Hunter
10 It's Like a Chick In a Casino
Notas iniciais
Taí, mais um capitulo, ah e foi mal se ficou alguma coisa errada na parte do poker a tal, não sei jogar essa merda UAHAUHAHUAHAUAH
Personagem novo *-* Não e exatamente novo, todo fã de spn conhece mas enfim, ta aí o capitulo, ficou grande mas eu gostei dele :3
Espero que gostem também, ou não
Texas, 22 de novembro
POV Valary
Já se passava de 00:00, não havia uma alma viva naquele lugar, fui até meu quarto e peguei tudo que eu achei pela frente: roupas, documentos, o diário do meu pai, os waffles velhos e ajudei Dean com suas coisas e as de Sam, com o gato no colo. Mas que porra, Dean era o macho da situação e eu que tinha que levar tudo enquanto ouvia ele reclamar.
_ Dá pra largar esse bicho e me ajudar?
_ Dá pra ir pra puta que pariu por favor e deixar de ser pé no saco?
_ Porra você é um saco menina
_ Chupa meu pau
Ok, eu era meio indelicada as vezes, mas foda-se, ele era mais.
Saímos daquele lugar o mais rápido possível, o pior foi ter que aguentar as fuziladas de Dean por causa do gato, mas não me importava, aquele gato ia me aguentar melhor que eles. Falando em coisas insuportáveis chegamos no carro, Sam estava rindo a toa com uma caneta e papel na mão e uma garrafa de Wiskey ao lado.
_ PORRA SAM, MEU JACK DANIELS – Gritou Dean jogando a garrafa longe
_ Esse Jack Daniels ta bonzão em – Respondeu Sam rindo a toa
Dean olhou para ele como se quisesse socar a cara do irmão, mas em vez disso apenas gesticulou para o mesmo, que não parava de rir, ir ao banco de trás.
_ UM GATINHO! QUE BONITINHO!
_ É, Sam, um gatinho – disse me sentando ao lado dele
_ Que coisa fofa, me dá, me dá! – Sam esticava os braços para o meu lado e dei o gato a ele, que ficava falando igual um retardado, como se o bicho fosse entender
_ Mas quem é a coisa mais linda do titio?
_ Titio? – Perguntei confusa
_ Você é a mãe, Dean é o pai e eu sou o titio
_ VAI SE FUDER, SAM! – Gritamos em coro. Sam estava “alegrinho” demais para o meu gosto, pelo menos não ficava com aquela seriedade toda de quando estava sóbrio.
_ Acalmem-se, qual o nome dele, Valary?
_ Ah, éer...
_ Hitler – respondeu Dean do banco da frente.
_ Não vai ser Hitler, fica na sua Dean
_ Mas ele tem cara de Hitler, esse focinho preto horroroso parece o bigodinho.
_ VAI TOMAR NO CU DEAN! – Gritei
_ Foda-se você, pra mim ele vai se chamar Hitler
_ Bom vai ser...
_ John! – Palpitou Sam
_ VOCÊ QUER COLOCAR O NOME DO NOSSO PAI EM UM GATO FEDORENTO, PORRA?!
_ Melhor que Hitler – respondi ignorando Dean, que me fuzilou pelo olhar – Decidido, vai ser John
_ Então, desculpe-me Sr. John, você vai ser meu amiguinho, é? – Sam bêbado era inexplicável, ele ficava idiota, solto, não sei, o oposto do que ele era sóbrio.
_ Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece – disse Dean franzindo o cenho, me fazendo rir.
É, seria uma longa viagem até a famosa Las Vegas, a cidade do pecado, mal posso esperar para beber as cervejas dos cassinos.
15 horas depois...
POV Dean
Depois de 700km, muitas paradas, muitas bebidas e muitas risadas de Sam, o Impala voltou novamente a Vegas. Sam e Valary dormiam, ou melhor, estavam em coma no banco de trás. Eu não estava cansado, apesar de não tirar o olho da estrada por um minuto se quer, sorri ao pensar na quantidade de dinheiro e mulheres que poderia conseguir em apenas uma noite. Bem vindo a cidade do pecado, Dean Winchester.
As luzes dos cassinos se preparavam para acender, estávamos quase no final da tarde, pessoas andando por todos os lados, e depois dizem que o Rio de Janeiro é a tal cidade maravilhosa, falam isso por que não conhecem Vegas. Paramos em frente ao hotel Palace, o hotel mais foda daquele lugar, com certeza o mais caro, porém eu tinha meus truques. Acordei aqueles dois, que eu tinha minhas dúvidas de que estavam vivos com um tapa na cabeça de cada um.
_ Ai, seu filho de uma biscate! – Valary e seu humor encantador após acordar, estava com os cabelos bagunçados e a maquiagem completamente escorrida por todo seu rosto, mas ainda sim não conseguia ficar feia, santo Deus!
_ Chegamos, tirem essa porra de bunda desse banco e vamos
Ambos me obedeceram, com o olhar me fuzilando, em vez de ficar estressado eu pisquei e joguei um beijo para Valary, que me olhava com o sangue fervendo de raiva, e com aquela porra de gato que mais parecia o Hitler na mão.
Entramos no hotel, fomos recebidos por uma loira, e que loira! Olhos azuis magnéticos, batom vermelho e um corpo escultural, que ganhava destaque com sua roupa vermelha com glitter. Cara, eu amo essa cidade.
–Pois não? — Ela perguntou sorridente, a voz dela era sensual, e no rosto apresentava uma expressão maliciosa. Seus olhos percorriam o gostosão aqui da cabeça aos pés.
–Então, queremos acertar uma suíte no nome de Dean Campbell Winchester. — Respondi
–Sim, vão acertar agora ou depois? – Ela perguntou nos olhando
–Agora, cat — Respondi dando um sorriso safado e uma piscada, entregando o dinheiro da diária pra ela, que também tinha um papel com meu número de telefone.
Recebi um olhar psicopata de Valary, fingi que não vi. Só faltava estar escrito na testa dela: “Oi, sou Valary Katherine Baker e estou com ciúmes”
–Aqui está a chave, divirtam-se meninos. — Ela falou enquanto eu pegava a chave e sorria maliciosamente
_ Ah, vou me divertir sim – percebi que ela havia reparado meu numero de telefone e entendeu meu recado
Ela sorriu de volta enquanto dávamos as costas e seguíamos rumo ao elevador. Foi só as portas se fecharem que Valary começou a me espancar
_ AI VALARY, PARA COM ISSO, TÁ ME MACHUCANDO, NÃO POSSO FLERTAR MAIS NÃO, PORRA?
_ SEU GALINHA FILHO DE UMA PUTA, MAL CHEGA NA MERDA DO LUGAR E JÁ COMEÇA A BABAR NAS MERDAS DAS VADIAS PEITUDAS, SEU MERDA – Ela me dava socos e tapas, com certeza iria deixar marcas
_ PORRA VALARY – Disse segurando suas mãos com esforço, por que cá entre nós, a porra da menina era forte – EU TO SOLTEIRO, LIVRE E DESEMPEDIDO, POSSO COMER DUAS AO MESMO TEMPO SE EU QUISER OK?
_ Vai se fuder – Ela se soltou de mim em apenas um arranco, saindo de dentro do elevador que acabara de abrir.
_ O senhorita revolta, só pra avisar seu quarto é o 26 e se arrume por que hoje a noite vamos a um cassino.
_ Me arrumo se eu quiser e vou nessa porra se eu quiser – Disse batendo a porta. Seu jeito me encantava, mais me irritava ainda mais
_ Cassino? – Perguntou Sam confuso – Estamos aqui para achar o Bobby, não para ir para cassinos, Dean
_ Nós vamos achar o Bobby, maninho, não custa nada se divertir um pouco – disse dando um soco de leve em seu ombro e indo para meu quarto, ou melhor, para meu pequeno pedaço do paraíso.
Caralho, realmente era um pedaço do paraíso. Era um quarto de casal, a cama era deliciosa, tinha ar condicionado, TV a cabo com diversos canais pôrnos, bebidas a vontade, eu literalmente estava no paraíso, não precisava de mais nada, nada mesmo, a não ser uma atendente de hotel, se é que me entendem.
POV Valary
QUE PORRA VELHO, por que aquele desgraçado, filho de uma mãe fazia isso? Eu tinha que deixar menos claro meu ciúme, Dean era um galinha assumido, dou minha cara a tapa se ele tiver ficado com uma garota por mais de dois meses na vida dele, e não ia ser agora que eu entrei na vida dele que ia ser diferente.
Precisava beber um pouco, tirar aquelas orbes verdes encantadoras de minha mente. Aproveitei o fato de aquele quarto ter uma adega e fui beber um absinto. Ah, fazia um tempo que eu não bebia nada forte, que alívio.
Peguei um copinho e o enchi até a boca, virando aquilo tudo de uma vez. Engoli como água, não sentia nem mais o gosto daquilo. Mas eu precisava parar por ali, por mais que eu quisesse virar aquela garrafa goela abaixo de uma vez por todas eu precisava parar. Que diabos eu estava fazendo? Me lamentando por causa de um galinha? Sou Valary Baker, tão linda e gostosa quanto ele. Essa noite vamos dar o melhor troco, olho por olho, dente por dente. Se eu continuasse bebendo por causa de Dean Winchester eu ia acabar como antes, mas foda-se, ficar me lamentando não ia dar em nada, precisava de um banho, relaxar, tirar todo aquele rímel escorrido da cara. Coloquei John em cima da cama e fui para o chuveiro.
Ah, Deus, esqueci até meu nome quando a água daquele chuveiro tocou meu corpo. Não era quente nem fria demais, medida perfeita. Lavei meu cabelo, rosto, corpo, eu não era lá muito fã de banhos, mas com todos aqueles cremes e sais de banhos eu deixei meu lado perua fluir. Saí de lá meia hora depois, completamente relaxada, me sentindo como um bebê que acabou de nascer. Me joguei na cama só de toalha mesmo, ah, cara, agora definitivamente eu estava no paraíso.
...
PUTA QUE PARIU, A GENTE DEITA PRA TIRAR UM COCHILO E QUASE MORRE
Olhei ao relógio ao lado, já eram quase 19:00, e se Dean tivesse mesmo com aquela idéia de ir em um cassino eu tinha que me arrumar.
Levantei da cama o mais rápido possível, por mais que eu quisesse ficar la. Fui até o banheiro, não acredito que um hotel é tão luxuoso a ponto de deixar um secador potente que podia ser roubado a qualquer momento. Foda-se, melhor para mim. Sequei meu cabelo ainda sem roupa e o baguncei com as mãos, do jeito que eu gostava. Perfeito. Vesti uma lingerie preta (sim, eu tinha quase tudo preto), uma camiseta sem mangas do Iron Maiden, um short fudido e um all star cano longo. Passei o mesmo lápis para olhos de costume e eu estava pronta em poucos minutos. Agradecia por não ser igual a maioria das meninas, que demorava o dia inteiro para se arrumar. Peguei meus cigarros e acendi um. Me sentei na poltrona e liguei a TV enquanto John pulava no meu colo. MAS O QUE? ESTAVA EM UM CANAL PORNÔ? Ah, me esqueci que estou em Vegas. Eu nunca tinha visto aquele tipo de coisa, aquele cara mais parecia um cavalo, mano! E a pobre da mulher eu não sabia se gritava de prazer ou dor. A única coisa que eu conseguia fazer era rir daquilo. As vezes eu me achava inocente demais, mas não é para menos quando uma garota de quase 21 anos ainda é virgem. Minhas risadas e os gemidos da pobre mulher foram abafados pelo som de batidas na porta, desliguei aquilo rapidamente e fui abrir.
_ Oi – Era Sam. Quando ele abria aquele sorriso de covinhas eu quase perdia o chão. Seus olhos eram tão verdes quanto os de Dean. Estava com o perfume forte, uma blusa colada, uma jaqueta de couro e Jeans. No pescoço carregava uma corrente de ouro. Cara, ele era tão sedutor quanto o irmão.
_ Oi – Respondi tentando não abrir a boca, suspirar ou qualquer retardadice do gênero.
_ Então, ouvi uns gritos aqui e fui ver se estava tudo bem
Reprimi meu riso e apenas respondi, sem conseguir pensar em uma desculpa a tempo
_ É que...
_ VOCÊ ESTAVA VENDO PORNÔ, KATHERINE? – Tampei sua boca em um só movimento
_ Cala a boca porra, eu só liguei a TV e tava passando, aí eu fiquei vendo, mas eu juro que eu não fico vendo coisas do gênero, juro, juro, juro.
_ Vou deixar passar essa, mas da próxima fica esperta. Então, Dean ainda está com aquela maldita idéia de ir para um cassino e...
_ Eu vou.
_ Então, lhe concedo a honra, senhorita? – Disse se curvando e me dando o braço
_ É claro – respondi rindo e encaixando meu braço no dele.
Ele me guiou até onde Dean estava, igualmente lindo e com o mesmo perfume magnético. Quando me viu me fitou de cima a baixo, era impossível esconder aquela cara de safado que só ele sabia fazer.
_ Então Bela Adormecida e seu príncipe Nancy Spungem, vamos que e o pecado já esta me esperando
Como eu odiava quando ele fazia isso, como me dava vontade de socar aquela linda cara de bunda. Mas foda-se Dean, foda-se tudo, essa noite prometia.
Entramos no carro, eu sempre agora ia com Sam no banco de trás. Não estava mais a fim de ficar trocando alfinetadas com Dean, não mesmo.
Depois de alguns minutos finalmente chegamos. Ah, como era bom aquele lugar. Luzes piscando para onde quer que você olhasse, pessoas de todos os tipos andando, cassinos... E eu fiz questão de escolher o que a gente ia, o mais iluminado do local
_ Vamos naquele ali na frente
_ Ótimo, gostei daquele – Pela primeira vez no dia Dean havia sido agradável comigo e não provocado alguma discussão ou me dado suas típicas alfinetadas.
Saimos do carro, eu e Sam fomos na frente, enquanto Dean trancava seu precioso carro com um cadeado
_ Seu babaca, ninguém vai roubar essa lata velha ai não, com tantas ferraris e...
_ Lave sua boca antes de falar com meu amor, ok, Valary?
Ignorei seu comentário e entrei no lugar, não estava afim de provocar uma briga naquela hora.
Estava bem cheio, com marmanjos e prostitutas por todos os lados, jogos, apostas, armas... Agora eu entendia por que chamavam aquele lugar de cidade do pecado.
_ Ei, mocinha – Me virei, um velho babão de óculos escuros sentado em uma mesa me fitava, com um sorriso malicioso nos lábios.
_ Mocinha não, meu caro, Valary Katherine Baker, filha de William J. Baker, empresário mundialmente famoso – Eu estava ciente da merda que estava fazendo, meu pai era um Zé Ninguém comparado a aquele cara, que devia ser podre de rico. Senti o olhar reprovador de Sam e Dean.
_ Quem é esse humilde senhor?
_ Não conhece meu pai não? Dono das maiores usinas nucleares de toda a Carolina do Sul
_ Hum, sei. E esses dois aí atrás? – Disse apontando para Sam e Dean
_ Esses aqui são meus...
_ Irmãos – completou Dean. – Sou William Baker Jr. e esse aqui é Evan Baker, a ovelha negra da família, sabe... Papai não aceita muito bem a opção sexual dele, sabe como é – Disse Dean apontando para Sam, que segurava a vontade de socar o irmão.
_ Então será que a Senhora Baker toparia uma partida de poker?
_ Claro que sim – respondi. Modéstia a parte, nunca havia perdido uma partida no poker. Ok, já, mas eu saberia me safar das apostas se perdesse
_ Ótimo – disse o velho confiante – Mas aqui o jogo vai ser sério, garota.
Ele estalou os dedos e apareceram 3 seguranças altos e bombados. Parabéns, Valary, você fez merda, não que isso fosse novidade, mas dessa vez eu passei dos limites.
_ Vamos começar com 100 dólares? – o velho a minha frente deu seu primeiro lance
_ Há, só isso? Se for jogar vamos jogar para valer. 10.000 dólares?
_ 15.000
_ 25.000
_ 50.000 em barras de ouro, minha oferta final.
_ Você joga duro, gostei, e para assegurar que você vai me pagar meu seguranças vão cuidar dos seus amiguinhos ali – Disse apontando para Dean, que correu ao meu lado
_ Não temos esse dinheiro todo, sua puta
_ Fica tranqüilo, eu sei o que estou fazendo – respondi enquanto o segurança o pendurava nos braços com apenas uma mão.
Não, eu não sabia o que estava fazendo. Se eu perdesse aquele jogo estaria fudida. Ok, vamos lá, confiança Valary...
_ Ainda há tempo de desistir, tem certeza?
_ Absoluta – Respondi aparentando confiança
_ Ok, o jogo vai ser rápido, vamos para aquela sala ali no fundo, não confio muito em você, mocinha.
_ Que assim seja
Me levantei e acompanhei o velho e seus companheiros baba ovo, pegar ou largar, Valary.
POV Dean.
PUTA QUE PARIU, EU SABIA QUE VALARY ERA LOUCA, MAS APOSTAR COM UM VELHO BOM DE BRIGA 50.000 REAIS JÁ ERA CASO DE INTERNAÇÃO, SE AQUELA GAROTA PERDESSE ESSE JOGO EU ESTAVA FUDIDO. AH, QUEM DIRIA QUE SALVAR AQUELA MORENA LOUCA DAQUELE BAR IRIA DAR NISSO!
_ Com licença, pode nos botar no chão? É que ficar dependurado no braço de um fortão de cabeça pra baixo não era lá das coisas mais confortáveis – pedi ao segurança, que nos largou de uma vez, fazendo nos cair sem dó alguma no chão. – Não era bem isso que eu quis dizer mas obrigado.
O clima estava tenso, a cada minuto que se passava a curiosidade aumentava, o medo de Valary perder aquilo era enorme, quem diria que nossa vida um dia ia ficar nas mãos de uma drogada. O silêncio foi quebrado pelo som a porta do fundo se abrindo, Valary saía de lá cabisbaixa. Meu coração parou. Ela veio andando acompanhada do velho em nossa direção, sempre com a cabeça baixa, demonstrando algum tipo de vergonha ou tristeza. Meus batimentos voltaram ao normal quando ela se aproximou de mim, olhou em meus olhos e deu um sorriso cínico
_ GANHEI, PORRAAAAAA! – Gritou me abraçando e me jogando no chão.
_ SURUBAAAA – Disse Sam pulando em cima de nós, entrando no abraço
_ VOCÊ VALE OURO, SUA BAIXINHA DE MERDA – Disse me levantando e rodando Valary nos braços
_ NÃO PEGA ELA SÓ PARA VOCÊ NÃO, DEAN – Disse Sam a pegando e a enchendo de beijos
_ Bom – disse o velho, atraindo a atenção de todos – Me dói admitir mas a garota joga bem, peguem essa porcaria que eu vou beber, agora a patroa vai me capar – disse o mesmo nos entregando uma mala de dinheiro e dando as costas.
Saímos daquele cassino pulando de felicidade, compramos um Jack Daniels para comemorar e nos sentamos na beira da calçada para conversar e beber
_ Caramba, Val, 50.000 dólares é muito dinheiro
_ Eu sei, caralho, eu estou tão feliz – disse deitando em meu colo e virando o wiskey na boca.
_ Agora você vai poder reorganizar sua vida e...
Não devia ter tocado naquele assunto, agora ela poderia morar onde sempre quis, reconstruir sua vida e esquecer que dois marmanjos chamados Sam e Dean Winchester passaram pela vida dela.
_ Dean – ela disse levantando minha cabeça com as mãos, me fazendo olhar para ela – Como vocês disseram, somos uma família agora. E família não é pra se abandonar. Eu NÃO vou largar do pé de vocês, seus putos, vocês são meus irmãos agora, eu os amo
Ela nos abraçou e suprimi uma lágrima do meu olho direito, eu não ia bancar o boiola chorando naquele momento.
_ Então, o que vai fazer com esse dinheiro? – Perguntou Sam
_ Já tenho uma boa idéia do que vou fazer com ele, mas é surpresa por enquanto.
_ Sam? Dean? – Uma voz conhecida nos chamou, fazendo-nos interromper aquele abraço
_ Bobby? – Cara, eu não acreditava, fazia tanto tempo que não o via. Me soltei da Valary e fui abraçá-lo, Sam fez o mesmo.
_ Quanto tempo, o que você faz aqui em Vegas? Como veio parar aqui? Como está?
_ Quantas perguntas meu filho... Ei quem é essa mocinha? – Disse apontando para Valary
_ Ah essa é a Valary – disse a levantando do chão, quando o olhar de Bobby se cruzou com o dela o fez derrubar o que estava segurando, Valary deu um passo para trás, encarando Bobby assustada
_ Valary? Valary Baker? É você?
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