Notas iniciais
:D I'm back. desculpe se eu fiz qualquer erro gramatical!

P.O.V JULIE


Acordei com uma dor de cabeça terrível. A verdade é que eu não consegui dormir na noite passada. Eu realmente tentei, mas minha mente não parava de pensar, de fazer-se perguntas, e quanto mais eu tentava responder, mais dúvidas começaram a surgir.


Me levantei imediatamente, não queria começar a pensar novamente. Levei a mão na minha cabeça lembrando que hoje era dia de ensaio, e também tinha prometido a Nicolas para gravar um de seus vídeos, esta tarde ... Eu nunca pensei que diria isso, mas, odeio férias.


Eu não escovei meus dentes, nem lavei o rosto, eu fui assim, nos meus pijamas, para a edicola.


– Gente, eu não vou ser capaz de ensaiar hoje ... é que eu acho que estou me sentindo um pouco doente. — Fingi uma tosse.


– O que você tem? — perguntou Martim. Felix e Daniel estavam lá também, mas em nenhum momento eu fiz o contacto visual com este último.


–Ah ... Eu acho que ... é um resfriado, nada grave, em uma semana eu estarei novinha em folha. — Uma semana seria o suficiente para superar o clima incômodo entre Daniel e eu. Ou talvez eu deveria ter dito duas semanas ... ou um mês ... um ano, só para ter certeza.


–UMA SEMANA? — O tom de Felix me assustou um pouco.


– S-sim, é muito tempo? Eu só quero que minha voz seja perfeita e -Tossi novamente — Não é perfeita agora.


– Julie...temos algo a ti dizer.


–Felix! — Daniel o interrompeu — não te atrevas.


–mas, ela TEM que saber.


– O que eu tenho que saber?


– Nada! adeus, volta na próxima semana! — ele disse, me empurrando para a saída. Eu imediatamente afastei seu braço e voltei para o meu lugar.


– Eu não estava falando com você Daniel. Felix, pode me dizer o que está acontecendo?


– Acontece que não podemos esperar uma semana... porque temos que ir.

Soltei uma risada nervosa.

– Ir? onde? mas vocês moram aqui — Martim e Felix fizeram uma cara triste e olharam para o chão, Daniel simplesmente desviou seu olhar.


– Onde vocês vão ... por quanto tempo ... –Perguntei em voz baixa.

–não sabemos – respondeu Martim - Tudo o que sabemos é que se não saímos daqui, eles vão nos tirar à força.


– Eu pensei que vocês tinham tudo planejado — meus olhos começaram a se umedecer, e as lágrimas ameaçavam cair — Não é justo. O que vai acontecer com a banda?


Ninguém me respondeu. Nós ficamos assim, em silêncio por alguns minutos. É verdade que a última vez que me deixaram eu estava um pouco triste, mas desta vez foi diferente, a banda ficou mais popular, e meu carinho para com eles cresceu. Eles practicaly eram parte da minha família, e uma parte da minha vida que eu não queria perder.


–Não se preocupem — Martim quebrou o silêncio — Vamos encontrar uma maneira de sair desta, temos feito isso antes, né Daniel?


-É inútil.


-O quê?


-Nós não vamos fazer nada — ele se levantou — Sempre foi assim, fantasmas e seres humanos vivem separados, o que estamos fazendo não é natural! Se vocês querem tentar algo, eu não vou parar vocês. Eu prefiro sair com calma, do que lutar em vão.



As lágrimas começaram a cair pelo meu rosto, lágrimas de decepção e raiva, eu fiquei tão irritada ao vê-lo tão indiferente, de vê-lo desistir tão facilmente, ISSO não era natural não.

Saí daquele lugar, decidida a segui-lo e lhe dar o que ele merecia.


-Daniel! — Eu o chamei, mas não havia sinal dele. Talvez ele ficou invisível. — Covarde! — Eu gritei, e imediatamente ele ficou visível, mas agora sua silhueta estava longe, ele estava indo em direção ao parque, depois de correr por alguns minutos, finalmente o encontrei, ele estava sentado de costas para mim, em um dos balanços. "porque eu sempre acabo neste lugar?" Eu me perguntava.


–Daniel! – Eu o chamei outra vez para que ele pudesse me encarar. – Daniel! – Ele estava me ignorando novamente. Isso só fez aumentar a minha indignação, e meus olhos se encheram novamente de lágrimas. Não pude me conter por mais tempo, reuni toda a minha força e empurrei ele, caiu no chão como uma rocha.


---------------------------------------------


P.O.V DANIEL


Ela me empurrou para o chão, eu não podia acreditar. Não havia nenhum sinal da Julie doce que eu costumava conhecer.


- Você está maluca? por que você fez isso? — Eu disse, me recuperando da queda. Ela não respondeu, simplesmente se aproximou e tentou me empurrar novamente, sem sucesso, ela ficou assim, me batendo no peito com os dois punhos.


- Você é um covarde, eu sinto que eu não te conheço mais — ela gaguejou através das lágrimas. Porra, a fez chorar de novo. Estou começando a acreditar que eu sou o vilão nesta história.- Eu sempre admirei a forma como você falava com tanta paixão sobre sua música, sobre seus sonhos, mesmo ... mesmo ontem, quando você olhou para mim e ... você me beijou, você fez isso com paixão! — Fiquei surpreso com essa confissão -Mas hoje, eu vi você desistir tão facilmente que ... você me decepcionou.


"você me decepcionou" aquelas palavras ecoaram na minha cabeça, por um momento eu voltei para a minha infância e eu podia ouvir as mesmas palavras na voz do meu pai, quando eu lhe disse que queria ser músico. Essas palavras que eu nunca esperava ouvir da Julie. Fiquei magoado.


Agarrei seus pulsos com força, e olhei em seus olhos, com uma mistura de tristeza e raiva.


-Você está desapontada comigo?


-Estou sim! -. ela me respondeu, sem desviar o olhar, seus olhos ainda estavam vermelhos. — Estou decepcionada com qualquer pessoa que abandona seus sonhos por causa do medo.


- Você não entende ... você não sabe o que é dar tudo por um sonho, lutar contra tudo e contra todos — Eu apertei minhas mãos em torno de seus pulsos — E então, alguém vem eo leva para longe de você, sem esforço nenhum- ela abaixou a cabeça, parecendo entender do que eu estava falando. — Eu sempre fui teimoso assim, e não me levou a lugar nenhum. É hora de eu parar de ser um rebelde e aceitar a realidade. Fantasmas não tem bandas de rock ... fantasmas não ficam com — Fui interrompido por um par de lábios delicados tocando a minha, foi uma surpresa agradável que durou pouco, mas fez cada um de meus pêlos se arrepiar. Você é tão cruel, Juliana. Se soubesse que um selinho não foi suficiente para acalmar a minha sede.


-O que foi aquilo?


-Para você calar a boca. — ela disse, se enxugando as lágrimas enquanto ela sorria inocentemente. — não posso te agüentar sendo dramático.-Então é melhor você parar a bobagem e encontrar uma maneira de derrotar ao Demetrius, eu não vou permitir que MINHA banda se fuder por causa de você.


-Será que você não me ouviu?


- Não, e eu não vou aceitar um não como resposta — incrível, como ela fez para mudar o humor tão rapidamente? esta mulher é bipolar ou algo assim?


- Vamos voltar para casa — ela segurou minha mão e começou a andar rápido, quase me arrastando.


-Eu pensei que você me odiava


-Quem diz que não? — pude ver um meio sorriso.


-Então estamos quites.


Notas finais
este ficou muito dramático. o próximo será totalmente romântico ... de uma maneira sutil.