I Kissed a Girl

19 Deuses da guerra


Notas iniciais
Hey amores Desculpem pela demora, mas eu estava com uns problemas pra postar. Enfim, sem mais enrolação. Capítulo dedicado a minha amada Dud's, obrigada pela recomendação

Em alguns momentos Atena pensava que sua cabeça ia explodir.

E talvez fosse explodir mesmo, se ela não mantivesse o controle sobre si mesma, com certeza já teria feito muitas besteiras. Desde que voltara ao Olimpo estava soterrada de problemas, na maior parte do tempo se perguntava como as coisas podiam ter mudado tão rápido, há alguns dias ela estava tão feliz e agora sentia-se como alguém perseguido pela inquisição espanhola.

Era uma inquisição, ela fora interrogada por todos, fora julgada por muitos, e por vezes quase castigada. O pior era que o líder de tudo aquilo era seu próprio pai. Nunca imaginou que as coisas pudessem tomar rumos tão desastrosos, ela e Zeus estavam quase em pé de guerra, não importava o quanto ela tentasse explicar, ele simplesmente se recusava a entender.

Afinal por que ele entenderia? Não foi ela mesma que ficou apavorada ao descobrir sua paixão por Afrodite? Não foi ela que se recusou a ver o óbvio? Não fora ela que trouxera toda aquela desgraça para si mesma?

Havia tido muitas conversas com Zeus, mas elas nunca acabavam bem, parecia que Atena deixara de ser a razão dele. Zeus estava irredutível em sua ideia de que Afrodite havia seduzido sua garotinha e se aproveitado dela, no entanto também culpava Atena por sucumbir aos encantos da deusa do amor. Como se ele fosse algum exemplo de resistência, não é?

A última discussão havia acontecido naquela tarde, após Atena sair do seu templo no mesmo horário de sempre e ser acompanhada por algumas ninfas (ordens de Zeus). A deusa da sabedoria pegou os relatórios em sua escrivaninha, desde que voltara sua única vontade era se trancar em seu palácio, mas ela não faria isso. Ainda era Atena, mesmo que estivesse numa fase ruim, se recusava a cair sem lutar.

E foi com esse pensamento que ela saiu da enfermaria depois de sua volta ao Olimpo, com o braço enfaixado, olhar melancólico, mas postura de uma guerreira. As pessoas comentavam, graças a Hermes o boato se espalhou de forma impressionante, Atena não o culpava, sabia que o irmão não conseguia guardar segredos, e também sabia que aquilo não acabaria tão facilmente.

Todos esperavam que ela dissesse algo, mas tudo o que receberam foi o silêncio. Ela tinha prática em ignorar as pessoas, principalmente quando elas falavam do que não sabiam. Logo pararam de falar, ninguém era idiota o suficiente de continuar um boato sobre a filha favorita de Zeus.

Lembrou do que havia dito a Afrodite quando estavam em Roma, ser favorita podia ter vantagens, mas naquele momento era uma desvantagem. A última discussão entre eles ainda causava dor de cabeça na deusa.

– Qual é o problema afinal? O senhor me odeia agora? Só porque eu fiz aquilo?

– Eu não odeio você, Atena. — Zeus falou devagar como se tivesse repetido aquilo milhões de vezes. — Você errou, mas não foi...

– Não ouse dizer que não foi culpa minha. — Atena rosnou. — Você sabe que não é verdade.

– Afrodite, a culpa é dela. — ele continuou como se ela não tivesse falado. — Ela te seduziu, como fez com seus irmãos. Você só foi uma peça no jogo de sedução dela.

– Pare! — Atena gritou, esmurrando a mesa.

Zeus arqueou a sobrancelha, impressionado com a reação dela.

– Não foi ela, eu sou o problema.

– Meu problema não é você, Atena. É Afrodite.

– Não papai, o problema é VOCÊ . -Atena retrucou dando ênfase a última palavra. — Você está frustrado comigo, está envergonhado. Está furioso, mesmo que tente conter isso sua raiva escorre em cada palavra dirigida a mim.

– Atena. — Zeus tentou falar, mas foi calado por um olhar da filha.

– Você não consegue sequer me encarar. Por que, pai? Qual é realmente a droga do problema? Não seria errado se os outros não soubessem, não é? Culpar Afrodite não adianta, porque tudo o que aconteceu foi porque eu quis. — Atena deu um sorriso orgulhoso. — Eu quis ficar com ela, quis tudo aquilo, e isso te enfurece, saber que eu fiz isso porque eu quis, porque desejava Afrodite. Mas você não consegue me culpar realmente, não consegue acreditar que essa é a sua garotinha, a mesma Atena que nunca foi capaz de te desafiar.

– Você não sabe do que está falando.

– Eu a amo. — ela confessou, falando rápido como se estivesse com medo de perder a coragem. — Fiz aquilo porque amo Afrodite.

Por um momento Atena acreditou que Zeus invocaria um raio e a destruiria, no entanto ele apenas falou num tom baixo e glacial.

– Nunca mais volte a repetir isso.

– Eu amo ela, papai. Por que não entende? — perguntou numa voz embargada enquanto lutava contra as lágrimas que se acumulavam em seus olhos cinza. — É tão errado assim amar alguém? O senhor sempre dizia que me amaria, apesar dos meus erros, era mentira? Ou só dizia isso porque para o senhor o único erro é amar alguém de verdade? Afrodite me fazia feliz, e era algo que só acontecia com ela, durante cada dia com ela eu sentia que aquilo era certo. Eu vi que toda minha implicância com ela era uma forma de me negar a ver. Eu estraguei tudo por medo, por não querer decepcionar você, e veja só, foi tudo em vão.

Atena enxugou as lágrimas que molharam sua face, ela estava cansada de chorar. Encarou os olhos azuis de Zeus, toda a admiração que tinha pelo pai se esvaiu, deixando apenas o rancor e a magoa.

– Você pode continuar com sua revolta, não me interessa mais agrada-lo ou não. Também pode colocar Ares como seu favorito, eu não quero mais esse título. Apenas lhe digo que cumprirei as minhas funções como deusa, mas não espere nada mais de mim.

– Atena. — Zeus chamou, mas a deusa já havia aparatado.

Os primeiros dias foram os piores, no dia seguinte a toda aquela confusão Atena estava em seu quarto, encolhida na cama enquanto encarava fixamente a porta. Apolo dizia que ela estava passando por um estresse pós-traumático, mas ela se sentia bem pior do que isso. A esperança era o que a matava, Atena tinha esperanças demais, havia pensado que poderia explicar tudo a Zeus, que poderia falar tudo para Afrodite, que poderia organizar aquele caos que sua vida se formara.

E nos momentos mais obscuros ela pensava em quando havia passado da deusa racional e guerreira para aquela menina fraca e quebrada. Esse era o problema do amor, por isso Atena sempre havia evitado, ela sabia que acabaria mal, que a sorte não estava, nem nunca estaria a seu favor.

Atena não confessaria a ninguém que enquanto encarava a porta implorava internamente para que Afrodite aparecesse, se recusava a perder a única esperança que lhe restara, mesmo assim não durou muito tempo. Logo percebeu que Afrodite falava sério sobre ficar longe dela, não houve nenhuma tentativa de aproximação, na verdade não houve nada além do silêncio, um silêncio que estava enlouquecendo Atena pouco a pouco. Isso era mais do que irônico, a personificação da razão ficando louca, tinha certeza que nem Dionísio conseguiria dar um jeito.

Então subitamente Atena havia se colocado de pé e passado a agir normalmente, ou o máximo que conseguia. Estava cansada as conversas sussurradas entre Zeus e Apolo, estava cansada dos olhares cheios de compaixão que Héstia e Ártemis lhe lançavam, estava cansada de todos a seu redor a tratando como uma boneca de porcelana, que ao mínimo movimento quebraria.

Tarde demais, ela já estava quebrada.

Voltou a juntar os papéis sobre a escrivaninha, ignorando a bandeja de com comida que uma ninfa deixara ali, ordens de Apolo. Atena seria eternamente grata ao irmão mais novo, ele cuidava dela com dedicação admirável, primeiro a curando o braço machucado na confusão na sala dos tronos, depois sendo tão paciente e protetor, mantendo-a segura e vigiando-a constantemente, talvez pensando que Atena faria uma besteira. No entanto ela não sentia fome na maior parte do tempo, e só comia quando estavam olhando.

Sua mão esbarrou num dos porta-retratos que havia ali, ergueu o olhar e sentiu o coração apertar, ela havia evitado aquele momento desde que entrara ali. Na foto Afrodite sorria, aquele sorriso que Atena lembrava com carinho, os olhos azuis da deusa do amor tão calorosos e brilhantes, ela era o retrato da felicidade, estava abraçada a Apolo e Poseidon, era festa de comemoração pela vitória na segunda guerra dos titãs. Atena apertou os papéis contra o peito como um escudo, era injusto que só ela estivesse assim, quebrando com tanta facilidade, enquanto Afrodite parecia bem.

Não, não realmente bem. Atena sabia muito bem que por mais que Afrodite se esforçasse para manter a expressão vazia, havia um lampejo nos olhos dela sempre que se encontravam, mesmo que apenas se cruzassem em um corredor, mas logo era substituído por um olhar vazio.

Aquela Afrodite da foto não existia mais.

Atena saiu do escritório o mais rápido que pode, caminhando para fora do palácio, encolheu-se com a brisa fria. Seguiu em direção a sala dos tronos, seu olhar focado nas nuvens escuras, o humor de Zeus não havia melhorado desde a discussão, ótimo, mais um problema pra lista de Atena.

Dentro do grande salão Atena ficou feliz por conseguir passar quase despercebida, seguiu diretamente para o seu trono, cumprimentando Deméter e Ártemis. Na grande lareira Héstia sorriu para a sobrinha, fazendo instantaneamente que Atena se sentisse bem vinda ali, Deméter perguntou a opinião da deusa da sabedoria sobre o cesto que ela trançava naquele momento, isso foi ótimo para que ela se distraísse.

Zeus estendeu a mão, pegando os relatórios que a filha havia trazido e entregando outros, tudo isso sem sequer olhar na direção de Atena, maravilhoso, ela já havia enchido sua cota de discussões com o pai. Atena pegou os papéis e passou a ler, por um longo tempo conseguiu se focar naquela tarefa, mas era impossível ignorar as conversas ao redor, e principalmente a voz irritante que frequentemente falava seu nome.

– Não sei por que ela ainda está aqui.

– Por que você não para de provocar? — Apolo perguntou num tom baixo, tentando não chamar a atenção da irmã.

– Qual é, se qualquer um de nós apronta é castigado, por que a senhorita certinha não? — a voz de Ares não era tão baixa.

– ela não fez nada digno de castigo. — Ártemis retrucou.

– Você deve aprovar o que ela fez, já que prega o ódio aos homens e anda naquelas matas com um monte de garotas..

– Se insinuar alguma coisa eu arrebento a sua cara. – Apolo falou, começando a levantar de seu trono.

– Fique na sua, solzinho. Não é sobre você nem sobre a senhorita aluada, vocês só são amiguinhos daquela infeliz.

– Ela só é infeliz por que Afrodite a preferiu do que você? – o deus do sol provocou.

Atena ergueu o olhar, Ares encarava Apolo com ódio, mas ao notar o olhar da deusa da sabedoria deu um sorriso debochado e se jogou despreocupadamente no trono.

– Preferiu ela? Você está com amnésia, pequeno sol? Afrodite não preferiu ela. Afinal uma nem sequer olha na cara da outra agora. Acharam mesmo que isso ia dar em algo? Eu sempre disse que Atena era inútil, e vejam, eu estava certo. Ela não conseguiu completar a missão, foi pra cama com a minha garota, ferrou tudo por si só e agora está aí esperando que todos tenham pena dela. Ela é uma garotinha querendo brincar de guerra, mas vou te dizer uma coisa, eu venci. Nunca houve qualquer possibilidade pra elas, papai nem deveria se importar com esse casinho, ele sabe, assim como todos, que Afrodite veria a burrada que essa sabe-tudo irritante é perda de tempo, e voltaria para mim.

– Cale a boca. – Atena resmungou, sua voz carregada de raiva.

– A verdade dói, coruja? Você perdeu, Atena. Perdeu tudo o que tinha, e tudo o que desejou. Perdeu para mim, porque não pode tomar o que é meu, porque Afrodite pertence a mim, como sempre foi e sempre será.

– Eu mandei calar a boca. – Atena gritou, avançando contra o deus da guerra.

Em outro momento Atena se conteria, mas ela estava cansada e furiosa, com Zeus, com Ares, consigo mesma. Toda a raiva que ela mantinha escondida simplesmente explodiu, dessa vez ela queria vingança, por Ares ter estragado tudo, por achar que tinha algum direito sobre Afrodite depois de tudo o que fez. Atena também não tinha, mas ela havia jurado a si mesma que faria Ares pagar por aquilo, esse era o momento.

Por acaso seu olhar cruzou com outro, um par de olhos azuis a encaravam, Afrodite estava ali. Atena retribuiu o olhar dela, um aviso para que ficasse fora daquilo, segundos depois seu punho atingiu o rosto de Ares, fazendo o deus da guerra cambalear.

O choque geral impediu que os outros se metessem naquilo imediatamente, foi o tempo que Atena precisou para atingir Ares com um cruzado de esquerda. Antes que qualquer um pudesse se mover Atena estava diante de Ares, a deusa da sabedoria o agarrou pela camisa, fazendo com que o irmão baixasse o rosto para olha-la. O sorriso de Ares vacilou por alguns segundos, ele apostava que a loira fosse começar um de seus discursos, ou que fosse buscar proteção em Zeus e acabasse chutada, mas ela havia feito algo que o surpreendia e agradava, estava ansioso por aquele momento.

– Vamos resolver as coisas, irmãozinho. – Atena falou, seus olhos cinza num tom escuro. – Chega de provocação, vamos resolver como deuses da guerra.

– Até faria isso, se você realmente fosse uma deusa da guerra. – ele deu seu melhor sorriso perverso, mas a deusa da sabedoria sequer piscou.

– Pare de arrumar desculpas e vamos logo.

Atena se afastou, recuando o suficiente para deixar claro seu desafio, ela deu um sorriso quando viu os outros deuses recuarem, aquilo era assuntos dos dois filhos de Zeus. Por falar no senhor dos céus ele estava de pé diante de seu trono, parecendo não saber se interferia, seu olhar encontrou o de Atena, cheios de ordens que ela ignorou, não devia obediência a Zeus, ela tinha direito a aquilo.

A lança da deusa da sabedoria apareceu em sua mão, o aegis em seu braço esquerdo, deu um sorriso vitorioso ao ver a carranca de Ares, o deus da guerra tinha em suas mãos sua lança e seu escudo, eles estavam a uma distância curta um do outro.

– Sabe Ares, uma grande diferença entre nós como aspectos da guerra é que eu sou justa, eu não sujo minhas mãos com sangue, mas sinceramente? Eu estou ansiosa para me sujar com o seu.

– Como se você fosse conseguir, coruja.

Eles avançaram um contra o outro, o choque entre as lanças causando faíscas, Ares partiu para um ataque direto, o que era bem óbvio. Atena desviou facilmente, investiu num ataque que o deus da guerra por pouco se livrou por pouco. A luta seguiu nesse ritmo, Ares era forte e violento, mas Atena era rápida e ágil, previa os movimentos do irmão e revidava em seguida.

– Cansado, irmãozinho? – Atena provocou.

– Só quando você estiver no chão. – Ares esbravejou, tentando dar uma rasteira na irmã, mas Atena saltou sobre ele, erguendo o aegis sobre seu corpo quando a lança de Ares quase a atingiu. – É melhor ser mais rápida.

– Tão rápida como fui para fazer Afrodite te esquecer? – a outra riu quando conseguiu atingir com sua lança as costelas do deus da guerra, afastou-se quando ele tentou atingi-la com o punho.

– Tão rápido quanto você estragou tudo. – ele sorriu, atingindo as costas de Atena quando ela girou ao ataca-lo. – Você está tentando mesmo me vencer? Já perdeu para mim, Atena. Ela é minha.

– Ela não é. – Atena gritou, batendo o aegis contra a cara do irmão. – Ela nunca foi, você a quebrou, você a destruiu.

– Meus brinquedos eu quebro como eu quiser. – deu de ombros despreocupado, desviando de outro ataque da deusa.

– Afrodite não é seu brinquedo. – a deusa da sabedoria deu uma rasteira nele, levando Ares ao chão e usando o aegis para mantê-lo ali, pisou o peito do deus da guerra. – Ela nem se quer é sua, você escolheu Nêmesis, Você deixou Afrodite quebrada, ainda teve a ousadia de ir atrás dela quando deveria ter o mínimo de vergonha na cara e deixar Afrodite em paz.

– Estraguei a lua de mel de vocês? – Ares debochou, tentado se erguer.

– Na verdade não totalmente, aproveitamos muito até você aparecer. – Atena deu de ombros.

– Sua vadia. – ele gritou enquanto empurrava o aegis para o lado e erguia a lança para perfurar Atena.

– Vadia de uma mulher só? Isso me deixou quase ofendida.

Do outro lado do salão os deuses observavam inquietos enquanto Atena e Ares lutavam, Hera segurava o braço de Zeus, não buscando apoio, mas mantendo o marido ali, afinal como ela mesma havia sussurrado “é assunto de irmãos, essa situação precisa ser resolvida, e também, Ares merece uma boa surra”. Dito isso nenhum dos deuses interferiu, mas sempre havia um que ensaiava um passo a frente quando Atena era ferida, Ártemis parecia pronta para pular no meio do duelo a qualquer momento, Héstia se escondia atrás de Poseidon, agarrando as costas do deus dos mares. Ainda diante da porta Hefesto estava diante de Afrodite, numa tentativa inútil de evitar que ela visse tudo aquilo.

– Acho que deveríamos interferir. – Apolo comentou.

– Está brincando? Essa é a melhor parte. – Poseidon respondeu.

Era claro que todos estavam preocupados em como aquilo iria acabar, mas nenhum se comparava a Afrodite, a cada vez que Ares conseguia ferir Atena, a deusa do amor tinha o impulso de correr até lá e se colocar entre os dois. Péssima ideia, com certeza, ela já estivera entre os dois e só piorara tudo. Mesmo assim aquela cena parecia surreal demais, os dois lutavam numa velocidade absurda, ambos estavam feridos, mesmo assim continuavam lutando e se provocado.

Finalmente Ares conseguiu uma vantagem sobre Atena, num ataque mais ofensivo havia conseguido jogar o aegis longe, a deusa da sabedoria estava recuando, tentando pegar seu escudo sem deixar de lutar. A lança do deus da guerra atingiu o braço de Atena, fazendo com que a lança na mão dela caísse, assim que Atena tentou recupera-la Ares a chutou, atingindo a deusa no peito.

Atena perdeu o fôlego por alguns segundos, se esforçou para levantar, mas o pé de Ares a prendia no chão, estendeu a mão tentando pegar sua lança, mas estava distante demais.

– Onde está sua coragem agora, irmã? – Ares riu quando Atena se debateu e pisou com mais força. – Isso é para que aprenda, eu sou o vencedor, você tomou muito de mim, mas agora perdeu. Para sempre, eu vou me livrar de você de uma vez por todas.

– Ares não! – A voz de Afrodite cruzou o salão.

Através da visão embaçada Atena viu a deusa do amor a olhar em desespero, ela se importava, era só nisso que Atena conseguia pensar. A deusa do amor era segurada por Hefesto que estava tendo um baita trabalho para mantê-la fora da briga.

– Deixe-a, por favor. – ela implorou.

O deus da guerra sorriu ao notar o tom choroso de Afrodite, aquela seria uma doce vingança, mas esses poucos segundos de distração foram o suficiente para Atena segurar a perna do irmão, o desequilibrando e jogando-o no chão. Atena levantou ofegante, antes que Ares fizesse o mesmo ela pegou sua lança, assim que o deus da guerra ficou de pé foi golpeado duramente, a lança de Atena o atravessou e ela sorriu.

– Isso é por Afrodite, por mim, você pensar que em algum momento tomaria o meu lugar.

Ela puxou a lança, fazendo o deus da guerra cambaleou, mas tentou ataca-la novamente, Atena foi mais rápida, girou batendo a lança contra as costas do irmão, o fazendo cair. Ares continuou no chão, Atena o chutou para que ele a olhasse, a deusa da sabedoria segurava sua lança e seu aegis, reluzindo de poder e com um olhar vitorioso.

– Esse é o seu lugar, Ares, no chão. Porque querendo ou não você sempre vai se curvar a sabedoria.

A deusa se afastou, suas armas desapareceram e ela caminhou até os gêmeos arqueiros, de repente sentiu-se exausta, Apolo a segurou antes que caísse. Ouviu o murmúrio dos deuses ao redor de Ares, mas seu olhar buscava Afrodite, não encontrou a deusa do amor, mesmo assim conseguia sentir a presença dela enquanto o deus do sol aparatava para seu palácio.

Notas finais
Então gostaram? Não pretendo demorar para postar o próximo capítulo. Enfim, tenho que ir atualizar as outras fics, ressuscitar algumas que excluí, postar algumas que comecei. É senhoras e senhores, eu voltei. Amo vocês, nos vemos nos comentários. Beijos, Chrissy.