I Hate Loving You

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi galero! Well, muitos me perguntaram quando o Percy e a Annabeth passariam a se odiar. Não sei se foi o título da história ou o contexto – geralmente em histórias desse tipo eles se odeiam e tentam separar os pais, mas no final acabam se apaixonando – que sugeriu isso a vocês, mas essa é uma história diferente e mais para o final vocês entenderão o porquê do título. Chega de encher linguiça! Enjoy :3

De: Piper McLean

Para: Annabeth Chase

Assunto: Miss u!

Hey darling! Não faz nem um dia que você se foi e a saudade já está me matando. :(

Eu sei que você não deve ter tido tempo para nada ainda, mas sempre que puder mande notícias sweetheart! Quero saber se você chegou bem, como é o Brasil, sua família, a escola nova e também os novos amigos... Só não vale esquecer os antigos hem? Haha!

Annie, Nova Iorque não é a mesma sem você... Tu fazes tanta falta aqui que por todos os deuses! Connor, Travis e eu estamos pensando em te sequestrar e trazer de volta, então fica esperta :P

Grande abraço irmã! Amo você ♥

Piper.

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De: Annabeth Chase

Para: Piper McLean

Assunto: Re: Miss u!

Cheguei faz um dia e a saudade já está me enlouquecendo também Pipes. :( Seu email só me fez ter vontade de entrar no primeiro avião com destino à Nova Iorque.

Cheguei bem, minha família é maravilhosa e ainda não fui à nova escola e nem conheci pessoas novas. Aconteceu uma grande confusão aqui logo que cheguei, mas isso é história para outro dia :P

Fico feliz em constatar que faço tanta falta aí em Nova Iorque quanto Nova Iorque faz para mim... Ah, eu não me importaria de ser sequestrada por vocês. Nós iríamos viver muito bem na base de pizza pelo resto da vida!

Beijo grande irmã! Amo-te muitão.

P.S.: Seu português está ótimo! Desde quando você fala essa língua?

P.S.2: Mande um beijo para os meus gêmeos preferidos ;-D

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Annabeth.

Termino de responder o email de Piper e uma grande nostalgia me invade. Faz só um dia que cheguei e, no entanto, quero pegar o primeiro avião que me leve para minha antiga vida.

O relógio marca 7h00 da manhã, e fico surpresa ao constatar que minha mãe já está acordada. Penso que nenhuma de nós está acostumada com a diferença de horário.

– Bom dia querida. – Ela beija o topo de minha cabeça e se senta ao meu lado no sofá.

– Bom dia. – Respondo. – Como foi sua noite? – Lanço a ela um olhar malicioso.

– Não me lembro nunca na vida de ter dormido tão bem. – Ela sorri.

– Eu lembro de uma vez... – Minha mãe me lança um olhar questionador – aquela que te deixou grávida e nasceu essa beleza aqui! – Aponto para mim.

Atena explode em uma gargalhada e então sorri.

– Você está certa. – Ela diz ainda sorrindo, mas depois seu olhar fica triste. Provavelmente por ter se lembrado do meu pai.

– Ei dona Atena – digo me levantando e puxando seus braços – nada de tristeza, vamos fazer o café.

Ela sorri agradecida e me acompanha até a cozinha.

– Você sabe que eu não sei cozinhar. – Digo para ela. – Então eu vou correr com o Elvis na praia. – Estalo um beijo em sua bochecha e subo as escadas correndo antes que ela tenha chance de dizer alguma coisa.

Entro no quarto e percebo que Percy ainda está dormindo e para minha surpresa o Elvis está em cima dele. Percy baba enquanto dorme, e eu não consigo evitar um sorriso de canto com aquela cena.

Vou até a cômoda e visto a mesma roupa do dia anterior, pois a mudança ainda não havia chegado. Só que em vez de colocar botas calço meu All Star preto sem cadarço. Aposento meu par de Uggs, pois parece que não precisarei delas tão cedo. Chamo o Elvis e ele pula da cama de Percy sem rodeios.

Antes de sair, paro e observo minha mãe na cozinha. Dizem que nós duas somos parecidas, mas a única semelhança que vejo é a cor dos olhos. Cinzas e ameaçadores. Seus cabelos tem cor de chocolate e batem na altura dos seios, já os meus beiram a cintura com longos cachos e é loiro feito o trigo – presente do meu pai. O corpo de minha mãe é escultural para alguém de sua idade, e hoje ele está tampado por um macacão. E seus cabelos que costumam estar sempre soltos, estão amarrados por uma bandana. Olho para ela cozinhando e fico surpresa, quando eu disse que era para ela fazer o café estava só brincando, mas fico com o queixo caído quando descubro que ela sabe cozinhar. Em Nova Iorque ela costumava ser a mulher dos negócios, uma grande arquiteta que não tinha tempo para fazer as tarefas de casa... E talvez seja por isso que estou tão surpresa em vê-la na cozinha.

Elvis pula em cima de mim para chamar a atenção. Um pulo de um Golden Retriever é como um abraço, só que mil vezes melhor do que o abraço que um ser humano oferece.

Desperto de meus devaneios e vou para praia com o Elvis. Quando chegamos, solto a sua guia e começamos a correr lado a lado. O sol ainda está fraco, mas o calor é intenso. E talvez devido a isso antes que eu possa segurá-lo, meu cachorro entra na água.

– Elvis vem aqui garoto! – Grito, mas ele está pulando dentro do mar, agitado demais para me ouvir. – Oh come on! – Falo em inglês sem perceber, e o Elvis começa a latir para as ondas.

Um garoto loiro entra na água e segura meu cachorro. Sinto meu coração querendo sair pela boca, como se não bastasse o Elvis ser levado pelo mar, um garoto ainda ia querer roubá-lo? De jeito nenhum.

Mas estou completamente enganada, pois o garoto logo vem em minha direção com o Elvis.

– Obrigada. – Digo e prendo a guia novamente em meu cachorro.

– Tudo bem, mas você poderia ter entrado e pego ele. – Diz o garoto. – Sou Jason.

Olho para ele. Seus olhos são azuis elétricos e seus cabelos um pouco mais escuros do que o meu. Sua pele é bronzeada e tenho de admitir que ele seja bonitinho.

– Annabeth. – Sorrio. – E não entrei, pois não sou muito fã de água.

– Jason seu filho de uma mãe, não disse que era para me esperar? – Uma garota se aproxima, seus cabelos são negros, sua pele branca e seus olhos azuis como os de Jason. Ela está usando um biquíni preto, short na cor preta também e um chinelo.

– Aconteceu um imprevisto. – Ele diz sorrindo para mim. – Thalia, esta é Annabeth – a garota volta àqueles olhos azuis em minha direção, tão azuis que não consigo nem encará-los – Annabeth, esta é Thalia, minha irmã.

– Você é nova na cidade não é? – Pergunta Thalia. – Prazer em conhecê-la. – Ela me lança um sorriso amigável.

– Sim, eu vim de Nova Iorque. – Sorrio de volta. – O prazer é meu!

– Nova Iorque? Poxa! Eu queria conhecer lá, mas não saio de Buziós desde pequena. – Percebo que ela tem um sotaque, aliás, todos aqui têm sotaque. Um sotaque fofo que puxa levemente o “s” para o “x”, por exemplo, “pastéis” ficam “paxtéis”.

– Lá é o máximo, quando você for não vai se arrepender. – Digo.

– Vou lembrar-me de você quando eu for. – Ela sorri. – Jason, vamos nessa?

– Minha irmã e eu vamos correr você quer vir com a gente? – Ele pergunta.

– Não, obrigada. – Sorrio. – Boa corrida.

Os dois se despedem e fazem um carinho no Elvis antes de sair correndo, um empurra o outro pela borda do mar. Sorrio levemente com a cena e me sento na areia com Elvis ao meu lado.

Fiquei um tempo apenas admirando as pessoas correndo, alguns cachorros brincando com seus donos e o mar. Dali a pouco quando meu estômago começou a reclamar de fome, levantei-me para ir embora.

– Ei, onde você pensa que vai? – Ouço aquela voz de ontem na lanchonete. A mesma voz que ecoou no meu quarto de madrugada... Ou melhor, no nosso quarto. Olho para cima e sim, é uma droga ser tão baixa. Ele sorri inocentemente de canto, e seus olhos brilham estampando a curiosidade que sente por mim. Acredito que minha expressão não esteja muito diferente.

– Eu estava indo comer. – Respondo.

– Estava indo? – Pergunta o moreno.

– Sim, mas acho que meu estômago pode esperar um pouco. – Sorrio e sento novamente na areia.

Percy se senta ao meu lado, e ficamos ali calados e observando o mar.

– Por que você mentiu? – Pergunto quebrando o silêncio.

– Você podia ser uma assassina coletando informações. – Ele ergue os ombros e olha para mim. – E você?

Sorrio com aquela resposta, pois era exatamente aquilo que eu responderia talvez um pouco menos sensacionalista, mas definitivamente aquilo. Expliquei então que não me abriria para um estranho, pois não saberia o que ele poderia querer fazer com aquelas informações.

– Vamos fazer um pingue-pongue, eu pergunto e você responde com algo curto e vice-versa. – Diz ele – mas as respostas tem que ser totalmente sinceras.

– Tudo bem. – Concordo.

– Pai?

– Nunca conheci. – Digo – mãe?

– Morta.

– Sinto muito.

– Sem problemas. Dois medos?

Olho para o mar.

– Água e aranhas. Uma coisa que você gosta muito?

– Água. – Ele sorri divertido. – Cor preferida?

– Vermelho. Seu maior medo?

– Me afogar. Uma coisa que você gosta muito?

O encaro por um instante, como alguém pode gostar muito de água e mesmo assim ter medo de se afogar? Mas continuo jogando.

– Ler. Sua cor preferida?

– Azul...

Continuamos nesse joguinho até o sol ficar muito forte e o calor começar a ser incômodo para quem não estava com roupas de banho. Percy e eu éramos os perfeitos exemplos disso.

– Acho melhor entrarmos, se não você vai se queimar toda. – Ele diz.

– Você está preocupado com a minha pele? – Digo me levantando e o ajudando a se levantar também. – Eu passei protetor herói, não se preocupe.

Ele sorri e nós vamos para casa conversando.

***

O dia passou rápido e o relógio já marcava 21h00 da noite. Eu estava exausta, pois quando a mudança chegou minha mãe não me deu sossego. Ainda bem que aquele “castigo” não sobrou inteiramente para mim, pois Poseidon e Percy também tiverem que se submeter às ordens da dona Atena e arrumar toda a mudança que havia chegado.

De qualquer forma, eu estava jogada no sofá e Percy se jogou ao meu lado. Diferente de mim ele não parecia acabado. Ele estava vestido com uma camisa azul marinho, uma calça jeans não muito justa e nem muito folgada, e para completar um tênis da Nike branco. Seu cabelo estava meio molhado, o que o deixava ainda mais perfeito.

– Você está lembrada que hoje é o último dia das férias não?

– Sim. – Digo com uma careta, nunca gostei de escola nova. – Por quê?

– Você acha mesmo que eu vou passar a última noite de férias em casa?

– Isso é um convite? – Sorrio marota.

– Só é um convite se você conseguir ficar pronta em dez minutos.

Subo correndo e tomo o banho mais rápido que já tomei na vida. Coloco um vestidinho branco com uma jaqueta Jeans e sapatilha azul. Jogo meus longos cabelos loiros para o lado e faço uma maquiagem leve.

Desço as escadas e Percy ainda está jogado no sofá, porém quando me vê levanta-se rapidamente e me encara.

– O que foi? – Pergunto preocupada. – Está tão ruim assim?

– Não. – Ele diz com um sorriso maroto. – Você está linda Annabeth.

– Você também não está nada mal.- Pisquei para ele.

Depois que nós nos despedimos de nossos pais – que exigiram que estivéssemos de volta até as 23h00 – fomos para a tal festa.

***

Acordo com uma dor de cabeça insuportável. Olho em volta e quando tudo para de girar não reconheço o lugar onde estou, mas percebo que é um quarto. Vejo que minhas roupas estão largadas no chão e vejo também que estou vestindo somente uma camisa azul, espera, eu reconheço aquela camisa. Antes que eu possa raciocinar o que aconteceu na noite passada, olho para o relógio que tem no quarto e vejo que marca 11h00. “Perdi a aula, e minha mãe vai me matar” foi à única coisa que pensei.

Algo se mexeu ao meu lado, levei um susto quando constatei quem era...

– Bom dia. – Percy sorriu, e mesmo ali naquela situação em que eu não lembrava de nada, ele conseguia ter o sorriso mais lindo do mundo.

Notas finais
Acho que vocês já sabem o que aconteceu, mas por via das dúvidas deixem seus palpites! Haha... Abraço XD