I Hate You, Don't Leave Me
13 Capitulo 13
Notas iniciais
Capitulo 12 — 2/3
Regina Pov
A casa de August era um cubículo, sua cama era um sofá-cama, um balcão separava o quarto/sala da cozinha, que era praticamente um frigobar, um microondas, uma pia e um armário. Ah, e tinha um banheiro, que mal cabia uma pessoa.
Deixei minhas coisas em qualquer lugar e me joguei no sofá exausta, mas August mal me deixou descansar, pulando em cima de mim feito um canguru no cio (eu nem sei como fica um canguru no cio):
– AAAAI, SAÍ DE CIMA DE MIM!! VOCE VAI QUEBRAR MEUS OSSOS, SEU PROJETO DE BALEIA!!, — gritei já quase perdendo o ar.
– Desse jeito você me machuca, Regininha. — Reclamou August fazendo biquinho.
– Eu já te disse o quanto você fica estranho fazendo esse bico estúpido ? E você sabe o quanto eu odeio esse apelido!!!i
– Nossa! O que o imbecil do Killian fez para te deixar assim?
Eu corei imediatamente ao me lembrar do ocorrido, mas acabei contando todos os detalhes para ele. Eu me sentia humilhada e usada, mas tinha que manter a cabeça erguida.
– ELE FEZ ISSO COM VOCÊ ? COMO AQUELE SER ASQUEROSO PÔDE FAZER ISSO COM UMA CRIATURINHA PURA E CHEIA DE LUZ ? A PRÓXIMA VEZ QUE EU O VER, DAREI UM SOCO QUE AFUNDARÁ O ROSTO DELE!! — exclamou August. Já falei que ele é uma pessoa super exagerada? Bom, ele consegue ser exagerado 24 horas por dia.
– Menos August, eu não sou tão pura e você não é tão forte assim. — retruquei
– Ok, pode até ser, mas ele não tinha o direito de fazer isso com você. Isso é invasão. Ele nem se quer perguntou se você queria mostrar a vagina tão abertamente.
Aquelas palavras me atingiram no peito e senti as lágrimas deixarem meus olhos de forma descontrolada.
– Regina, não chora. — disse August — Você fica tão feia chorando, mais do que já é.
– Muito obrigada, viu!? Você é um ótimo amigo! — ironizei.
– Eu sei, não precisa agradecer, querida. — brincou — Mas é sério, para de chorar, você precisa superar essa história! Isso é passado, agora você é uma nova mulher!
– Mas isso foi hoje...
– Detalhes, detalhes... Você precisa levantar o ânimo!! Que tal você deixar de melancolia e levantar essa bunda gostosa e se arrumar? — disse limpando minhas lágrimas.
– NAAAO!! Eu quero apodrecer nesse sofá-cama que você comprou no bazar da esquina da minha casa. — falei cobrindo meu rosto com almofadas.
– Não fala assim dele!!! O que eu posso fazer? Esse sofá-cama tem história! — exclamou August indignado — AGORA LEVANTE AGORA E VÁ COLOCAR UMA ROUPA DECENTE, PORQUE NÓS VAMOS SAIR!
Levantei vagarosamente e arrastei minha bolsa para o banheiro para me arrumar.
Quando saí do banheiro, deparei me com um August vestido com uma camisa vermelha,destacando seus músculos, uma calça jeans e um tênis All-Star:
– Se você não fosse meu quase-irmão, te pegaria. — falei sedutoramente
– Eu sei que sou irresistível, não precisa me bajular — retrucou com um sorriso maroto nos lábios — E Regininha, você está maravilhosa. Não melhor que eu, claro!
– Você é insuportável — resmunguei, mas logo após sorrindo.
– Posso dizer o mesmo, Queen.
Meu vestido era preto, porém a parte da frente do busto era cheio de lantejoulas douradas, enquanto a parte de trás era aberta atrás e era soltinho na parte da saia, nada indecente, mas era lindo. Meu cabelo estava com alguns cachos e minha maquiagem se baseava em delineador nos olhos e um batom vermelho.
Peguei uma bolsa e August a chave do carro. Descemos para o estacionamento e pegamos o carro, indo para um lugar que eu desconhecia:
– Para onde vamos? — perguntei ansiosa.
– Para uma boate no centro — falou , enquanto aumentava o volume do rádio que tocava Thousand Miles e começamos a cantar alegremente.
Ao olhar pela janela, vi que a tal boate estava cheia, então estacionamos o carro rapidamente e fomos em direção à porta. O segurança era amigo de August, por isso nos deixou entrar sem ter que enfrentar a gigantesca fila.
A boate estava lotada e tivemos que ficar de mãos dadas para não nós perdemos e fomos ao balcão do bar.
De repente escutei um barulho de vidro quebrando e me deparei com Killian me encarando. Espantei-me, era só o que me faltava, ele me incomodar até numa boate. Virei-me para August e sussurrei:
– Ele está aqui, o que eu faço ?
– Acalme-se e finja que ele não existe, pois viemos para nós divertir.- August falou me puxando para a pista de dança.
Killian POV
Ao entrar na casa noturna, avistei Jefferson e fui em sua direção desesperadamente:
– E aí, Killian? O que que houve? — ele perguntou — será que esse problema atende pelo nome Regina?
– Cara, tá tão na cara assim? — perguntei corado, mas felizmente a boate era escura e não dava para ver.
– Na verdade sim, mas as pessoas são muito idiotas para perceberem.
– Hm... tenho que disfarçar melhor — sussurrei para mim mesmo
– Mas o que foi que você fez para ela? Jefferson perguntou desconfiado
– COMO ASSIM EU? ELA NÃO PODE SER CULPADA TAMBÉM?-
– Killian, aprenda uma coisa, as mulheres nunca fazem nada, o homem que tem culpa de tudo.
– Ok... DESTA VEZ fui eu.... — falei receoso — Eu meio que... Tive relações sexuais com ela, quer dizer, a minha boca teve relações sexuais com ela, mas eu meio que a abandonei antes dela atingir o ápice. Depois eu a vi chorando nos braços de um homem.
– VOCÊ O QUE?! COMO VOCÊ PODE!? VOCÊ NÃO PENSOU QUE ELA PODERIA SE SENTIR VIOLADA? OU PENSOU QUE ELA NUNCA TIVERA RELAÇÕES ASSIM?! VOCÊ FOI UM TOTAL BABACA COM ELA!, — gritou Jeff
– Esse era exatamente o apoio moral que eu necessitava...- ironizei
– Ela tinha o direito de procurar apoio de um homem que a consolasse e não que invadisse a privacidade dela e fizesse sexo oral com ela depois a abandonasse sem mais nem menos!!
– O que eu fiz? — lamentei-me — Eu poderia pedir desculpas, sei lá. Comprar flores para ela, ou uma jóia!
– Você realmente acha que a Regina Mills pode ser comprada com coisas materiais? — ele lembrou me que Regina era uma pessoa intensa e que nada superficial poderia apagar o que eu fiz. Eu estava começando a sentir saudade das vadias do colégio.
– Verdade... O que eu faço?
– Não sei, mas é melhor pensar logo que a oportunidade é agora. — disse Jefferson, apontando para uma casal de mãos dadas atravessando a boate. Depois de forçar minha visão, percebi que era Regina, ela estava deslumbrante, mas aquele cara que a levou de casa estava a acompanhando. Eu podia sentir meu sangue borbulhando de raiva e ciúmes. Se eu fosse impulsivo, com certeza eu coaria para cima daquele cara, mas respirei algumas vezes e virei para Jefferson:
– É aquele cara que apareceu lá na porta de casa e levou Regina!!! — exclamei discretamente.
– Ele não me é estranho...- disse Jeff pensativo
– VOCÊ TAMBÉM CONHECE ELE? EU NÃO CONSIGO LEMBRAR DAONDE EU O CONHEÇO — gritei derrubando um copo de vodka, chamando atenção de uma parte da boate, inclusive de Regina. Assim que meus olhos encontraram com os dela, Regina fez um expressão assustada e confusa, virando para o rapaz que a acompanhava e sussurrando algo em seu ouvido,o que me fez tremer de raiva. Mas quando ele levantou e a puxou para pista de dança, eu só me lembro de enxergar tudo vermelho...
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