Notas iniciais
olá, eu voltei :3. Espero que gostem :3 boa leitura :3 nois que soma :3

Contei para Nanda tudo que aconteceu, contei sobre minha raiva de Bernardo, contei sobre a briga, contei como eu o odiava. Nanda não acreditava, sempre dizia que nós eramos louco um pelo outro. Discordo, discordo completamente. Já nos amamos, hoje só nos odiamos. Odiamos pois brigamos e vai ser assim, mesmo que ninguém acredite. Foi difícil, foi difícil encontrar Bernardo por duas semanas. Foi difícil ver meu pai indo embora, na verdade foi tudo difícil. Nas duas semanas eu e Bernardo só falávamos o básico e se fosse preciso, nada. O mais legal era ficar com Arthur, eu adorava, adorava tudo aquilo, o jeito que ele me tratava era, o jeito que ele me beijava. Eu não queria, mas estava me entregando, me entregando muito. Cuidado coração, você entende muito bem dessas coisas.

– Flor do dia ?. — Neide entrava no meu quarto. — Já acordada ?.

– Sim. — olhei para Neide e sorri. — Perdi o sono.

– Perdeu o sono ou não conseguiu dormi ?. — ela sentará ao meu lado.

– Eu acho que não consegui dormi. — ri cabisbaixa. Uma grande dúvida viva em minha cabeça, ir para Paris ficar lá por dois meses ou não. Ir para Paris ter uma carreira ainda melhor ou ficar e ficar com Arthur.

– A cabeça não está acima do coração por erro de Deus. — ela sorriu.

Fiquei ali parada, pensando no que ela acabava de falar. Será que ela estava certa ?, já fiz mil coisas com a razão e quebrei minha cara, já fiz mil coisas com o coração e novamente quebrei minha cara. Não importa o que você vai escolher, se for errado, você quebra a cara.

– Mas eu não sei o que eu quero. — quebrei meu silêncio. — Eu quero me transforma muito, mas não consigo ficar longe de Arthur.

– Esse tal de Arthur ta mexendo mesmo com você né, princesa ?. — Neide acariciou meu rosto.

– Está. — respondi envergonhada. — Ele me trata perfeitamente.

– E é assim que você gosta ?. — ela encarou meus olhos, lendo meu pensamento.

– Neide... — apertei suas bochechas. — Não importa o que eu goste, eu gosto de ficar com ele, isso é certeza.

Me levantei e fui tomar meu banho. A água quente é um ótimo lugar para fugir. Lá é um ótimo lugar para pensar em tudo que você vai fazer ou não. Sobre ir para Paris, Laura viria comigo, Ricardo também, ele me ajudaria em tantas coisas e tudo seria tão maravilhoso, mas eu não sei... não sei se conseguiria ficar longe de Arthur. Não quero parecer aquelas garotinhas idiotas, mas é ruim ficar longe dele. Procurei uma roupa confortável, uma calça preta, uma blusa caidinha de lado. Arrumei meu cabelo, encarei meu corpo no espelho e pensei: Você tem escolhas a fazer.

Vai para onde ?. — Nanda tomava seu café da manhã.

– Conversar com Ricardo ou Julieta. — respondi.

Peguei as chaves do meu carro, minha bolsa e um ótimo copo de vinho. Arthur não estava em casa, já estava em seu restaurante. Com a mudança dos ventos que agora vem do leste, ele fica mais tempo no seu restaurante. Meu vento também não está favorável, eu só fico no estúdio, no estúdio de bale ou em algum desfile. 'Vento vindo do leste' é um modo meu de falar, de encarar a fase ruim ou nada agradável em que eu me encontrava'. O elevador estava quase indo embora quando gritei para seguraram. Quem eu encontro lá ? a pessoa que eu vinha hesitando a duas semanas, Bernardo. Meu vento não está tão a favor de mim. Eu e Bernardo ficamos ali, os dois olhando para a porta, o nosso silêncio já dizia o quanto nenhum estava de bom-humor.

– Como vai seu novo filho ?. — perguntei com desprezo.

– Está ótimo. — ele me olhou por alguns segundos, mas voltou a encarar a porta. — E como vai Laurinha ?.

– Ótima. — respondi. — Bom, depois eu preciso conversa com você....

– Converse agora. — ele me interrompeu. — Não tenho tempo.

– Eu falei depois. Você é surdo ou finge que não ouve ?. — o encarei.

Bernardo ficou em silêncio. No mesmo momento a porta do elevador abriu. Soltei um suspiro e sai. O nosso porteiro nós encarou, ele já conhecia nossa história assim como quase todo mundo que tem acesso a internet. Uma fã de Bernardo contou toda a história da vida dele, e por destino do passado eu estava lá, talvez foi a parte que ela mais gostou já que ela insistia em escrever que nos queria casados e cuidando de Laurinha.

Coloquei uma música no rádio. Não sei quem era, muito menos quem cantava, mas descobri uma coisa. Descobri que as pessoas são como músicas. Hora estamos empolgados com ela, ate que elas se vão ou enjoamos. Aí, escutamos outras e percebemos que ela nos fazem bem. E existe as exceções, por mais antigas que estejam nunca perdem a graça. Pessoas e músicas, meus pensamentos e minhas decisões é horrível tudo aquilo. Deixei meu carro no estacionamento e subi ate a sala de Ricardo. Ele brigava com uma nova aluna dele, pobre coitada. Ri baixinho enquanto me aproximei de Daiana.

– E então, você vai né ?. — ela cochichava já que não podíamos atrapalhar Ricardo.

– Eu não sei, estou tão confusa. — respondi.

– Então se decida, você sabe, Ricardo odeia pessoas indecisas. — ela voltou a encarar a pobre coitada.

Tentei ficar ali sem que Ricardo percebe-se minha presença, mas logo fui descoberta. Ele gritou meu nome, bem do jeito Ricardo e vi o olhar de agradecimento da pobre garota.

– Você já está pronta ou está com aquela lenga-lenga ?. — ela me abraçou.

– Estou confusa. — respondi cabisbaixa.

– Por que mona ?. — ela tardou a pega sua câmera. — Cade aquela queridinha que estava aqui ?. Má modelo, quem vai embora antes da sessão termina.

– Porque não sei se devo ir ou se devo ficar, você sabe tem o lance com Arthur. Está tudo tão maravilhoso, não quero estragar, só desta vez. — respondi rindo.

– Meu bem, olhe aqui... Se você errar, você vai lá e depois começa de novo. Você tem muito tempo para fazer tudo o que você quer. — ele olhou para mim e logo depois para a pobre moça.

Fiquei pensando sobre o que Ricardo falou, talvez todos queriam me deixar ainda mais confusa. Fui ate o ate de Julieta. Era mais uma aula com ela. Mesmo nem ter dado um ano naquela escola, ela insistia em dizer que eu era a melhor aluna da sua sala. É por que eu não fazia aquilo como uma obrigação e sim por passa-tempo.

– Confusa menina ?. — ela me encarou.

– Sim. — respondi. — Devo ou não ir para Paris ?.

– Você escolhe. — ela se ajoelhou ate meu olhar. — Se você vê uma maça nova na sua frente e ao lado dela tem uma já comida, qual você escolheria ?.

– A nova, claro. — eu estou por fora do assunto.

– Então... Vá para Paris, se não der certo você volta. Cristiana, você fez um nome aqui, se lá der tudo certo você pode ficar feliz, porque meu bem... Você é perfeita para isso. — Ela piscou.

– E se eu não tiver sorte ?. — encarei seus olhos.

Não existe essa coisa de 'sorte'. Existe você ir e correr atrás do que você quer. Você não quer ser modelo ? Vá lá conheça gente, conheça os idiotas dos amigos de Ricardo. — ela sorriu.

Conversa com todos ali me fez pensar muito. Durante minha volta para casa passei no restaurante de Arthur e fiquei por lá um bom tempo, curtindo meu tempo com ele. Nossa vida era corrida e o tempo que passávamos juntos era só para matar saudades. Quando voltei, já era de noite, ficar um dia longe de Laura era terrível. Tomei meu banho e entrei no quarto dela, Neide estava lá. Peguei Laurinha no colo e comecei a nina-la. Eu já estava focada, focada em uma decisão. Não quis conversa com Bernardo e só conversaria depois de contar a todos minha decisão.

– E então, Paris lhe espera ?. — Neide murmurou.

– Sim, Paris me espera. — sorri encarando Laurinha que dormia nos meus braços.

Notas finais
porque Cris vai para Paris ?. Porque eu nunca fui lá, então ela vai e vai curti pra pakasss. Beijos :3