Hunter

21 Nothing Left To Lose


Notas iniciais
OOOOi, então, não sei o que deu em mim, talvez um ataque de taradeza e psicopatia, mas ficou FODA, modéstia a parte, uns vão me odiar pra caralho depois disso, outros não, mas ta aí como prometido :)
Ah, e hoje fui olhar gente, eu mal acreditei, 46 leitores, 16 favoritos e 1 recomendação *-*-*-*-*-*-*-*-* VEMK ME BEIJEM TODOS VOCÊS tá, parei de fiukar mas enfim, OBRIGADAAAAAAAAAA MESMO CARA, VOCÊS SÃO FODAS, isso que me ajuda a continuar escrevendo essa bostinha *-*

Paris, 31 de Dezembro

POV Valary

Dois dias passaram rápidos e agradáveis demais pro meu gosto. Eu havia tentado me convencer de que não sentia falta de Dean (apesar de ter uma segunda Valary teimando comigo), a casa já estava praticamente arrumada, o dinheiro que sobrava do Poker em Las Vegas dava pra nos manter perfeitamente enquanto Evan não conseguia o emprego que tanto falava, e a propósito, e eu e ele... Bom, nós dávamos uns amassos e tal mas era só isso, pois eu deixei bem claro para ele que não queria nada sério, e ele como sempre me respeitou.

Hoje iríamos dar uma pequena festa de ano novo com alguns amigos de Evan que segundo ele havia conhecido em uma de suas viagens. Já eram 17:58 e já havíamos encomendado umas caixas de Heineken, a música rolava solta e a casa estava arrumada, vulgo aceitável.

_ Já esta pronta? – Evan sentou ao meu lado, que a propósito não estava nem um pouco pronta. Estava jogada no sofá com um moletom de Sam que eu havia “pego emprestado” e... Só.

_ Precisa responder?

_ Não, não precisa. Tenta parecer apresentável porque começa daqui a uma hora.

_ Pode deixar. – Respondi fazendo transparecer ironia pela minha voz.

Me levantei e subi. Tomei um banho meio demorado como de costume e coloquei uma regata branca, uma jaqueta de couro, um Jeans preto e um coturno. Deixei meu cabelo do jeito que estava mesmo e me maquiei. Pronto, estava “aceitável”. Olhei no relógio e já eram 19:52. Porra, meu banho havia durado mais tempo que eu pensava. Desci as escadas e lá estavam os amigos de Evan. Um era todo tatuado, bombado, mal encarado e tinha um piercing no lábio inferior, que o mordeu assim que me viu. O outro era magrelo, loiro, olhos azuis, bem pálido. E havia uma mulher com eles. Cabelos negros enormes, os olhos... Era uma cor meio avermelhada, eu não conseguia identificar. Ela não me era nem um pouco estranha.

_ Valary, você chegou. Esse aqui é o Lenny, Humberto e a garota é a Emma. – Disse apontando para o tatuado, em seguida o magrelo e depois a morena.

_ Prazer. – Disse forçando um sorriso, já que nenhum dos dois me pareceu simpático e aquela morena... Tinha alguma coisa nela me incomodando.

_ Eu vou ali pegar a Heineken, já que aqueles inúteis daquela loja não prestam nem para trazer.

_ Evan, hoje é o último dia do ano, qual é. Eles não vão deixar a família sozinha, quem sabe com um bando de desconhecidos. – Todos ali sabiam o que eu queria dizer com aquilo e foda-se.

_ Pois é Evan, vai que a família deles possam ser perseguida por demônios, eles tem que estar lá para defendê-la. – Disse o tatuado. Meu coração gelou ao ouvi-lo.

_Ok, estou indo. Disse Evan parecendo desconfiado.

Assim que ele saiu o tatuado começou a me encarar.

_ Perdeu alguma coisa?

_ Nada.

_ Foi o que eu pensei.

_ Então, Valary, de onde você é? – A morena finalmente se pronunciou

_ Da minha linda casinha, e a propósito, eu vou lá em cima pegar uns cig... Ah, a quem eu estou tentando enganar? Vou evitar pessoas até o Evan chegar, passar bem.

_ Vai com calma, gatinha. – Quando eu passei perto daquele tatuado nojento, o idiota disse isso e em seguida me apalpou. A única coisa que eu consegui fazer foi dar um belo de um soco no nariz dele, que escorreu uma gota de sangue logo em seguida.

_ NÃO ENCOSTA EM MIM! – Gritei.

_ Sua putinha, vou te ensinar a me respeitar vai ser agora. – O cara vinha até mim de um jeito escroto, com raiva, confesso que cheguei a ficar com medo. Tentei correr, mas ele agarrou meus cabelos e me trancou no banheiro.

_ TA MACHUCANDO, PORRA, ME SOLTA!

_ Vai machucar muito mais a partir de agora. – Ele me segurava dentro do Box, eu entrei em desespero quando ele começou a desabotoar a calça, em seguida ficou só de cueca. Eu tentava gritar e pedir ajuda, mas ele bateu minha cabeça contra a parede, me causando uma dor enorme. — Sabe o que eu vou fazer com você? – Ele perguntou a a mim, sua voz era grossa, rouca. Eu estava com medo e com dor demais para falar alguma coisa. Humberto e Emma tentavam arrombar a porta de todo jeito, tentativas em vão. — Eu vou fazer você gritar muito sua putinha. – Ele falou e então tentou de todos os jeitos tirar minha calça, tentativas em vão já que eu chutava e esmurrava a cara dele. Minha força anormal não adiantava de nada agora, pois ele parecia ter um tipo de bloqueio contra ela. Essa não, porra.

_ Sabe, desde que eu entrei aqui te achei muito gostosa... Perfeita para uma fodinha das boas. Eu ia adorar inaugurar isso aí que você tem entre as pernas. O que você acha?

_ Você me dá nojo.

_ Ah, linda, calma, com o tempo você se acostuma.

_ Me tira daqui.

_ Não vou tirar. – Quando percebi ele já havia rasgado minha calça em mil pedaços. Que força anormal do caralho. Tentei me afastar, mas quanto mais eu me afastava, mais ele se aproximava. – Não adianta tentar fugir, vou te fazer gritar muito, sua vadia. – Por um instante passou uma idéia maluca em minha cabeça, era isso ou então eu ia acabar sendo estuprada, ou talvez morta.

_ Não precisa me forçar a nada. – Disse passando a língua nos lábios e ativando meus instintos de mulher sexy. – Sabe, gritar as vezes é bom. – Disse o afastando de mim e o fazendo assentar no vaso.

_ Assim que eu gosto. – Me aproximei dele e sentei em seu colo, eu nunca senti tanto nojo em minha vida. Dei uma rebolada, fazendo ele gemer.

_ Está gostando, é?

_ Muito, aaah. – Disfarçadamente levei minha mão a um pote do lado e peguei uma lâmina reserva do aparelho de barbear de Evan.

_ Então goste DISSO, DESGRAÇADO. – Em uma questão de milésimo de segundo me levantei de seu colo e cortei seu membro fora em apenas um golpe.

_ AH, SUA VADIA! – Ele gritava enquanto o sangue escorria por todos os cantos, ele ainda tentou se jogar por cima de mim, que estava encostada no Box, mas desviei completamente e ele caiu por cima do Box, que se quebrou em mil pedaços e consequentemente, cortando todo seu corpo.

A cena que eu vi a seguir era de traumatizar qualquer macho: Seu rosto estava desfigurado e ensangüentado, suas vísceras estavam parcialmente visíveis e seu osso da costela estava a mostra, mas eu não me sentia nem um pouco culpada por aquilo, pelo contrário, sentia prazer de vê-lo assim. Psicopata? Talvez, só sei que esse aí teve o que merece.

Ainda assustava com aquela tentativa de estupro, destranquei o banheiro e coloquei outra calça, sendo seguida por Emma e Humberto, que me faziam mil e uma perguntas, todas sem resposta. E de repente aquela cena de quatro anos atrás voltou em minha mente: alguém morto, polícia chegando, eu fugindo... Sem ao menos pensar duas vezes, peguei um casaco extra, um maço de cigarros e saí apressadamente daquela casa. Subi na moto daquele que eu acabara de matar e comecei a vagar sem rumo nas ruas de Paris. Eu não fazia a mínima idéia de como pilotar uma moto monstro daquelas, e já estava ficando escuro, mas foda-se, qualquer lugar era melhor que aquela casa. Acelerei a moto e fiquei vagando por aí uma meia hora, devo ter provocado uns quatro acidentes e quase atropelei uma senhora, quando finalmente achei o lugar perfeito para ficar comigo, eu mesma e eu.

~Dê play em Nothing Left To Lose e continue lendo: http://www.youtube.com/watch?v=eNY9aCIHeR4 ~

Eu não fazia a minima idéia de onde estava, só sei que não havia muitas pessoas por perto. Era uma espécie de praça, que tinha uma grade média que dava vista para a cidade toda. Pude ver a torre Eiffel de fundo, e o anoitecer deixava aquilo ainda mais bonito, se era que era possível. O ar frio da França se misturava com o ar quente que saía da minha boca, e por um instante me peguei pensando em como seria se Dean estivesse aqui. Provavelmente ele estaria me pegando no colo e ameaçando me jogar lá em baixo, enquanto eu o xingava de todos os nomes possíveis e esmurrava suas costas. Um sorriso pequeno brotou em meus lábios sem que eu percebesse. A quem eu estava tentando enganar? Eu sentia falta dele, eu precisava dele, eu não ia conseguir viver sem ele. Mas como sempre eu estrago tudo, e agora cá estou eu do outro lado do mundo querendo trocar, sei lá, meus pulmões por uma vida ao lado dele. Droga.

Meu celular tocava no bolso da jaqueta, era Evan. Resolvi não atender e desliguei o celular, precisava de um tempo para mim. Acendi um cigarro, o mais forte que eu tinha no bolso, e dei uma, duas tragadas. A sensação que aquilo liberava dentro de mim por um pequeno instante podia substituir a sensação que eu tinha quando estar com ele.

Troquei minha melhor droga pela pior novamente, e aquilo não era bom.

_ Dia difícil, moça? – Um homem com capuz se aproximava. Não consegui ver seu rosto, porém qualquer companhia seria bem vinda naquele momento, mesmo que essa companhia pudesse ser um seqüestrador.

_ Vida difícil, meu caro... – Dei uma última tragada no meu cigarro e acendi outro. – Quer um?

_ Não, obrigado.

O silêncio tomou conta daquele lugar por um instante. Aquilo era de certa forma acolhedor.

_ Sabe, a vida também não fica do meu lado quase nunca.

_ Estamos no mesmo barco.

_ Mas eu tenho uma saída para isso. – Um nó se formou em minha garganta. Será?

_ Qualquer saída é bem vinda nesse momento.

_ Bom, minha saída é branca e fina. As vezes o cheiro dela me conforta, outras vezes prefiro senti-la dentro de mim para me satisfazer completamente. Se você quiser eu lhe apresento.

Bom, vejamos... Eu acabei de matar uma pessoa que tentou me estuprar, eu tinha um vazio que simplesmente não conseguia preencher. O que eu tinha a perder?

_ Eu quero.

_ Quer o que?

_ A saída para isso tudo.

_ Ótimo. – Disse sorrindo pegando um pacotinho com o pozinho de pirlimpimpim, era assim que eu costumava chamar a cocaína. Aquele estranho formou algumas carreiras no banco daquela praça deserta e lá vou eu. Consegui inalar a primeira sem espirrar, apesar de fazer muito tempo que eu não usasse, eu ainda sabia perfeitamente como usar.

Depois de inalar tudo me deitei ali mesmo. Meu suposto “novo amigo” disse alguma coisa do tipo “quando quiser ficar feliz você sabe onde me encontrar” e saiu. Comecei a perceber a chegada das sensações que aquilo provocava. Primeiro as estrelas começaram a fazer uma dança engraçada, não pude deixar de rir com aquilo. Eu me sentia feliz e eufórica. Inalei as duas últimas carreiras que sobravam para potencializar o efeito, eu estava gostando tanto daquilo. Eu ria a todos os pulmões, nunca me senti tão feliz em toda a minha vida. Logo em seguida aquele vazio que eu senti antes de usar drogas voltou três vezes mais forte. Eu já havia parado de rir e estava lá parada apenas encarando o céu. De repente senti uma dor de cabeça tão... Forte. Não conseguia mais me mexer, nem gritar eu conseguia. E eu vi... Olhos. Olhos verdes. E eu podia estar em condições lamentáveis, mas aquilo era real. Aqueles olhos... Foi a última coisa que eu vi antes de perder completamente a consciência.

Notas finais
rçrçrçr não me matem, me xinguem nos reviews a vontade mas não me matem '-'