Hunter
12 Unholy Night
Notas iniciais
Esse capitulo ficou meio dumal rçrçrçrç mas não me odeiem pq no próximo vai ter um pequeno gostinho de Dealary (WTF) p vcs hehe
Espero que gostem :D
POV Valary
Vodka, vodka e mais vodka, era o que eu queria naquele momento. Fui até meu quarto e me joguei na cama, finalmente eu tinha um lar. Não uma casa, um lar. Sorri ao sentir a maciez do colchão em contato do meu corpo, mas logo me levantei. Já havia tomado banho naquele dia, então só me bastava trocar de roupa enquanto esperava os meninos. Coloquei um short, um all star e uma regata do Metallica. Não era muito diferente do que eu sempre vestia, apenas um detalhe: eram novos e não estavam desbotados e rasgados como as minhas roupas antigas, finalmente não teria que andar igual a Miss Mendigo para a rua afora.
Em poucos minutos estava pronta, eu me perguntava como aqueles meninos demoravam tanto para se arrumar, as vezes eu achava que eu era o homem da casa. Resolvi pegar meu notebook e ficar na “sala”, enquanto as bichas finas passavam maquiagem. Por sorte havia sinal de 3g naquela estrada de Nevada. Resolvi baixar umas músicas, que eu não ouvia ha muito tempo. Como aquilo era bom
_ Olha só, então a mendiga virou rica, que irônico – Sam foi o primeiro a descer, como era bonito, aquelas covinhas então, era muita sacanagem com minha pessoa.
_ Que engraçado, Sam
Ele veio e se sentou ao meu lado
_ O que está ouvindo?
_ Escuta aí – Disse entregando o headset a ele.
Música: http://www.youtube.com/watch?v=_USpvdQ0mNQ
A expressão de Sam passou de divertida para triste, a medida que a musica ia tocando ele se mostrava mais triste, e de repente uma lágrima caiu de seu rosto
_ Algum problema? O que aconteceu, Sam?
_ Qual o nome dessa música, Val?
_ Angel of Mine, por que? Sam, me fala – Eu toquei seu rosto molhado, demonstrando preocupação
_ Essa música, Valary... Amy cantou para mim da última vez que a vi
_ Oh, meu querido
Deitei a cabeça de Sam em meu peito, enquanto o mesmo não conseguia evitar o choro. Me segurei para não chorar junto, eu sabia o que Amy representava na vida dele, mesmo com o pouco tempo que ele a conheceu
_ Valary
_ Diz
_ Lembra quando eu estava bêbado no carro e comecei a escrever em um papel e você e Dean acharam que era baboseira?
_ Lembro
_ Leia
Sam se desencostou de mim, retirando um papel rasurado e amassado de seu bolso e me entregou.
“Seu coração está cantando fora do tom?
Estariam seus olhos cantando as tristezas?
Álbuns empoeirados de um outro tempo
Algumas marcas de sangue em seus sapatos
Ninguém sabe muito sobre sua alma
E eu mal sei qual é o seu nome
Ritmos incandescentes e mentiras descaradas
Para um bando de tolos, afogados em vergonha
Amy, não se vá
Quero você por aqui
Cantando woah por favor não vá
Quer ser minha amiga?
Você tatuou um amuleto da sorte
Para deixá-la longe do caminho do perigo?
Se livrando de todos os sinais malígnos
Mas isso nunca a manteve segura
Você é jovem demais para os anos dourados
Pois a prateleira de discos acaba de ser substituida
Os 27 anos se passaram sem deixar rastros
E você fugiu de sua bebida
Seu coração está cantando fora do tom?
Estariam seus olhos cantando as tristezas?
Álbuns empoeirados de um outro tempo
Algumas marcas de sangue em seus sapatos
Você pode me conceder esta última dança
Por um acaso, se nos encontrarmos?
Você pode me escrever uma canção de ninar
Assim podemos cantá-la para você dormir”*
Fiquei sem palavras. Até eu que odiava aquelas boiolices de romantismo achei aquilo tão... Lindo
_ Sam mas isso é tão...
_ Eu estava bebado – Disse chorando – Não tem nada de verdadeiro nessa porra
_ Sam – disse pegando seu rosto com as mãos – Não é questão de estar bêbado ou deixar de estar, você amava a Amy, e sempre vai amar
Ele começou a chorar mais ainda, repousando a cabeça em meu peito
_ Por que tudo acontece comigo, Valary.
_ Isso vai acabar, um dia essas coisas vão acabar.
Naquela altura do campeonato, Sam já era meu melhor amigo. Meu irmão e melhor amigo. Eu gostava da companhia dele, me fazia tão bem, sem nenhum tipo de maldade ou malícia, apenas uma irmandade na maior das inocências. Ele me escutava, eu também gostava de escutá-lo. E quando ele abria aquele perfeito sorriso de covinhas eu esquecia de tudo que me fazia mal. Mas ele era meu irmão, meu lindo irmão de olhos verdes e abrasadores.
_ Atrapalhei alguma coisa?
Dean havia finalmente descido. Fazia aquela cara de frio e ignorante que eu tanto amava, e que tanto me dava vontade de matar aquele filho da puta, aquele belo filho da puta
_ Nada, não atrapalhou nada – Disse Sam limpando as lágrimas e se desencostando de mim
O resto do caminho foi pesado e silencioso. Ninguém dizia uma palavra, as vezes sentia Dean me fuzilando com o olhar, mas quando eu o encarava o de volta ele desviava o olhar. Mas não me importava aquele ciúme doentio ou a galinhice dele, essas alfinetadas indiretas de Dean não me afetavam mais, eu só queria viver minha vida, que de forma alguma iria depender dele
Meus devaneios foram interrompidos pela chamada de meu tio.
_ Então, rapazes e Valary, tem essa boatezinha aqui que é bem legal, pode ser essa aí?
_ Tanto faz — Respondeu Dean se levantando da poltrona – Desde que tenha mulher pra mim está ótimo
Grande idiota! Se ele pensa que está me provocando com aquilo está muito enganado.
_ Então vamos, e pra garantir que você não fazer nada com ninguém com esse olhar matador eu vou levar você, mocinha – Disse Sam me pegando no colo. Naquele momento eu percebi que não aguentava nada quando ele dava conta de mim com apenas uma mão
_ Sam, seu corno manso – disse rindo. Diferente de todo mundo eu não me importava com as ogrices que Sam fazia comigo, eu até levava na brincadeira. Se fosse qualquer outra pessoa eu provavelmente iria matá-la, mas com Sam era tudo tão... Diferente...
Entramos naquela boate, vadias peitudas praticamente sem roupas. Bah, agora iria ter que aguentar o babão a noite inteira. Agradecia que Sam não era daquele jeito, pelo contrário, era uma ótima companhia. Sentamos em um lugar qualquer e tio Bobby pediu uma dose de champanhe pra cada um, para fazer aquela boiolice de brindar e tal. Aceitei de boa, não queria contraria-lo. Brindamos e conversamos o resto da noite, ou melhor, quase todos brindaram e conversaram, enquanto eu ficava lá sobrando igual jiló na janta. Eu estava acostumada a ficar sobrando, ok, mas agora eu não precisava daquilo mais, não mesmo.
_ Com licença, vou ali e não sei se volto
_ Valary
_ Não, Sam, fica aí com eles, não vou fazer falta– Disse indo em direção ao banheiro rapidamente antes que ele resolvesse vir atrás de mim.
Me tranquei em uma das cabines e repousei minhas costas na parede, escorregando lentamente até o chão. Senti uma lágrima pedir passagem em meus olhos. Sabe quando você está no meio de pessoas supostamente importantes para você, e se sente ignorado, sem importância, se você se retirasse dali agora não iria fazer a mínima diferença para eles? Era assim que estava me sentindo. Abracei meus joelhos e dei passagem a aquela lagrima, que caia pelo meu rosto com urgência, como se estivesse presa lá há anos. Fazia um tempo que eu não chorava, não sei, com o tanto de coisas horríveis que já presenciei aprendi a bloquear meus sentimentos, quase totalmente.
Mas que diabos eu estava fazendo? Chorando por que não tinha a atenção de ninguém? Estava parecendo uma adolescente mimada. Me levantei e dei um chute na porta, fazendo com que a tranca se rompesse. Me olhei no espelho, estava horrível, como se estivesse estampado na cara “Oi, eu chorei”, não só pela maquiagem escorrida mas também pelos olhos inchados e vermelhos. Lavei o rosto e tentei consertar aquele troço que eu chamava de cara. Estava aceitável. Saí daquele banheiro tentando me convencer de que estava feliz e animada, tentativa sem sucesso quando esbarrei violentamente em um loiro, que me encarou como se soubesse exatamente o que eu fazia lá dentro
_ Não tem olho não?
_ Desculpe, não está tendo um dia muito agradável não é? – Perguntou arqueando as sobrancelhas. Naquele momento pude reparar nele. Loiro, alto, olhos verdes escuros, camisa de banda qualquer e calça rasgada no joelho, dando aquela pinta de rockeiro rebelde que eu tanto gostava.
_ Tanto faz... – Disse dando de ombros
_ Ei, espera – Disse pegando em meu braço – Qual seu nome?
_ Valary
_ Evan, prazer
_ Evan... Gosto desse nome
_ Obrigado. Está sozinha?
Olhei para a mesa onde estavam meus “companheiros”. Estavam se divertindo demais sem mim, até mesmo Sam que aparentava um olhar preocupado ria e bebia junto com eles, então sim, eu estava sozinha e indefesa
_ Sim, vim só para beber um pouco.
_ Vem, senta comigo.
Evan me guiou até sua mesa, onde estava com 3 garrafas de vodka
_ Bebendo, é? – Disse abrindo uma das garrafas e a virando em minha boca, ah, como eu precisava daquilo
_ Hey, te chamei para sentar, trocar uma idéia, não para acabar com minha bebida
_ Foda-se – Continuei bebendo, encarando a expressão divertida dele. Seu sorriso era bonito, lábios rosados que davam um perfeito contraste com sua pele branca.
_ Então, Valary, você quer dançar? – Perguntou sem jeito
Olhei para a mesa novamente, todos riam, bebiam, ninguém sentia minha falta, então por que não? Não havia nada a perder mesmo.
_ Claro, Evan
Ele me pegou pela mão e me guiou até a pista de dança, reparei os olhares de Dean para Evan, sentia que o provocava e gostei disso. Estava tocando Scream, do Misfits, caralho, eu adorava aquela música. Comecei a dançar e me remexer ao som dos solos de guitarra. Senti os olhos de Evan acompanhando qualquer movimento que eu fazia. Eu gostava disso.
_ Você é bonita – Disse ele se aproximando e repousando as mãos em minha cintura
– Digo o mesmo pra você — disse no mesmo tom que ele, passei a mão em seu pescoço e desci lentamente por seu peito, ele fechou os olhos. Olhei em direção a mesa, Sam me encarava confuso e Dean... Me encarava com nojo, foi a deixa para ele se levantar da mesa e ir para algum lugar que não consegui identificar. Por incrível que pareça, não me importei. A frieza de Dean não me incomodava mais. Do nada, por impulso puxei o tal Evan e o beijei com vontade. Sua boca macia me correspondia com a mesma vontade, suas mãos passeavam por minhas costas. Coloquei minhas mãos em sua nuca e me separei dele com um sorriso nos lábios
Ele me beijou outra vez, um beijo mais urgente, perdi o resto de sanidade que me restava com aquele beijo e correspondi aquele estranho com vontade, minhas mãos que estavam apenas em seu pescoço ficaram em seu peito, desde a época em que fugi de casa não ficava com ninguém, e meio que me aproveitei que me aproveitei da situação. Seus lábios se separaram dos meus e foram para minha orelha, reprimi um gemido quando ele mordeu ali
_ Sabe Valary – sussurrou me fazendo arrepiar — Seu pudesse ficaria te beijando pelo resto da noite, mas vou te que ir, amanhã tenho trabalho, faculdade e minha situação já não está muito boa...
_ Ah, trabalho sempre fodendo com a vida das pessoas... Tudo bem, pode ir.
_ Hey, calma, nos vemos de novo?
_ Claro – Menti. Aquele era nosso último dia em Las Vegas, depois iríamos viajar um pouco, em seguida ir para Huntington Beach na Califórnia, a chamado de meu tio para conhecermos sua casa.
_ Então, até – Disse ele selando nossos lábios. Dessa vez o beijo foi mais calmo, sem pressa, apenas carinho.
_ Adeus, Evan – Disse baixo o suficiente para que ele não me ouvisse.
Fiquei encarando aquele loiro até sair da porta da boate e sumir de minhas vistas. Não me arrependi de ter ficado com ele, pelo contrário. Foi até bom, esquecer um pouco de Dean, sem contar que fazia anos que eu não ficava com ninguém, então foi ótimo matar um pouco da sede
_ Hey, Valary – Sam me chamou arrancando me daqueles pensamentos, dessa vez estava sozinho, então fui até ele e me sentei novamente
_ E aí, Sa...
_ O QUE FOI AQUILO? – Disse ele me cortando
_ Calma Sam, eu só fiquei com ele, nada mais
_ Não é esse o problema, sabe como Dean vai ficar um saco daqui pra frente?
_ Foda-se ele, falando nisso onde está todo mundo
_ Bobby está no balcão, e Dean saiu com um projeto de puta siliconada
_ TÁ VENDO? AQUELE GALINHA NÃO TEM A MINIMA MORAL PRA FALAR DE MIM E...
_ Calma, Val, relaxa, nós sabemos disso
_ Chega pra mim, avisa pra todo mundo que fui para o ônibus, to no meu quarto dormindo e sonhando, fui
Me retirei daquela mesa sem pensar duas vezes, estava cansada demais para ficar com aquele mesmo disco arranhado de Dean, Dean, Dean e mais Dean, foda-se ele
Fui pisando fundo até aquela porra de ônibus. Parei quando percebi que a porta estava aberta. Fiquei com medo de ainda ter alguém lá dentro e voltei para chamar Sam.
_ Sam, a porta do ônibus está aberta
_ O quê?
_ QUER QUE EU DESENHE, FILHO DA PUTA? – Respondi irritada.
_ Tá bom, vamos
Ele me acompanhou rindo de meu estresse repentino até o ônibus
_ Vai na frente
Ele entrou silenciosamente, e pegou uma faca na cozinha
_ Tem alguém aí?
_ COMO SE O LADRÃO FOSSE RESPONDER, SUA ANTA
Ele riu. Eu já estava apavorada, só queria me jogar na cama e morrer por lá também
_ Nada aqui, você ta noiada.
_ Você não viu o segundo andar ainda
Ele girou os olhos e subiu para o segundo andar, comigo apavorada atrás dele. Começamos a andar silenciosamente e ouvimos um barulho do quarto de Dean
_ Tem alguém aqui
_ JURA, SAM? DESCOBRIU ISSO SOZINHO?
_ Cala a boca, menina. Olha, dá um chute na porta e eu pulo em cima do que quer que seja que estiver aqui ok?
Concordei com a cabeça e esperei ele fazer a contagem, me jogando com toda a fúria possível em cima da porta.
_ MAS QUE PORRA É ESSA, DEAN?
Ele me encarava assustado, estava nu com duas loiras siliconadas em cima dele, inclusive a atendente de hotel que ele havia cantado.
_ E VOCÊS DUAS SAIAM DA MINHA CASA AGORA ANTES QUE EU CHAME A POLÍCIA – Disse me jogando em cima das loiras, mas fui impedida por Sam, deixando elas saírem correndo enroladas em um lençol, se fosse em outra situação eu teria rido
_ ME SOLTA SAM, E ME DA ESSA FACA POR QUE EU VOU ESTRIPAR ESSE FILHO DA PUTA
_ CALA A BOCA, SUA VAGABUNDA, VOCÊ PERDEU A MORAL PRA FALAR DE MIM QUANDO FICOU COM AQUELE ESTRANHO NESSA FESTA
_ VAGABUNDA E A ARROMBADA DA SUA MÃE, E EU NÃO TRANSEI COM ELE, NÉ, JÁ VOCÊ DEVE TER ATÉ AIDS MULTIPLA DE TANTO COMER ESSAS MENINAS NÃO É DEAN?
_ QUANDO VOCÊ VAI APRENDER QUE A VIDA É MINHA, EU FAÇO O QUE EU QUISER
_ FAZ O QUE VOCÊ QUISER NA PORRA DA SUA CASA, EU COMPREI ESSE ÔNIBUS, SE QUISER VAI COMER SUAS MENININHAS NA PORRA DO SEU CARRO
_AH, AGORA É SEU NÉ, PENSEI QUE ERAMOS SEUS IRMÃOS E TUDO ERA NOSSO
_ SE EU PUDESSE VOLTAR NESSA HORA E CALAR MINHA BOCA, ACREDITE, EU CALARIA
_ E SE EU PUDESSE VOLTAR NO DIA EM QUE TE TIREI DAQUELA PORRA DE BAR, ACREDITE, EU TE DEIXAVA MORRER
Não pensei duas vezes e juntei toda a minha força para dar um belo murro naquela cara de bunda.
_ Agora você passou dos limites, Dean – Sam olhava feio pra ele e ao contrario de mim conseguia manter a calma
_ VÃO SE FUDER VOCÊS DOIS, E SAIAM DO MEU QUARTO – Dean estava possesso de raiva, e empurrou e Sam para fora, batendo a porta em seguida
_ Valary, você ta bem? – Perguntou Sam pegando meu rosto com as mãos.
_ Estou, Sam – Disse forçando um sorriso – Relaxa, eu só preciso dormir
_ Não mente pra mim – Seu olhar passou de preocupado para sério, de uma hora para a outra, e eu desabei em seus braços
_ Calma Valary, você hoje não vai passar a noite sozinha – Disse me pegando no colo me levando para seu quarto e me sentando na cama
_ Valary, olha pra mim – Eu estava cabisbaixa, e sem forças para levantar a cabeça naquele momento, obrigando-o a levanta-la com as mãos – Promete pra mim que não vai dar moral para o que ele falou?
_ Sam, eu preciso dormir, me deixa ir pro meu quarto
_ Você não vai dormir sozinha, eu já falei
Sam retirou a camisa e se deitou, me apoiando em seus braços quentes. E lá eu chorei, como nunca havia chorado antes. E na medida que chorava, repetia em silêncio para mim mesma:
Dean Winchester nunca mais vai receber sequer uma palavra minha. Nunca.
Notas finais
Ah, e queria aproveitar aqui p dar parabens para o meu gordeliciaaaa :3 FELIZ ANIVERSÁRIO ZACHARY JAMES BAKER, OU SIMPLESMENTE ZACKY VENGEANCE ♥
(nada a ver com a historia mas o Zacky é meu marido mano '-')
Reviews?
Fale com o autor