Hunter
15 Sam Winchester
Notas iniciais
Então, não achei meu pen drive, perdi minha fanfic, minha coleção de fotos do A7x (mais de 2000, obg) e minhas músicas, vamos celebrar minha inteligência. Maaaas, eu pensei em desistir da fic e tal, mas vai ser sacanagem deixar vocês na mão. Então escrevi essa buceta toda de novo, até acho que ficou melhor porque minha inspiração voltou, voltei a tocar violão, enfim. Ah, mais uma coisa, como o outro capítulo ficou enorme vou dividir esse em dois, e o outro vai ficar bem pequeno e sair bem rápido também.
E obrigada pelos abre aspas "comentários carinhosos" fecha aspas, eu tava merecendo mesmo.
Huntington Beach, 28 de dezembro.
POV Valary
Acordei e olhei ao meu redor, estava no quarto de Dean, que a propósito me encarava sorrindo com aquela cara de imbecil que eu amava.
_ Bom dia, meu amor. — Disse beijando minha testa.
_ Bom dia. — Respondi confusa
_ Dormiu bem?
_ Eita porra, o que você fez? Pra que esse mel todo? Tá me traindo, filho da puta?
_ Não, minha linda. Esqueceu que dia é hoje?
_ Sexta feira?
_ Não. Acho que alguém aí está ficando velha. Feliz aniversário, Valary.
Ah sim, meu anivérsario. Em geral as pessoas ficam animadas e se orgulham de si mesmo por mais um ano nessa porra de mundo, mas eu simplesmente não conseguia entender a lógica delas de comemorar mais um dia de volta ao sol, pior ainda, um ano mais perto da morte.
_ Obrigada, eu acho...
_ Levanta, vai tomar um banho, eu, Samm e Bobby estamos te esperando para tomar café. Logo após o dia é nosso, baby. — Após dizer isso ele saiu ainda sem camisa pela porta, se dirigindo a cozinha.
Me levantei da cama e olhei-me no espelho, estava aceitável. Olhos brilhando, minha palidez havia se neutralizado e cabelos pouco desgrenhados. Normal, quando estava com Dean ele me fazia bem, tanto por fora quanto por dentro.
Tomei um banho e me vesti, dessa vez resolvi ser menos macho e pus um vestido preto de renda. Estava me sentindo uma patricinha com aquilo, mas tudo bem. Fui tomar café com eles depois disso, o que não foi lá uma das melhores idéias do mundo, porque já vieram dois brutamontes tentar quebrar meus ossos em um abraço.
_ PARABÉNS, MINHA CUNHADA GOSTOSA! MUITOS ANOS DE VIDA, JUÍZO E SAÚDE! — Esse foi o parabéns de Sam, delicado igual um tijolo.
_ Minha sobrinha fujona, meus parabéns, repito o que Sam falou, muito juízo, porque você tá precisando.
_ Vão se fuder vocês dois, juízo eu já tenho, só não uso.
_ Minha estressada linda, você sabe que eu te amo. — Dean sussurou ao pé do meu ouvido.
_ Sei porra nenhuma.
_ Tá de TPM, é? — Perguntou Sam tirando com minha cara.
_ VAI SE FUDER! — Gritei com uma voz demoníaca, botando medo em todos.
_ Dean, eu acho que você dormiu com um demônio metamorfo.
_ Também acho.
_ Pera aí que eu já dou um jeito nisso.
Sam se aproximava de mim de um jeito ameaçador e me pegou no colo, me levando até a porta.
_ Agora você vai sair desse corpo que não te pertence, capeta! — Sam falou e juro que pude ver Dean piscando e fazendo um joinha disfarçado pra ele.
_ SEU DESGRAÇADO, ME SOLTA!
_ Não, vou te exorcisar, sua demônia.
_ ME SOLTA, VIADO, ARROMBADO, DESGRAÇA.
_ Não.
Após muita sessão de espancamento e xingos em vão, eu fiquei quieta e deixei esse filho da puta me levar onde queria, porque no final o dia sempre valia a pena com esses dois que eu amava mais que tudo.
POV Sam
(Antes que vocês pensem que o Sam é sem coração, não! Mais tarde vocês vão descobrir o motivo dessa piscada suspeita)
Sorte minha que a praia ficava do outro lado da rua, ela podia dar metade do meu tamanho mas espancava qualquer macho por aí. Eu queria levar ela lá e... Argh, poder me divertir com ela pela última vez antes dessa maldita surpresa de Dean. Eu não sabia porque me machucasse tanto, talvez por que eu gostasse dela um pouco mais que devia? Mas meu irmão não podia nem sonhar com isso, ambos visivelmente estavam felizes e completavam um ao outro perfeitamente. Então eu também estava feliz, certo? Certo.
_ Pronto, pode parar de me bater agora.
Deveria ter ficado calado, porque logo após aquilo ela me deu um belo de um chute no... Naquele lugar mesmo. E não doeu pouco.
_ AI SUA FILHA DA PUTA! ISSO DÓI!
_ É pra doer mesmo, e da próxima vez que você fizer isso EU TE CASTRO, ENTENDEU BEM?
_ Sim senhora. — Foi a única coisa que eu consegui responder diante daquela dor.
_ Anda, deixa de ser viadinho e levanta daí.
_ Você não é homem, nunca vai saber como é levar um chute no...
_ Anda logo.
Vai ter volta, Valary Baker, vai ter volta.
_ Então, o que vamos fazer.
_ Tem um oceano enorme na nossa frente. Tire suas conclusões. — Respondi azedo.
_ Poxa, Sam, não fica assim. — Disse ela fazendo manha.
_ Cala a boca sua demônia.
_ Ah, deixa de ser retardado, hoje é meu aniversário. — Disse ela pulando em cima de mim me obrigando a pega-la no colo.
_ Só porque é seu aniversário não significa que você pode sair por aí espalhando o terror e fazendo as pessoas sofrerem.
_ Exagerado. — Respondeu ela rindo.
_ Mas vai ter volta... Aliás, agora mesmo — Disse correndo em direção ao mar.
_ NÃO, SAM, NÃO, EU VOU CAIR FILHO DA PUTA!
_ Você devia saber o preço do mal. (Nem um pouco viciada em A7x, que isso)
Pulei com tudo do mar, me agarrando com mais força a ela, pois ela já havia demonstado que não nadava muito bem. Mergulhei e senti suas mãos pressionarem ainda mais meu corpo, me fazendo arrepiar. Subi a superficie logo em seguida, o que foi uma péssima idéia novamente, dessa vez levei um tapa na cara.
_ Seu sacripanta!
_ Sacripanta?
_ É, SACRIPANTA, VAI SE FUDER.
_ Ok, vou me fuder e você para de me bater, pode ser?
_ Vou tentar.
Começamos a nos encarar e eu fiquei sem jeito e desviei o olhar. Ela levantou meu rosto com as mãos e tirou uma mecha de cabelo da minha testa. Tudo bem que isso era meu papel, mas ok. Em seguida ela deitou a cabeça no vão do meu pescoço e eu a abracei.
_ Eu te amo, filho da puta.
_ Também te amo, desgraça.
Amo mesmo, mais que deveria inclusive.
_ Sam. — Meu coração parou quando ela chamou meu nome.
_ Pode falar.
_ To com fome.
_ Sua corta clima, bem típico de você. Vamos comer um camarão.
_ E só pra avisar, hoje eu vou beber.
_ Você que sabe.
_ E você vai beber comigo.
_ Você que... O QUÊ? NÃO MESMO.
_ Acho que o Dean não ia gostar nem um pouco de ver um arranhãozinho no Impala dele não é mesmo, seria uma tremenda pena.
_ Quanto é o absinto?
_ Bom garoto.
Segurei minha vontade de estrangular aquela filha da puta e concordei, se Dean visse aquele arranhão, bom, ele arrancava meu pau. Um pouco de bebida não fazia mal a ninguém, pelo menos eu acho.
_ Uma porção de camarão por favor e uma garrafa de cerveja.
_ Uma garrafa de Vodka ele quis dizer. — Corrigiu Valary aumentando minha sede de sangue de anãs. — É assim que a banda toca aqui, meu amor. — Disse Valary pegando a vodka e se sentando a uma mesa.
_ Ah, Valary, Valary... Você acabou com minha abstinência de dois anos.
_ Foda-se, enche essa boca de vodka e cala a boca.
Não respondi, apenas retribui o olhar desafiador que ela fuzilava.
_ Tá achando que eu não sei beber igual você né, pobre animal.
_ Não acho, garanto.
_ Meia garrafa pra cada, quem cair primeiro perde.
_ Ui, ui, ele é hardcore. Bora, sua bicha.
Assim que ela disse isso, virou um copinho inteiro na boca sem demonstrar nehuma reação. Filha da puta, vai ser mais difícil que eu pensava. Enchi um copo e bebi aquilo, não era nada bom. Estou fudido.
Doses e doses de vodka depois, estavamos bem alegres, não diria bêbados, alegres... Por incrivel que pareça eu consegui beber aquele troço horrível sem cair. Saímos da barraca rindo igual retardados.
_ Você conseguiu, agora eu sei que te criei direito, ai que orgulho do meu viado!
_ Eu não sou viado.
_ É sim.
_ Quer ver que não?
_ Vem me pegar então machão, vamos ver se você corre. — Valary era tão criançona as vezes, mas aquela criancice me divertia e... Me fazia amar cada vez mais aquela baixinha. Então dito e feito, saí correndo atrás dela e a agarrei, derrubando os dois na areia.
_ Quem é gay agora?
_ Você.
Comecei a rir, encarando as orbes azuis que tanto me prendiam a aquela garota. Ela dava um sorriso sem graça as vezes e ali aconteceu o que jamais deveria ter acontecido: Eu a beijei. Foi mais forte que eu, aqueles lábios me chamavam, e o pior é que ela correspondia aquele beijo, me senti um completo imbecil, mas era mais forte que eu, sempre vai ser. Sou um fracassado. Me senti um pouco aliviado quando ela quebrou o beijo.
_ Sam eu...
_ Não precisa explicar. Você ama Dean e isso é errado, nós bebemos demais.
_ Eu não quero te machucar. — Ela tocou meu rosto e perdi o chão quando uma lágrima rolou de seus olhos.
_ Eu entendo, vamos pra casa.
Ah, pra casa, me lembrei da maldita surpresa de Dean, e me senti um lixo por trair meu próprio irmão daquela maneira. Mas tudo bem, isso jamais aconteceu, ambos bebemos e não foi consciente. Se ninguém falar sobre isso está no passado, morto e enterrado.
O caminho até lá foi frio, sem nenhuma troca de palavras. Valary foi pra algum lugar que não pude identificar onde e eu me tranquei no meu quaro até a hora da maldita surpresa. Aproveitando-me que nem Dean nem Bobby estavam em casa, aproveitei pra ficar sozinho com meus pensamentos, e logo um par de olhos azuis acinzentados veio em minha mente.
Dizem que homem não chora, e naquela noite eu provei exatamente o contrário.
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