I Hate You, Don't Leave Me
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Regina POV
Assim que chegamos à pista de dança, August grudou nossos corpos e sussurrou no meu ouvido:
– Você se tornará uma nova mulher, onde o nome Killian Jones não existirá em seu dicionário. Você precisa dessa transformação, então, se liberte.
Então Lovegame da Lady Gaga começou a tocar e eu comecei a me mover de acordo com a música, enquanto August cantava trechos da música.
Ao chegar no refrão, August grudou meu corpo ao seu e começamos a fazer movimentos sensuais, atraindo o olhar de pessoas à nossa volta, o que era de se esperar, pois August era lindo e dançava sensualmente. Ele me guiava, sincronizando os passos e rebolados.
No final da música, recebemos uma salva de palmas de quase todos os presentes e retornamos ao bar. Pedimos um Dry Martini para ele e um Cosmopolitan para mim. Enquanto esperávamos as bebidas, conversávamos sobre coisas aleatórias, até que August me puxa para perto e fala:
– O babaca Jones não para de olhar para cá, nem sei o que se passa na cabeça dele, mas seja o que for, não é algo bom.
– Como assim? — perguntei atordoada, me segurando para não olhar.
– Digamos que se olhar matasse, nós dois estaríamos a sete palmos, debaixo da terra.
O barman deixou os drinks e pegou o dinheiro rapidamente.
– Deixa esse idiota se intoxicar com a fumaça que sai das próprias ventas. Eu não quero saber de nada relacionado a ele — eu disse confiante, enquanto brindávamos.
– É ASSIM QUE SE FALA! — retruca August — Quando eu crescer, eu quero ser que nem você, Regininha.
– Depois te dou as dicas, amor. — falei rindo — Preciso ir ao banheiro retocar a maquiagem porque, assim que eu voltar, quero gastar a sola do salto dançando.
Segui em direção ao toalhete, deixando August no bar.
Killian Jones
O ódio tampava a minha visão, me induzindo a ir até o casal, mas Jefferson me impediu de fazer qualquer besteira:
– Aonde você pensa que vai? — repreendeu-me.
– Talvez quebrar a cara daquele idiota que está com as mãos sujas em cima da Regina — falei entredentes
– E que direito você tem de fazer isso? — Jefferson me olhava com desaprovação — Foi você que invadiu a privacidade dela, não está na hora de deixá-la um pouco. Você já estragou as coisas com ela, se você fizer mais alguma merda, sem chances dela te perdoar.
Com aquelas palavras, eu respirei e repensei em minhas atitudes e consegui me acalmar, enquanto Jefferson pedia uma garrafa de vodka. Uma música, que aparentemente era da Lady Gaga, ecoou pelo ambiente e meus olhos correram até um certo casal no meio da pista.
Regina iniciava sua dança, se acostumando com a batida da música, enquanto o cara se movimentava, claramente familiarizado com o ritmo.
Dado certo momento, eles grudaram os corpos e dançavam sensualmente. Meu sangue esquentou, então Jefferson deu-me a garrafa de Vodka e eu, sem M importar com o copo, bebi o líquido direto do gargalo. Eu estava transtornado, COMO ELA PÔDE FAZER ISSO!?? AQUILO ERA PRATICAMENTE UMA CENA PORNOGRÁFICA!! AQUILO ERA VULGAR!! ELA NÃO DEVERIA ESTAR FAZENDO ISSO COM ELE, MAS SIM COMIGO!! Eu virei a garrafa da bebida sem me ligar para os efeitos do Álcool, enquanto eles eram aplaudidos por uma pornografia num lugar "público".
Eu fuzilava os dois no bar da boate, enquanto riam e conversavam. Não entendia porque eu estava com tanto ódio, mas eu não conseguia pensar, somente sentir.
– Jones, acho que me lembrei quem aquele cara é. — disse Jefferson me cutucando.
– Quem?
– Sabe aquele garoto que era vizinho da Regina quando mais novos? Você morria de ciúmes dos dois, lembra? — informou me Jefferson, lembrando-me de anos atrás:
*Dias após o primeiro beijo entre mim e Regina, um garoto a deixava constantemente no colégio e todos achavam que eram namorados. Ao ver todos os dias Regina na entrada e na saída da escola, me deixava mordendo de ciúmes, mas eu não demonstrava. Semanas depois eu vim descobrir que eles eram vizinhos ,mas ninguém sabia se eles estavam juntos. Acabou que ele foi fazer um intercâmbio e nunca mas o vi.*
– O August Booth? Que durante um tempo a deixava todos os dias na escola? — perguntei espantado.
– SIIIM! É ele!! — ratificou Jefferson
– Não acredito! Faz muito tempo. Aliás, eu não tinha ciúmes dos dois!
– Se você não tinha, está recuperando o tempo perdido. — ironizou Jefferson.
Avistei Regina se afastando de August e indo ao banheiro. Uma ideia surgiu em minha mente e o álcool me encorajou. Levantei-me repentinamente da mesa, num momento de distração de Jefferson e fui falar com o tal August:
– Ora, ora, se não é o August Booth?
– Ora, ora, se não é um babaca chamado Killian Jones? — ele disse cínico
– Você é muito abusado para uma pessoa sem moral. — retruquei
– Desculpa, mas você deve estar me confundindo. Não fui eu que invadi a privacidade de uma moça e depois a abandonei.
Eu o segurei pela camisa ameaçando-o sem o uso de palavras.
– Querido, força brutal não faz de você menos covarde — aquelas palavras foram o estopim da minha paciência. Dirigi um soco em sua bochecha, sem hesitar.
August não reagiu a princípio, mas depois voou para cima de mim, me dando chutes e joelhadas.
Rolávamos no chão, deferindo golpes um no outro, fazendo as pessoas presentes se afastarem:
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — ouvi o grito de Regina, mas não reagi, nem August. Continuamos lutando, competindo pela vitória da briga sem motivos reais.
Regina POV
Ao retocar a maquiagem no banheiro e vestir a máscara da mulher poderosa, saí do banheiro, me deparando com pessoas amontoadas num local, fazendo de a música um mero plano de fundo:
– O que houve? — perguntei a uma mulher
– Uma briga entre dois homens — respondeu assustada.
Resolvi procurar August para ir embora, mas não o encontrei. Então, fui em direção ao bar e finalmente o encontrei. Ele estava rolando no chão com Killian como dois selvagens brigando.
Primeiramente, fiquei sem palavras, mas depois resolvi reagir
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! — gritei, mas parece que nenhum dos dois escutou.
Tentei pensar em outra solução, me deparando com Jefferson correndo até mim:
–Finalmente te encontrei, precisamos parar isso. Já tentei, mas ninguém me deu atenção.
– Você levanta quem estiver me cima e eu me meto no meio dos dois, ok?
– Pode ser.
Jefferson puxou August, que dominava a luta no momento e eu entrei na frente de Killian, que havia se levantado:
– JÁ CHEGA! PARECEM DUAS CRIANÇAS MIMADAS!! — berrei irritada
– Ele que começou — August disse entregando Killian.
– NAO IMPORTA QUEM COMEÇOU!!
– Precisamos sair daqui — lembrou Jefferson
– Ok. August, vá para casa. Deixa que eu levo o Jones, que claramente bebeu mais que o necessário. Preciso resolver isso de uma vez por todas.
– Eu não preciso de você para me levar para casa — resmungou Killian
– Mas eu vou, queira você ou não.
Saímos da casa noturna, cada um foi para o seu lado. Eu puxei Jones até o carro, onde o joguei no banco de carona.
O trajeto foi feito em silêncio, eu pude colocar meus pensamentos em ordem, enquanto Killian se estabilizava.
Ao chegar em casa, o arrastei até o banheiro, onde coloquei Jones sentado no vaso para cuidar de seus ferimentos:
– Você está chateada comigo? — perguntou quebrando o silêncio.
– Chateada é pouco para eu expressar o que estou sentindo. — retruquei friamente
Peguei a caixa de primeiro socorros, onde tinha algodão para usar para limpar os ferimentos. Molhei um pouco do algodão e passei em seu supercílio, onde tinha um pequeno ferimento. Enquanto isso, Killian me encarava com seus olhos azuis e eu retornava o intenso olhar. Mas, ao me recordar do que ele tinha feito, desviei o olhar:
– O que você vê nele? — indagou Jones
– Nele quem? — perguntei confusa.
– O August Booth, o que você vê nele?
Por um momento eu pensei o que aquela pergunta realmente significava, porém ao ver as suas expressões faciais, pude entender tudo e comecei a rir.
– Tá rindo de que?
– Você acha que eu e o August temos alguma coisa?Eu e o August? — voltei a rir descontroladamente.
– Não entendi a graça.
– Killian, o August é gay.
Ele ficou pálido igual papel ao saber daquilo.
– Jones, você estava com ciúmes do August? Não acredito?! Você não viu como ele dançou a música da Lady Gaga? — falei lembrando do quanto August rebolou naquela dança.
– Ele estava dançando agarrado com você!! — exclamou Killian ficando vermelho
– Você definitivamente está com ciúmes! — falei rindo mais uma vez — Você estava tão cego que nem percebeu o quanto ele se libertou naquela música!
Killian ficou mais corado ainda, me fazendo sorrir pela sua falta de jeito. Ele estava me lembrando do garoto que me apaixonei anos atrás, sem todas as merdas que ele faz para mim. Com esses pensamentos, fiquei triste, enquanto terminava de cuidar dos ferimentos dele.
Guardei o kit de primeiros socorros e quando ia saí do banheiro, fui impedida por Killian, que colou seu corpo ao meu, me deixando sem ar:
– Me desculpa por agir como um babaca nesses últimos anos. Me desculpa por te desprezar após o seu primeiro beijo. Me desculpa por tentar estragar sua vida. Me desculpa por invadir sua privacidade e seu espaço pessoal. Me desculpa por ficar cego de ciúmes e bater no seu melhor amigo gay. Me desculpa por te magoar e te fazer derramar lágrimas quando, na verdade, eu quero ser o motivo do seu sorriso, assim como foi minutos atrás.
Eu estava confusa com tudo aquilo que ele disse, o que eu supostamente deveria falar. Perdoar ou não?
Meus pensamentos foram interrompidos pelos lábios de Killian grudando graciosamente nos meus, iniciando um beijo calmo e intenso. Eu experimentava uma nova sensação,enquanto lagrimas quentes escorriam pela minhas bochechas.
Killian POV
Mesmo eu fazendo um bando de merda, Regina cuidara de mim, tratando de meu machucado com delicadeza, aquilo fazia eu me sentir como um nada.Aproveitando a coragem que o álcool me proporcionava, eu perguntei o que ela via no August, primeiramente ela não entendeu, depois soltou uma maravilhosa gargalhada:
– Não entendi a graça. — falei querendo saber o porque das risadas.
– Killian, o August é gay.
Me assustei na mesma hora. Eu quase explodi de ciúmes e bati no garoto, sendo que ele era gay. Eu fiquei tão cego assim?
Regina percebeu que eu estava com ciúmes na boate e começou um questionário, me fazendo ficar vermelho, tentando negar tudo.
Regina ganhou a discussão e deu um lindo sorriso, que fez meus olhos brilharem, mas o sorriso se fechou rapidamente e eu percebi o porquê.
Ela finalizou os curativos, guardou o kit e tentou sair do banheiro, mas eu a impedi, grudando nossos corpos e falando o que eu tinha guardado no peito
– Me desculpa por agir como um babaca nesses últimos anos. Me desculpa por te desprezar após o seu primeiro beijo. Me desculpa por tentar estragar sua vida. Me desculpa por invadir sua privacidade e seu espaço pessoal. Me desculpa por ficar cego de ciúmes e bater no seu melhor amigo gay. Me desculpa por te magoar e te fazer derramar lágrimas quando, na verdade, eu quero ser o motivo do seu sorriso, assim como foi minutos atrás.
Ela ficou confusa, mas eu a beijei depositando todos meus sentimentos naquele momento.
Assim que nos separamos, Regina ficou sem jeito e disse:
– Tenho que ir para casa do August, senão ele fica preocupado.
– Fica aqui, por favor. Manda uma mensagem para ele e diz que amanhã você vai para lá, além do que está tarde.
Ela hesitou um pouco, mas acabou concordando e enviando uma mensagem ao amigo e subindo as escadas junto a mim.
– Dorme comigo? — perguntei sem hesitar
– Isso não é certo — ela respondeu
– Não vai acontecer nada demais, prometo. Vai ser de roupa mesmo, nem de pijama. É só deitar e dormir. Por favor.
– Tudo bem, só dormir.
Fomos ao meu quarto e nos deitamos separados na mesma cama, mas resolvi juntar nossos corpos, envolvendo sua cintura com meu braço , na posição
conchinha :
– Boa noite. — ela falou
– Boa noite — respondi sussurrando e, finalmente, dormindo.
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