Hurt

24 Nada mais importa


Notas iniciais
Parece que o universo estava conspirando contra minha fic,todo dia saia do pc sem ter escrito nada por um motivo ou outro!
Masssss,minhas caras,como não está morto quem peleia,cá estou eu,00:52 postando meu capítulo recém criado!
Enjoy

A manhã estava extremamente quente já no inicio. Ainda não eram nem oito horas quando não consegui mais ficar na cama.

Uma sensação diferente apossou-se de mim desde o dia em que Georg chegou... Podia ver alguma coisa diferente nele, só não sabia ao certo o que era.

Na noite anterior dormimos bastante tarde. Mandy fora para casa prometendo a Klaus que estaria de volta na tarde do dia seguinte. O tal passeio que eles tinham em mente era o assunto do pequeno. Adorava ir à casa de Mandy, adorava sair de casa...

Tomei um banho praticamente frio.Com o calor que estava não tinha ao menos vontade de por alguma roupa no corpo recém-refrescado pelo banho. O que me alegrava era que a tarde geralmente ficávamos na beira da piscina da propriedade. O efeito do sol na minha pele agradava-me bastante, estava tão bronzeada que parecia ter recém chegado de alguma praia no Brasil. Por fim coloquei um short de tecido leve e uma blusinha que deixava minha pele respirar livremente, os dois em tons claros.

Logo Georg e Klaus acordariam... Precisava providenciar o café da manhã dos dois.

Quase não dava para saber quem era a criança e quem era o adulto em relação a Georg e Klaus. O menino fazia com o padrinho tudo que tinha em mente. Mal tomaram o café da manha que eu havia preparado e desataram a brincar como dois alucinados.

Olhando para os dois percebia facilmente que ter klaus foi um grande presente não só para mim, mas para Georg também...se não fosse por ele e por Mandy ,não ter Gustav junto a nós seria uma coisa que eu dificilmente suportaria.

A energia de ambos parecia não ter fim. Podia ouvi-los gritando e jogando-se no chão da sala , enquanto, na cozinha, guardava a louça do almoço.

Quando observei pela janela podia ver nuvens se chuva formando-se ,mesmo muito longe ,poderiam indicar uma tempestade para aquele dia. Tudo o que eu não queria era ouvir os resmungos de Georg e os choramingos de Klaus censurando-me, mesmo assim decidi agir como uma estraga prazeres e fui saber de Georg se realmente sairiam naquela tarde.

-Georg... -Chamei por ele saindo da cozinha e entrando na sala.

Eu sabia que precisava respirar, só não sabia como... Os anos não tiveram efeito nenhum sobre ele... Era o mesmo rosto suave ,agora parecendo confuso e perdido .

Certamente estava usando lentes de contato, pois não tinha em seu rosto o óculos de grau, a principal semelhança com nosso filho...A certa distancia ele fitava-me, o olhar que tantas vezes caiu sobre mim em forma de devoção, agora continha uma certa angustia e incredulidade.

Ali, bem na minha frente o mesmo Gustav que um dia fora meu. Pouco atrás dele, pude ver Georg erguendo junto a Klaus ,logo em seguida segurando-lhe os ombros.

Ele tinha um sorriso medonho nos lábios, o que me deixava mais atordoada ainda. Os olhos de Gustav correram na direção de Georg.

-Acertar as coisas não é mesmo?...-A voz dele era rouca e pareceu dominar totalmente aquele Comodo. Ouvi-la praticamente fizeram minhas pernas cambalear, provocando-me um choque, como aqueles que os médicos usam para reanimar as pessoas, mesmo não tendo ideia do que as palavras dele para Georg queriam dizer.

Então ele fitava Klaus atentamente. Podia vê-lo organizando os pensamentos enquanto olhava inquisitivo para o rosto sereno do nosso filho. Georg aumentava no rosto o sorriso cheio de significados ao ver como Gustav estudava a todos nós... Vê-lo sorrir daquela maneira me deu certeza de duas coisas. A primeira era que fora ele que, de alguma maneira, conduziu Gustav até ali e a outra é que ele estava satisfeito, para não dizer aliviado, com isso.

Então, como se fosse algo que ele não pudesse controlar ele olhou para mim. Cada terminação nervosa do meu corpo estava ciente daquele momento. Apesar do calor severo, calafrios percorriam as minhas costas causando-me arrepios nos braços. Os olhos deles por instantes ficaram firmes nos meus.

Era como se eu não pudesse ao menos piscar ,como se o breve encontro dos meus cílios ao fechar os olhos, pudesse afasta-lo dali... Como se ele fosse somente um fruto da minha imaginação desesperada por ele. Quando por fim a ardência em meus olhos era quase insuportável, cerrei meus olhos, deixando rolar por meu rosto uma única lágrima que parecia ter vida própria... Ela partiu de meu olho sem ao menos que eu tivesse feito algum esforço para expulsa-la e alojou-se no canto de minha boca.

Não... Ele ainda estava ali... O semblante indeciso e pensativo o tornava mais real. Limpei a lágrima de mim com a face de minha mão. Georg incentivou Klaus a caminhar ainda segurando-o pelos ombros.

-Vamos lá amigo, desenhe alguma coisa para mim... Estes dois tem muito que conversar.

Não tinha certeza se Gustav realmente gostaria de conversar alguma coisa, parecia muito perdido em si próprio para sequer pronunciar alguma coisa... Estava perdido nos próprios pensamentos, quem sabe tirando as conclusões erradas.

-Vou fazer um desenho lindo pra você mãe.

A voz doce de Klaus era a única que não se modificara com a tensão do ambiente, ele estava alheio a qualquer coisa, qualquer problema... Ele sabia muito bem quem era aquele homem visivelmente nervoso que estava em nossa casa, sabia desde sempre que Gustav era o pai dele. Talvez o semblante severo de Gustav tenha impedido que ele voasse em direção aos seus braços logo de cara ,como sempre falou que faria .

Uma vez ou outra desde que Gustav adentrou a casa ,podia ver Klaus analisando nossos rostos procurando alguma evidencia de que algo não estava certo. Não podia deixar que o tom de minha voz me traísse, tentei falar o mais naturalmente possível, embora não tivesse certeza se conseguiria.

-Que bom querido.

Podia sentir na forma que Gustav nos olhava que ele ainda não havia percebido... Erraticamente alguma coisa dentro dele o cegava, não o deixava ver o que era obvio... Ele não via no menino diante dele um filho. Isso doeu como uma adaga fincada diretamente no meu peito.

Podia sentir uma bola estranha formando-se em minhas entranhas... Uma pontada de tristeza e desespero. Engoli a saliva formada em minha boca tentando parecer menos atônita... Klaus e Georg postaram-se aos pés da escada. Fitei uma vez mais o rosto do meu filho e senti falta dos pequenos óculos de grau que ele sempre tirava para brincar. Teria sorrido com a tentativa de escapulir sem eles se não estivesse tão nervosa. Mais uma vez, estava fazendo um esforço fora do comum para parecer tranquila, chamei sua atenção quando ele dava os primeiros passos escada acima.

-Klaus... Não está esquecendo nada?

Como se tivesse sido pego em flagrante na tentativa de fuga, ele voltou pesadamente. Dirigiu-se a mesinha onde sempre colocava os óculos e o pegou, colocando-o de uma vez no rosto. Voltou-se novamente para escada e postou-se a subir sendo ralhado por Georg.

-Você sabe que precisa deles, tente não esquecer por ai... -A voz perdendo-se ao entrar no quarto.

Quando tive coragem de olhar novamente para Gustav, pude ver alguma coisa mudando nele... Ele soube, naquele momento ele soube que Klaus não era um nome escolhido ao acaso... Era o nosso Klaus, como ele confessou-me que gostaria que fosse, quando a ideia de termos um filho não passava de um plano para o futuro...Ele sabia que aquele era nosso filho.

Gustav tinha o punho levado à boca e os olhos em direção à escada. Era como se tentasse decidir se deveria subir ou não. Tomei coragem e dirigi-me diretamente a ele, embora não pudesse olhar em seus olhos ainda.

-O quarto dele fica no fim do corredor... -Minha voz era quase inaudível, mas tentei incentiva-lo a subir.

O vi subindo as escadas, mais uma vez afastando-se de mim.

Meus pulmões suplicavam por ar e eu os satisfiz, puxei oxigênio para dentro de mim com a maior força que pude, deixando meu peito inflar satisfeito. Senti as lagrimas formando-se em meus olhos e rolando grossas e pesadas por meu rosto. Meu coração batia de forma desconcertante no peito, chegava quase a doer. Era um misto de euforia pura e ao mesmo tempo um temor insuportável... Minha cabeça pendia para trás como se o movimento ajudasse a refletir melhor.

Desejava saber o que estava acontecendo no quarto de Klaus, mas não queria interrompe-los com minha presença. Gustav seria incapaz de ser hostil com nosso filho, mas e quanto a Georg?

Um milhão de novas dúvidas substituindo as anteriores. Antes eram de como seria se Gustav descobrisse, agora eram de como seria daquele momento em diante. Mas no fundo, bem no fundo por mais que eu tentasse esconder de mim mesma, havia uma sensação... Havia alivio.

Em minha cabeça, parecia que meu cérebro havia compactado todos os nossos momentos juntos e agora me fazia vê-los, torturando-me por dentro .Podia lembrar com clareza do olhar meigo que ele tinha da primeira vez que eu o vi...da timidez evidente na primeira vez que conversamos...Podia quase sentir o gosto de nossos beijos e o calor dos abraços...A felicidade quando descobri meu anel de noivado e da tristeza que tive que comprimir ao devolve-lo...A forma com que ele me olhava diretamente nos olhos quando fazíamos amor...Cada pequena lembrança, viva, projetando-se como um filme em minha cabeça.

Eu o amava com todas as forças... Mais do que podia suportar, e aquilo estava me matando naquele momento.

Olhei mais uma vez em direção das escadas... Decidi por dar-lhes mais tempo, pelo visto estavam apenas conversando.

Como se fosse a resposta que eu esperava, pude ouvir Klaus gritando enquanto descia as escadas ,por pura euforia, como fazia quando conseguia algo de mim ou de Georg.

-Mamãe! Papai prometeu-me ensinar a tocar bateria. O sorriso em seu rosto era enorme e o tom de voz parecia dizer que havia feito uma grande conquista.

Não sabia ao certo como reagir.

-Nossa! Isso é muito bom!...-Agora minha voz projetava-se com mais firmeza, quase aliviada por um dos três ter descido e dado algum sinal de que estava tudo bem .Suspirei ao senti-lo abraçando minhas pernas.

-De quem é aquele carro lá fora? Mandy surgiu na porta apontando para suas costas com o dedo polegar.

-Tia Mandy! Klaus disparou como uma bala na direção da tia favorita. Prontamente ela o pegou em seu colo, abraçando-o com força.

Sua expressão tornou-se confusa ao olhar para mim. Klaus liberou-se do colo de Mandy partindo pela escada, provavelmente lembrando-se do passeio que fariam.

-Tia Mandy ,chegou! Podia ouvi-lo gritando.

Mandy ainda olhava em minha direção, tentando absorver alguma coisa.

-Gustav está lá em cima com Georg...

Não parecia que ela estava tão surpresa assim. Meu olhar a questionava. Por fim ela jogou os braços ao falar.

-Eu sabia que havia uma possibilidade de ele vir, quer dizer, Georg falou com ele...

Georg... Só estava ouvindo em alto e bom som o que eu já desconfiava... De certa forma seria mais uma coisa a gradecer a ele depois, por ter tido a coragem que eu não tive.

Mandy parecia esperar de mim alguma reação, parecia estar preparada para um ataque de fúria. Jamais poderia ser grosseira com ela que tanto me apoiou, se estava aliada a Georg nisso era pensando no meu bem e principalmente no que seria melhor para Klaus.

-Está tudo bem Mandy...-Foi tudo que consegui dizer antes de ela me abraçar com força ,uma vez mais encorajando-me.

-Vai dar tudo certo Karina. Queria a metade da certeza que ela tinha. Meu coração batia freneticamente ao vê-los descendo as escadas, os três homes da minha vida... Gustav tinha Klaus em seus braços, como se fosse a coisa mais natural para eles. Ficamos por um momento parados ouvindo nosso próprio silencio. Mandy estendeu a mão amistosamente para Gustav. -oi .Meu nome é Mandy, sou amiga da Karina e madrinha do Klaus.

Gustav apertou-lhe a mão timidamente... Não mudara em nada de fato.

-Eu sou Gustav... Muito prazer Mandy.

As poucas palavras trocadas entre eles pareciam não ter surtido muito efeito para aliviar a tensão entre nós quatro... Klaus brincava distraído nos cabelos do pai.

-Bom ,acho que devemos ir, parece que vai chover...Não queremos que isso aconteça enquanto estamos na estrada não é amiguinho...-Mandy e seu dom de tentar fazer tudo parecer melhor. Klaus lançou-lhe o melhor sorriso que pode, depois olhou de forma séria para Gustav.

-Vai estar aqui quando eu voltar não e mesmo papai?

Pude ver as palavras entaladas em sua garganta enquanto nosso filho olhava para ele desconfiado .Aceitar Klaus nem em mil anos significava que ele me aceitaria. Tentei poupa-lo de dar uma resposta falsa. Tirei Klaus de seus braços e passei para Mandy.

-É melhor irem logo para aproveitar o passeio... -Dei um beijo estalado em seu rosto para me despedir.

Sem dizer sequer uma palavra Georg segurou Mandy pela cintura e os três saíram da casa deixando-me a sós com Gustav. Os observei saindo pela porta e lentamente girei em meus calcanhares ficando frente a frente com Gustav que tinha os braços cruzados e cabeça baixa, talvez tentando ainda absorver todas aquelas novidades.

De repente seus olhos pararam nos meus. Sustentei o olhar com firmeza, poderia dizer mil coisas, mas não tinha coragem para pronunciar nada. Sem mover sequer um passo ele deixou que as palavras saíssem soltas por sua boca perfeita.

-Nenhum telefonema... Nada, simplesmente nada em cinco anos... -A angustia em sua voz acertaram-me como chibatadas, intimidando-me ainda mais. Ele levou uma das mãos a nuca enterrando os dedos de uma forma tensa nos próprios cabelos... -Você tem noção... Você sabe quantas vezes eu pensei em procura-la, perder a dignidade e pedir de joelhos se fosse preciso que voltasse para mim? Se não fosse por...

-Georg... -O interrompi sentindo a dor que suas palavras me causaram...

Os olhos dele ardiam... Por fim a fúria manifestando-se ao me ouvir pronunciar o nome do melhor amigo.

-Como pode contar a ele e a mim não? Eu sou o pai dele Karina!...-Ele deu passos pesados em minha direção... -Eu tinha o direito de saber!

Eu o amava demais, mas não poderia deixar que me julgasse como se eu tivesse feito o que fiz por puro gosto. Precisava me defender, se é que era possível.

-Eu tentei contar a você!...-Meus dentes trincaram-se um pouco tentando rebater suas palavras. Pude ver uma confusão formando-se nele, tentando lembrar-se em que momento teria sido isso... -Foi por isso que eu viajei para Nova Iorque.

Ele mordia os próprios lábios... -Você terminou comigo em Nova Iorque sabendo que estava grávida?

Ele pode ver em mim que a resposta era sim... Então ele fechou os olhos por um momento e suspirou fundo, parecendo cansado. Por fim era minha vez de falar...

-Eu já estava com um pouco de medo antes de chegar até lá... Então quando vi você e Tom discutindo daquela maneira, eu... Eu não queria que você se sentisse na obrigação de escolher entre mim e sua carreira.

-Não ia ser assim, mas se fosse, no fim, seria minha decisão!...-Seus olhos estavam estreitos em mim novamente.

-Mas eu não podia interferir!...-Pude ouvir-me quase gritando.

Talvez tentando abrandar a conversa que fluía rumo a uma discussão ele sentou-se no sofá, por um momento enterrou o rosto nas próprias mãos, depois exigiu que eu contasse tudo.

Então sentada na guarda do outro sofá comecei uma narrativa dos últimos cinco anos. Contei a ele tudo que pude, ocultando sempre o quanto sofria ao lembrar simplesmente de seu nome. Contei como Georg mostrou-se a ele o amigo mais fiel que poderia ter tido e como ele vinha me ajudando nos últimos anos.

Quando por fim as perguntas se esgotaram já começava a anoitecer. Ele levantou-se do sofá indo em direção da janela observando a chuva que começava a cair forte lá fora.

A vontade que eu tinha era de pedir ou implorar se ne necessário que não me odiasse...Que fosse embora ,não me perdoasse, me insultasse então! Mas que não sentisse ódio de mim.

Enquanto ele ainda olhava pela janela interrompi minha mão de chegar aos seus cabelos como era minha vontade.

-Vai conseguir me desculpar por isso?...-Murmurei temendo a resposta.

-Bem ou mal você me deu um filho... Ele é perfeito... -Em nenhum momento ele desviou os olhos da chuva que caia torrencialmente...- O que eu não entendo é como pode ser tão fácil para você me abandonar...-Ele virou-se para mim quase enfurecido...-Como pode não sentir dor...

A vontade que eu tinha era de esbofeteá-lo! Como pode, baseado em que ele afirmava isso? Se ele tivesse a mínima noção...

Meu silencio pasmo o impulsionou a afastar-se de mim, sair porta fora partindo para a chuva e a noite que se formava. As ultimas palavras dele ainda ferindo meu coração.

Sai para a chuva que me encharcou rapidamente devido a sua força. Ele já estava perto do carro com a chave na mão quando me ouviu gritar.

-Como se atreve?...-Minha voz era forte e áspera exigindo uma resposta enquanto eu seguia me aproximando dele... -Como pode insinuar que foi fácil?...-Levei uma mão à testa tentando me recompor... -Se você soubesse...

-O que eu sei é que Georg pode ter suprido minha falta!

Ciúme? Estava me acusando, sendo injusto por ciúme... De Georg! Ele podia perdoar um filho não mencionado, mas não me aceitava por ciúme?

Desta vez não me contive, acertei um bofete bem dado em seu rosto que o fez virá-lo tamanha força! Ele trincou os dentes encarando-me com força.

-Porque você se importa tanto com isso agora? Porque faz alguma diferença?

-Porque eu ainda te amo seu... -Queria muito insulta-lo... -Porque sempre amei e você fala como se meus sentimentos por você tivessem sido uma farsa! Como se fossem mudar por Georg ou outro homem!

Olhei para ele esperando uma reação, qualquer palavra que não vinha... Olhei para mim,encharcada ,com as roupas claras transparentes, balancei a cabeça e vi que era a hora de entrar em casa.Estava me sentindo humilhada de certa forma... Já havia dito tudo o que podia ter dito, perdi a compostura batendo nele... Ficar ali vendo-o me desprezar só estava me denegrindo ainda mais.

Virei as costas incrédula em sua falta de reação... Parecia uma estátua de gelo, não Gustav... Fora isso que eu consegui escondendo nosso filho e afastando-me dele.

So close no matter how far

Couldn't be much more from the heart

Forever trusting who we are

And nothing else matters

Mal dei dois passos pala longe dele quando senti sua mão puxando-me quase com violência pelo braço. Ele encarou-me por um segundo depois me puxou para si, beijando-me com força-me apertando um abraço de tirar o fôlego.

Com um giro ele encostou-me no carro ,pousou uma mão em minha face e a outra enterrou em meus cabelos já pesados pela chuva. Ele estava encharcado, pequenas gotas da chuva que não dava trégua, formavam-se e pingavam de seus cabelos. A camisa estava totalmente aderida ao peito.

-Nuca mais se afaste de mim.

Não houve sequer tempo para que eu dissesse alguma coisa e seus lábios estavam nos meus novamente. Suas mãos desciam livres por minhas costas e subiam novamente descolando a blusa grudada em meu corpo. Quantas vezes não consegui dormir a noite ansiando por momentos como aquele.

A boca de Gustav era morna beijando e sugando meu pescoço. Em um só movimento ele sentou-me no capô do carro, comigo foi-se a camisa dele. A boca dele estava na altura certa do decote de minha blusa explorando com beijos e a língua o local.

Nada podia ser mais perfeito ou estragar o nosso momento, exceto pela chuva que caia mais e mais forte, tanto que começava a ferir meu rosto. -Gustav... -Arfei livrando-me por minutos de sua boca... -Maliciosamente suas mãos me seguravam pelas coxas do lado de dentro do short que ele abrira nem sei como... -Vamos para casa.

Escorreguei de cima do carro para pegando-o pela mão conduzindo-o para a casa. No interior dela Gustav me seguia na escada que levava ao andar de cima. No fim dela ele pressionou-me levemente contra a parede, encostei minha testa nela e fechei meus olhos deixando meu corpo responder aquelas caricias .

Minha respiração e a dele saiam irregulares. Uma de suas mãos afagava meu seio enquanto a outra estava dentro do short incentivando meu prazer. Minha cabeça tombou em seu ombro enquanto a minha mão sentia que ele me queria tanto quanto eu a ele.

-Qual deles... -Sussurrou ele referindo-se a qual quarto deveríamos entrar.

Muito a contra gosto dei passos adiante me livrando suas mãos, a vontade de entregar-me a ele quase doía. Entramos no meu quarto e mais uma vez seus lábios eram meus.

Fiz com que ele se sentasse na beirada da cama e comecei a me despir para ele. Era como se fosse a primeira vez que um homem me veria nua... Passei a blusa pela cabeça, largando-a no chão, depois o short igualmente molhado.

Inclinei-me um pouco a frente, erguendo uma de suas pernas livrando-me de um pé de tênis depois o outro. Então querendo prolongar ao máximo aquele momento, tirei de mim o sutiã, apenas minha calcinha e a bermuda dele nos separavam da total nudez.

Os olhos de Gustav queimavam em puro desejo. Era como se nada tivesse nos separado, novamente eu estava pronta para ser dele e ele para ser meu. Livramo-nos das ultimas peças da roupa que tínhamos e novamente, depois de muito tempo ele estava em mim. Era o momento mais prazeroso da minha vida e os olhares apaixonados enquanto ele me consumia me diziam que era o dele também .Minutos depois nossos corpos relaxaram cansados e satisfeitos por aquele momento que levaria uma noite inteira.

Cinco anos de desejo reprimido explodindo em uma única noite.