Hunter
8 Welcome To The Family
Notas iniciais
Demorei pra caralho dessa vez né? :s
Foi mal, minha cabeça tá uma confusão e tal ai eu fiquei sem inspiração pra escrever, eu fico escrevendo isso de madrugada no meu momento de inspiração, mas é melhor demorar e fazer um cap. bem feito do que fazer uma porcaria rápida
Enfim, escrevi esse capitulo pequeno só p não deixar vcs na mão, to com umas idéias aqui, ah e agora vcs vão saber a história toda da Valary
Espero que gostem u.u
POV Valary
Fui abraçada com Sam até o carro, as vezes sentia uma lagrima sua caindo em minha blusa.
_ Dean, deixa que vou com ele atrás, ele tá muito mal.
Dean cedeu, fazendo uma cara meio reprovadora, mas eu sabia que no fundo daquele coração de gelo havia apenas um homem que daria a vida por sua família. Sam se deitou em meu colo e comecei a brincar com suas mechas compridas. Seu cabelo era macio, gostoso de pegar. Acho que aos poucos ele foi se acalmando, e finalmente desabou em meu colo.
_ Dean, acho que ele dormiu...
_ Isso é bom.
_ Dean você não ficou nem um pouco sentido pela morte da Amy? É bom demonstrar às vezes.
_ Claro que senti. A única mulher que fez Sam realmente feliz depois da morte de Jessica dá a vida por nós e você acha que eu não sinto, Valary?
_ Você nunca demonstrou nada.
_ Eu não demonstro, mas isso não quer dizer que eu não sinta. Você não deve saber metade do que se passa aqui, Val.
_ Por que não me conta?
O ouvi dar um suspiro e começar a falar.
_ Aquele demônio de olhos amarelos... Então, ele fodeu com minha vida toda
_ Azazel, sei como é.
_ Como você sabia do ritual romano e do nome dele Valary? Me diz
_ Ok, eu digo...
Flashback mode On (narração em 3ª pessoa)
25 de fevereiro de 1993
_ Querida, põe a nossa pequena pra dormir
Will Singer Baker e Lacey Noelle Baker viviam em uma casa na zona praiana da Canadá. Se casaram há cinco anos e agora estavam realizados com o nascimento da pequena menina Valary, de dois anos.
Will dá Valary ao colo de Lacey, que dá um sorriso pra ele e em seguida um beijo no rosto
_ Amor, acho que não é muito seguro Valary dormir naquele quarto.
_ Por que?
_ Não sinto uma presença segura a ela naquele lugar
_ Isso é bobagem, minha linda. Nunca aconteceu nada lá, eu não sinto nada lá.
_ Não sei não, querido
_ É sim – disse dando um beijo na testa da esposa – Ponha Val pra dormir e venha pra cá, vamos ver um pouco de televisão.
Mesmo não confiando nas idéias do marido, Lacey sabia que havia alguma coisa errada com aquele quarto. Sua religião espírita nunca aceita pelo marido fazia ela ter uma porta a mais aberta para o mundo paranormal. Porém seria naquela noite que ele iria ter uma idéia perfeita do que a mulher dizia a ele o tempo todo
Lacey colocou a pequena menina no berço, acariciando seus finos cabelos cor de ébano.
_ Eu te amo muito, meu amor.
Lacey sente um vento frio em suas costas e olha pra trás, a janela havia se aberto sozinha.
_ Que Deus proteja minha pequena – murmurou para si mesma enquanto fechava a janela.
Quando se vira se depara com uma figura no berço de Valary, com as mãos em sua cabeça
_ Will, meu amor, eu já estou descendo.
_ Will está vendo televisão, a noite é nossa agora, Lacey.
A mulher apavorada repara no rosto daquele homem, era um rosto escuro, com silhueta demoníaca a encarando com olhos amarelos brilhantes.
_ Quem e você?
_ Até o final desta noite você descobre.
Lacey, apavorada, tenta correr mas o homem fecha a porta com brutalidade.
_ Está com medo, Lacey?
Aquela criatura demoníaca encarava Lacey com um sorriso debochado de sua cara de medo e a empurra contra a parede, fazendo a subir até o teto e ficar imobilizada lá. Lacey sente sangue em sua boca, pingando-o na boca de Valary em seguida.
_ NÃO, VALARY!
Will arromba a porta devido aos barulhos vindos do lugar e se depara com a esposa naquele estado, e sua filha com sangue na boca. A criatura demoníaca desaparece, fazendo o corpo imóvel de Lacey preso no teto incendiar-se em poucos segundos. Will, desesperado, pega rapidamente a pequena Valary do berço e corre casa afora com ela no colo, que se incendiava por todo assim como o quarto da menina. Já no quintal, Will olha pra sua janela em chamas, enquanto via uma criatura de olhos amarelos o encarando com um sorriso no rosto. Valary chorava e soluçava, enquanto dizia toda hora “mamã”. Desde esse dia, Will jurou perseguir aquela coisa até a morte, seja La o que fosse.
Desde que sua casa e sua esposa se incendiaram, Will foi morar com a mãe em um chalé em Ontario. E desde os cinco anos preparava a filha pra salvar pessoas, caçar aquele que matara a esposa. Valary nunca alimentava seu futuro vivendo daquilo, porém desenvolvera habilidades de caça extraordinárias ao longo do tempo. Com 16 anos, o pai comprou uma casa no Texas, e se mudaram pra lá, continuando a insana busca contra Azazel.
Em uma noite, Valary está bebendo wiskey e tocando aquele violão que ela nunca largava, quando o pai chega vestido para mais uma caçada
_ Valary, você vem dessa vez?
_ Pai, eu... Eu não quero isso pra minha vida.
_ Mas precisamos achar o que matou sua mãe.
_ Você pesquisa sobre essa coisa o dia inteiro, pai. Azazel, olhos amarelos, demônio poderoso... Com toda essa experiência de caça você dá conta dele sozinho.
_ Mas Valary, eu estou te preparando pra isso desde que você tinha 5 anos.
_ Eu entrego o jogo, pai... Eu quero um futuro concreto, talvez uma faculdade, minha própria família, me desculpa, mas não imagino isso no meu futuro em nenhuma hipótese.
_ Como quiser então, Miss Baker
_ Por favor pai, não fica com raiva, eu só...
_ Não, meu anjo, independente do que você quiser fazer vou estar aqui pra você. Eu te amo – disse dando um beijo estalado na testa da filha.
Will saiu por aquela porta, deixando a garota em casa com seu Wiskey e seu violão. A verdade é que Will queria Valary ao seu lado, por mais que apoiasse as decisões da filha. Mas no fundo ele sabia que aquilo não era mesmo para ela, sempre fora tão inocente, intensa, agitada... Não ia gostar de uma vida se debatendo ao lado do velho pai caçando coisas e sendo taxada de louca. Por mais que aquilo o machucasse, Will só queria a felicidade de Valary. Por seu lado, Valary nunca entendia a posição do pai em querer colocar a filha para caçar em seu lugar, sendo que ele já tinha um dossiê completo daquele demônio. Até aquela noite...
Enquanto a jovem irresponsável tomava o Wiskey do pai falava com Ronnie, o namorado vagabundo, que acabara de entrar pela janela. Os dois jovens bebiam como se tivessem consciência do que faziam.
_ Val, minha gata – disse passando o braço em volta da cintura da menor
_ Fala, meu gostoso – Valary o beijava, o cheiro de bebida tomava conta do espaço. Ambos já estavam completamente bêbados e sem a mínima noção do que estavam fazendo.
_ O Wiskey está acabando. – Os beijos de Ronnie desceram da boca para o pescoço de Valary, que assentia aos beijos positivamente. Suas mãos já se encontravam debaixo da blusa da menor.
_ Vai na Adega buscar mais
Ronnie se levanta junto ao olhar malicioso de Valary para ele. No fundo, ela sabia suas intenções com a própria: sexo. Ronnie era um vagabundo desempregado de 21 anos e Valary era uma garota quase inocente de 16. Namoravam faz quase dois anos, mas Valary sabia impor limites ao namorado. Porém naquela noite, com o teor de álcool que estava ela ia acabar cedendo a qualquer coisa que ele tentasse fazer a ela.
Ronnie vai até outro cômodo para pegar o Wiskey, deixando Valary rindo a toa no sofá da sala devido a bebida, quando de repente um grito agudo toma conta dos ouvidos da pequena e em seguida, o silêncio. Valary continua rindo por mais alguns minutos, quando dá falta do maior.
_ Ronnie, porra, traz logo esse Wiskey por que hoje eu estou no ponto.
O silêncio ainda predomina no lugar.
_ Ronnie?
Valary, preocupada, se levanta do sofá e vai até a porta da Adega.
_ Ronnie, é sério, não estou brincando, seu idiota.
A menina dá mais alguns passos e entra na adega, estava escuro, ela acende a luz e vê uma cena que jamais queria ter visto.
Ronnie estava dependurado no teto, devido a uma força sobrenatural que ela não conseguia explicar. Havia um profundo corte na barriga, deixando suas vísceras à mostra. Os olhos já se encontravam fora das órbitas e a boca jorrava sangue, assim como o resto do corpo. Apavorada, Valary olha ao seu redor e se depara com um par de olhos amarelos que ela reconhecia em qualquer lugar do mundo. Saindo do controle, a menina dá um grito, um grito tão alto e tão estridente a ponto de Will ouvir a garota ao longe e arrombar a porta. Valary pula para debaixo da mesa, fazendo Azazel e Will terem seu próprio confronto. Will dava vários tiros em Azazel, que ria de seu poder a sua frente. Com apenas um golpe, derruba Will no chão e o possui.
_ NÃO, PAI
_ Não sou seu pai – Azazel revelava seus olhos amarelos no corpo de Will
_ Saia daqui, DESGRAÇADO – Valary transferiu um de seus extraordinários golpes em Azazel/Will o derrubando no chão e rapidamente tendo em mãos a arma mais poderosa que o pai possuía, apontando-a em seguida para o demônio caído abaixo.
_ Vai fazer o quê, Valary? Atirar no seu próprio pai?
_ VOCÊ NÃO É MEU PAI – disse puxando o gatilho
Azazel sai rapidamente do corpo de Will antes de Valary atirar, fazendo a menor atirar no próprio pai, que já jazia aparentemente sem vida no chão.
_ O que foi que eu fiz, meu Deus? – Valary andava de um lado para o outro chorando e encarando o corpo morto do pai
Ela tinha que sair dali o mais rápido possível. Pegou algumas roupas, o diário do pai, alguns documentos e armas mais discretas e partiu. Partiu para esquecer aquele passado, partiu para nunca mais voltar.
Flashback Mode Off
POV Valary
_ Então o resto você já sabe, fui morar na rua, me viciei em drogas e... Não gosto de lembrar disso... – Meu coração doía toda vez que lembrava daquilo.
_ Você está caçando esse desgraçado a muito tempo, não é?
_ Sim, desde aquele dia passei a acreditar nessas coisas ao nosso redor
_ Valary... Sua mãe morreu do mesmo jeito que a minha, você engoliu sangue de demônio, como Sam. Por isso tem essas habilidades de caça, tipo quando você bateu na Lilith. Sam tem visões e você tem agilidade, por isso cruzou nosso caminho...
_ Mesma história, então, o que isso significa?
_ Bem vinda à família, baixinha, você agora é propriedade dos irmãos Winchester.
Dei um sorriso naquela hora. Alguém havia alguém no mundo que se preocupava comigo. Alguém não havia me julgado e não me abandonado como os outros, eu amava aqueles dois, mas não no mau sentido, no sentido mais puro e inocente possível, como Dean acabara de dizer, aqueles dois eram minha família agora, e os amava como meus irmãos, para protegê-los e ser protegida por eles.
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