Hunter

26 Pay the price for your betrayal


Notas iniciais
Oi Oi Oi
Nem vou me desculpar pela demora, já me expliquei no cap passado, estudei pra caralho e to a ponto de morrer aqui kkkkkkkkkk
Mas ta aí, esse foi mais pra encher linguiça, o próximo que vai ser o TANANAAAAAM da porra toda, é capaz de ficar bem grandinho também.
Então, ta aí :3

POV Valary

De repente eu algo me arrancando daquela paz que eu estava sentindo faz muito tempo. Fazia exatamente quanto tempo eu estava assim? Bom, não lembro, mas era tempo o suficiente para que eu não lembrasse de porra nenhuma. Ouvi vozes me chamando e em seguida senti que estava em meu corpo carnal novamente. Meu corpo todo doía, era como se um trator tivesse passado por cima de mim e quebrado todos os meus ossos. Eu não me lembro de ter dormido, mas que porra estava acontecendo? Ouvi uma voz não muito estranha chamando meu nome, acho que já estava na hora de admitir que eu sentia falta dela, assim como do dono dela.

_ Vai, Valary, por favor, você já me tirou tudo, não vai embora também. Me deixa te sentir pela última vez, por favor, por favor. – Essa voz soava chorosa, e comecei a sentir uma pequena dormência na mão direita. Tentei fazer um movimento qualquer com ela, mesmo doendo muito. Fiz mais um esforço e abri meus olhos, por dois segundos apenas por causa de uma enorme claridade que eu não via há muito tempo, mas que foram o suficiente para que eu visse o par de olhos verdes que eu tanto amava.

_ Dean? – Murmurei com esforço.

_ Você acordou?! Merda, deu certo! – Sua voz passava de chorosa para eufórica e ele saiu do quarto gritando alguma coisa como “Ela acordou, eu disse que ela acordaria!”

Abri meus olhos mais uma vez e percebi que estava em um hospital. O que?! Será que... Não é possível. Minha mente martelava alguma coisa como um pó branco e um homem estranho dizendo “quando quiser ficar feliz você sabe onde me encontrar”. Meu Deus, eu não fiz isso.

_ Aqui doutor, eu disse que era possível, eu disse! – Dean voltara mais uma vez com os olhos brilhantes, só que dessa vez acompanhado por um médico, Sam, Evan e Emma.

O médico mediu meus batimentos cardíacos, examinou cada milímetro do meu resto e por fim tirou meu sangue. Eu estava cada vez mais confusa. É bom alguém me explicar detalhe por detalhe dessa porra depois que eu sair desse hospital.

_ Batimentos normais, exame de sangue normal, enfim, tudo normal. Não sei como você está viva, parece que alguém lá em cima gosta muito de você.

_ Ou lá em baixo. – Disse Sam sorrindo e me abraçando. – Se você me der esse susto de novo menina, eu juro que eu...

_ Sam, você tá me sufocando.

_ Desculpa. – Disse sorrindo e mostrando suas covinhas que eu amava. – Enfim, se você me der esse susto de novo quem vai te matar vai ser eu, entendeu?

_ Desculpa, pai. – Disse sarcástica.

_ Valary, você acordou! – Emma me recebeu com um abraço amigável, diferente de Sam.

_ É, Emma, acordei.

_ Não precisa mais me chamar de Emma. Pra você e todo mundo é Amy.

_ Amy?! Meu Deus, como? – Eu estava surpresa, porque eu me lembro perfeitamente do dia em que Azazel a levou pro inferno, e ao mesmo tempo feliz por ela e por Sam.

_ Isso não importa, o que importa agora é que tá todo mundo junto de novo. – Disse sorrindo com a mesma simpatia de sempre, isto é, com a mesma simpatia de quando não estava dando uns tapas no Sam.

_ Valary! – Evan veio e me deu um abraço de urso, me sufocando novamente. Até o fim desse dia esses caras vão quebrar algum osso meu. – Nunca mais faça isso ok?

_ Tá bom, Evan, agora me solta porque se não eu não vou poder fazer mais nada, literalmente.

Só um naquela sala ainda não havia me abraçado. Acho que nem preciso falar quem é essa pessoa, não é?

_ Então, acho melhor vocês deixarem ela descansar até o fim dessa noite. Amanhã cedo se nada acontecer ela vai ter alta. – Disse o médico entrando na sala novamente.

_ Ok, se precisar é só chamar. – Sam deu um beijo em minha testa e saiu junto com os outros.

_ Alta? Mas dá pra me explicar o que está acontecendo? – Perguntei impaciente, fazendo todos voltarem.

_ Você não se lembra de nada? – Perguntou Sam.

_ Acho que não. – Respondi

_ Basicamente você usou drogas demais e está em coma faz 11 meses. Aliás, coma não, você só estava viva por causa desses aparelhos, e sinceramente não sei como acordou. Acho bom você agradecer cada dia da sua vida, menina.

_ Eu não fiz isso. – Minha voz falhava, de todas as merdas que eu tinha feito em minha vida toda essa com certeza foi a pior.

_ Sim, você fez. Agora descanse e não faça isso mais. Se precisar é só chamar. – Respondeu o médico empurrando todos em direção a porta.

_ Valary. – A voz que eu tanto queria ouvir me chamou.

_ Oi?

Ele pareceu engolir tudo que ia falar e deu um meio sorriso.

_ Que bom que você tá bem.

_ É, eu acho... – Dei um sorriso seco de volta enquanto ele saía junto com o médico. Era pra eu estar “Mas como assim ‘que bom que você acordou?’ Eu fico quase um ano nessa porra dessa cama e quando eu acordo recebo isso?” Mas entendi o lado dele. Não era a hora certa agora. Eu nem ligava mais pra ele, é, eu passei algum tempo antes do coma tentando me convencer disso e parece que deu certo, mas ainda tinha um lado de mim que eu tanto odiava me importunando e insistindo em dizer que eu iria esperar todo o tempo do mundo por ele. De novo. Mas agora o que me restava no momento era dormir mais um pouco e fazer a coisa que eu mais odeio no mundo: esperar.

POV Dean

Senti meu coração disparar ao ouvir ela chamando meu nome depois de todo aquele tempo. Pareceu com a sensação que tive quando a vi pela primeira vez. Quando seus olhos azuis abriram e sua voz murmurou confusa com todos lá dentro eu quase tive um ataque. Como eu sentia sua falta.

_ Batimentos normais, exame de sangue normal, enfim, tudo normal. Não sei como você está viva, parece que alguém lá em cima gosta muito de você.

Me segurei pra não me jogar em cima dela e continuar chorando. Mas se era esse o preço que eu teria que pagar por minha traição, que seja. Eu a amo demais pra deixa-la ir assim.

_ Agora descanse e não faça isso mais. Se precisar é só chamar. – O médico nos empurrava para fora, mas eu desvivei. Peguei aqueles 20 segundos de coragem que não sei de onde tirei e cheguei mais perto dela.

_ Valary. – Seus olhos se direcionaram a mim. Tinha tanta coisa que eu tinha que falar com ela.

_ Oi?

Reprimi minha vontade de ajoelhar ali mesmo e implorar suas desculpas. Eu ia fazer isso, da melhor forma possível. Mas não agora.

_ Que bom que você tá bem. – Que estúpido. Foi o máximo que conseguiu sair da minha boca aquela hora.

_ É, eu acho... – Ela me devolveu o mesmo sorriso sem graça. Apesar de vazio eu queria por muito tempo ver aquele sorriso que eu tanto amo.

Saí do quarto e fui procurar Sam. Eu precisava falar com ele sobre o pacto. Tudo bem, ele não ia aceitar e querer me matar, mas vamos lá, é agora ou nunca.

~Dê play em Your Betrayal e continue lendo: http://www.youtube.com/watch?v=IHgFJEJgUrg ~

_ Sam, posso falar com você?

_ O que foi Dean? – Acho que ele percebeu minha expressão. Qual é, estava tão claro assim?

_ Vamos lá pra fora. É sério.

Ele engoliu seco e me seguiu. Acho que ambos sabíamos o que estava por vir. Valary não iria acordar assim do nada e ele sabia muito bem disso. Saímos do hospital e o clima frio e desagradável da Europa me trouxe lembranças da Califórnia. Ah, merda, como eu queria voltar no tempo.

_ Então, o que você fez dessa vez, Dean?

Não consegui falar nada, toda vez que eu tentava pronunciar algo minha garganta dava um nó.

_ Fala, Dean, o que foi?

_ Olha Sam, antes de tudo... Por favor, não fica bravo comigo.

_ Dean...

_ Olha, nós dois sabemos que a Valary não ia acordar assim do anda depois de quase um ano. E também sabemos que a única alma que aquele bando quer é a minha.

_ Você não fez isso...

_ Fiz. Em troca de ela deixar você, ela, Amy e o resto que vocês convivem em paz pro resto da eternidade.

Sam virou-se de costas para mim e olhou para cima, talvez evitando que as lágrimas escorressem.

_ Quanto tempo você tem?

_ Um mês. E não, você não vai fazer nada porque se alguém tentar fazer gracinha todo o mundo morre.

_ Então vamos dançar conforme a banda. Na hora que a Valary sair daquele hospital você vai pedir desculpa pra ela e NÓS vamos cuidar disso. Ninguém vai sair morto, ponto final.

_ Sam...

_ Cala a boca. Agora é questão de honra.

_ Olha, dá pra me levar pra casa, que eu nem ao menos sei onde é? Preciso esfriar minha cabeça.

_ Vou levar todo o mundo pra arrumar a casa e vou passar a noite com Valary. E só pra constar, isso ainda não acabou.

Sam saiu na minha frente, ainda com raiva. Ele não vai aceitar, pelo que eu bem o conheço vai fazer uns planinhos idiotas. Mas aquele bando é esperto, querendo ele ou não eu vou fazer isso. Pelo bem dele e de todos que eu amo, ou melhor, daquela que eu amo ao ponto de vê-la feliz sem mim.