I Kissed a Girl
11 Londres
Notas iniciais
Atena começou a se culpar antes mesmo de abrir os olhos.
E quando o fez só viu o que já imaginava, ela e Afrodite estavam abraçadas, nuas, cobertas apenas por um fino lençol. Tentou se afastar, mas a deusa do amor a abraçava apertado, impedindo qualquer fuga, então Atena teve que encarar os fatos ali mesmo.
A memória dela da noite anterior começou a clarear, aos poucos as lembranças montaram um quadro em sua mente, fazendo com que a deusa da sabedoria se apavorasse. Di immortales, o quão longe ela havia ido? A cada memória recuperada ela sentia-se mais assustada. Saiu da cama bruscamente, rompendo o abraço de Afrodite, pegou uma roupa e se vestiu antes de correr para a sala.
Ela sentia que ia sufocar a qualquer momento, nem o espaço amplo da sala lhe tirava aquele pânico claustrofóbico. Parou de andar de um lado para o outro e se obrigou a sentar no sofá. Tinha que ser sensata, mesmo que estivesse a um passo do pânico total, tinha que encarar a situação de forma racional.
Deixou as lembranças virem lentamente, analisando cada uma, deixando que as coisas se encaixassem. Lembrava-se do jantar, da conversa animada das duas, das risadas e piadinhas. Então elas haviam tomado champanhe, nada exagerado. Então elas haviam vindo para casa, rindo enquanto cambaleavam pela rua cheia de turistas que curtiam a noite. As últimas lembranças claras que tinha era de quando entraram em casa e cambalearam pelo corredor, quando ela havia caído e Afrodite a beijou ali no chão. Depois só lembrava quando entraram no quarto e começaram a se agarrar.
Sabia que estava ocultando memórias de si mesma, mas não se sentia pronta para analisar aquilo, na verdade não se sentia pronta para nada. Franziu o cenho ao notar que estava encarando as pequenas marcas com formato meia-lua em sua coxa, engoliu em seco ao lembrar como Afrodite havia cravado as unhas ali enquanto forçava as pernas de Atena a permanecerem abertas.
Fechou os olhos e afundou no sofá, encarou o teto de gesso pintado de azul, fingiu que olhava o céu. O pânico estava diminuindo, dando lugar a realidade, e mesmo que Atena fechasse os olhos, nada apagava as imagens da noite anterior.
Afrodite acordou sobressaltada, olhou ao redor e suspirou, Atena não estava ali, e isso com certeza não era um bom sinal. Saiu devagar da cama e pegou algumas roupas, se vestiu e caminhou lentamente para a sala, conseguia sentir a angustia da deusa da sabedoria antes mesmo de vê-la. Sentou ao lado da loira e esperou que ela a olhasse, Atena apenas suspirou.
– Atena. – a deusa do amor chamou, baixinho.
– Hm? – a loira murmurou.
– Você está bem?
– Tem ideia do que fizemos?
Só então Atena ergueu o rosto, seus olhos estavam vermelhos e ela soluçava, Afrodite tentou abraça-la, mas a deusa se afastou.
– Entendo que esteja assustada... – a morena começou a falar.
– Entende? Tem certeza que entende? – Atena falou e deu uma risada amarga. – Eu fui pra cama com a deusa que sempre considerei inimiga, eu perdi minha virgindade, eu fui mais longe do que pensei.
– Ser sarcástica não vai ajudar.
– E o que vai ajudar? Eu vim para te levar de volta ao Olimpo, não para transar com você!
– Mas foi o que aconteceu, Atena. – Afrodite retrucou num tom firme. – Não há como voltar atrás.
Por alguns segundos ela pensou que Atena iria discutir, mas tudo o que a deusa fez foi se encolher e chorar. Afrodite se aproximou devagar e a abraçou, a deusa da sabedoria agarrou-se ela enquanto chorava e soluçava.
– Eu sei que é difícil de entender, a cabeça dá um nó. – Afrodite murmurou, acariciando as costas da outra. – Mas não pode ficar assim, Atena.
– Eu não sei como devo reagir.
– Você não tem mais o juramento a um longo tempo, uma hora ou outra isso ia acontecer, talvez não comigo, mas ia sim. – a deusa do amor ergueu o rosto de Atena. – Você está assustada, por ter ultrapassado os limites que havia imposto a si mesma. E também porque não está totalmente arrependida do que aconteceu, porque você gostou.
Atena estremeceu com as palavras, tentou escapar do olhar da deusa do amor, mas estava presa ali. Pensou se aquilo era verdade, no fim era mais do que óbvio, ela havia gostado, não se lembrava de ter se sentido tão bem quanto na noite anterior.
– Viu? – Afrodite falou suavemente. – Seu problema é que você se nega a realmente sentir, qualquer coisa que te torne mais real, isso te apavora.
– Você está certa. – Atena murmurou.
Afrodite não falou, apenas deixou que Atena se aninhasse a ela, sorrindo ao sentir a respiração dela contra sua pele. Depois de alguns minutos o choro parou, Atena se sentia exausta, e talvez a deusa do amor tenha notado isso, pois beijou o cabelo da loira e murmurou.
– Acho que você deveria dormir um pouco.
– Eu acordei ainda a pouco.
– Não importa. – Afrodite levantou e puxou Atena até o quarto, quando tentou deita-la na cama, foi agarrada pela cintura e caiu no colchão junto com a deusa da sabedoria.
Ela sorriu e beijou o rosto pálido de Atena, seus olhares se encontraram e elas permaneceram abraçadas enquanto se encaravam em silêncio.
– Pode dormir agora. – a morena murmurou.
– Não consigo.
– Prefere ficar me olhando? – Afrodite provocou.
– Sim, você é bonita. – Atena murmurou e a deusa do amor sorriu.
– Obrigada, querida.
Atena suspirou e virou, encarando o teto. Sentiu quando Afrodite deu pequenos beijos em seu ombro, aquele simples toque fazia com que ela estremecesse e trazia lembranças da noite anterior. De repente sentiu um calor incontrolável, começou a escapar dos braços de Afrodite e murmurou um pedido de desculpas.
– Estou incomodando?
– Não, não é isso. – Atena se apressou em falar. – Só estou com um pouco de calor, acho que vou para o banho.
– Tudo bem, eu vou preparar algo para nós. – Afrodite beijou o rosto dela e saiu da cama.
A deusa da sabedoria saiu da cama devagar, lançou um último olhar para a porta por onde Afrodite havia saído, mesmo que ela estivesse só alguns cômodos de distância, Atena sentia que ela estava longe demais. Balançando a cabeça, caminhou até o banheiro e começou a se despir, abriu o registro do chuveiro e ajustou a temperatura da água para o mais fria possível.
Quando entrou debaixo do jato de água, a deusa teve um alivio instantâneo, ela realmente precisava daquilo. Enquanto deixava a água percorrer seu corpo, Atena tentava desviar a mente dos assuntos que a perturbavam, tinha questionamentos demais em sua cabeça, e tinha quase certeza de que procurar as respostas precisas só a levaria novamente ao pânico total.
Só se deu conta de que não estava sozinha quando sentiu o olhar de Afrodite sobre ela, a deusa do amor estava encostada na porta enquanto observava Atena, assim que seus olhares se encontraram, ela caminhou até o box do chuveiro e se despiu rapidamente. Antes que Atena pudesse protestar foi agarrada por Afrodite, não teve sequer tempo de admirar o corpo perfeito da deusa, apenas retribuiu o beijo intenso e agarrou-se a deusa do amor, colocando-a sob o jato forte de água.
Como se a água estivesse levando para longe todos os medos e duvidas, Atena se sentiu mais confiante a cada segundo, a parte sensata de sua mente se desligou, dando lugar a única coisa que conseguia sentir naquele momento, desejo. As mãos dela percorreram as costas de Afrodite, deslizando até o quadril da deusa e apertando ali, a deusa do amor sorriu em meio ao beijo e segurou as mãos de Atena.
– Vou te ensinar como é que faz. – ela sussurrou.
Sorrindo docemente, a deusa do amor levou as mãos de Atena até seus seios, quando a loira tentou agarra-lo, Afrodite afastou as mãos, aquilo tinha que ser suave e tranquilo. As palmas das mãos de Atena se encaixaram perfeitamente nos seios de Afrodite, apalpando suavemente e fazendo a morena suspirar. Sem nenhuma instrução, os dedos da deusa roçaram nos mamilos escuros, fazendo com que eles endurecessem, prendeu-os entre os dedos, polegar e indicador, girando e apertando devagar, arrancando gemidos baixos da deusa do amor.
Afrodite fechou os olhos, suas mãos foram para os ombros de Atena e seguraram frouxamente ali, estremeceu quando as unhas da deusa da sabedoria arranhando a barriga dela, pequenos arrepios subiram pelo corpo de Afrodite e ela tentou debilmente tomar o controle da situação.
Mas Atena já sabia o que fazer, por isso se abaixou lentamente, os lábios que antes se dedicavam ao pescoço de Afrodite, deslizaram devagar pelo corpo da deusa. Quando chegou aos seios, colocou a boca lentamente sobre eles, deixando que a língua brincasse com os mamilos e sugando com força.
Teve que segurar as costas de Afrodite quando ela se arqueou, seguiu dando atenção aos seios da deusa do amor, mordiscou, chupou, criou marcas e por fim voltou a descer. Os lábios roçavam na pele bronzeada e macia, a língua de Atena contornou o umbigo de Afrodite e a deusa se encolheu, fazendo Atena rir baixinho.
– Você já se aproveitou demais. – Afrodite falou, mas em resposta, Atena colocou os lábios sobre a intimidade dela.
Afrodite tentou a todo custo se agarrar a parede, as pernas fraquejaram e o ar escapou de seus pulmões, tudo que ela conseguia sentir era a língua molhada da deusa da sabedoria tocando-a devagar. Os gemidos não eram o suficiente para demonstrar o quanto ela estava excitada, nem mesmo se gritasse conseguiria. A língua de Atena a percorria devagar, às vezes dando rápidas lambidas ou fazendo movimentos circulares, estava satisfeita com as reações de Afrodite, um indicativo de que estava fazendo a coisa certa.
Deslizou dois dedos para dentro da morena, fazendo-a se arquear e gemer, passou a movê-los devagar, seguindo o ritmo dos gemidos altos de Afrodite. Resistiu quando ela tentou puxar a cabeça dela para fora dali, Atena não estava satisfeita, ela não iria parar até que tivesse tudo.
Afrodite estava no limite, gemia e se arqueava, suas coxas tentavam se fechar, mas Atena exigia mais dela, sem deixa-la se liberar. Agarrou os cabelos loiros da deusa e choramingou, a ponta da língua de Atena brincava com o clitóris, tocando, chupando, enlouquecendo a deusa do amor.
Por fim o orgasmo a tomou, Afrodite praticamente derreteu contra a parede, mas foi amparada pela deusa da sabedoria. Atena ficou de pé e segurou a cintura da deusa, voltou a puxar Afrodite até que estivessem novamente debaixo do jato de água.
A respiração de Afrodite se normalizou aos poucos, nem mesmo a água fria apagava o calor que dominava seu corpo, beijou Atena com carinho, sentindo o próprio gosto nos lábios da deusa da sabedoria. Deixou que as mãos ensaboassem o corpo da loira, era maravilhoso sentir a maciez da pele pálida de Atena, ou ouvir os barulhinhos que ela fazia durante o beijo.
– Está na hora de retribuir. – ela murmurou.
Atena piscou confusa, mas logo soltou um gemido baixo, Afrodite havia pegado o chuveirinho e direcionado para a intimidade da deusa, uniu seus dedos numa caricia lenta enquanto a água a provocava. As mãos de Atena agarraram os ombros da morena, sentiu as pernas fraquejarem, mas foi amparada pela deusa do amor.
– Acho melhor irmos para a cama.
Fechando o registro do chuveiro, Afrodite puxou Atena para fora do banheiro, não se importou se estavam totalmente molhadas e deixando tudo ao redor ensopado, só queria saciar o desejo que via naqueles olhos cinza.
Antes que Atena se desse conta estava deitada na cama, afundou nos lençóis macios e sorriu quando Afrodite ficou sobre ela. Fechou os olhos quando foi beijada, tão lentamente que era quase uma tortura, levou as mãos até a nuca da deusa do amor e tentou aprofundar o beijo, no entanto Afrodite não tinha pressa, ela queria que Atena desfrutasse de cada segundo daquilo.
Era possível ver o esforço de Atena em seguir o ritmo da deusa, mesmo assim deixou que Afrodite ficasse no controle da situação, gemeu baixo quando seu lábio inferior foi mordiscado várias vezes, relaxou as mãos da nuca da deusa e deixou que ela prosseguisse.
Os lábios da deusa do amor desceram pelo pescoço de Atena, dando pequenos beijinhos e chupadas, deslizou a língua até os seios da loira e sorriu quando ela estremeceu, brincou lentamente com os mamilos, lambendo, chupando, mordiscando, por vezes apenas deixando-os presos em seus lábios.
Voltando a descer, Afrodite se divertiu em beijar cada centímetro da pele macia da deusa da sabedoria, não conseguia deixar de admirar a maciez, palidez e perfeição daquela pele, traçou uma linha entre os pequenos sinais, era como traçar constelações. Atena se remexia e gemia, observou com os olhos semicerrados enquanto Afrodite beijava sua barriga, descia por suas pernas, seus pés e subia novamente, quando sentiu o rosto da deusa próximo de sua intimidade, a deusa da sabedoria engoliu em seco e fechou os olhos, aguardando o toque que com certeza a derreteria de vez.
Porém aquele toque foi adiado, Afrodite parou para admira-la e sorriu quando Atena se arqueou, tentando levar a intimidade aos lábios da deusa.
– Ansiosa, querida? – perguntou, tranquila.
– Afrodite... – Atena murmurou.
– Responde. – Afrodite roçou os dedos na intimidade de Atena, buscando a entrada úmida e afundando ali.
– Ah... – foi o que escapou dos lábios da deusa da sabedoria.
– Atena... responde.
– Por favor, Afrodite. Eu preciso de você, por favor. – Atena implorou.
Dessa vez quando Atena se arqueou, Afrodite a recebeu em sua boca, agarrando o quadril da loira e a manteve parada ali. Começou a mover a língua devagar, precisava ser suave ou faria com que o orgasmo de Atena viesse antes do planejado, por isso passou lentamente a língua pela intimidade molhada dela, saboreando cada centímetro dali, deleitando-se com os gemidos e reações de Atena.
Retirou os dedos de dentro dela, fazendo-a gemer em protesto, dedicou toda a atenção de sua língua ao clitóris da deusa. Atena gemeu mais alto e estremeceu, agarrou o cabelo de Afrodite, empurrando-a contra sua intimidade, mas nem isso fazia a outra aprofundar as caricias.
Afastando-se quando sentiu o orgasmo de Atena chegando, Afrodite arrumou-se de forma que sua intimidade roçasse na da loira, ambas estavam tão sensíveis que o simples toque ao encostar fez com que gemessem alto. As mãos de Atena agarravam os lençóis e ela fechou os olhos, a cada vez que Afrodite roçava contra a intimidade dela, sentia como se fosse explodir. E foi isso que aconteceu, o orgasmo veio tão forte que o corpo da deusa da sabedoria se arqueou totalmente e ela gritou o nome da deusa do amor.
Afrodite ainda tremia enquanto o orgasmo varria seu corpo, ela se arrastou sobre Atena e deitou ao lado dela, abraçando-a apertado e beijando-a com carinho. A deusa da sabedoria apenas retribuía, sentia-se fraca e saciada, arranhou suavemente as costas de Afrodite e a olhou com atenção.
– Você foi incrível. – a deusa do amor elogiou, deixando Atena corada. – Mesmo sendo tão tímida.
– Será que isso foi... – não completou a frase, o indicador de Afrodite estava pressionado suavemente contra os lábios avermelhados da deusa da sabedoria.
– Não pense no certo e errado agora. – Afrodite sorriu docemente. – Pense apenas no quanto isso é bom.
– Uhum. – Atena murmurou, encostando-se em Afrodite e sorrindo. – Estou cansada.
– Acha que consegue dormir agora?
– Hmm. – foi o murmúrio da deusa antes de adormecer.
Afrodite continuou ali, abraçada a Atena, adorava a expressão concentrada dela, mesmo durante o sono parecia planejar milhares de coisas. Inconscientemente se viu desejando poder ter aquilo todos os dias, os beijos, abraços, banhos, as crises, as risadas, os carinhos.
Não. Ela estava pensando no impossível. Isso nunca iria acontecer. Ela não merecia aquilo, não se iludiria daquela forma novamente. Sorriu quando Atena rolou pela cama e abraçou o travesseiro, isso deu oportunidade para que Afrodite saísse da cama e se vestisse, deu uma última olhada na loira na cama e caminhou de volta para a sala.
Sentou no sofá e ficou encarando a janela, estava lutando contra os pensamentos, e pior ainda, contra os sentimentos. Como dizer a deusa do amor para não sentir? Era mais do que crueldade.
“Não sinta, amor é algo inútil.” Uma voz masculina ressoou na mente dela.
O celular vibrou na bolsa, Afrodite olhou com desinteresse, esperando que parasse, mas seja quem fosse que estivesse ligando era bastante insistente. Por fim ela pegou o celular dentro da bolsa, mas o soltou como se fosse uma cobra quando viu o nome de quem ligava no identificador de chamadas.
Ares.
Aquilo tinha que ser brincadeira, talvez fossem só as parcas decidindo tortura-la mais um pouco, não podia ser real. No entanto o celular continuou a vibrar, até que parou de uma vez por todas, Afrodite o pegou com cuidado, havia tantas ligações e mensagens do deus da guerra que ela ficou tonta.
Xingando em grego antigo, Afrodite enfiou o celular de volta na bolsa, não se importava com o que Ares queria, ela não se importava mais. Foi para o quarto e procurou algumas roupas, vestiu Atena enquanto a deusa ainda dormia, tendo um pouco de trabalho e rindo de como a loira tentava abraça-la.
– Querida. – chamou baixinho.
– hm? – Atena murmurou, sem abrir os olhos.
– Vamos, acorde.
– Não. – ela tentou se enfiar embaixo dos lençóis e Afrodite riu.
– Sim, temos que ir. – falou enquanto desenrolava Atena e dava pequenos beijos nas costas dela.
– Mais cinco minutinhos. – Atena pediu numa voz manhosa.
– Nananinanão. – Afrodite a virou e beijou suavemente os lábios avermelhados da deusa. – Vamos logo, depois deixo você dormir.
Resmungando incoerente, Atena sentou na cama e tentou arrumar os cachos emaranhados, Afrodite se ocupou disso, arrumando delicadamente o cabelo da outra. Tanta cuidado fez a deusa da sabedoria corar, baixou o olhar e franziu o cenho ao ver que estava vestida.
– Hm? – voltou a olhar Afrodite.
– Decidi adiantar as coisas. – ela deu de ombro, sorrindo. – Embora eu adore você nua.
– Afrodite! – O rosto de Atena ficou completamente vermelho.
– E ame sua timidez. – a deusa do amor continuou. – Realmente temos que ir.
– Ok, as malas? – Atena olhou ao redor.
– Já despachei.
– Então vamos.
Segurando a mão de Atena, Afrodite aparatou e apareceu em um apartamento em Londres, a cidade estava sob aquela garoa constante, o céu cinza tão típico dali e as pessoas andando apressadas pelas ruas. Jogou as bolsas das duas no sofá e levou Atena até a janela.
– Sei que gosta daqui. – comentou.
– Amo Londres. – Atena sorriu enquanto observava a cidade.
– Que bom, porque vamos sair para almoçar e fazer compras.
– Compras? – a deusa da sabedoria fez uma careta.
– Ah não, não faça bico. – Afrodite deu um selinho nos lábios dela. – Você pode comprar livros!
– Você está tentando me convencer? – Atena arqueou a sobrancelha.
– Estou. – a outra sorriu descaradamente.
– Tenho escolha?
Em resposta Afrodite pegou as bolsas e puxou Atena para fora do apartamento, menos de dez minutos depois estavam caminhando pela calçada e conversando, Atena mantinha o braço ao redor da cintura da deusa do amor e a outra sorria satisfeita, apesar do celular em sua bolsa não parar de vibrar enquanto elas se misturavam aos mortais desapareciam em meio ao labirinto que é Londres.
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