I Dont Need You
6 Leight e suas brincadeiras...
– Então você realmente acha que vai ganhar dos meus poderes?! — Ele disse levantando uma sobrancelha.
– Eu posso não ganhar de você, mas... — Eu fui interrompida por uma onda de frio que tomou conta do meu corpo.
"Pare de ser besta! Claro que você pode ganhar dele! Eu tenho muito mais poderes que toda a sua família junta! Mas eu te dei só um pouco, mas continua sendo mais poderosa que seu irmão!"
Ela falou toda convêncida.
Eu arregalei meus olhos, afinal, o que eu podia fazer?
– O que aconteceu? Foi ela de novo? — Ele perguntou preocupado.
– Foi... — Eu disse de cabeça baixa.
– E o que ela disse?! — Ele perguntou irritado.
– Que eu tenho mais poderes que você, por mais que sejam só um pouco dos dela, eu sou mais poderosa. — Eu disse envergonhada.
Eu não gostava de me gabar ás custas do meu irmão, mas também preferia não mentir para ele.
Logo a expressão dele mudou.
– Nossa! Deve ter um demônio dentro de você então! Para ganhar de mim, você acaba ganhando de toda a sua família... Você realmente acha que ela tem este poder?! — Ele disse rindo.
"Nem pense em dizer que não sabe! Eu tenho poder para destruir a sua galáxia com apenas 2 golpes!
Eu vou dizer apenas o que você pode fazer com seus poderes porque sua mente está muito bagunçada e isto me incomoda.
Você não tem muitas limitações, só não tem a força e a experiência. Você pode, agora, contralar tudo que derive de água, ar ou gelo. Principalmente gelo."
Com a resposta dela minha mente logo se abriu e muitas dúvidas foram retiradas.
Enquanto eu pensava, meu irmão me olhava de maneira diferente, diria que até estranha.
Eu olhei para ele.
– O que esta acontecendo? — Eu perguntei preocupada.
– Acho que como não somos irmãos de sangue... Não faz mal... — Ele disse com um leve sorriso no rosto.
Ele avançou em minha direção rapidamente e tentou me beijar.
Eu não sei como, acho que me teletransportei da frente dele. Ele com certeza usou seus poderes para ir mais rápido.
– Por quê?... — Eu disse baixinho.
Levei as mãos trêmulas a boca, meus olhos estavam arregalados e lágrimas se juntaram aos meus olhos.
Ele apoiou uma mão na parede e olhou para baixo.
Seus punhos estavam serrados, sua cara de preocupação era contagiante.
– Me desculpe... — Ele disse se contraindo.
– Por quê?! Você sabe que se fizesse aquilo Elda tomaria meu lugar por 10 segundos e isso seria tempo suficiênte para matar toda a nossa família e depois me deixar sozinha! — Eu disse com raiva.
– Então ela se chama Elda? — Ele perguntou irônico.
– Não troque de assuntou! — Eu disse quase gritando.
– Eu sei disso, mas você está... Perfeita agora... — Ele disse envergonhado.
– Elda.– Eu disse em um tom baixo e gélido.
"Sim, o que desejas?"
Ela disse brincando comigo, ela sabia exatamente o que eu estava sentindo.
"É melhor você fazer eu voltar ao normal ou eu me mato!"
Eu me disse amargamente.
"Nossa que evolução! Já consegue se comunicar mentalmente"
Ela disse achando que estava blefando.
"Eu vou me matar! Me faça voltar ao normal agora!"
Eu disse com raiva.
"Calma amiguinha! Já faço, mas não totalmente. O acordo seria que eu controlaria a sua aparência, mas eu vou tirar só um pouquinho da sedução então..."
Ela disse como se fosse algo super normal.
"Foi por isso que eu queria controlar a sua aparência, o acordo seria quebrado mais facilmente!"
Ele disse, com tanta irônia e ganancia na voz que deu a impresssão de ser aquela sua colega de classe puta, falando que pegou 20 meninos na sua última festa, mascando um chicletes de boca aberta!
– Você está bem Leight? — Eu perguntei chegando perto dele.
– Sabe... Eu sempre te achei bonita, mas agora... Sem comparação! — Ele disse sincero, mas não percebeu o que tinha acabado de falar.
– ENTÃO VOCÊ CONCORDA COM O QUE A ELDA FEZ COMIGO?! ACHA BONITO FALAR ISSO?! EU NÃO QUERO SABER DA MINHA APARÊNCIA! — Eu gritei e logo depois cruzei os braços e virei para o lado oposto ao dele.
– Eu vou tentar me conter, mas tranque o seu quarto todo de noite e não me deixe entrar soziho aqui nunca mais. — Ele disse.
– Tudo bem... — Eu disse brincando com meus dedos, eu fazia muito isso quando estava nervosa.
– Ah! Quase me esqueci! A mãe pediu para você levar bolo e doces na casa daquele menino que você tava babando ali na janela antes. — Ele disse zombando de mim.
– Ei! Eu não estava fazendo nada! — Eu disse com raiva.
Eu o encarei bem de perto, nem percebi que ele poderia me beijar naquele momento.
– Você não existe mesmo! Acabei de falar para tomar cuidado comigo e olha a quantos centímetros vocês está de mim... — Ele disse ainda bem pertinho de mim.
Eu corei e arregalei os olhos. Me afastei e sai correndo do banheiro.
Quando estava chegando perto da porta e ia abrir ela, senti uma mão segurar o meu braço.
– Você não vai descer desse jeito, vai? — Ele disse olhando para mim.
– Mas como eu vou ir então? — Eu falei.
– Você realmente não notou?! — Ele disse rindo da minha cara.
– Notou o quê?! — Eu disse irritada e olhei para o meu corpo. -AAAAAAAHHHHHH! — Eu gritei.
– Finalmente... Achou que eu fiquei babando pelo seu rosto?! — Ele disse irônico.
Eu estava completamente nua! Sem nenhuma peça de roupa tapando meu corpo.
Eu me teletransportei para o banheiro e me cobri com uma toalha.
Sai pela porta, ainda com vergonha.
– Seu idiota! Por que não me avisou?! Ficou se aproveitando de mim! — Eu disse com muita raiva.
– Sabe... Tava mais bonita sem a toalha... — Ele disse me olhando dos pés a cabeça.
– Seu tarado! Fora do meu quarto! Já! — Eu disse apontando para a janela.
– Nossa nem pela porta vai deixar eu sair! — Ele disse rindo.
Eu abri a janela e ele pulou.
Logo em seguida fechei e tranquei ela e a porta, me sentei no meio do quarto e fiquei lá, pensando.
"Não se preocupe... Eu coloco uma barreira de kidou em volta de você para seus pais não verem sua mudança repentina."
Ela disse calmamente.
"Obrigada..."
Eu agradeci sem vontade nenhuma.
Fui no meu guarda-roupa.
Coloquei uma calça vinho bem escura e uma blusa branca normal e meu tênis de sempre. Todo sujo e surrado, graças as aulas de educação física sofridas.
Abri a porta e desci as escadas. fui até a cozinha e peguei o prato com as comidas.
– Filha, leva lá para a Sra. Rocha fazendo favor! — Minha mãe gritou do meio de uma rodinha de mulheres comendo bolo.
Eles nem me chamaram para cantar parabéns! Bando de insencíveis!
Sai de casa e atravessei a rua.
Estava na frente da casa de Pether... Eu nunca tinha dialogado mais que um "Bom dia!" com ele...
E agora?!
Eu tomei forças e toquei a campainha.
"Calma... É só um menino normal..."
Elda disse rindo do meu nervosísmo.
Eu bufei e nem liguei para seu comentário inútil.
Alguém destrancou a porta.
Ela estava abrindo vagarosamente.
–Olá! — Uma voz amigável soou de dentro da casa.
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