I Kissed a Girl
10 A culpa é realmente das estrelas?
Notas iniciais
O amanhecer veio lentamente, mas as deusas só acordaram no meio da manhã, Afrodite rolou pela cama, esperando abraçar a deusa da sabedoria, mas tudo que encontrou foram os lençóis macios. Abriu os olhos devagar, estava sozinha no quarto, provavelmente Atena havia acordado mais cedo, como era seu costume.
A deusa saiu da cama devagar, ocupou-se em arrumar os lençóis e sorriu bobamente, ainda não acreditava em como tudo havia mudado tão rapidamente. Horas atrás ela e Atena estavam naquela cama, conversando e rindo, ainda abraçadas e tudo parecia em paz.
Saindo lentamente do quarto, Afrodite caminhou em direção a cozinha em passos hesitantes. Não negava que estava com medo, talvez tudo houvesse mudado enquanto elas dormiam, agora estava assustada com a ideia de encontrar uma Atena furiosa.
No entanto o que encontrou foi uma deusa sabedoria muito ocupada em preparar o café da manhã. Atena havia acordado mais cedo do que o comum, ao invés de sair da cama, continuou ali abraçada a deusa do amor. Negou-se a pensar no que estava fazendo, sabia que começaria a hesitar se fosse racional. Quando a ansiedade a dominou completamente ela saiu da cama e foi para o banho, a água quente a deixou mais tranquila e centrada, quando saiu de lá se vestiu e foi para a cozinha.
Estava tão concentrada em seus pensamentos que não havia notado que estava cantarolando enquanto preparava as panquecas, parou por alguns segundos lembrando que só costumava cantar quando estava muito feliz, aquilo a deixou confusa, mas apenas deu de ombros e voltou a cozinhar. Só quando virou para pegar o resto dos ingredientes na mesa foi que notou Afrodite parada na porta da cozinha.
– Bom dia. – ela murmurou, corando.
– Bom dia, querida. – Afrodite caminhou até ela e a abraçou.
Atena suspirou baixo e retribuiu o abraço, não conseguia evitar a calma que a invadia a cada vez que Afrodite a abraçava, era um grande contraste com aquele calor que percorria o corpo da deusa a cada toque da outra. Como sempre, Afrodite era uma grande contradição ambulante.
– Dormiu bem? – Atena perguntou e a outra assentiu.
– Sim, dormi maravilhosamente bem. – a deusa do amor sorriu, acariciando o rosto corado de Atena e selando seus lábios. – Posso ajudar em alguma coisa?
– O suco. – a loira respondeu numa voz fraca, fazendo Afrodite rir baixinho e se afastar.
Enquanto Afrodite se ocupava com o suco, Atena voltou ao que estava fazendo, por vezes se repreendeu por ficar espiando a deusa do amor, acabaria queimando as panquecas. Por fim fez tudo certo, quando serviu as panquecas diante da morena que sorria colocando a jarra de suco sobre a mesa, Atena caminhou até a geladeira, pegando alguns morangos e retirando as sementes.
Afrodite não conseguia parar de sorrir, conseguia sentir o esforço de Atena em não olha-la, e isso a agradava muito. Observou atentamente cada movimento da deusa, o simples fato de estarem ali trazia uma sensação que Afrodite nunca tinha provado, e ela não queria pensar sobre aquilo, algo naquela intensidade a assustava.
Logo as duas estavam tomando o café da manhã, Atena ainda estava corada, o que fazia Afrodite se questionar o que ela estaria pensando. Constantemente os olhares das duas se encontravam, sem perceber Atena mordeu o lábio e isso causou um suspiro trêmulo da deusa do amor.
– Quais são os planos de hoje? – ela perguntou de repente, fazendo Atena erguer o rosto.
– Hm? – a loira murmurou e se recompôs. – Eu estava pensando em visitar a casa de Anne Frank.
– Podemos ir aos campos de flores? Por favor! – Afrodite juntou as mãos diante do corpo.
– É um pouco distante... – Atena refletiu.
– Ah Atena, por favor! – ela fez beicinho.
– Tudo bem! – a loira se rendeu.
– Obrigada! – a deus do amor correu até Atena e a abraçou apertado, fazendo-a rir baixinho. – Você é a melhor.
Enquanto Atena limpava a cozinha, Afrodite estava no banho. A deusa do amor estava no chuveiro, cantando baixo, quando Atena voltou ao quarto,
– Atena? – a deusa gritou.
– Sim? – Atena respondeu enquanto lia, sentada na cama.
– Pode trazer uma toalha para mim? Eu esqueci.
– Ah claro. – a deusa saiu da cama, pegando uma toalha no guarda-roupa e entrando no banheiro.
Mesmo com todo vapor da água que tomava o banheiro, Atena conseguia ver claramente o corpo de Afrodite através do box, mas quando a deusa abriu a porta de vidro e saiu do lá completamente sua, Atena simplesmente paralisou.
Lá estava Afrodite, a perfeição feminina em pessoa, seus cabelos pretos e brilhantes caiam sobre os ombros, escondendo parcialmente os seios, mas era apenas uma cortina impedindo uma visão clara.
O olhar de Atena percorreu todo o corpo da deusa do amor, parecendo se demorar em cada detalhe, os seios firmes, os mamilos rosados, a pele bronzeada. Não conseguia descreve-la, era impossível, mas seu corpo reagiu instantaneamente àquela imagem.
– Tudo bem? – Afrodite questionou enquanto pegava a toalha.
– Ah sim, tudo bem. – a loira baixou o rosto, ficando completamente corada.
– Você parece nervosa. – a outra ergueu o rosto de Atena e sorriu. – Agora sabe como me senti quando te vi nua em Veneza.
Atena não respondeu, apenas respirou fundo e saiu do banheiro, se jogou na cama e fechou os olhos, tinha que controlar os próprios impulsos, não podia ficar descontrolada daquele jeito.
“Diga isso para meus hormônios!” Pensou e suspirou baixo.
Ouvia parcialmente enquanto Afrodite andava pelo quarto e se vestia, cada célula do corpo de Atena implorava para que ela agarrasse a deusa do amor e a tomasse como sua. O pensamento fez Atena estremecer completamente, desde quando pensava isso? Ela sentia algo por Afrodite, mas não era isso, elas não iriam... Di Immortales, ela não conseguia nem pensar.
– Querida. – Afrodite beijou a testa de Atena, fazendo a deusa abrir os olhos. – Está pronta?
Levou alguns segundos para que Atena percebesse o que ela queria dizer, mas ela assentiu e saiu da cama, pegando a bolsa e o casaco, seguiu Afrodite para fora de casa.
Elas caminharam pelas ruas cheias de turistas, as calçadas não eram o suficiente para o fluxo de pessoas e elas acabavam invadindo as ruas. Naquela época do ano era comum o aumento no número de turistas, todos loucos para conhecer a linda e romântica Amsterdã. Atena já havia ido ali milhares de vezes, mesmo assim não pode deixar de se encantar com a cidade, que mesmo com o clima frio que estava quase deixando-a congelada.
Quase adivinhando seus pensamentos, Afrodite passou o braço ao redor a cintura dela, ignorando a tensão inicial de Atena. Embora adorasse fazer compras em Amsterdã, deixou essa atividade de lado para acompanhar Atena em seu passeio pela cidade, passaram por pontos históricos, pontes onde a deusa dizia ter lindas visões da cidade, e mesmo que aquele não fosse seu tipo de programa favorito, Afrodite estava adorando.
Pegaram um taxi e rumaram para os campos de flores ao redor da cidade, estavam conversando baixinho enquanto tomavam seus cafés. A mão de Afrodite segurava firme a de Atena quando elas saíram do carro, caminharam pelo campo e sentaram na grama.
– Aqui é lindo. – Atena comentou e Afrodite assentiu.
– É pra cá que venho quando quero escrever meus poemas.
– Você escreve poemas? – a deusa da sabedoria perguntou, impressionada.
– Ah sim, eu escrevo. – a morena corou e baixou o rosto.
– Por que eu nunca soube isso?
– Porque eu nunca contei a ninguém que fazia isso. – ela deu de ombros, ainda envergonhada. – E eu nunca mostraria aquilo a você.
– Por que não? – Atena a olhou, confusa.
– Você iria rir. Dizer que parecem poemas de uma adolescente boba.
– É claro que não!
– Bem, não é importante, já faz um longo tempo que não escrevo. – Afrodite encerrou o assunto.
Atena queria perguntar o motivo, mas tinha certeza de que era algo relacionado a Ares, e ela não sabia se Afrodite estava pronta para falar sobre aquilo. Decidiu não pressionar a deusa do amor, por isso quando Afrodite deitou a cabeça em seu colo, Atena acariciou o cabelo dela lentamente.
Ficaram ali durante um longo tempo, Atena lia um livro enquanto acariciava o cabelo de Afrodite. A deusa do amor por sua vez observava as flores, as vezes fechava os olhos e suspirava, parecendo mais do que feliz.
– O que está lendo? – ela perguntou.
– Dezesseis luas. – Atena respondeu.
– É um bom livro. – Afrodite comentou e fechou os olhos.
O clima ficou mais frio fazendo as deusas estremecerem, levantaram e caminharam de volta a estrada, pegando um taxi e voltando rapidamente a cidade. Afrodite ainda segurava a mão de Atena enquanto elas saiam do taxi e caminhavam em direção a casa de Anne Frank, era possível ver a animação de Atena e isso fazia a deusa do amor sorrir.
Dentro da casa, elas caminharam por cada cômodo, vendo os vídeos e comentando baixo. As pessoas ao redor as olhavam com curiosidade, isso parecia deixar Atena tímida, mas Afrodite apenas ignorava. Enquanto subiam as escadas, Afrodite apertava a mão de Atena sempre que tinha alguma dúvida, a deusa da sabedoria gostava de responder as perguntas dela.
Quando chegaram ao último cômodo elas aguardaram que uma turma de estudantes terminasse sua expedição, caminharam por ali, prestando atenção nos detalhes, pararam diante de uma foto de Anne Frank e a olharam durante um longo tempo.
– Queria tê-la conhecido. – Atena falou num tom baixo. – Uma mente brilhante e tão jovem.
– Eu não sabia nada sobre ela, e o pouco que eu sei aprendi com você agora. – Afrodite comentou. – Ah! E um pouco quando li “A culpa é das estrelas”.
Atena riu baixo daquele comentário, depois de terminarem a excursão voltaram a descer as escadas, quando notou que estavam sozinhas ali, Afrodite puxou Atena para mais perto e a beijou.
Mesmo confusa com o beijo Atena retribuiu no mesmo instante, sendo simplesmente levada pela vontade da deusa do amor, por mais que tentasse tomar o controle, o beijo de Afrodite a dominava completamente. Piscou várias vezes quando a deusa a soltou e deu um pequeno sorriso.
– Eu ia fazer isso lá encima, mas você é tímida demais para beijos em publico. – Afrodite piscou e a loira riu enquanto elas voltavam a descer.
Quando finalmente voltaram para casa, Afrodite caiu no sofá e observou enquanto Atena se ocupava de fazer a reserva para o jantar daquela noite. Pegou o livro que a deusa lia naquela tarde e começou a ler. Não notou que havia cochilado até sentir Atena tocar seu cabelo.
– Hm? – murmurou enquanto abria os olhos.
– Vamos, temos que nos arrumar. – Atena ajudou ela a sentar.
– Ok, eu vou para o banho. – Afrodite levantou e se espreguiçou.
– Vou usar o banheiro do quarto de hospedes.
– Ah preferia que você tomasse banho comigo. – a deusa do amor provocou.
Atena corou, seu rosto ficando completamente vermelho, sem falar nada escapuliu para o quarto de hospedes, mas no banheiro decidiu tomar um banho frio para acabar com o calor que a tomou de repente.
No outro quarto Afrodite estava na banheira, tentava se concentrar em seu banho, mas seus pensamentos estavam na tentadora deusa da sabedoria. Afrodite detestava deslizar como fizera na sala, falando mais do que deveria e fazendo a deusa correr assustada, mas não conseguia se conter. Estava ficando realmente difícil simplesmente ignorar o quanto desejava Atena, e como os beijos dela faziam a deusa do amor desejar sempre mais, um mais que não sabia se conseguiria ter.
Depois de se arrumar encontrou Atena na sala, a deusa da sabedoria parecia misteriosa em seu vestido azul-escuro encoberto por um casaco preto que combinava com os saltos pretos e brilhantes. O cabelo dela estava parcialmente solto, preso na lateral por uma presilha em formato de uma pequena coruja. Afrodite não pode deixar de admira-la, Atena parecia serena e sofisticada, assim que seus olhares se encontraram, a loira baixou o rosto e mordeu o lábio.
– Vamos? – ela murmurou.
– Vamos, querida. – Afrodite segurou a mão dela e a levou para fora.
Seguiram a pé para um restaurante não muito longe dali, as pessoas observavam as deusas enquanto elas conversavam animadamente. Atena tinha certeza de que todos os olhares estavam focados na deusa do amor, que como sempre estava belíssima. Afinal quem não repararia numa mulher fenomenal com um vestido preto justo?
No restaurante foram rapidamente levadas até a mesa, sentaram e fizeram seus pedidos depois de Afrodite insistir que Atena escolhesse. Enquanto tomavam o champanhe comentavam sobre livros, de forma suave, porque a deusa do amor não queria deixar Atena se empolgar muito naquele assunto.
– Um livro que você tem orgulho de ter inspirado? – Afrodite perguntou.
– Harry Potter.
– A autora é brilhante. – elogiou.
– Minha filha. – Atena sorriu orgulhosa. – uma guerreira, apesar de tudo que passou, nunca deixou de acreditar no que havia criado.
– Seus filhos são formidáveis.
– E os seus são complexos. – a loira comentou e riu quando a outra arqueou a sobrancelha. – Parecem fúteis, mas no fundo se importam. Partem corações, mas também ajudam a cura-los.
– O amor é veneno e antidoto. – Afrodite deu de ombros e voltou a beber.
– Um livro que você leu recentemente? – Atena perguntou.
– Luxúria. – ela sorriu e Atena rolou os olhos. – Problemas com literatura erótica?
– Além do fato de eu ficar completamente corada quando leio?
– Sua timidez e inocência são adoráveis.
Atena baixou o rosto e tentou se concentrar no prato diante dela, conseguia sentir o olhar de Afrodite sobre ela, embora a comida estivesse deliciosa, era a última coisa na qual ela conseguia pensar. Sempre que erguia o rosto encontrava o olhar da deusa do amor, por algum motivo se viu esfregando as coxas, como se estivesse desconfortável, esse movimento não passou despercebido a Afrodite, ela sorriu maliciosamente, satisfeita por causar essas reações em Atena.
Quando terminaram o jantar permaneceram na mesa, pediram uma garrafa de champanhe e bebiam enquanto conversavam animadamente. Os assuntos se misturavam, mesmo assim elas riam e bebiam, Atena estava corada, seus olhos cinza brilhando enquanto ela ria das histórias de Afrodite.
No final de tudo saíram do restaurante, risonhas e embriagadas, Atena ainda apoiava Afrodite que andava cambaleante, rindo a cada vez que tropeçava. Quando entraram em casa tropeçaram até o quarto, caíram no meio do corredor, de alguma forma Afrodite estava sobre Atena, as risadas diminuíram aos poucos, dando lugar aos olhares cheios de desejo.
Sem dizer uma palavra Afrodite beijou a deusa da sabedoria, as mãos dela seguravam o rosto de Atena que retribuía o beijo com exigência, fazendo com que a outra esquecesse todas as inseguranças que a tomavam.
Interrompendo o beijo, Afrodite levantou e ajudou loira a sair do chão, puxando-a em direção ao quarto, mal entraram e voltaram a se beijar, as mãos da deusa do amor se livraram do vestido de Atena, evitou olha-la enquanto a despia, apenas se concentrou em beija-la enquanto retirava cada peça de roupa. Por fim a deusa da sabedoria estava nua diante dela, para Afrodite ela era a personificação do pecado, tão linda e sexy que não era possível falar. Mesmo na semiescuridão era possível perceber que Atena corava sob o olhar da deusa, ela se sentia constrangida pelo olhar admirado de Afrodite, quando tentou se cobrir foi impedida, a deusa do amor guiou as mãos trêmulas de Atena até o zíper do vestido, deixando que ela a despisse.
Muito devagar as peças de roupa foram para o chão, Atena tentava controlar o impulso de tocar a deusa do amor, não sabia o que fazer. Afrodite a beijou novamente, puxando Atena até que estivessem ajoelhadas na cama, usando toda coragem que tinha ela deixou que as mãos percorressem o corpo de Afrodite,
O toque hesitante percorreu os seios da deusa, as mãos de Afrodite ficaram sobre as de Atena, guiando-as e ensinando como ela queria ser tocada, quando ela começou a massagear os seios da deusa do amor, não se conteve de felicidade ao notar que a morena estremeceu e a beijou de forma mais intensa.
Afrodite tomou o controle da situação, deitando Atena na cama, riu baixo quando a loira se agarrou a ela. Beijou o rosto da deusa, fazendo com que ela sorrisse, gemeu quando os lábios de Atena desceram por seu pescoço, descendo lentamente por sua pele, mas a deusa do amor queria mostrar a ela o quanto aquilo seria bom.
Segurou as mãos de Atena, deixando-a imóvel enquanto começava a beijar o corpo dela, deu pequenas mordidas no pescoço da deusa, sabendo que no dia seguinte as marcas estariam ali. Desceu os lábios até os seios de Atena, roçando suavemente na pele e fazendo-a suspirar, a língua rodeou o mamilo rijo da deusa, o corpo de Atena se arqueou e ela soltou um suspiro trêmulo.
Sugou o mamilo devagar, deixando a língua se movimentar vagarosamente ao redor, abocanhou o seio da deusa, sugando com força e fazendo Atena gemer. Afrodite se concentrou apenas no que estava fazendo, beijando os seios da deusa da sabedoria, mordiscando, chupando, e marcando cada centímetro daquela pele clara. Voltou a descer, as mãos soltaram os pulsos de Atena, ela se encolheu um pouco quando os lábios da deusa do amor espalharam beijos por sua barriga, leves arrepios a tomavam, tentou resistir quando Afrodite abriu suas pernas, os lábios dela desceram mais um pouco até que suavemente tocaram a intimidade da deusa.
Atena ofegou e tentou se mexer, mas as mãos de Afrodite mantinham suas pernas abertas, ela não tinha como escapar. Afrodite quase sorriu, encostou novamente os lábios na intimidade da loira e a ouviu gemer alto, deixou que a língua percorresse vagarosamente a fenda molhada, separando os lábios rosados e a provando totalmente. Tudo nela era perfeito, desde as reações até o sabor, constantemente a deusa do amor tinha que se lembrar de fazer tudo devagar, o toque lento e suave já estava fazendo Atena chegar ao limite, gemendo e choramingando enquanto seu corpo de arqueava e estremecia. A língua pressionou a entrada úmida, simulando uma penetração, novamente Afrodite teve que segurar o corpo de Atena, já que a deusa se arqueava na cama, gemendo alto e puxando o cabelo da morena.
Por fim Afrodite pode provar o verdadeiro sabor de sua Atena, o orgasmo veio forte, fazendo a loira estremecer e soltar um gemido alto e trêmulo. Afrodite se ocupou em receber o orgasmo dela na boca, e depois lambeu cada centímetro da intimidade da deusa da sabedoria.
Subiu lentamente até ficar sobre Atena, encaixou a coxa contra a intimidade dela e roçou devagar. Atena ainda gemia, mas ao sentir Afrodite mais perto, abraçou a deusa e a beijou com força, fazendo-a gemer enquanto era deitada na cama.
Foi a vez de Atena proporcionar prazer a deusa do amor, fez uma trilha de beijos pelo corpo de Afrodite, dedicando-se aos seios da deusa, chupando, mordendo, e criando as marcas, provas de que aquilo era real. Quando desceu mais um pouco separou as pernas da morena, baixou o rosto devagar e a última coisa que viu foi o sorriso de Afrodite enquanto Atena tomava com a boca sua intimidade.
Embora inexperiente a deusa repetiu o que Afrodite havia feito, timidamente deixou que a boca tomasse a intimidade da deusa, a língua percorreu cada centímetro dali, por fim foi um pouco mais além do que a outra havia ido. Chupou, lambeu, mordiscou e com isso conseguia gemidos altos e pedidos de “mais” da deusa do amor. Quando sugou lentamente o clitóris, soube exatamente como fazer a deusa chegar ao orgasmo, mas antes que isso acontecesse sentiu que Afrodite tentava puxa-la para seu lado, foi de bom grado, mesmo insatisfeita.
Não pode reclamar, logo Afrodite estava novamente sobre ela, se colocando entre as pernas abertas de Atena de tal forma que suas intimidades roçassem uma na outra. Gemeram num uníssono, o atrito enviava ondas de prazer por seus corpos. A deusa da sabedoria ofegou ao sentir Afrodite sobre ela novamente, dessa vez os dedos da deusa percorriam a intimidade de Atena, acariciando, provocando, fazendo-a quase implorar por mais. Os dedos deslizaram até a entrada úmida da deusa, Afrodite pressionou um pouco ali mas parou quando Atena gemeu dolorosamente.
– Não vai doer muito. – prometeu num tom suave.- A dor é só no inicio, mas depois você vai sentir prazer.
A resposta que teve foi a caricia suave que Atena fez em seu rosto, inclinou-se sobre ela e a beijou enquanto pressionava dois dedos naquela entrada apertada. O hímen foi rompido segundos depois, Atena estremeceu e tentou recuar, mas Afrodite manteve o beijo, num ritmo lento, até que a dor passasse e ela se acostumasse com a sensação.
Ao notar o corpo da loira mais relaxado, Afrodite moveu os dedos devagar, num movimento suave e continuo que aumentou progressivamente. Estava completamente encantada em observar as expressões de Atena, os gemidos dela preenchiam o quarto, aquilo era o suficiente para levar a deusa do amor a um orgasmo. No entanto para Atena não era bem assim, ela precisava saber que Afrodite sentia o mesmo que ela, queria que ela ficasse satisfeita, por isso levou dois dedos até a intimidade da deusa e a penetrou sem aviso.
Afrodite vacilou por alguns segundos, em choque pelo movimento de Atena, gemeu quando sentiu os dedos dela deslizando por sua vagina encharcada. Virou para olha-la e sorriu, Atena estremecia e gemia, movia os dedos mais rápido, tentando de alguma forma retribuir o prazer que recebia. Continuaram daquele jeito, corpos juntos, gemidos altos, movimentos frenéticos, respirações ofegantes.
Quando o orgasmo veio, os gemidos das duas se misturaram, criando um único som. Atena praticamente desmaiou depois do orgasmo que teve, os gemidos ainda saiam de seus lábios, mas ela sentia seu corpo flutuar. Afrodite estremeceu quando o orgasmo a tomou, a visão ficou turva e ela deu um gemido longo enquanto caía ao lado de Atena. Retirou os dedos de dentro de Atena no mesmo instante em que a deusa fazia o mesmo com ela, não disse nada, não era preciso, apenas abraçou Atena e elas se olharam durante um longo tempo antes de adormecer.
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