Hunter

9 We Go To Vegas, baby


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOI LINDAS E LINDOS
Personagem novo :D Ok, o Bobby só vai entrar MESMO no próximo capitulo, acho que no proximo ou no outro que as coisas vão começar a se densenrolar com Valary e Dean.
Espero que gostem ;]

POV Sam

O tempo todo dormi no colo daquela garota estranha. O carinho que ela fazia em meu cabelo me confortava muito. Ok, eu não dormi, fiquei ouvindo sua conversa com Dean. Mas como podia ser? A mesma história, o mesmo jeito de morrer, o mesmo assassino. Valary havia cruzado nosso caminho por alguma, razão, eu sempre soube, porém agora eu já tinha aquela certeza, e agora, pelo que dependesse de mim, essa garota não ia embora nunca. Foi extraordinária sua força e capacidade de deixar Lilith desacordada há minutos atrás. Bem vinda a família Winchester, Valary Baker.

Na nossa longa volta a pousada, os dois futuros amantes ficaram cantando algumas musicas e rindo. Até que enfim Dean achou alguém com o mesmo gosto musical estranho, nunca havia conhecido ou ao menos falado com uma garota que ouvisse essas musicas pesadas de Dean como Valary, eu já havia percebido o clima entre os dois naquele dia no Houston Lake, não ia tardar muito pra se entregarem logo, o que não ia ser uma má idéia, já que Valary era das nossas, e tão cabeça dura, chata e irônica quanto Dean, iam dar certo.

Depois de cerca de duas horas e meia, já estávamos na pousada, eu havia cochilado um pouco e Valary me acordou.

_ Sam, chegamos – sua voz fina e firme era tão... Viciante. Ok, concentração, Sammuel Winchester.

_ Chegamos onde?

_ Na lua, Sam. Na pousada, né seu mongolóide.

_ Vamos acalmando aí, Katherine – disse Dean saindo do carro – A Bela Adormecida precisa descansar.

Ouvi as risadas dos dois no fundo, bela dupla de idiotas. Mas sim, a Bela Adormecida aqui precisava dormir, eu estava exausto, minha cabeça latejava e toda hora vinha a imagem de Amy em minha mente.

_ Porra mano, cadê meu cigarro?

_ Você não vai fumar agora, miss Nancy Spungen, vamos entrar nessa porra e dormir por quê salvar garotas que tentam espancar demônios cansa, sabe...

Valary deu um dedo do meio a Dean, que retribuiu mostrando a língua. O amor é lindo, nossa. Saí do banco de trás e entramos os três na pousada, que estava um tumulto e gente gritando para todos os lados.

_ Mas que merda é essa?

_ Vamos descobrir agora.

Senti pessoas nos empurrando, quando passou dois enfermeiros segurando uma maca, com um corpo, aparentemente uma mulher, coberto por uma toalha ensanguentada.

_ Porra, fizeram um belo trabalho nessa daí, né?

_ O que aconteceu aqui? – perguntou Dean a uma funcionária baixinha que passava por lá.

_ Ninguém sabe, moço – A mulher apresentava falhas na voz e cara de desespero constante – Abri o quarto dessa mulher e ela estava ensanguentada, com os órgãos pra fora, foi horrível

_ Calma, moça. – Dean tentava confortar a mulher que estava quase desmaiando.

_ Estou bem, rapaz, eu vou pra casa, eu se fosse qualquer um de vocês três não ficariam aí.

A mulher saiu apavorada correndo e entrou em um carro, que partiu daquele lugar, assim como metade das pessoas daquele hotel

_ Precisamos investigar, é um dos nossos.

_ Olha, Dean – interrompi — Pode me chamar de Maria, Bela Adormecida, fresquinha e o caralho a quatro, mas eu não vou.

_ Por quê não vai? Você acha que também não estamos cansados e sofrendo com a morte de...

Dean já ia partir com paus e pedras pra cima de mim, como sempre, quando Valary entrou em sua frente e apoiou suas mãos em seu peitoral

_ Dean, ele está certo – Percebi que Valary olhava para ele e ele meio que se perdia em seus olhos, e se continuasse olhando por muito tempo ele ia se tornar o cachorrinho dela – Já é a segunda que ele perde pelo que vocês me falaram, você sabe o que é perder alguém não é?

Era impressionante o poder que aquela baixinha de olhos azuis exercia sobre Dean, parece que ela o hipnotizava, vai que o sangue que ela engoliu deu a ela o poder hipnótico, além da força e agilidade impressionantes.

Dean respirou fundo e acabou cedendo

_ Então, Bela Adormecida, fique no carro, e não saia de lá, essa coisa aí descabelada vai no seu lugar – disse me entregando as chaves – passe bem e nada de gracinha com meu motel sobre rodas

Dean virou-se e foi em direção ao quarto da jovem morta, Valary riu e veio até mim, chegou a boca em meu ouvido e sussurrou pastosamente “Me deve uma, grandão” acompanhando Dean em seguida. Seu hálito quente me fez arrepiar, cara, aquela garota sabia como seduzir uma pessoa. Aqueles olhos azuis fortemente destacados com a maquiagem preta e aquela boca carnuda era o que mais atraía nela. Quando ela estava com um cigarro nas mãos, aquela pinta de garota má era extremamente sexy e...

Mas que caralho, olha o que eu estava pensando. Estava na cara que Dean gostava dela, além do mais ela era selvagem demais pra o garotinho aqui. Eu estava louco, sacudi a cabeça na tentativa de espantar aqueles pensamentos de mim e fui direto para o carro, ou motel sobre rodas, como Dean o chama. Abri, sentei no banco da frente e o tranquei novamente, a música ainda rolava, ele havia esquecido de desligar o rádio. Até que aquela música pesada era boa, olhei no CD que estava em cima do porta luvas, Back In Black, do AC/DC. Das músicas que ele escutava, acho que aquele álbum era o mais foda. Abri o porta luvas, havia uma meia garrafa de Jack Daniels, o bebi, acho que Dean não ligaria. Mas aquela alegria contínua que eu estava procurando na bebida não ia durar muito tempo. A imagem de Amy logo me veio a cabeça. Aqueles cabelos negros e aquela voz rouca, ah, como eu amava aquilo. Lembrei-me da última vez que ela cantou pra mim, aquela música que eu não conhecia ia me perseguir para o resto da vida, independente de onde fosse. Eu precisava falar sobre isso com alguém, mas Dean ia fazer piada com meu drama e Valary, bom, Valary ia me ouvir, porém ela estava ocupada demais caçando. Eis que eu vejo um bloco de notas e umas canetas perdidas no porta luvas, será que escrever ia ser uma boa pra desabafar? Ok, fazer uma música ia soar meio gay para Dean, mas ele não ia precisar ficar sabendo, aliás, ninguém ia precisar ficar sabendo. Peguei o bloco e a caneta e comecei a escrever o que eu sentia, vamos ver no que ia dar no final.

Enquanto isso...

Narração em 3ª pessoa

Dean e Valary saíram pelo hotel afora procurando o tal quarto que a mulher foi assassinada. Se ela realmente estivesse com os órgãos pra fora como a funcionária baixinha falou, com certeza era uma coisa do interesse deles.

_ Tem ao menos idéia de onde esse quarto pode estar?

_ Ninguém disse nada, mas por aquelas fitas eu suponho que seja ali – disse Dean apontando para um quarto fechado e bloqueado a frente.

Os dois foram para aquela direção, arrancando as fitas que barravam o lugar e arrombando a porta. O lugar estava escuro, e com um cheiro de enxofre horrível. Dean acendeu uma pequena lanterna que carregava no bolso de dentro da calça

_ Enxofre... Um demônio, com certeza

_ Quem faria isso? Estava suspeitando de lobisomens ou alguma criatura do tipo, mas demônios?

_ Alguns demônios são meio pirados as vezes, eles...

_ ...matam os outros para saciar sua sede de sangue. Eu sei.

_ Você sabe mais do que devia, baixinha.

_ Sei de muita coisa que você nem sonha, Dean. – Valary respondeu arqueando as sobrancelhas e fuzilando Dean com aqueles olhos azuis. Aquilo o prendia, e ele poderia ficar olhando para eles o resto da vida. Aquilo não era normal, Dean já desconfiava do que ela era.

_ Valary, posso te perguntar uma coisa?

_ Vá em frente — disse dando de ombros

_ Seus olhos... – disse Dean se aproximando da menor, com o olhar fixado no dela

_ O que tem meus olhos?

_ Você tem poderes hipnóticos não é? – Ambos os corpos já estavam colados um no outro, as mãos de Valary repousavam sobre o peito de Dean

_ Quem sabe? – Valary dava um sorriso de canto, revelando sua discreta covinha na bochecha. Dean sentia seus olhos prendendo-o, e de repente aquela imensidão azul se tornava um buraco negro, um buraco negro azul.

_ Mas não é hora para isso – disse Valary cancelando seus poderes e empurrando o maior, rompendo o contato dos corpos e irritando Dean profundamente – Vamos caçar essa coisa e dar o fora daqui por que estou com sono.

_ Você é folgada, sim ou claro?

_ Cala a boca e procura, Dean.

Dean mostrou o dedo pelas costas de Valary, que apontava a lanterna para a cama, toda ensanguentada.

_ Pelo jeito fizeram um bom trabalho aqui.

_ Caralho, não to enxergando nada – disse Dean andando para trás, a procura de uma parede qualquer para se encostar.

_ Hey, o que é aquilo? – Disse Valary apontando para um par de olhos amarelos brilhando em um canto

_ Azazel é você? – Dean se aproximava cada vez mais da coisa, tentando bancar o herói para Valary, pois sabia perfeitamente que não era Azazel – Fica aí Valary, vou ver o que é isso.

Dean chegava cada vez mais perto da coisa, lentamente, até chegar perto o suficiente e jogar a luz fluorescente da lanterna perto daquilo.

_ MIAAAU

Dean deu um grito fino, mais fino que de uma mulher e caiu a para trás, enquanto Valary chegava mais perto do bicho e o pegou no colo, dando de cara com um filhote de gato branco assustado.

_ Dean, é só um gatinho – disse Valary irônica, brincando com o bicho em seu colo.

_ Bicho do demônio, me assustou.

_ Nossa Dean, que engraçado, você não tem medo de demônios sanguinários mas tem medo de um gatinho.

_ Qual é Valary, essa peste me assustou

_ Deve ser da mulher que morreu, coitadinho, está sem dono. Vamos ficar com ele, e não foi uma pergunta.

_ Não, sem chance, nem fodendo, já não basta ter que aturar você e so Sam, mais um animal não.

_ Por favor – disse Valary fazendo bico e olhando para os olhos verdes de Dean com seu olhar hipnótico.

_ Você joga sujo, garota.

_ Mas bem que você gosta.

O jogo de sedução de Valary foi interrompido pelo toque do celular de Dean.

_ Alô?

_ Oi Dean – a mesma voz fina e irritante que Valary havia espancado agora a pouco respondia do outro lado da linha, Lilith.

_ Olá vadia, espero que sua recuperação dos socos que Valary te deu esteja sendo horrível – disse Dean em tom irônico.

_ Não, está sendo até boa. Meus amigos cuidaram de uma vadia aí, vocês já devem estar sabendo não é?

_ Ah, então foi você... Poupou nosso trabalho

_ Claro, estou aqui em Vegas batendo um poker, fiquei sabendo que um tal de Bobby Singer está por aqui, ele será uma excelente vítima?

_ O BOBBY ESTÁ AÍ? – disse Dean surpreso, ninguém nunca soube do paradeiro de Bobby por um longo tempo.

_ Está, meu querido, se quiser vir aqui para perder seu tempo e tentar salva-lo por mim tudo bem.

_ Vadia, me aguarde – disse desligando o telefone na cara de Lilith, que ria sarcástica do outro lado da linha.

_ Aconteceu alguma coisa? Quem é Bobby? – perguntou Valary preocupada.

_ Valary...

_ O quê?

_ Pegue esse seu gato idiota e suas coisas, nós vamos para Vegas.

Notas finais
Título engana né UAHUAHAUAHUAUH
Reviews? Poxa to triste com vcs seus fantasmas u.u eu poderia até fazer o seguinte: sem review, sem historia, mas não vou fazer pq eu sou legal
Até a próxima :D