Notas iniciais
Olá meus amores, o que eu tenho pra hoje ?, nãaaaaaaaaaaao sei u.u boa leitura.

Chegar ate Pari foi cansativo. O querido avião fez três paradas em aeroportos diferentes. Uma criança insuportável sentava bem na minha frente, não parava de falar que seu pai era rico, que ele tinha mansão e era tudo de bom. Uma senhora de idade estava ao lado dela e não parava de tossir. Maldita classe alta. Mas a ótima contribuição era Paris. Tudo lá é perfeito. As mulheres tem um ótimo estilo, as ruas são limpas, perfeitas. Enfim... tudo lá era perfeito.

– Gostando do passeio ?. — Ricardo perguntou.

– Tirando o cansaço ?. Está ótimo. — respondi.

Estavam todos em um dos carros de Ricardo. Ricardo só tinha cara de humilde, na verdade ele tem milhares de carros bem caros, mansões espalhadas por todo mundo e muitos, muitos namorados.

Passamos pela Arc de Triomphe, pelo Musée du louvre e por vários outros lugares. Tudo estava ficando perfeito, nem parecia que dali a dois meses e sairia de lá. Quando chegamos no nosso hotel, tivemos uma aguardada chegada. Os amigos de Ricardo estavam lá, gritaram horrores, cantaram Madonna, Lady Gaga e várias outras mulheres bem famosas. O hotel era bem refinado. Era engraçado ver várias pessoas com seus terninhos e indo de um lado para o outro.

– Então, está aqui é a Cristiana ?. — Um dos amigos de Ricardo me observava. — Bom, quando você falou que ela era perfeita eu não acreditei, mas vendo agora. Meu Deus, que p-e-r-f-a.

– Obrigada... eu acho. — respondi rindo.

– Prazer Victor. Você ficará ótima na minha nova coleção. — ele me abraçou bem apertado. — Você fará sucesso menina.

Depois de uma longa conversa com todos eu me despedi. Queria conhecer meu quarto e descansar o máximo possível. Eu sabia, depois de tudo iria com certeza rolar uma boa festa entre todos ali. Me despedi de Daiana que também subia e entrei no meu quarto. Quando entrei, levei um susto. Neide estava lá, não acreditei quando eu vi, mas ela estava lá. Ela me explicou que foi um pedido de Ricardo, já que eu passaria o tempo todo em estúdios.

– Obrigada mesmo viu Neide ?. — eu sorri. — Não sei me virar sem você.

– Eu também não vivo sem vocês. — ela mantinha Laura no colo. — Nem sem essa pequena aqui.

Pude ver como o quarto era, ouro demais, brilho demais, cansativo demais. Duas enorme cama, um ótimo espelho, um closset perfeito e uma banheira. Era disso que eu precisava. Água quente, hidratantes espelhado pelo banheiro branco enorme. Talvez ser rica traz alguma coisa interessante.

– Cris ?.. — Neide batia na porta do banheiro. — Vou levar Laura para passear, você ficará aqui ?.

– Sim. — respondi. — Estou morta e preciso urgente de uma boa cama.

Não ouvi mais nada então deduzi que Neide já tinha saído. O banho foi ótimo, como tudo estava sendo, nada iria estragar o meu momento em Paris. Os amigos de Ricardo me adoravam, farei grande sucesso entre eles. Ricardo me mostrará ainda mais conhecidos dele. Eu entendia aquilo como um grande isentivo, Ricardo sempre foi de me adorar e fazia tudo para me manter em grande estilo na mídia de fotografia. Sua modelo preferida era eu, seu corpo perfeito era eu ate mesmo sua grande amiga era a pobrezinha aqui.

– Você acha que está bom ?. — Eu me referia a roupa que escolhi para ir na festa de Ricardo.

– Você fica perfeita em qualquer roupa, você sabe disso. — Daiana era quem me ajudava. Ela parecia triste, desvia o olhar, não trazia aquele sorriso dela.

– O que foi ? Por que você está assim ?. — me sentei ao seu lado, mesmo descabela me preocupei bastante com ela.

– Tem um cara... — Ela começou. Ótimo, caras são idiotas. – Nós nos odiávamos, eramos eterno inimigos, mas ai ele me beijou, ele me beijou antes de eu ir para Paris, eu senti que alguma coisa mudou aqui dentro de mim. Talvez eu goste dele.

Na minha cabeça só passava uma coisa, Eu e Bernardo. Era nossa história essa, eu não queria estragar nada, mas não daria certo. Amor e Ódio não vivem juntos, eles andam lado a lado, mas não convivem juntos. Minha cara de espantada fez Daiana dar um leve tapa no meu ombro.

– Desencalha. — falei. — Desencalha porque não dá certo, não tem como ficar, se o cara for galinha então piorou. Desencalha completamente. Não corre atrás daquilo que vai dar errado. Ele é um cafajeste que fala bonito, mas fala para todas.

– Você está falando isso pra me ajudar ou porque não deu certo com você ?. — Ela me encarava.

– Estou falando por você. — Menti. Era obvio que menti. — Vamos mudar de assunto ? tentar sorrir um pouquinho mais ?.

Ela sorriu um pouco animada. Dei um abraço nela e voltei a fazer minhas coisas. Pobre Daiana, se iludindo com o cafajeste da vida, eu tive uma ótima experiência e não foi uma das melhores. Ela tinha que sair daquilo, antes que termina-se naquilo que eu tive. Terminei de arrumar meu cabelo, passei uma maquiagem e fui me dirigindo ao quarto de Ricardo.

– Como sempre, perfeita em Dona Cristiana. — Ricardo sorriu.

– O que posso fazer... sou assim. — ironizei e comecei a rir. — Para onde vamos essa noite ?.

– Uma balada de gay. Não é famosa, mas é ótima. — Daiana me respondeu devido a animação exagerada de Ricardo.

Definitivamente a balada era bem animada. Conheci vários 'homens', o mais engraçado era Nicolau, sua história de vida era bem engraçada. Largou tudo e veio aqui, virar um ''garoto-hot'' nessa balada. Eu me descuidei, me diverti demais, dancei, conheci pessoas e o mais errado de tudo ao meu ponto de vista fiquei bêbada. Não só bêbada, muito bêbada. Eu sentia meu corpo mole, ria de piadas sem graça alguma e continuava feliz, firme e forte.

– Está fechando isso daqui. — O dono do bar dizia mais uma vez. — Vocês tem que ir embora.

– Ir embora ?, traz só mais uma garrafa. — gritei rindo de mais uma piada de Nicolau.

– Eu já trouxe 4 garrafas e vocês ainda não foram embora. — Ele segurava a chave do estabelecimento. — Vão, vão, vão, amanhã vocês voltam !.

– Cara... — levantei meu olhar ate ele. — Eu tô bêbassa cara.

Todos riram ate mesmo o dono do Bar.

– Eu vou... — continuei. — Mas só porque eu tenho uma filha.

Levantei do meu lugar e dei um selinho em Nicolau, eu tinha passado do meu limite, mas adorava curti aquilo. Eram meus dias de solteira. Peguei Ricardo pela gola da camiseta e nos dirigimos ao carro. O mordomo de Ricardo estava bem rápido e agiu.

– Gente... — comecei. — Cortei meu dedinho.

– Meu Deus, você vai morrer. — Daiana grudou seus olhos no meu dedo, incrível todos ali estavam bêbados.

Não é nada, só é um belo cortezinho. — Ricardo parecia estar mal.

Chegamos no hotel. Não seria bom que Neide me visse assim. Sem pensar, pulei na piscina gelada do hotel e todos fizeram o mesmo. Ficamos ali nos divertindo por um bom tempo ate que todos decidiram ir dormi. Subimos todos em apenas um elevador, todos estavam com o maior medo de pegarem a gente, vocês sabem... hoteis caros, educação exemplar.

Faremos isso de novo ?. — Daiana perguntou sonolenta.

– Pelos próximos dias não. Boa noite. — respondi e ouvi quatro 'boas noites'.

Adentrei no meu corredor, era cumprido e o meu quarto era um dos últimos. Passei calada tentando pensar em tudo que fiz, mas foi em vão. Eu não me lembrava de absolutamente nada, só uma terrível dor de cabeça era constante da minha cabeça. Inventei milhares de desculpas para dar a Neide.

– Cristiana ?!?!. — Uma voz surgia atrás de mim. Me virei com o maior cuidado e fiquei espantada em ver a pessoa. Bernardo ? O que Bernardo faz aqui ?.

– O que você faz aqui ?. — perguntei constrangida por estar quase nua.

– Eu que te pergunto, o que você faz aqui, molhada e com a maquiagem bagunçada. — Ele me perguntou.

– Trabalho. — respondi revirando meus olhos. — E você o que faz ?.

– Débora deu uma de louca e quis vir para cá. — ele respondeu.

– Vaga... Boa noite. — sorri confusa. — Ate mais.

Entrei no meu quarto e comecei a rir baixinho. Neide dormia com Laurinha em uma das camas. Eu estava tão cansada que nem percebi que deitei molhada na cama. Tanto faz, eu só queira dormi e descansar.

Notas finais
Quem curtiu ? eu curti. Comentários amores ? bieeeeejos.