Hunter

22 Come back to me, it's almost easy


Notas iniciais
Oi galera, eu achei esse cap uma bosta, mas digamos que eu não estou nos melhores dias da minha vida (muito pelo contrário inclusive) então minha inspiração tá enfiada no.............................
Bom, vocês entenderam, mas é o que tem para hoje kkkkkkk não vou enrolar mais vocês então tá aí

POV Evan

Cheguei em casa com 5 caixas de Heineken. A noite iria ser boa. Abri a porta principal e não havia ninguém lá.

_ Valary? – Chamei e não obtive resposta.

Subi as escadas e um cheiro horrível tomava conta do lugar, quanto mais eu andava em direção ao banheiro mais aumentava. A porta estava escancarada e quando entrei tomei um susto. Lenny estava morto, não diria morto, diria... Caralho... Valary!

_ VALARY! – Chamei ainda mais alto.

_ Evan! – Emma corria em minha direção saindo do quarto, estava visivelmente muito assustada. Humberto vinha atrás dela, menos abalado, porém igualmente assustado.

_ O que aconteceu nesse lugar?

_ Lenny! Ele tentou estuprar a Valary e ela fez isso.

_ Cadê a Valary? – Eu sentia que ia vomitar meu coração a cada segundo que se passava.

_ Eu não sei, ela nem deu tempo de nada, estava assustada demais e saiu?

_ VOCÊS SÃO LOUCOS DE DEIXAR ELA SAIR? ELA NÃO CONHECE ESSA CIDADE, PORRA! – Eu gritava e sentia algumas lágrimas pedirem passagem, talvez de desespero.

_ NÓS TENTAMOS FALAR COM ELA, EVAN, MAS ELA NÃO DEU TEMPO.

_ Ai, puta que pariu. – Desci as escadas e tentei ligar pro celular dela, primeiro chamou até desligar, em seguida caiu em caixa postal. Ótimo, menos mal, se eu bem a conheço ela desligou o celular para ficar sozinha. Já sei que ela está bem, o problema agora é onde ela estava e o cadáver do Lenny lá em cima, mas isso era fácil de se resolver.

_ Emma, se livre do cadáver do Lenny e Humberto, limpe aquele banheiro depois. Eu vou rastrear o chip da Valary.

_ Ok. – Disseram em uníssono.

Eu não estava preocupado com aquele cadáver. Lenny era assim, deplorável, desprezível. Não tinha amigos, família, não havia sequer um ser que gostasse dele. E Emma sabia muito bem como se livrar de um cadáver. Aquela vampirinha era bem esperta. Sim, pode parecer um absurdo mas ela era uma vampira. Agora que foi resgatada das trevas esta bem mais esperta. Não era má pessoa, mas precisava de se vingar de um certo demônio que a separou de seu namoradinho idiota. Depois que escapou do inferno trocou seu nome e está por aí tentando encontrar esse tal de Azazel. Já Humberto era só um psicopata que fugiu da clínica. Sua sanidade mental está estável e creio que ele não seria capaz de tentar nada. Porém Valary não pode nem sonhar com a verdadeira identidade de nenhum dos dois.

Falando em Valary ela não estava muito longe daqui. Uma pracinha bem conhecida em Paris. Saí de lá andando mesmo, só espero que ela esteja bem. Creio que ela não vai querer continuar em Paris depois dessa então vamos embora. Londres talvez? Não importa. O que me importava agora é fazê-la feliz, pois já bastava o que ela já passou com aquele tal de “Dean”, mesmo que ela não queira um relacionamento sério, eu precisava dela comigo de todos os jeitos.

Cheguei perto da pracinha e a gritei.

_ Valary?

Nada. Andei mais um pouco e... Não pode ser. Ela estava lá, tendo um princípio de convulsão. Me aproximei dela e vi um pó branco em seu nariz.

_ Não, você não fez isso. Merda, Valary.

_ Dean? Você voltou? – Murmurou sonolenta antes de desmaiar por completo. Chequei seu pulso que estava fraco. Ai, caralho.

_ Quem fez isso com você, Valary? SOCORRO. – Comecei a gritar por ajuda e logo um homem que se dizia médico abaixou-se para me ajudar.

_ O que aconteceu?

_ Não sei, acho que alguém deu cocaína para ela.

O homem checou seu pulso igual eu havia feito antes e franziu o cenho.

_ Ela está muito quente e o pulso dela está fraco, pelo jeito ela usou muita droga e os batimentos cardíacos vão diminuindo até o óbito, você tem que levar ela pro hospital AGORA.

Entrei em desespero, até que ele se ofereceu para levá-la para lá. A peguei no colo e entrei no carro com aquele homem, que seguiu até o hospital que trabalhava. De cinco em cinco segundos eu checava o pulso dela, que diminuía a cada instante.

_ Doutor, ela não vai aguentar.

_ Vai sim, já chegamos. – Quando me dei conta estávamos parados em frente a um hospital. Abri a porta e segui o homem ás pressas, que entrou em uma sala e saiu de lá dois minutos depois com um uniforme de médico. Li em seu crachá “Dr. Bigotto”.

_ Então, rapaz...

_ Evan.

_ Evan. Agora é comigo.

_ Tudo bem. – Coloquei Valary em uma maca que estava perto e segurei suas mãos quentes. – Tudo vai dar certo, princesa. – Disse beijando sua mão. – Boa sorte Doutor.

O médico assentiu com a cabeça e levou Valary para dentro. O que me restava agora era aguardar na sala de espera e tentar não pensar no pior.

2 horas depois...

_ Evan, Evan! – Dr. Bigotto tentava me acordar. Eu nem tinha me dado conta que havia dormido.

_ Olá Doutor. Como ela está? – Disse preocupado. O médico fez uma cara não muito das melhores e suspirou.

_ Bom, é sério... – Um nó se formou em minha garganta. – Colhi uma amostra de sangue, e sinceramente... Não faço idéia de como ela está viva. Já havia indícios de drogas de algum tempo atrás, mas dessa vez ela passou muito da conta. Ela era usuária de drogas antes?

_ Não sei, mas depois dessa não duvido de nada.

_ Morrer ela não vai. Dessa vez pelo menos não. Porém eu não posso te dizer quando ela vai acordar.

_ Coma?

_ Não sei. Talvez ela esteja apenas... Descansando. – Eu sabia que não era verdade.

_ Posso passar a noite aqui? Caso ela acorde e tal.

_ Você quem sabe. Bom, eu vou mantê-la em observação e vou para casa. Qualquer coisa é só me ligar. – Disse me entregando um cartão. – Tchau, Evan, boa sorte.

Forcei um sorriso e assenti com a cabeça. Que bela virada de ano, não? Ah Valary, porque você tem que ser tão... Valary?

Algum lugar da Califórnia, 31 de dezembro, 21:35

POV Sam

_ Ô Bela Adormecida, para de sonhar com o príncipe encantado e passar essa droga de Peru?

Dean acabara de gritar no meu ouvido, despertando-me de meu quase sono. Ele havia voltado a ser, literalmente, o Dean. Mal humorado, ranzinza, sem Valary. Cadê essa filha da puta na hora que todo o mundo precisa?

_ Toma essa porra, Dean. Agora me deixa dormir.

Estavamos no Trailler por aí, era bem melhor para nossas viagens de caçada. O único problema foi convencer Dean que o Impala já não era mais o suficiente. E digamos que ele teve “a melhor idéia de sua vida”: Levar o amado motel sobre rodas dele junto. Havíamos comprado umas bebidas e comida para das uma pequena festa de ano novo entre irmãos. Não preciso nem mencionar o quanto eu queria Valary conosco, não é?

_ Sam. Saaam!

Quando me dei conta estava em um lugar não muito estranho. Um jardim com uma cachoeira e minhas roupas no lugar de jaqueta e Jeans foram substituídas por uma espécie de pijama de linho branco. Ah, qual é, será que Bobby bateu essa porra e eu morri?

_ Saaaaam.

A voz continuava, eu a conhecia de qualquer lugar. Valary. Olhei mais a frente, estava com o mesmo pijama esquisito, cabelos ao vento e nunca havia visto seus olhos tão lindos, aliás, nunca a tinha visto tão linda. Ela se aproximou e tocou meu rosto de leve.

_ Você voltou...

_ Eu nunca fui embora.

De repente suas mãos começaram a queimar meu rosto. Me afastei dela na hora e seus olhos ficaram amarelos. Tudo ficou escuro do nada, a cachoeira de lava cristalina havia sido substituída por um mar de lava que destruía tudo ao seu redor. Um círculo se formou ao meu redor impedindo que eu fugisse para um lugar qualquer. De repente aparece uma espécie de anjo, não diria anjo, diria... Um demônio! Suas enormes asas negras se afastaram, revelando sua face. Azazel. Valary estava caída no chão, em volta de um pó branco que parecia mais... Cocaína.

_ Não vai salvar sua namorada, Sam?

Ele deu uma risada maléfica, e de repente senti um tapa na cara.

_ Oh, Oh, dá para parar de gritar? – Eu abri os olhos e me dei conta de que estava no ônibus, respirei aliviado mas aquilo tudo fora tão real... Será que foi uma visão?

_ Desculpa, eu tive um pesadelo, eu acho.

_ Dá próxima vez tenha um pesadelo em silêncio.

_ Eu vou no banheiro. Pelo menos lá não tem ninguém pra descontar seu pé na bunda em mim, com licença.

Eu sei que depois dessa eu poderia levar um belo soco na cara, ou ele poderia simplesmente me socar, mas foda-se. Aquilo tinha sido real demais para um sonho, e do jeito que Valary é não duvido de mais nada vindo dela. Me tranquei no banheiro e chamei seu número. Nada. Eu estava começando a me preocupar. Tentei mais duas, três, quatro vezes... Nada.

Lembrei-me daquele amigo dela, Evan se não me engano. Valary havia me passado o número dele (lê-se eu achei em um papel quando estava arrumando suas coisas e guardei). Era minha única esperança ou... Foda-se, eu ia pra França de todo o jeito achar aquela branquela.

_ Alô? – Uma voz masculina atendeu do outro lado renovando minhas esperanças, que foram embora logo em seguida quando a voz pareceu tentar parar de chorar para falar comigo, soava mórbida, não sei...

_ Evan?

_ Sim, eu mesmo. Quem é?

_ O que aconteceu com Valary?

_ Winchester, e você?

_ Sam Winchester, não o ex namorado dela.

_ Olha, a própria Valary me falou para não passar nenhuma informação da vida dela para nenhum dos dois.

_ Se você esta dizendo isso é porque alguma coisa aconteceu.

_ Não aconteceu nada ok? Ela esta ótima, agora...

_ Não mente para mim, rapaz...

Ouvi ele inspirar e soltar o ar pesadamente logo em seguida.

_ A única coisa que você precisa saber é que ela teve uma pequena recaída nas drogas e..

_ E O QUE? COMO ELA ESTÁ? – Entrei em estado de desespero nesse momento.

_ Coma... – Senti meu coração parar por quase um minuto.

_ Em que hospital ela está?

_ Você não vem para cá não, rapaz. Vocês dois já foderam com a vida dela demais e no que depender de mim não vão fazer isso de novo.

_ Se não quiser me dar o endereço, sem problemas. Mas vamos ver quem vai me impedir de achá-la.

Desliguei o telefone na mesma hora e saí bufando para meu quarto. Peguei algumas roupas e documentos, enfiei em uma mala e saí.

_ Daqui a uma semana estou de volta. – Disse quando passei por Dean, que tentou me perseguir e pedir explicações, tudo em vão, eu não me concentrava em mais nada no momento, só sei que eu vou para Paris e vou achar Valary, mesmo que não adiante de nada, mesmo que eu tenha que ouvir muita coisa quando volte, não vou deixar ela voltar a ser o que era antes, não mesmo.