Notas iniciais
Uhuuu to inspirada a.a Então, irá acontecer aqui, o que acontece em Cause You Make Me Feel Alive. O plano é atualizar as duas no final de semana, mas quando ocorrer os meus momentos de inspiração, eu posto no meio da semana mesmo. Enfim aproveitem :3

Kurt e sua turma seguiram para a sala de aula conversando, brincando e rindo no corredor. Quem reparava percebia que eles não estavam juntos por obrigação, mas sim por que eles adoravam estar todos juntos.

Os mais antigos na gangue, tirando Kurt que a fundou, eram Finn e Puck. Eles caminhavam devagar, não tinham pressa. Todos da escola sabiam que as fileiras de classes do fundo da sala pertenciam a eles. À não ser quando Blaine estava por perto. Sempre dava confusão.

E era exatamente isso o que acontecia na sala de Álgebra. O castanho chegou na sala de aula logo percebendo que o seu lugar e o de sua gangue estavam ocupados. Aquilo sim fez seu sangue ferver.

– Ei, seu anão de jardim, pode levantar essa bunda daí por que essa droga de lugar é meu. – Kurt tinha o dedo na cara do menor.

– E vocês, parem de se comer e saiam daí. Esses lugares são meu e do Finn. – Puck, que já estava tirando seu canivete do bolso, disse para Nick e Jeff que pararam de se beijar para prestar a atenção no judeu.

– Quer mesmo tentar a sorte Puckerman? – Nick falou sorrindo em desafio ao ver Jeff se levantar com um soco inglês na mão.

Kurt e Blaine que estavam discutindo feito cão e gato quando perceberam o que estava para acontecer, pararam e interviram.

– Puck aqui não. Guarde isso agora. Você pode ser expulso. – Kurt era firme em suas palavras.

– Jeff, senta. Agora. – Blaine ordenou. Ele não estava fazendo aquilo por Kurt ou Puck. De maneira nenhuma. Ele apenas não queria que ninguém da sua gangue fosse expulso ou parasse na cadeia.

Ele não daria esse gostinho ao Porcelana. E pelo visto, Kurt pensava da mesma maneira.

– Você acha que eu ligo pra essa droga de escola?! – Puck exclamou realmente transtornado.

E ele havia gritado com Kurt. E na frente de todo mundo. Aquilo era totalmente inadmissível.

Para o espanto de todos Kurt que, apesar de estar mais vermelho de raiva do que nunca, não revidou.

– Sei que você não liga pra essa merda. Ninguém aqui liga. Mas nós ligamos uns para os outros. E você sabe disso. Todos nós. – Kurt agora apontava para os demais atrás de si. O castanho odiava chamar atenção dos seus, na frente dos de Blaine, mas Puck ultimamente estava fora de controle.

O judeu finalmente guardou o canivete no bolso, olhou com ódio para Jeff que tinha um sorriso malicioso no rosto e virando as costas, saiu bufando da sala.

Blaine estava boquiaberto. Apesar de odiar Kurt imensamente, ele tinha que admitir para si mesmo que os dois eram parecidos, apenas nesse aspecto de gangues. Eles cuidavam e defendiam os seus.

– Isso não acabou Hobbit. Você não perde por esperar. – O castanho disse baixo, forte e ameaçadoramente. – Finn vai atrás do Puck e traga esse cabeça dura de volta. – Depois de ouvir aquilo, Finn saiu correndo da sala.

– E vocês, sentem-se. Agora. Não quero mais ninguém expulso dessa merda. – Todos da gangue do Hummel obedeceram silenciosamente.

E agora dirigindo-se a Jeff, ele encerrou. – E você. Cuidado. Puck não é de aturar desaforos.

– Eu não tenho medo dele, ele é ridículo. Vocês são todos ridículos. Me poupe. –Jeff desdenhou fazendo todos da sua gangue rirem, incluindo Blaine.

Finn e Puck voltaram e se sentaram sem trocar uma palavra com os demais. Quando percebeu que tudo havia se ajeitado, o professor de álgebra que até então estivera escondido atrás do armário de materiais da sala, começou sua aula.

Dez minutos se passaram e todos da turma de Kurt e de Blaine estavam dormindo em cima dos livros. Já os líderes resolveram não dormir, pois não queriam acordar com nenhuma surpresa desagradável.

Querendo ou não, os dois eram ótimos alunos no quesito notas. Eles eram inteligentes e sabiam disso.

No final da aula cada gangue foi para seu canto. Depois de dar uma boa checada para ter certeza de que todos estavam ali, Kurt sentiu falta de Brittany.

– Alguém viu a Britt? – Kurt perguntou e ninguém respondeu. Todos deram de ombros.

Tudo bem que Brittany era uma cabeça de vento, mas ela era a melhor amiga do castanho. – Onde será que aquela cabeça de ovo se meteu?

E como se tivesse ouvido o líder, saindo da parte de trás do ônibus escolar, Brittany apareceu empurrando um garoto de cadeira de rodas. Todos olhavam ela com vontade de rir.

De onde ela havia tirado aquele garoto?

– Kurt, esse é Artie, ele quer entrar para a nossa turma. Ele é muito legal. – Brittany dizia apontando para ele.

Artie era um garoto que se vestia todo de preto, mas sem piercings. Ele parecia ser legal. Kurt o analisava com o olhar. Todos sabiam que o castanho aceitaria o garoto, afinal ele nunca recusava alguém.

– Então você quer entrar para a nossa turma?

– Mas é claro. – A resposta veio firme.

– Você pode entrar. Mas acho que Brittany já te falou do nosso ritual de aceitação, não é?

Artie fez um sinal negativo com a cabeça.

– Você, sozinho, vai zoar o Mr. Gel. Se o que você fizer for digno da nossa gangue, você está dentro. Fechado? – Kurt tinha um sorriso no rosto.

Artie pareceu ponderar por alguns minutos.

– Fechado. Encontrem-me no estacionamento em 20 min. E escondam-se. Se Blaine ver algum de vocês, ele vai desconfiar. – O garoto virou sua cadeira, dando as costas a Kurt e a todos. Ele já sabia o que fazer.

– Cara eu gostei desse garoto, de verdade. – Finn disse, assim que Artie se afastou, fazendo todos concordarem.

–Ele tem atitude. Eu gosto disso. – Kurt completou.

Passados os vinte minutos, toda a turma de Kurt já estava escondida entre os carros no estacionamento. Eles esperavam que Blaine e sua gangue passassem por ali a qualquer momento.

E de fato, alguns minutos depois, o menor apareceu conversando animadamente com Santana. Eles conversavam sobre a festa do final de semana na casa da latina e quem seria convidado.

Blaine parou de escutar Santana quando ouviu pedidos de socorro.

– Por favor alguém me ajude! Estou na lata de lixo! Por favor! Blaine me ajude! – Um garoto gritava abafado.

Blaine não pensou duas vezes antes de correr até a lata de lixo para ver quem era. Ele temia que fosse um dos seus.

E foi quando ele abriu a lata de lixo, que em uma explosão engrenada pela abertura da lata, voaram vários slushies de todos os sabores em cima do moreno deixando-o completamente encharcado.

– Blaine! – Santana correu na direção do amigo para ajudá-lo.

Artie saiu de trás da lata de lixo rindo e se não fosse Kurt intervir, Blaine teria batido no garoto de cadeira de rodas.

– Cara essa foi boa, você é oficialmente um de nós. Parabéns. – Kurt riu enquanto Artie recebia apertos de mão e abraços de seus novos amigos.

Blaine não acreditava naquilo. Como pode ser tão estúpido e cair naquela história? Com um sorriso sarcástico no rosto, ele apenas lambeu o slushie que escorria por suas mãos e se jogou em cima de Kurt batendo onde conseguia alcançar. Santana, ao perceber que ninguém da gangue do Hummel se meteria, pois seria injustiça já que Blaine era apenas um, foi atrás do resto de sua gangue.

Depois de ver o líder tomando a pior, os amigos de Kurt interviram, tirando Blaine de cima do castanho.

Eu vou te matar Purpurina! Me soltem! – Blaine esperneava nos braços de Puck e Finn. Kurt mal conseguia respirar de tanto que ria, precisando se apoiar na lata de lixo.

– Vai sonhando Hobbit, vai sonhando. ­– O castanho deu as costas à Blaine.

Nesse momento a gangue de Blaine chegou e ao perceber o tinha acontecido junto com um olhar do chefe, a pancadaria foi geral. A única garota a participar da briga era Santana que sempre defendia o moreno com unhas e dentes. As outras garotas e Artie apenas assistiam e torciam para seus respectivos grupos.

Blaine caiu em cima de Kurt, batendo com toda a sua força nele, enquanto o castanho apenas se defendia e tentava chutar o moreno em cima de si. Sim, Kurt e Blaine brigavam entre si, sempre. Eles nunca partiam pra cima de outros. Era um duelo de líderes.

Ou era para parecer isso.

Puck e Finn partiram para cima de Jeff e Nick. Os quatro brigavam muito bem. O estacionamento estava uma zona geral. Alguns riam, gemiam, gritavam e xingavam, fazendo paracer até uma briga sincronizada.

A pancadaria toda terminou quando foram ouvidas as sirenes de polícia. Todos correram em direção as suas motos, assim como os dois lideres, mas não sem antes Blaine acertar um tapa em cheio no rosto de Kurt.

– Você é que não perde por esperar Porcelana. – O moreno tinha o seu rosto colado no do outro. Kurt tinha um sorriso malicioso e desafiador.

– Manda a ver Mr. Gel. – O menino de olhos azuis empurrou o outro para longe e sem perder tempo montou em sua moto.

Blaine ainda conseguiu ouvir uma última frase de Kurt antes dele subir na moto e acelerar.

– Você fala de mim mas bate igual a uma garota.

O moreno estava vermelho de ódio. Não sabia que podia sentir tanto ódio assim de alguém. Mas, obviamente, o Hummel teria o troco. À altura.

Notas finais
Wow quanto ódio a.a Reviews?