I Hate That I Love.
33 Capítulo 33.
Notas iniciais
Acordei com uma nuvem sobre minha cabeça. O tempo de chuva lá fora, estava sobre minha cabeça. Eu estava decidida a ir para Paris, mas teria que enfrentar dois grandes leões. Bernardo e Arthur. Arthur seria tranquilo, ele entendia que tudo seria trabalho e trabalho, já o pior era Bernardo. Bernardo as vezes queria estragar minha vida com todo prazer do mundo. Laura teria que vir comigo e Bernardo com certeza faria de tudo para ela ficar ou ele tentar me impedir de ir.
– Está pronta para enfrentar dois leões ?. — Nanda riu da minha cara.
Era primeira vez em tempos que eu tomaria café em paz.
– Estou. — respondi. — Acho que estou.
– Ótimo, porque enfrentar Bernardo não será nada fácil. — ela falou.
Tomei um ótimo e delicioso café da manhã. Nanda contava como era sua vida, hospital, gatos, hospital, mais gatos ainda. A vida dela parecia tão fácil que ate me causava inveja. Nanda não tinha a correria da minha vida, não tinha a preocupação com o corpo, a preocupação com Laura, com tudo. Ela é bem mais calma que eu.
Avisei para Neide que iria ate o apartamento de Bernardo conversa com ele e logo depois falaria com Arthur.
Eu estava lá, encarando a porta de Bernardo. Será que eu tenho mesmo que fazer isso ?. Eu tenho que fazer isso, era o mais correto para fazer. Mas mesmo assim, eu sentia que assim que passa-se por aquela porta, não encontraria um Bernardo animado ou um Bernardo gentil.
– Pode entrar, a moça chata não está ai. — Uma menininha pequena apareceu ao meu lado. — Ela foi cuidar do bebê dela.
– Como está o humor do marido dela ?. — me abaixei ate o olhar da princesa.
– Ele está bravo, bem bravo, não falou comigo hoje. — ela respondeu.
Agradeci a má notícia que a pequena me deu e bati na porta de Bernardo. Não foi uma recepção muito agradável, ele falou um entra tão sem graça que me provocou raiva. Sua casa era bem arrumada, coisa de empregada, claro. Débora não movia um sapato do lugar, tudo para ela era viver de luxo e as custas do dinheiro de Bernardo, ainda mais com esse bebê, agora eu sabia que Bernardo estava ferrado.
– Laura não vai com você à Paris. — ele gritou.
– Ah, Bernardo, qual é o problema ?. — perguntei. — São apenas dois meses.
– Dois meses, dois meses. — ele murmurou. — Laura não vai e ponto final.
– Você nem sabe cuidar dela, nem aguentará ficar com ela. Ela vai comigo e pronto. — bati com as mãos na mesa.
– Não vai e ponto final. Eu sou o pai dela. — ele me contrariou.
– Pai... Pai.. — revirei meus olhos. — Você só é pai quando convém.
– Ela não vai e ponto. — ele retrucou.
– Eu te odeio. — gritei.
Foi talvez de longe, a pior coisa que eu fiz. Quando gritei ''eu te odeio'' para Bernardo'' e bati com as mãos em seu peito ele me segurou, segurou e fez nossos corpos ficarem bem próximos. Eu sentia a respiração dele passear pelo meu rosto. Meu coração começou à ficar um pouco rápido demais, Um ano de abstinência dele, e o coração quer ter recaídas agora ?! Ah coração, não me envergonhe. Bernardo encarava meus lábios, não ligava para meus olhos e sim para meus lábios. A pobre alma aqui não tirava dos olhos os lábios sexy do pai dê sua filha.
Nossa salvação foi ouvir um barulho de chave. Me afastei de Bernardo e voltei para meu lugar. Débora entrou no apartamento e me encarou, melhor, me fuzilou com os olhos. Respirei fundo pois quase tive uma recaída e encarei Bernardo.
– Ela vai comigo e ponto final. — afirmei deixando Bernardo sem palavras. — Vou sempre lhe avisar qualquer coisa, ate um sorriso qualquer que ela der.
Foi apenas uma desculpa para sair daquele apartamento o mais rápido possível. Quando sai de lá a mesma pequena estava do lado de fora, rindo da minha cara com uma chupeta rosa na boca.
– Você esqueceu me de avisar que ela chegaria. — falei rindo.
– Você estava ocupada demais tentando não beijar ele. — ela respondeu. Virou as costas, fechou a porta e ouvi uns passos, ela corria.
Fiquei sem entender, mas fui direto para o apartamento de Arthur. Recebi milhares de beijos e abraços de Arthur. Aquilo me mataria com certeza. Não encontrei palavras na minha boca para contar à Arthur que iria para Paris, que já estava decidida.
– Arthur... euvoupraParis. — falei tão rápido que ri.
– O que ?. — ele perguntou confuso.
– Eu vou para Paris e ficar lá por 2 meses. — falei calma.
– Trabalho ?. — ele sorriu e eu assenti. — Você precisa ir mesmo ?, não pode ficar ?
– Você sabe, é trabalho. — respondi.
– Ótimo então eu vou com você. — ele sorriu novamente.
– Quê?. — perguntei.
– Eu tenho mesmo que ir para Paris. Um restante meu vai abri lá e eu preciso aceitar as coisas, só não sabia como avisar isso a você. Vai ser nosso primeiro passeio juntos. — ele sorriu e logo selou nossos lábios.
Agora parecia perfeito!. Bernardo não ligaria e Arthur iria conosco, Laura conheceria gente famosa, viveria naquele mundo e eu estava feliz. Talvez, matar alguns leões por dia é bom, traz grandes resultados no final do dia.
[...]
Era o dia da minha ida para Paris, eu iria na frente com Ricardo e Daiana enquanto Arthur iria depois, três dias depois. Deixei Laura com Bernardo para ele curti um pouco a filha dele ate eu ir embora. Nanda e Neide me ajudavam a arrumar tudo, as coisas de Lauras e as minhas coisas. No final, deu três malas para tudo.
Fui me arrumar bem rápido, Ricardo estava na minha sala me aprontando. Coloquei uma roupa de frio já que aqui estava frio e lá em Paris não seria diferente. Procurei algumas coisas que desse para se visitar em Paris. Ricardo mostrou a foto de todos os amigos dele lá, obviamente todos eram gays, gays perfeitos. Observei tudo para pensar se deixei alguma coisa para trás e fui ao encontro de Ricardo.
– Meu bem, se Madonna lhe visse agora, ela iria lhe invejar agora. Você está p-e-r-f-e-i-t-a. — Ricardo me abraçou, sendo seguido por Daiana. — Cadê sua filha ?.
– Está na casa do pai. — respondi. — Passaremos lá quando fomos para o aeroporto.
– Ai Meu Deus, eu na casa do perfeito do maravilhoso, Bernardo Oliveira. — Ricardo praticamente gritou.
– Bom, se você acha isso dele, você está bem enganado. — o contrariei. — Ele não é nada do que aparenta na tv.
– Deixa disso. — Ricardo bateu com seu leque de leve no meu ombro. — Ele é mara.
Me despedi de Neide e de Nanda quase com o coração na mão. Coloquei minhas coisas no elevador e fui ate o apartamento de Bernardo. Bernardo abriu a porta e Ricardo quase gritou, foi impedido por Daiana.
– Laura. — falei.
– Está dormindo. — ele respondeu.
– Mê dê ela. — pedi.
Bernardo revirou os olhos e depois de dois minutos trouxe Laura. Realmente ela estava dormindo. Peguei ela e Ricardo logo foi mima-la.
– Boa viagem Crispiranha, espero que você fique por lá. — Débora sorriu falso.
– Isso mesmo!. — exclamei. — Ai você fica com essa sua vidinha fútil horrível cuidando de uma criança tão chata quanto você.
Foi divertido olhar a cara de Débora depois que falei isso. Dei de ombros, idiota insolente ela.
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