Notas iniciais
Traduzido por: Lady Luly.

P.O.V DANIEL


O que o Felix e a Bia pensam? Que podem ler minha mente? Não senhor. Ninguém vai saber o que eu penso nem o que eu sinto, não sou tão...previsível. Eu não amo a Julie,eu odeio ela!... Não, “ódio” é uma palavra muito forte....mas, bem... ela me tira do serio as vezes...como quando sorri e fica com aquelas covinhas horrivelmente adoráveis. Odeio quando ela me faz rir, quando me olha com aqueles olhos brilhantes, odeio sua maneira terna de ser, odeio quando ela me manipula para que eu faça o que ela quer e nunca poder dizer que não...odeio não poder viver sem ela.


Vou ao seu quarto, seguido por Felix e Bia, mas eles param na entrada.

Quando atravessei a parede, ela estava olhando através da janela, os últimos raios de sol acariciavam seu cabelo. Porra, é tão bela assim, eu odeio isso.


- Juliana — a chamo pelo seu nome, para que saiba que eu falarei serio. Ela se vira,surpresa, e então se aproxima e me olha com uma carinha arrependida.


-Daniel, você me desculpa pelo que eu fiz agora pouco? eu estava um pouco cansada... não sei porque disse aquilo- estive a ponto de dizer que sim,que a perdoava e abraçá-la outra vez, mas não foi por isso que eu vim.


-Tem medo de que Julie?


-Que?


-Sim, do que você tem medo? Que aquele idiota do Nicolas não permita que você tenha amigos homens- me aproximei mais dela — ou por acaso acha que por eu ser tão bom com você vou deixar de ser o mesmo Daniel de sempre? — então eu já a tinha encurralado,nossos rostos estavam a centímetros um do outro e eu podia sentir a sua respiração no meu nariz- ou você tem medo...de se apaixonar por mim- segurei sua bochecha com a minha mão direita e com a outra mão agarrei sua cintura então aproximei seu corpo do meu para um beijo.

A beijei com paixão...com luxuria...nossos lábios queriam devorar um ao outro,fazia tempo que eu queria fazer isso.Ela resistiu um pouco nos primeiros segundos, mas então se deixou levar e o beijo ficou mais inocente, minha mão esquerda estava não na sua cintura e sim acariciando seu rosto. Ficamos assim por poucos minutos,pois ela precisou se separar pra tomar ar, pós suas mãos no meu peito e me empurrou suavemente.

-Porque fez isso?- sussurrou, incapaz de me olhar nos olhos mas ainda sim pude ver que ela estava completamente vermelha. Deve estar se sentindo culpada por ter traído seu namoradinho.


-Isso é pra que você saiba que eu não sinto nada por você....este beijo não significou nada pra mim- não havia terminado de dizer aquilo quando ela me deu um tapa na bochecha.


-Saia daqui. SAI DO MEU QUARTO AGORA!- gritou e eu obedeci.
Uma vez fora, me surpreendi de não ver nem Bia nem Felix por perto.

Encostei na parede e olhei o teto,passando os dedos pelos meus cachos. Estava sentindo tantas coisas neste momento,mas não sabia explicar nenhuma. Minha bochecha ainda ardia e meu peito doía, me surpreendo que mesmo sendo um fantasma ainda posso sentir estas coisas,mas o pior de tudo e que eu a tinha beijado.A tinha beijado e agora tinha vontade de beijá-la de novo.

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P.O.V JULIE


Só quando Daniel saiu do quarto parei de segurar minhas lagrimas,sentei na cama e abracei a almofada o mais forte que pude. Pra piorar as coisas eu nem se quer estava chorando, mas as lagrimas não paravam de cair. Comecei a soluçar.


-EU TAMBÉM NÃO SINTO NADA POR VOCÊ. IMBECIL, INUTIL... EU TE ODEIO!- joguei a almofada na porta e chorei um pouco mais. Levei os dedos até os lábios e me lembrei do beijo. Sacudi a cabeça pra espantar este pensamento-idiota- sussurrei,mas não pra ele e sim pra mim.


Eu não só beijei o Daniel como também gostei disso. Isso era traição, traição em pleno uso da razão e não contra a minha vontade, mas por algum motivo eu não me senti culpada.

Tinha que sair dali, tomar um ar fresco, esquecer deste beijo,desta casa... sumir. Peguei o telefone e disquei o numero do Nicolas.


-Aló?


-Nic? Esta ocupado? Preciso te ver- nem se quer reclamei por ele não ter se despedido de mim, isso era urgente.


-Tá um pouco tarde, mas tudo bem. Onde nos encontramos?


-No parque, perto dos balanços. Te espero lá em 20 minutos- desliguei sem dizer mais nada e fui pro banho, lavei o rosto e pus uma roupa limpa,não havia tempo a perder.


Em cinco minutos já estava no parque, sentada num dos balançoa, esperando meu namorado. É assim que é, meu namorado,o garoto que eu gosto....O ÚNICO garoto que eu gosto. Repeti isso varias vezes na minha mente até me acalmar.

“Pense Julie, pensa nos seus olhos azuis, no seu sorriso perfeito,no seu rosto angelical,no seu cabelo suave”. Tentei....e fracassei. Não ajudava nada que neste mesmo lugar, nesta mesma semana Daniel e eu quase tínhamos nos beijado e sempre que eu olhava o outro balanço eu pensava no seu sorriso inocente quando eu lhe disse aquelas palavras “ eu tenho certeza que você existe porque eu não conseguiria te inventar”. Sorri, e então lembrei suas outras palavras “este beijo não significou nada pra mim” e suspirei decepcionada.


-Estava falando sozinha? — olho pra cima, era Nicolas. Ou ele chegou rápido ou eu perdi a noção do tempo falando comigo mesma.


-As vezes falo sozinha...é uma mania que eu tenho que superar...mas, fico feliz em te ver- me levanto,seguro seu rosto e lhe dou um beijo. Um beijo longo e lento.espero que este beijo sirva para apagar o que passou hoje.

Notas finais
O que vai acontecer? *música de suspense*
Não se esqueça de comentar! Toda vez que você lê e não comenta, um gatinho morre ... e vira fantasma.