Hunter

16 R U Mine?


Notas iniciais
Oi, então, lembra que eu falei que o capitulo ia sair rápido? hahaha rsrsrs kkk DESCULPA, OK? Ta a merda toda tirando minha inspiração, gente pau no cu, dedicação pra guitarra, escola, psicólogo, enfim, detalhes a parte.
Ficou menor do que eu imaginava, enfim, foi só pra não deixar vocês na mão porque tá foda, glr, eu entro aqui todo dia apenas pra ler as fanfics que eu acompanho e responder mensagens, reviews e blá, porque pra escrever só na madrugada mesmo porque sempre vem ALGUÉM (vulgo mãe) p gritar comigo e me xingar quando eu to escrevendo e eu não tenho paciencia nenhuma, sempre brigo com ela, fico puta, e perco a inspiração, mas ta aí, espero que vocês entendam minha demora :s
P.S.: O título foi porque eu tava ouvindo Arctic Monkeys aí eu pensei "até que faz sentido" ldfkjldkfj ok.

POV Valary

Idiota, sem coração, nojenta. Era como eu me sentia naquele momento. Uma vagabunda. Eu havia percebido a mudança de Dean por minha causa, e agora eu traía ele com a pessoa que ele mais amava e confiava, enfim, eu sentia nojo de mim mesma. Na tentativa de expulsar todos aqueles pensamentos de minha cabeça, me tranquei no quarto e afundei a cara no travesseiro macio na esperança de afastar aqueles pensamentos de mim e fingir que esse maldito beijo nunca havia acontecido. Argh, como eu me odiava!

_ Valary? — A voz que eu mais amava e menos queria ouvir me despertou de meus pensamentos. Dean estava na porta, bem vestido, perfumado, com aquele sorriso de acabar com qualquer mulher.

_ Oi. — Respondi com a cabeça baixa. Eu sentia vergonha de olhar pra ele depois daquilo tudo.

_ Você está bem?

_ Aham, sim, claro, ótima. — Disse forçando um sorriso que pareceu convencer.

_ Hum. — Disse ele arqueando a sobrancelha. — Então, ainda é seu aniversário e eu... Bom... Quero te dar o seu presente.

_ Não precisa me dar nada, Dean.

_ Sim, precisa. Faça um favor pra mim. Se arrume, e me encontre na garagem depois que terminar, ok?

_ Dean, não precisa fazer nada.

_ Mas eu vou fazer, deixa de ser teimosa. Agora vou indo, me encontre lá.

_ Dean. — Chamei.

_ O que?

_ Eu quero que você saiba que... Independente de tudo que acontecer eu te amo.

_ Eu também te amo — Disse ele se aproximando e me beijando. O puxei pra mais perto, fazendo-o cair na cama por cima de mim.

_ Valary, calma, por que esse nervo todo?

_ Nada. Eu só não quero te perder.

_ Você não vai me perder. — Disse beijando minha testa e se levantando. — Agora vá se arrumar, estou te esperando na garagem.

Assim que terminou de dizer isso, lançou-me um olhar malicioso e saiu. Me levantei com vergonha de olhar minha própria imagem em um espelho, estava profundamente arrependida daquilo. Havia tomado banho mais cedo, então só faltava me arrumar. Me maquiei como de costume e coloquei um perfume francês que Dean havia me dado. Tudo me lembrava dele, merda. Abri meu armário, e lá estava um vestido e um salto que eu nunca havia visto na vida, entendi perfeitamente quando em cada peça estava um bilhete escrito "amo você". Droga.

Vesti aquilo e fui pra frente do espelho treinar um sorriso forçado, não deu muito certo mas era o que tinha. Saí do meu quarto e trombei direto com o homem alto com covinhas que eu temia tanto ver.

_ Desculpe. — Dissemos em uníssono.

_ Você está bonita. — Disse ele, arrancando meio suspiro de mim.

_ Obrigada, você também não está nada mal. — NADA MAL? Ele estava simplesmente um gato, mas o que eu menos podia fazer era demonstrar qualquer tipo de sentimento para Sam.

_ Obrigado.

Saí em direção ao Impala. Apressei meus passos quando percebi que ele ia pro mesmo lugar.

_ Valary! — Dean me esperava impacientemente e me recebeu com aquele abraço que eu tanto amava. — Você está tão linda.

_ Obrigada, mas pra onde vai me levar?

_ Você vai descobrir. E a propósito, sorria. — Disse me dando um selinho.

Entrei na frente, Sam entrou atrás e Dean no banco do motorista. Colocou um disco do Guns que eu simplesmente adorava. E o caminho era longo, assim eu teria bastante tempo pra pensar no que fiz.

Ora, aliás, eu não tinha que pensar era porra nenhuma. Eu amo o Dean, todos cometem deslizes, aquilo estava no passado e se Sam mantesse a boca fechada e ambos não demonstrássemos nenhum tipo de queda pelo outro estava tudo bem.

Se.

Depois de uma meia hora, Dean parou o carro. Era uma boate daquelas que ele sabia que eu gostava. Metal, bebidas fortes, cigarro... Enfim, tinha tudo para ser um aniversário perfeito, a não ser que os lábios macios de Sam estivessem atormentando minha mente. Aqueles lábios rosados, aquelas covinhas, aquele sorriso e...

_ Valary? — Gritou Dean me sacudindo.

_ Oi?

_ Chegamos.- Disse me dando a mão.

_ Ah, desculpa, eu estava... Distraída, sim, distraida.

Minha distração tinha nome, sobrenome e olhos muito lindos.

_ Enfim, vamos logo porque tem muita coisa pra rolar hoje ainda. — Disse Dean no meu ouvido, ao mesmo tempo que passava o braço em volta de minha cintura, me fazendo arrepiar.

Entramos, o lugar era realmente muito bom. As paredes pretas com almofadas e detalhes aveludados, luzes e cores para todo o canto, espelhos, música pesada, fumaça de cigarro, eu gostei daquilo. Logo nos aejeitamos em uma mesa.

_ O que vai querer?

_ Wiskey.

_ Não acha que já bebeu demais por hoje não? — Disse Sam com certa ironia na voz.

_ Não. — Respondi firmemente.

_ Deixe seu Wiskey para depois.

_ O que?

_ HEY, PARA A MÚSICA BOBBY!

Dean havia subido em cima da mesa e gritado para todos ouvirem. Bobby? Sim, Bobby, ele estava lá no balcão, dando sinal positivo pra Dean. Eu continuava sem entender nada.

_ Faz cerca de um mês, um homem encontrou uma garota. Essa garota era, e até hoje ainda é, chata, ranzinza, a cada 20 palavras que fala 21 são ofensivas. Era dona de um par de olhos azuis acinzentados que fazia qualquer um perder o chão, um corpo de estontear e lábios grossos e carnudos. Esse homem se encantou pelo jeito dela, talves fosse um masoquista que tinha prazer em ouvir os xingamentos delas, mas eu acho que ele a amava. E essa garota conseguiu o inantingível: ela o mudou. Mudou seu jeito de olhar para a bunda da primeira que passasse, mudou sua falta de paciência, arrancou todo o ódio do seu coração e hoje ele pode dizer que é feliz. Mas ele é feliz porque a ama, e recebeu todas as mudanças que ela o proporcionou de braços abertos. E hoje ele não consegue mais passar um dia sem levar os tapas e beijos dela, sem arrancar um sorriso dela, sem sentir o cheiro dela, enfim. Não consegue sequer respirar sem ela. E hoje essa garota completa 21 anos, e esse cara quer lhe fazer um pedido. Valary Katherine Baker, Val, Katherine, minha Valary. Quer se casar comigo?

Mal Dean acabara de falar aquilo e toda a boate batia palmas e gritava. Eu sentia um sorriso enorme brotando do meu rosto e não consegui nada além de beijá-lo.

_ Só se você me der um Wisky. — Disse rindo.

_ Quantos quiser. — Disse pegando minha mão e colocando um anel de brilhantes no meu dedo. — Você sabe que eu sempre quis te fazer minha.

_ Eu sempre fui Dean, antes mesmo de te conhecer.

Nos beijamos de novo, eu estava tão feliz, não conseguia pensar em mais nada além de quanto eu o queria, o quanto eu precisava dele comigo pelo resto da minha vida. Esqueci de todas as brigas, discussões, traições, eu nunca havia me sentido tão bem quanto estava me sentindo naquele momento.

_ Vai lá pegar seu Wisky.

_ Quer alguma coisa?

_ Não.

Dei mais um selinho nele e fui. Apoiei meus braços no balcão e chamei o garçom. Acabei dando de cara com uma pessoa que eu achei (e esperei, de coração) nunca mais encontrar.

_ Evan?

Notas finais
Alegria de Valary dura pouco rç bjs mandem reviews.