I Kissed a Girl
21 Entrega especial
Notas iniciais
Tudo o que Afrodite queria era matar Poseidon, e ela não ligava se ele era imortal.
A deusa do amor sentou sobressaltada na cama, lugar onde estava desde que voltara para seu palácio. Havia decidido se recolher mais cedo, não estava com disposição para participar do jantar no palácio principal, se é que haveria depois daquela confusão na sala dos tronos.
Hefesto havia levado de volta ao palácio, Afrodite não havia tentando resistir, estava em choque, na verdade mesmo naquele momento. Ouviu outra batida forte lá embaixo, pulou da cama e saiu rapidamente do quarto.
Normalmente ela não atenderia a porta naquele horário, já que passava das duas da manhã. Desde que voltara ao olimpo havia dispensado as ninfas que cuidavam do palácio, em parte por querer estar sozinha, mas principalmente porque não suportava mais os cochichos e olhares maldosos daquelas coisinhas.
Um raio cruzou o céu escuro e Afrodite se assustou, chovia desde o final da tarde, todos sabiam que aquilo aconteceria, Zeus havia se controlado por tempo demais. Outra batida forte na porta, quem diabos batia na porta dos outros às duas da manhã no meio de uma tempestade como aquela?
Afrodite abriu a porta, outro raio cortou o céu e clareou a figura parada na varanda.
– Poseidon? — chamou um pouco confusa, era difícil identifica-lo naquela escuridão, mas notou que havia alguém ao lado dele. — o que houve? Quem está com você?
–Dite, desculpe a hora. — o deus dos mares riu se aproximando mais, arrastando com ele a figura envolta em sombras. — Entrega especial para você.
Antes que Afrodite pudesse pensar o que ele queria dizer com aquilo Poseidon empurrou sua acompanhante nos braços da deusa do amor e aparatou. Afrodite tentou perguntar o que diabos era aquilo, mas assim que segurou a pessoa cambaleante reconheceu o perfume suave e o facho de luz que vinha da sala atrás dela iluminou o suficiente para que ela visse quem estava em seus braços.
Atena.
De repente Afrodite foi tomada pela gravidade da situação, ela estava na varanda de seu palácio, numa noite de tempestade, segurando o corpo inerte da deusa da sabedoria. Aquilo era encrenca, se alguém visse aquela cena Afrodite estaria em maus lençóis. Por isso puxou Atena para dentro do palácio, trancando a porta quando passaram e aproveitando o ambiente iluminado para observar a loira em seus braços.
Atena estava com uma parte do braço enfaixada, o cabelo loiro bagunçado, completamente encharcada, e linda. Afrodite mal podia acreditar que era ela ali, depois daquela confusão na sala dos tronos, tudo o que ela menos esperava era que a deusa da sabedoria aparecesse em seu palácio.
– Atena? – ela chamou, Atena ergueu o olhar, seus olhos cinza num tom extremamente claro. – Por que está assim?
– Poseidon e eu tomamos algumas garrafas de whis... whis...
– Whisky? – Afrodite completou.
– Isso! Whisky. – Atena falou alegremente. – Tem um gosto ruim, e queima. Não é tão bom quanto champanhe.
– O quanto você bebeu? – a deusa do amor perguntou preocupada.
– Você estava dormindo. – Atena afirmou sem dar atenção ao que a outra dissera. – Não queria te acordar, mas eu precisava falar que...
Afrodite suspirou, aquilo seria difícil, Atena ainda estava tentando completar a frase, podia ser uma cena fofa, mas tudo o que a deusa do amor sentia era preocupação. Atena ainda estava molhada, e seus lábios estavam ficando roxos, Afrodite precisava aquece-la, uma hipotermia não seria uma boa naquele momento.
– Atena. – ela chamou paciente, esperando a deusa da sabedoria olha-la. – Sobe comigo?
– Subir? – Atena perguntou, seu olhar se focando na escada, sentiu-se tonta no mesmo instante.
– Para o meu quarto. – Afrodite explicou.
Atena apenas assentiu, seguindo a deusa em direção as escadas. Afrodite teve que ter muito cuidado e paciência, enquanto subia lentamente cada degrau tinha que se desdobrar para segurar Atena a cada vez que a deusa escorregava e tropeçava nos degraus. Uma vez no alto da escada Afrodite puxou Atena até seu quarto, levando-a direto para o banheiro da luxuosa suíte.
Colocou Atena sentada num banquinho no canto, olhou ao redor pensando no que faria, ouviu a deusa da sabedoria espirrar e se encolher. Tinha que aquece-la, tirar aquela roupa molhada, Afrodite soltou um ruído de frustração.
Ocupou-se de encher a banheira com água quente, foi até Atena e começou a retirar o vestido cinza que se grudava no corpo da deusa.
– O que você está fazendo? – Atena perguntou num tom lento, como se estivesse despertando de um sono.
– Tirando sua roupa, vou te dar um banho. – Afrodite explicou, fazendo com que Atena ficasse de pé e retirando o vestido do seu corpo. Prendeu a respiração ao ver a deusa da sabedoria seminua, ela havia evitado pensar no quanto Atena era bonita, mais tentadora do que Afrodite podia suportar.
Mas ela ia suportar, usou todo seu autocontrole para retirar as peças intimas da deusa e a levou para a banheira, testando a temperatura antes de fazê-la entrar na água.
– Ai. – Atena resmungou.
– Não está tão quente, só um pouco morna. – Afrodite falou suavemente.
Tirou a faixa do braço de Atena, sentiu a garganta fechar ao notar o ferimento ali, Atena fora mais machucada do que a deusa do amor imaginava. Lavou cuidadosamente a pele clara da deusa da sabedoria, rindo quando Atena começou a fazer pequenas ondas na água. Lembrou-se da noite do carnaval de Veneza, da forma como Atena havia colocado ela na banheira e insistido que não dormisse. A deusa da sabedoria ergueu o olhar quando as mãos de Afrodite deslizaram por seu corpo, mordeu o lábio inferior e deu suspiro que mais parecia um gemido.
Afrodite preferiu não testar seu autocontrole, aquilo já estava ficando íntimo demais. Lavou o cabelo de Atena, massageando os fios dourados, a deusa da sabedoria fechou os olhos e manteve a respiração lenta, desfrutando daquele momento. Ao final do banho Afrodite ajudou a deusa a levantar, sentiu a boca ficar seca ao ver a água cascateando pelo corpo de Atena, fez um esforço divino para pegar o roupão e vestir a deusa da sabedoria.
Atena cambaleou para fora do banheiro, sendo levada de volta ao quarto da deusa do amor, fez uma careta quando Afrodite a soltou e entrou no closet, estava sentindo frio, apertou mais o roupão em seu corpo e seguiu com passos lentos em direção a deusa do amor. Encontrou Afrodite remexendo em uma sessão do closet onde haviam apenas roupas brancas, Atena sentou em um sofá que havia ali e encarou a deusa.
– Isso aqui parece infinito. – murmurou.
– É quase isso. –Afrodite puxou uma camisa masculina dali, era grande e tinha mangas longas, não, não havia pertencido a Ares ou qualquer outro. Ela adorava camisas masculinas principalmente para dormir vestindo uma delas. – Agora deixe eu te vestir.
Atena levantou, seu olhar focado no rosto de Afrodite enquanto a deusa a enxugava.
– Eu sei que está brava comigo. – falou num tom infantil.
– Não estou, você precisa descansar. – Afrodite murmurou, ocupando-se de vestir Atena e fechar os botões da camisa.
– Poseidon disse que eu devia falar com você... eu queria vir.
– Não devia dar ouvidos a Poseidon.
– Às vezes ele é sábio.
Afrodite não pode deixar de rir daquilo, sabia que estando sã Atena nunca falaria aquilo, mas seu sorriso se desfez ao ver o olhar que a deusa da sabedoria lhe dava, engoliu em seco.
– Vou te levar para a cama.
– Eu preciso te falar algo.
Mas Afrodite não queria ouvir, ela não sabia se suportaria ouvir, estava apavorada. Puxou Atena de volta ao quarto, deitando-a na grande cama, estava decidida a se afastar e deixa-la dormir. Atena a segurou ali, fazendo com que Afrodite caísse a seu lado, as deusas se encararam por alguns segundos, antes que ela pudesse se afastar a deusa da sabedoria a beijou, Afrodite foi incapaz de conter seu desejo enquanto seus lábios se encaixavam nos de Atena.
Ficou sobre a deusa da sabedoria, estava cansada de resistir, e com tanta saudade, ela precisava de Atena. Sua língua traçou o lábio inferior da loira, mordiscou em seguida e voltou a beija-la. Atena agarrou as costas de Afrodite, soltando gemidos baixos contra os lábios da deusa do amor. Quando o beijo acabou Afrodite tentou se afastar, mas Atena ainda a abraçava apertado.
– Eu amo você. – a deusa da sabedoria murmurou.
O coração de Afrodite saltou algumas batidas, ela não podia ter ouvido aquilo, não de verdade. Talvez fosse apenas uma fantasia, um sonho, havia sonhado tanto com Atena nos últimos dias, tudo aquilo não era real. No entanto os braços a seu redor eram reais, assim como o corpo pressionado contra o dela, Atena realmente estava ali, dizendo que a amava. Podia ser efeito da bebida, mesmo assim o coração de Afrodite se encheu de esperanças novamente.
– Você me ama? – perguntou num tom baixo, com medo de elevar a voz e destruir o momento.
– Eu vim aqui para dizer isso, Poseidon disse que eu precisava beber para desenrolar a língua. – Atena riu baixinho e franziu o cenho. – Mas eu precisava falar isso, eu ia contar lá em Paris, mas você descobriu minha carta onde eu mentia para Zeus.
– Mentia pra Zeus... – Afrodite repetiu, ela havia se negado a acreditar em qualquer outra versão, apenas acreditava que Atena a havia usado para completar a missão, mas todas as coisas que aconteceram nas últimas horas fizeram sua mente questionar. – Você realmente queria estar comigo?
– Eu tinha medo, do que pensariam, do certo, do errado. Zeus colocou uma espada sobre minha cabeça exigindo sua volta, Ares fez toda minha coragem ruir ao aparecer em Paris. Eu amo você, descobri isso de uma forma bem patética encolhida no banheiro, a verdade é que a grande deusa da sabedoria não é corajosa sobre o próprio coração...
Afrodite a calou com um beijo, estava eufórica, transbordando de felicidade. Sentiu quando Atena a agarrou com mais força, suas mãos se ocuparam de abrir os botões da camisa que a loira vestia. Comtemplou por alguns segundos os olhos cinza da deusa da sabedoria, desceu os lábios pelo pescoço dela, dando pequenos beijos até chegar aos seios e ataca-los com voracidade. Ela não queria se aproveitar de Atena enquanto ela estava bêbada, mas não conseguia se conter, não queria pensar que essa noite podia ser uma ilusão, ela só queria ter sua sabidinha em seus braços.
Soltou um gemido de frustração ao descer as mãos pela cintura de Atena, ela estava mais magra do que a deusa do amor imaginou, como castigo mordiscou os mamilos rosados, Atena se arqueou, suas unhas arranhando as costas de Afrodite. Desceu os lábios pela barriga de Atena, dessa vez não houve resistência da deusa da sabedoria quando Afrodite abria suas pernas e colocava os lábios sobre sua intimidade.
Atena estava ciente de mais coisas do que antes, a névoa da bebida havia se dissipado um pouco de sua mente, e ela só conseguia se concentrar nos lábios da deusa do amor, na forma lenta como a língua de Afrodite se movia, nas mãos que mantinham suas pernas abertas. Não conseguia parar de gemer, suas mãos agarraram os cabelos escuros da deusa do amor, puxando suavemente. Em retribuição Afrodite sugou suavemente o clitóris da deusa, Atena quase se derreteu naquele momento.
Afrodite resmungou frustrada quando Atena a puxou sobre ela, mas não pode deixar de retribuir o beijo intenso que recebeu. Ajudou Atena a retirar sua roupa, jogando o vestido de lado e rindo quando viu sua calcinha ser rasgada, Atena sorriu maliciosa antes de selar os lábios de Afrodite e descer por seu corpo.
Mais lenta do que nunca Atena beijou o pescoço de Afrodite, descendo até os seios dela, roçou os lábios na pele macia, sua língua rodeou um mamilo. Riu baixinho quando Afrodite tentou forçar sua cabeça, lentamente começou a sugar o seio dela, sua mão se ocupava de acariciar o seio livre. Levou os lábios até o outro seio, repetindo o que fazia antes, mordiscando o mamilo com um pouquinho de força.
Afrodite soltou um gemido baixo e arqueou as costas, os lábios de Atena causavam pequenos arrepios, as mãos de Afrodite seguravam os ombros da deusa, mas não a impediram de descer, encolheu-se quando a língua molhada traçou lentamente seu caminho até a intimidade da deusa do amor.
Atena se sentiu a deusa se encolher, segurou as pernas dela abertas, rindo quando Afrodite tentou escapar, sua língua tocou a intimidade molhada, separando os lábios rosados e tocando diretamente o clitóris. As mãos de Afrodite agarraram os cabelos loiros da deusa da sabedoria, tentando ter algum controle sobre a situação, mas ela estava totalmente entregue, a língua molhada percorria toda intimidade da deusa do amor, levando-a devagar àquele prazer que ela só sentia com uma pessoa.
Os dedos da deusa da sabedoria afundaram devagar na entrada úmida, Afrodite choramingou baixinho implorando por mais, a língua de Atena trabalhou mais rapidamente, seus lábios simulavam pequenas mordidas. Moveu os dedos devagar, aumentando gradativamente os movimentos, a deusa do amor se contorceu embaixo de Atena, fazendo a loira afastar os lábios e a olhar com curiosidade.
– Eu não aguento mais, por favor. Preciso de você. – ela gemeu num tom choroso, seu quadril rebolando contra os dedos que a invadiam.
Atena se ergueu devagar sobre ela, assim que estava perto o suficiente Afrodite a abraçou, puxando-a para junto de seu corpo e a beijando com carinho. Os dedos da deusa do amor penetraram devagar a intimidade de Atena, fazendo-a vacilar e gemer abafado. Os movimentos lentos dos dedos da deusa do amor tornaram-se mais urgentes, Atena acariciou a intimidade da outra, deslizando seus dedos dentro da vagina molhada e os movendo de forma cadenciada. Entre beijos, movimentos e gemidos abafados o clímax as arrebatou, Afrodite se agarrou completamente a Atena, a deusa da sabedoria se esforçou para não cair sobre a outra, e apesar dos protestos de Afrodite ela escorregou até deitar a seu lado e a abraçar apertado.
– Atena? – Afrodite murmurou.
– Sim, querida? – a loira abriu os olhos e deu um sorriso preguiçoso.
– Eu senti sua falta mais do que tudo. – a deusa do amor confessou, se aconchegando nos braços da outra. – Mas agora estou apavorada de tudo isso ser só um delírio.
– É real, Afrodite, eu juro que é. – Atena beijou suavemente o rosto da outra. – Eu também senti sua falta.
Afrodite deu um pequeno sorriso, permaneceu ali, abraçando Atena sem falar nada. Não era preciso falar, ela só tinha que se apegar ao fato de que Atena a amava e estava ali, e mesmo que o dia seguinte fosse cheio de incertezas ela adormeceu em paz nos braços da garota que amava.
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