I Hate You, Don't Leave Me
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Regina POV
No dia seguinte, meu pai me despertou com batidas na porta:
–O que foi? — resmunguei de mau humor
Tem uma pessoa querendo te ver, filha — ele estava receoso ou talvez nervoso pois sua voz estava trêmula.
Então ajeitei meu curto cabelo rapidamente, coloquei uma roupa apresentável e desci. Em nossa sala tinha uma mulher branca com cabelos negros e lisos presos em um rabo de cavalo perfeitamente arrumado, como ela estava de costas não consegui ver seu rosto:
– Com licença, mas quem é você? — perguntei diretamente
Ela ajeitou o terno feminino que usava e se virou. Ela era muito bonita, deveria ter uns 50 anos no máximo, mas continuava deslumbrante com seu nariz empinado e expressões delicadas.
– Bom, meu nome é Lucy — disse ela, eu tive a impressão de conhecer ela de algum lugar, mas não me lembrava — Eu sou a noiva do seu pai.
– Então é você!? Por que você o fez esconder esse relacionamento DE MIM? — gritei a última parte, mas ela nem foi influenciada pelo meu tom de voz — Pode ir explicando, eu tenho o DIA INTEIRINHO.
– Não é nada demais...Eu conheci seu pai no tempo do colégio, namoramos por u tempo, mas acabamos terminando, então ele conheceu sua mãe e eu casei com meu ex-marido, nossas vidas ficaram distintas — ela sorria timidamente e tinha o olhar longe enquanto contava a história e eu rolava os olhos — Dois anos atrás, nos reencontramos e tudo o que sentimos no colegial voltou à tona, mas eu estava me divorciando e tínhamos que manter segredo. No ano passado, quando meu marido assinou os papéis, eu e teu pai fizemos um acordo para ficarmos juntos em sigilo até termos certeza que estávamos mesmo apaixonados — ela sorriu abertamente — E acredite, nós estamos! Por isso, quando ele me pediu em casamento, resolvemos que abriríamos o jogo para nossos filhos — Ela disse filho?? Ela tem filhos?? — Pois iremos morar juntos...Era só isso que eu queria contar.
Eu estava perplexa, queria xingá-la, surtar e gritar, mas antes que eu falasse alguma coisa, mas meu pai apareceu:
– Regina nós nos amamos muito e você sempre disse que eu tinha que arranjar alguém...Claro que eu nunca vou esquecer sua mãe, mas eu precisava encontrar um amor novamente — ele falou envolvendo a cintura de Lucy com o braço
– Se ela te faz feliz, claro que eu apoio, mas eu achei errado o fato de vocês terem escondido tudo. Mas eu vos desejo tudo de bom — sorri sarcasticamente e já ia voltando para o meu quarto quando meu pai me chamou para conversar em particular com ele:
– Regina, eu e Lucy vamos morar juntos, mas ainda não sabemos se nós nos mudaremos ou serão eles. — eram muitas informações ao mesmo tempo e eu não havia me preparado — Então, o que você acha?
– Primeiro, eu quero saber onde ela mora. Segundo, como assim "ELES"? Ela tem filhos? Quantos?? Terceiro, EU NÃO QUERO ME MUDAR. E SE ELA MORAR LA´ONDE JUDAS PARIU UM FILHO?! — nessa altura, meu tom de voz já havia se alterado
– E aí está minha querida Rainha do exagero — eu revirei os olhos — Não se preocupe, ela mora perto. E ela tem 2 filhos... o mais velho mora em Londres e o outro, você o conhecerá em breve — ele deu uma pausa e depois aumentou o tom de voz, como se anunciasse algo — Neste sábado, faremos um jantar particular aqui em casa para anunciar nosso noivado e apresentar nossas famílias devidamente...e não, você não poderá chamar suas amigas...
–E se eu não quiser ir? — perguntei o fuzilando com o olhar
– De castigo por 3 meses: sem amigas, sem moto, sem nada, só escola e casa.- Típico de Henry Mills: castigo — Estamos de acordo?
– Eu tenho escolha? — ironizei
***
A semana passou rapidamente, Ruby e Belle não paravam de imaginar teorias sobre o meu novo irmão. Nesses dias, eu tive a impressão que Jones estava me seguindo, porque todo lugar que eu olhava lá estava ele me encarando com raiva ou desdém, mas eu não sabia o motivo e nem queria saber.
Quando chegou sábado, a casa estava movimentada dvido às arrumações do jantar, então fui para a casa de Belle, Ruby já estava lá, elas iam me ajudar a escolher uma roupa , apesar de não está nem um pouco animada. No fim, escolhemos um vestido longo preto, mas que destacava minhas curvas e ainda achamos um jeito de enrolar meu cabelo de um jeito que ficasse bonito. Elas me deram carona até a porta de casa.
Assim que entrei cumprimentei as pessoas que eu conhecia, que eram poucas e avisei meu pai que eu havia chegado.
Estava me servindo de uma bebida forte para acalmar os nervos quando senti uma respiração em meu pescoço. Eu tentava me virar, mas fui impedida por duas mãos em minha cintura. Então escuto uma voz bem próxima ao meu ouvido dizendo:
– Olá irmãzinha — Era ele: Killian Jones.
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