Hunter
13 Bad Romance
Notas iniciais
Ta aí, o gostinho de Dean e Val q eu tava enrolando faz uns 4646546 anos e vcs ficam me cobrando pelos reviews u_u
E aliás, queria agradecer pelos 15 leitores e 8 favoritos, vocês são fodas *-------*
E também, esse provavelmente vai ser o ultimo cap do ano (eu acho) então feliz natal, feliz ano novo p vcs e pá
Espero que gostem
Em um lugar qualquer dos EUA, 1 de Dezembro
POV Valary
Sabe o que é dormir chorando, até sua cabeça doer? Minha noite se resumiu a isso, pelo menos dessa vez eu tive o ombro de Sam para chorar. Aquele rapaz maravilhoso, em todos os sentidos me confortou a noite inteira. Não do lado malicioso, mas sim do lado mais inocente possivel. Era assim minha relação com ele. Naquela noite eu não dormi, ele também não. Ficou velando meu choro a noite inteira, enquanto me confortava com seu abraço quente. Quando finalmente deu 5:00 eu levantei daquela cama, observei Sam, ele finalmente conseguiu dormir calmamente
Me olhei no espelho do pequeno quarto, não poderia estar mais horrível. Meus olhos inchados, cabelo bagunçado ao extremo, cara completamente amassada... Resumindo, estava um lixo humano. Quando me lembrei aos motivos que me levaram a ficar daquele jeito não pude deixar de conter uma lágrima.
_ Valary? — chamou Sam, vi o reflexo dele no espelho, queria evitar olhar para quem quer que fosse hoje – Tudo bem?
_ Não Sam – Suspirei pesado, ele parece que entendeu minha voz de choro
_ Venha aqui
Suspirei e fui até ele ainda cabisbaixa. Me sentei na cama e lá fiquei deixando as lágrimas rolarem livremente pelo meu rosto.
_Olha pra mim — Disse tocando meu rosto – Valary você não precisa sentir vergonha de nada, Dean é assim, e sempre vai ser
_ Não toca o nome dele, por favor, eu não sou obrigada a isso, Sam, você é irmão dele, tem que aguentar, ele não é nada meu e agora eu não me importo de ir no enterro dele mais.
Sam abriu aquele perfeito sorriso de covinhas e soltou uma risada fraca. Era incrível como depois de quase uma noite sem dormir. Vi ele se remexer e senti seus braços me envolverem, me puxando para mais perto, suspirei e deixei ele me abraçar, encostei minha cabeça em seu ombro. Como ele me fazia bem, era uma espécie de irmão, amigo e... Porto Seguro
_Me desculpe por ontem
_ Desculpar pelo que?
_ Sam, você não tem obrigação nenhuma comigo. Você ficou uma noite sem dormir, apenas pra ouvir a idiota aqui chorar, sem contar de tudo que você faz por mim, você não tem a obrigação de ser tudo isso comigo e...
_Hey, calma – disse levando o indicador até minha boca. – Eu não me incomodo. Você é minha irmã esqueceu? Minha irmãzinha mais nova que eu vou cuidar até o fim, nem que eu tenha que dar minha vida pra isso – Disse beijando minha testa
Finalmente ele conseguiu arrancar um pequeno sorriso de meus lábios
_ Por que está assim?
_ Assim como?
_ Não consegue olhar nos meus olhos, parece até que está com vergonha de mim.
Suspirei pesado, eu tinha que falar isso com alguém
_ Olha Sam... Depois daquilo tudo eu realmente comecei a me sentir uma vagabunda e...
Sam tapou minha boca com as mãos impedindo com que eu terminasse a frase
_ Nunca mais repete isso ok? Me promete, Valary, você nunca mais vai dar moral para o que Dean fala, eu vou repreende-lo, Bobby também vai repreende-lo, ele nunca mais vai te fazer sentir assim ok? – Ele me abraçou um pouco mais apertado, fazendo com que eu me aconchegasse ainda mais em seus braços. Abracei seu corpo, e ele afagava meus cabelos – Agora você dorme.
_ Se você continuar assim eu durmo mesmo
_ Então vou ficar aqui, por que você vai recuperar a noite que perdeu.
Música: http://www.youtube.com/watch?v=9P5Jq6J6kvA
“Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais”
...
Acordei, ainda com o peito afundado no peito de Sam. Me levantei de lá me sentindo tonta e sonolenta, porém eu precisava de um banho. Tentei me livrar do aperto de Sam, que ainda dormia feito um... Um bebe não, diria um filhote de orangotango.
_ Babaca – Sorri ao ver sua cara amassada e um poço de baba no colchão
_ Eu to acordado, espertinha.
_ Desculpa.
_ Volta pra ca – Disse me puxando – você é um ótimo cosplay de urso de pelúcia
_ Sam eu preciso tomar banho, olha só meu estado
_ Eu também mas e daí? Porra eu fico com você quando você quer, agora fica aqui comigo – Disse fazendo bico.
E o pior que era verdade. Ele nunca me negava um ombro amigo quando eu precisava. E por que eu lhe negaria agora?
_ Ta bom, insuportável
Deitei novamente no ombro dele, que me apertou. Aquilo não me incomodava, pelo contrário, eu sentia uma segurança anormal quando ele me abraçava.
_ Sam – chamei
_ Fala
_ E a Lilith?
_ Não quero pensar nisso, agora que ela deu uma trégua
_ Deve estar tramando seus planos mirabolantes pra pegar a gente, ui
_ Valary cala essa porra de boca e dorme
_ Não quero
_ Então ta. Você quer levantar e tomar banho é isso que vamos fazer
_ Sam o que você vai...
Não deu tempo de responder. Sam levantou em um estalo e me pegou no colo, indo até o banheiro comigo no colo. Meus socos em suas costas pareciam não fazer efeito.
_ Sam, me solta filho da puta
_ Não.
Bufei e deixei ele fazer o que estava em sua mente, caso não fosse o que eu estava pensando.
Ele ligou o chuveiro e me enfiou lá dentro de roupa e tudo, em seguida fez o mesmo e fechou o Box
_ Sam, caralho, eu to de roupa
_ Você não disse que queria tomar banho, está tomando banho
Eu juro que já ia fazer ele engolir o vidro de Shampoo inteiro, mas quando ele abriu aquele sorriso de covinhas pra mim eu esqueci até meu nome.
_ Tá bom, vou deixar passar essa.
_ E você vai ficar aí de roupa?
Não sei quando ele retirou a bermuda, mas quando fui ver estava só de cueca. Seria de se esparar que eu me sentisse constrangida, afinal tinha um pedaço de mal caminho na minha frente, mas não. Eu nunca tive irmãos, mas não me constrangeria com nenhum deles. E já que Sam era meu “irmão” não seria diferente.
_ Vou, problema?
_ Sim
Não deu tempo de falar mais nada, ele já havia arrancado minhas roupas.
_ Já mencionei que você fica linda de lingerie preto?
_ Cala a boca, Sam. Cala a boca antes que eu pare de me controlar e te soque a fuça.
Ele sorriu novamente. E aquele foi um banho um tanto quanto louco. Acabamos com todo o tipo de shampoos e cremes que havia lá fazendo guerrinha pelo banheiro inteiro, mais parecíamos duas crianças do que dois adultos feitos. No final daquilo pequeno banheiro ficou tão deplorável que eu teria dó de quem quer que fosse limpar aquilo.
_ Porra olha o que você fez sua destruidora de banheiros
_ Se você não tivesse jogado shampoo no meu olho nada disso teria acontecido, Sr Gay Winchester.
_ Só tenho dó de quem for limpar isso daqui
_ Depois a gente decide isso. Agora vamos sair daqui
_ Só tem uma toalha, esperto.
_ Foda-se, se dividimos esse cubículo podemos dividir a toalha também
Ele pegou aquela toalha e enrolou em volta de nós dois. E eu só conseguia rir. O contato de seu abdômen gelado com minhas costas me fazia rir mais ainda.
_ Ta rindo do que sua babaca? Já vai ser difícil passar nesse corredor com uma toalha só.
Começamos a rir feito dois babacas, quando a coisa que eu menos queria ver por um bom tempo passou a nossa frente. Dean. Ele nos encarava com seu mau humor de sempre, eu fingi que não o vi. Não sei como conseguia, mas eu tinha o instinto de ser ignorante e bem filha da puta quando me magoava.
_ Está no caminho certo, princesa – Sam sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar
_ Ele não vai ouvir uma palavra da minha boca, não mais.
E não ia. Minha raiva dele era imensa. Tudo bem, eu não era la flor que se cheire, mas vadia? Por que eu fiquei com um cara? Ele já havia perdido a moral comigo, pois fazia isso todo dia e ninguém reclamava dele. Por que comigo tinha que ser diferente?
_ Tá entregue, moça – Só agora havia me tocado, estávamos na porta do meu quarto.
_ Obrigada, senhor.
_ Vamos repetir a dose um dia desses, fazer guerra de shampoo com uma sedenta por sangue é até divertido
_ Se você estiver disposto a limpar tudo...
_ Não, to bem, obrigado.
_ Então falou, Sam, pode dormir agora.
_ Vou tentar.
Ele sorriu e saiu de lá, me deixando sozinha no meu quarto, finalmente. Amarrei meus cabelos e botei um short minúsculo e um blusão, meu plano era ficar trancada lá o dia inteiro ouvindo musica, dormindo... Eu só queria relaxar.
POV Dean
Como se não bastasse não dormir uma noite inteira por causa daquela... Argh, daquela garota! Eu não havia medido minhas palavras com ela, tudo bem. Mas às vezes eu era tão impulsivo, e quem ela pensa que é para tentar me mandar fazer algo ou deixar de fazer? Ela havia perdido toda a moral comigo quando ficou com aquele desconhecido no bar, e agora ela toma banho com Sam e não quer ser chamada de vagabunda? Ah, que os dois sejam felizes juntos, bela dupla de completos babacas.
Por outro lado, eu queria aquela garota de volta. Sentia falta das noites que passava com ela, sentia falta de seu sorriso, de sua boca carnuda, de seus olhos azuis... Enfim, eu sentia falta de tudo nela; minha maior vontade era me jogar em cima dela e pedir quantas desculpas fossem necessárias para que ela fosse minha novamente. Por que aquela garota me mudou, digamos que ela deixou meu lado Romeu à tona, e aquilo não era legal, eu era o Dean, eu gosto de ser o Dean.
Meu lado Dean e meu lado Dean-pós-Valary travavam uma imensa luta dentro de mim, e nenhum estava disposto a perder a batalha.
Enfim, eu precisava seguir com minha própria vida, com ou sem a garota dos olhos azuis a qual eu pertencia em carne e pensamento.
Desci para tomar café, primeiro fui cumprimentar Bobby.
_ Bom dia, Bobby.
Não obtive resposta.
_ Bom dia, Bobby – Tornei a chamá-lo e dessa vez obtive uma resposta, o “bom dia” mais frio e seco que eu já havia recebido na minha vida. Certeza que Sam havia aberto bico, babaca.
Voltei para a cozinha, estava faminto. Fucei os armários até achar um café solúvel, preparei um bem quente e me sentei na mesa para ler um jornal que estava ali, não sei como foi parar lá, mas eu fui ler; quando Sam desce do quarto já vestido e entra na cozinha. Decidi agir normal com ele, pelo menos por enquanto.
_ Bom dia, Sammy.
_ É Sam – Respondeu ríspido.
_ Mas o que foi? Agora todos nesse ônibus resolveram ignorar o Dean, primeiro Bobby agora você, qual é?
_ Você sabe o que fez – Respondeu Sam com a mesma frieza de sempre – E antes que você pense em retrucar Dean, tem idéia do quanto aquela garota chorou no meu ombro à noite? Tem idéia do quanto ela se achou uma vagabunda depois do que você disse a ela?
_ Mas el...
_ CALA A BOCA – Respondeu atirando uma jarra que havia ali por perto para bem longe de nós. – Eu já estou acostumado com suas patadas Dean, e sou obrigado a aguentar por que eu sou teu irmão e eu te amo, agora Valary não tem nenhuma obrigação com você, dessa vez você realmente passou dos limites. Então escolha, ou você trata ela bem ou então ninguém aqui te dirige uma palavra, entendeu bem?
_ Ah, vocês preferem ela a mim. Que assim seja, irmãozinho.
Me levantei dali e fui direto ao meu quarto, não precisava ficar aguentando as alfinetadas de Dean, de jeito nenhum. Bati a porta e tranquei aquela porcaria, se eles preferem uma garota que não conhece há nem um mês há mim, que assim seja. Não preciso deles, não preciso de nenhum deles!
2 semanas depois...
A caminho para Huntington Beach, Califórnia, 15 de dezembro
POV Valary
Bobby praticamente fez uma turnê conosco pelo estado, agora estaríamos a caminho de Huntington Beach para conhecer sua casa. Eu já estava acostumada com a companhia deles, já me sentia da família, depois de quase um mês de convivência. Minha relação com todos era ótima, quer dizer, quase todos. Depois de duas semanas cumpri minha promessa de ser fria e indiferente com Dean, sem ele receber de mim nem sequer um olhar. No começo todos acharam estranho, mas depois se acostumaram a ignorância e indiferença de ambos. Fora isso minha relação com eles era maravilhosa, me sentia uma mãe cuidando de seus filhos irresponsáveis. E era bem isso, quando tio Bobby tinha dores musculares depois de horas e horas dirigindo era eu que fazia massagem nele e quando Sam não tinha ninguém pra desabafar era eu que o ouvia. O único que não queria meus cuidados era Dean, que resolveu corresponder a minha indiferença com ele ao máximo. No fundo aquilo me machucava tanto, mas eu continuava com meu orgulho idiota, por que eu não havia perdoado aquele desaforo, eu ainda não entendia por que aquilo me machucava tanto, o pior era quando ele trazia uma abre aspas “amiga” fecha aspas para dormir com ele, tinha que ver eles se comendo e... Argh, queria desesperadamente que minha obsessão por ele acabasse.
Orgulhoso com orgulhoso, e assim ninguém se fala e ambos se machucam por dentro.
_ Hoje você está mais azeda que todo mundo, Valary, o que aconteceu? — perguntou Sammy se sentando ao meu lado. Eu estava sentada em uma poltrona na sala, com meus fones de ouvido olhando a vida passar pela janela do ônibus.
_ Não, estou ótima, melhor impossível. É apenas sono, vou dormir. Boa noite – Usei tanto aquela mentira que até virou verdade.
_ Porra, ta todo mundo me evitando agora? Tento falar com Dean ele me ignora, agora tento falar com você, você me ignora. Ah puta que pariu, se casem logo que eu não agüento esse cu doce de vocês mais
Não respondi, ele me penetrava com aqueles olhos verdes, aquilo realmente irritava muito. Sammy parecia ver atráves de mim, parecia que eu era um livro aberto para ele, completamente fácil de se decifrar. Mas eu não reclamava, por que graças a Deus ele não comentava nada, ficava apenas na sua e me deixava invadi-lo de silêncio, confortando a minha dor por meio daquele mesmo silêncio. Me levantei e subi até meu quarto. O quarto de Dean estava com a porta aberta, resolvi dar uma espiada no que ele fazia. Estava sem camisa, apenas com uma bermuda simples enquanto lia o diário do pai, senti meus lábios se recurvando automaticamente em um sorriso quando o vi. De repente algo dentro de mim me atingiu como um ferroada quando lembrei que não me permitia mais falar com ele. Um lado de mim queria socar sua cara até ele morrer, mas meu outro lado queria me jogar em cima dele, pedir desculpas e mimá-lo pro resto da minha vida. Eu nunca senti meu coração tão acelerado em toda minha vida, nunca me senti tão... Apaixonada. Querendo não ficar mais naquele masoquismo saí dali e me tranquei no meu quarto. Procurei alguns CD’s com música bem pesada, eu precisava esquecer ele. Acabei ficando com Ace Of Spades, do Motorhead. Eu sabia que se eu não ocupasse minha cabeça novamente eu ia voltar a pensar em... Cocaína. Bem diz o ditado, mente vazia é oficina do Diabo. E então me recordei de toda a dor que eu passei há duas semanas em diante, com toda aquela frieza e ignorância. E me recordei também que eu já me acostumara com aquilo, mas antes eu tinha um refúgio: as drogas. Eu me esquecia completamente dessa dor, da falta de meus pais, do fato de não ter uma casa. Era um pleno estado de euforia e paz interior, mesmo que eu tivesse que arcar com os efeitos colaterais daquilo depois, não me importava. No final quem eu era mesmo? Valary Katherine Baker, sem um lar, sem ninguém que se importasse, sem um motivo pra parar com aquilo, sem forças. Fraca. Perdida. Ninguém, eu não era ninguém.
Na tentativa de parar com aqueles pensamentos masoquistas, sacudi a cabeça. Já agüentei tanta coisa calada que muito macho não agüentava nem gritando, e agora eu estava me lamentando por que um idiota qualquer estava me ignorando? Que porra eu estava fazendo? Preciso de uma vodka urgente. Me levantei da cama e fui até a adega na cozinha. Nada de limão, nada de sal, eu queria ficar “alegrinha” mesmo. Peguei um copo limpo e enchi aquilo até a boca, engolindo tudo em três goles enquanto minha garganta literalmente queimava. Foda-se, não se comparava ao que estava me matando por dentro. Depois daquele copo, me senti com ainda mais sono que eu já estava. Não estava bêbada, só com sono. Quer saber? Eu precisava era dormir, descansar. Há tempos eu não fazia isso de verdade. E de repente, me esqueci da vontade de dormir quando surgiu na porta do pequeno cômodo o rosto que eu não queria ver por um bom tempo.
Dean aparece na porta, com a mesma bermuda de antes, Deus, como era lindo, ele não tinha muitos músculos, mas ainda sim tinha um belo corpo. Sacudi minha cabeça e fui até a pia lavar o copo, ignorando sua presença. Por mais que eu me perdesse quando estava perto dele, por mais daquela porra de atração que estava estampada de laranja fluorescente na minha testa ainda estava com raiva de Dean.
_ Você não deveria ficar ignorando as pessoas assim, Katherine. Isso irrita sabia? – Dean sussurra em meu ouvido por trás, e olha, foi uma bela encoxada.
_ Sai daqui, Dean. – Virei me de frente pra ele e tentei empurrá-lo, mas óbvio que ele era mil vezes mais forte
_ Não até que me escute.
_ Não vou escutar porra nenhuma, agora me solta.
Deveria ter ficado calada, isso só aumentou a raiva dele. Ele me pegou sem o mínimo de delicadeza e chocou minhas costas contra a parede.
_ Querendo ou não você vai me escutar.
_ Tá bom, caralho, fala logo.
_ Qual é o seu problema?
_ Não consigo ver onde estou errada na história.
_ Por que você está assim comigo? A verdade dói, Katherine? – Sua voz estava pastosa, arrastada, ok, lembre-se de seu nome e de onde você nasceu Valary – Por que você me ignora? Sam é melhor que eu? Não se esqueça, se dependesse dele você estava morta.
Eu não conseguia responder, estava ocupada demais com sua mão passeando em minhas costas e seus lábios praticamente em meu pescoço
_ Dean, eu vou dormir, ta bom, ta desculpado, amiguinhos, agora me solta. – Eu sabia que se eu não parasse com aquilo logo ia acabar perdendo o controle.
_ Você quer que eu pare, Katherine? – Porra, me chamar pelo meu segundo nome era muito golpe baixo, ainda mais naquelas condições.
_ Dean...
_ Eu te fiz uma pergunta – Sua mão subiu para meu seio – Você quer que eu pare?
_ Ora, seu filho da puta.
Não aguentando mais aquela tortura o puxei e o beijei com vontade, era tarde demais para pensar em brigar com ele, agora ele que agüente meu lado Valary do mal. Ele correspondia a meu beijo com vontade, suas mãos passeavam pela minha cintura, era estranho ter que ficar na ponta dos pés para beijá-lo. Eu era uma formiga e ele a torre de Babel. Dean pareceu perceber minha dificuldade e me pegou no colo em seguida me sentando na mesa, sem desgrudar nossos lábios. Ele me fazia perder totalmente o fôlego com aquele seu beijo, era urgente, cheio de desejo e com uma pitada de carinho. Puxei seus lábios com meus dentes antes de quebrar o beijo, precisava de um pouco de fôlego.
_ Promete que nunca mais vai me dizer aquilo de novo Dean?
_ Sóbrio com certeza eu prometo.
_ Canalha.
_ Mas você gosta.
_ Filho da puta.
_ Ainda sim você gosta.
Como negar?
Ele se remexeu, fazendo nossos corpos ficarem ainda mais colados e me beijou novamente, depois passando para meu pescoço me fazendo arrepiar. Não pude reprimir um gemido quando ele mordeu ali. Agarrei seus cabelos e fiz sua boca voltar para a minha, eu precisava dele agora, sem nenhum tipo de ressentimento, eu queria só ele.
_ Dean... – Era bem difícil falar quando sua boca explorava cada milímetro do meu pescoço.
_ Hm...
_ Quer dormir na poltrona comigo – Ressaltei a palavra dormir antes que ele pensasse merda.
Ele consentiu com a cabeça e me pegou no colo novamente, até chegar na poltrona. Me colocou lá delicadamente, e se deitou ao meu lado. Me ajeitei em seu peito, enquanto ele brincava com meu cabelo. Era a primeira vez que ele havia sido tão... Delicado.
_ Gosto do seu cabelo.
_ Por que? – Perguntei divertida.
_ Não sei, é tão...
Ele travou quando olhei em seus olhos, não sei se era meu poder de hipnose, mas quando eu o olhava nos olhos ele ficava parecendo um babaca
_ Seus olhos... Você é linda, Katherine.
Dei um sorriso de canto e o beijei novamente, mas dessa vez não foi tão urgente, pelo contrário, foi calmo, lento e motivado apenas pelo que eu sentia por ele.
Amor.
Notas finais
Desculpa qualquer coisa :3
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