Hogwarts que está na biblioteca do meu palácio, tenho fotos dos Olimpianos sobre a minha escrivaninha...
– Até fotos minhas? – Afrodite perguntou animada.
– Sim, tem fotos suas. – a outra sorriu. – Tenho mania de olha-las quando preciso de alguma ideia sobre beleza, sua imagem sempre me ajuda a criar algo.
– Você é incrível. – a deusa do amor falou baixinho e selou os lábios de Atena, fazendo-a rir baixinho e abraça-la.
– Quer saber algo mais?
– Quero saber tudo sobre você, cada detalhe. – Afrodite falou embora pensasse “Não só isso, quero ter tudo de você, porque eu te amo.” Mas permaneceu em silêncio.
– É só perguntar.
– Depois, você parece cansada.
– Só um pouquinho. – Atena murmurou, se aninhando em Afrodite.
– Então durma um pouco, amanhã continuamos. – a deusa do amor sorri.
– Uhum.
Afrodite observou enquanto a deusa da sabedoria fechou os olhos e suspirou, encostou o rosto no cabelo loiro e ficou encarando o vazio.
– Boa noite, Afrodite. – a voz de Atena foi apenas um sussurro.
– Boa noite, meu amor. – Afrodite murmurou antes de adormecer.
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