Notas iniciais
Hey amores Boa leitura Agradecimentos a: Caio e Carol, que me apoiaram quando essa fic era só uma ideia louca na minha cabeça, amo vocês irmãos. TC? TC

―Já chega! ―Afrodite gritou, fazendo com que todos os deuses virassem para olha-la.

―Afrodite? ―Zeus chamou, parecendo confuso.

―Eu desisto, Zeus! Sou inútil aqui, não há motivos para permanecer no conselho.

―Afrodite, já conversamos sobre isso, precisamos de você.

―Não, não precisam. ―Ela levantou de seu trono e encarou todos. ―Vocês precisam dos três grandes pelo poder, precisam de Hera e Deméter pela união. Precisam de Ártemis e Apolo por proteção, de Hefesto pela habilidade, de Ares pela guerra, Atena pela sabedoria. Mas e de mim? Quem nesse conselho precisa do amor? Nenhum de vocês me escuta! Me tratam como uma inútil.

―Hã... ―Poseidon estava boiando como sempre.

―Por favor, Afrodite, chega de drama. ―Atena falou, mal olhando para a deusa. ―Todos sabemos que você só está querendo atenção.

―Eu o que? ―A deusa do amor gritou. ―Não estou...

―Drama. ―Atena falou e sorriu.

―Escute aqui Atena...

―Drama. ―Repetiu.

―Já chega vocês duas. ―Apolo reclamou.

―Realmente, já chega. ―Afrodite levantou de seu trono. ―Conversarei com você mais tarde, Zeus, e nós acertaremos minha saída do conselho.

―Afrodite... ―Zeus tentou argumentar.

―Deixe que ela faça isso, pai. ―Atena interrompeu. ―Todos nós sabemos que é só mais um ataque de diva de Afrodite.

―Argh! ―Quase deu pra ouvir Afrodite estalar de raiva. ―Já chega Atena, você é uma irritante-sabe-tudo!

―Ei, só eu posso chama-la assim! ―Poseidon reclamou.

―Nada do que diga irá me atingir, Afrodite. ―Atena falou tranquilamente.

―É claro que não, afinal você se esconde atrás de Zeus.

―Não, porque todos aqui sabem que eu sou superior a você. ―A deusa da sabedoria falou e todos ao redor ofegaram.

Os olhos de Afrodite começaram a mudar de cor numa rapidez incrível, quando finalmente pararam estavam em um tom vivido de vermelho.

―Retire o que disse... ―Afrodite falou num tom firme. ―Agora, Palas Atena.

―Me obrigue, ops esqueci que você não pode me enfrentar, já que não sabe lutar e não tem poder o suficiente pra isso. ―Atena provocou.

―Ora sua cretina! ―Afrodite gritou, tentou avançar contra ela mas foi contida por Apolo e Poseidon. ―Me soltem!

―Dite, vai por mim, não vale a pena. ―Poseidon sussurrou.

―É bom que ouça Poseidon, ele tem uma vasta experiência em sempre perder pra mim. ―Atena desdenhou.

A sala dos tronos tremeu por alguns segundos, talvez tivesse sido o começo de uma bela briga se Afrodite não tivesse começado a chorar.

―Me deixem ir. ―Ela lutou contra as mãos que a seguravam. ―Rapazes, por favor.

Aos poucos eles a soltaram, embora se mantivessem prontos para detê-la se tentasse algo, mas tudo que Afrodite fez foi encarar Ares e Hefesto, talvez esperando que algum deles tentasse defende-la. Hefesto baixou o rosto, enquanto Ares desviou o olhar, isso foi o suficiente para Afrodite enxugar as lágrimas.

―Então é isso, vocês simplesmente não conseguem me encarar? ―Ela perguntou. ―Olhem para mim!

Os dois a olharam, todos sabiam que não era bom provocar Hefesto, e muito menos Ares. Mas Afrodite o fazia o tempo todo. Mesmo assim eles permaneceram em silêncio, isso foi o suficiente para faze-la estalar de raiva.

―Covardes! É isso que vocês dois são! ―Ela gritou, furiosa. ―Todos vocês que baixam a cabeça pra essa mimada. E a culpa é sua Zeus!

―Como é que é? ―Zeus perguntou.

―Sempre fez tudo o que Atena quer, sempre deu mais mérito a ela do que aos outros. Deusa da sabedoria, hunpf, deusa do besteirol

―Respeite-me, Afrodite! ―Atena gritou.

―Não tenho que lhe respeitar, Atena. Você é irritante, mimada, se acha superior a todos. Acha que é perfeita, mas eu vou te dizer uma coisa, você não é! ―Afrodite gritou.

―Eu não tenho culpa de você ser uma inútil! ―Atena rebateu. ―É tão desleixada em seu trabalho que o amor ao invés de causar felicidade só traz sofrimento! O que esperar de uma deusa que só pensa em compras e sexo? Que tem o irmão do próprio marido como amante? Isso sem falar nos mortais não é?

―Já chega, Atena! ―Zeus gritou.

―Ao menos eu não sou uma boneca de porcelana, aí eu sou Palas Atena, deusa da sabedoria e guerra justa. Me respeitem porque eu sou uma maldita sabichona, virgem presa numa TPM eterna. ―Afrodite ironizou. ―Nunca viveu de verdade e tem inveja de quem realmente tem uma vida.

―Chega Afrodite! ―Zeus parecia a beira de um ataque.

―Ora sua! ―Uma lança de materializou na mão da deusa da sabedoria.

―Eu disse Chega! ―O grito furioso de Zeus provocou raios lá fora e o raio-mestre faiscou em sua mão. ―Será que preciso ser mais claro?

A lança na mão de Atena desapareceu, Afrodite bufou e encarou o rei dos deuses.

―Afrodite, eu e você conversaremos em meu escritório.

―Não Zeus, eu já disse tudo o que tinha para dizer. ―Ela encarou todos e deu um suspiro forte. ―Eu abdico ao meu lugar no conselho olimpiano.

―Você nem deve saber o significado de "abdico" ―Atena provocou.

―Atena. ―Pela primeira vez Zeus estava perdendo a paciência com sua predileta.

―Sei sim, Wikipédia ambulante, e também conheço uma frase bem interessante. ―Afrodite sorriu e começou a desaparecer. ―Foda-se Atena!

Todos observaram estáticos a deusa do amor desaparecer, aquele podia ter sido só mais um ataque de Afrodite, mas algo em suas palavras faziam todos cogitarem que talvez ela estivesse falando sério.

―E agora?―Hermes perguntou.

―Não sei ao certo, não sabemos se ela está falando sério.―Zeus sentou em seu trono.

―Ela está, Zeus.―Poseidon garantiu.

―Talvez ela só esteja nervosa.―Hefesto falou.

―E é por isso que você e Ares irão agora atrás dela e tentarão faze-la permanecer no conselho.―Hera falou num tom que deixava claro que não aceitaria um "não" como resposta.―Poseidon e Apolo irão depois.

―E se nenhum de nós conseguir convence-la?―Apolo perguntou.

―Então terei que tomar medidas drásticas.―Disse Zeus, olhando diretamente para Atena que era encarada por todos.―E talvez a pessoa que ajudou a piorar essa situação, terá que conserta-la.

Notas finais
Alguém leu isso? Se leu, gostou? Reviews? ~carinha do gato de botas. beijos, Ckyll