Hunter

24 No more nights, no more pain


Notas iniciais
Oi oi
Eu prometi que ia postar cedo, mas novamente meu pc deu pau, e hoje misteriosamente voltou, vai entender
Nesses capitulos cês tão querendo me matar, eu sei, mas no proximo vou compensar tentando fazer um capitulo grande e detalhado, talvez o melhor dessa fanfic, e com o POV do Dean também. Vai ter uma grande passagem de tempo, mas acho que vai ficar bem legal.
Então go go tomar um balde de café e passar a noite escrevendo kk

POV Sam

Paris, 11 de Janeiro

_ Sam...

Novamente eu estava naquela mesma cachoeira, com aquele mesmo pijama branco de linho, aquele mesmo lugar que eu fui quando senti que Valary estava em coma. Ai meu Deus, será que aconteceu mais alguma coisa?

_ Sam? – A voz dela chamou mais uma vez e me virei. Ela estava do mesmo jeito de antes, linda.

_ Valary! – Fui até ela que deu um sorriso.

_ Estou vendo que as coisas estão boas demais pra você com a volta da Amy, não é?

_ Como você sabe disso? Você não morreu, não é?

O sorriso dela sumiu de seus lábios e ela encarou o chão sem ânimo algum.

_ Tecnicamente não, mas...

_ Fala, estou pronto.

_ Minha vida está naqueles aparelhos e eu não sei quando, ou ao menos se vou acordar.

_ Você vai acordar sim. Quem vai infernizar a vida do Dean? – Por que eu senti que não devia ter tocado no nome dele?

_ Duas coisas: Em primeiro lugar eu estou semi-morta, posso não acordar então já vou te avisando. Segundo, você pode muito bem infernizar a vida dele, e terceiro EU AINDA O ODEIO!

_ Mas não eram duas coisas?

_ Tá, tá, você entendeu. Eu tenho que ir agora, se você não for me visitar todo dia naquela porra de hospital ou deixar alguma enfermeira vadia me matar eu te levo direto pro inferno comigo, ok? – Era impressionante como ela mesmo semi-morta não pedia o senso de humor.

_ Você esta praticamente morta e está feliz assim?

_ Quer que eu fique como? Agora realmente eu não posso fazer nada, então vou aproveitar minha pós vida em paz. Tchau.

Acordei em um pulo, com um sorriso de babaca na cara. Fora tudo tão real... E se essa garota estiver comunicando comigo através dos sonhos. É, pode ser que sim. Mas e se essa parada de semi-morta for verdade? Ai caralho, eu não consigo me imaginar sem ela, do mesmo jeito que não conseguia me imaginar sem a Amy. Agora ela volta e Valary se vai, que droga de vida, não é Sam?

_ Bom diaaaaaa! – Por falar em Amy ela acabou de se jogar em cima de mim.

_ Oi pra você também.

_ E aí, dormiu bem? – Um sorriso se formou em seus lábios e sua voz soava sapeca.

_ Ao..

_ NÃO FALA AO SEU LADO MELHOR IMPOSSÍVEL OU EU VOMITO NA SUA CARA!

Rimos. Era impressionante como ela e Valary fariam uma bela dupla de infernais. Mas eu queria as duas me infernizando pelo resto da minha vida.

_ Então, eu suponho que você esteja em Paris por causa da Valary, não é? – Perguntou ela parecendo ler minha mente.

_ É, se bem que dar uns tapas naquele seu amigo Evan também não seria má idéia.

_ Ah, ele gosta da Valary, acho que só quer poupá-la de mais mágoas.

_ Você sabe de tudo não é?

_ É. Sei. Inclusive que vocês dois ficaram na praia. – Abaixei a cabeça, e se ela tivesse alguma mágoa com isso? – Não tem problema, Sam. Já passou.

_ Melhor assim. – Disse dando um sorriso de canto e dando-lhe um selinho.

_ Você quer ir no hospital ver ela?

_ Quero.

_ Ok, só troque de roupa. Mas já avisando que as coisas não estão muito boas pro lado dela.

_ Eu sei. Imaginei essa possibilidade.

_ É. Estou te esperando lá fora, não fica muito longe daqui. Tchau. – Disse bagunçando meu cabelo ainda mais e saindo.

Vesti uma calça e uma jaqueta qualquer e fui até ela la fora, que me recebeu com um tapa na cara em seguida um selinho. É, ela era estranha, mas era minha estranha. A carreguei de cavalinho no caminho. Eu sentia falta disso, apesar de ela me bater de dois em dois minutos eu a amava. E é agora que minha sede por vingança daquela coisa cresceu ainda mais forte.

_ É aqui. – Disse ela me fazendo parar em frente a um hospital.

Entrei naquele lugar que não tinha um clima lá dos mais agradáveis, tinha uma força negativa tão estranha. Tudo bem, era um hospital, mas ainda sim era bem estranho.

_ Olá, é aqui que se encontra a senhorita Valary Katherine Baker? – Perguntei a moça da recepção.

_ Sim, aqui mesmo. – Disse ela após olhar alguma coisa no computador. – Mas ela está acompanhada e não tem autorização para visitas. Vocês são o que da paciente?

_ Digamos que sou irmão dela.

_ Qual o seu nome?

_ Sammuel Campbell Winchester Baker. – Menti. A mulher arqueou uma sobrancelha e me olhou desconfiada da cabeça aos pés.

_ Muito bem, pode entrar. Quarto 685, terceiro andar.

_ Obrigado.

Peguei Amy pela mão e procurei aquele quarto desesperado. Subi umas escadas quando finalmente achei. Bati na porta três vezes e aquele tal de Evan atendeu.

_ SEU DESGRAÇADO! Não medi forças e me joguei em cima dele, acertando alguns socos em seu rosto. Em seguida ele consegui me segurar e se colocou em cima de mim, me acertando no estômago fazendo-me arfar.

_ Chega, chega, chega! – Amy entrara no meio da briga e por pouco eu não acertei-lhe um tapa.

_ Tá, maluco, cara?

_ Quem você pensa que é pra levar ela daqui? Agora olha como ela está!

_ Eu não quis levar ela daqui, idiota! Ela quis vir e você sabe muito bem disso. Estava cansada de sofrer na mão de um cara que pagava de bom moço mas gostava mesmo era de...

_ CALA A BOOOOOOOOOOOCA! – Amy soltara um berro tão alto que vieram duas enfermeiras repreendê-la.

Depois de cinco minutos nos acalmamos, claro, depois de muitas encaradas feias.

_ Evan, se importa de me deixar sozinho com ela? – Perguntei com a maior calma e educação possível, reprimindo todos meus desejos de arrebentar aquela cara de... Aaaargh!

_ Claro, enquanto isso vou arranjar um gelo pra por no meu olho.

_ Eu vou com você, Evan. – Respondeu Amy compreendendo o que eu tinha dito.

~Dê play em I Won't See You Tonight (parte 1) e continue lendo http://www.youtube.com/watch?v=oAdQzCq53XE ~

Depois que ambos saíram daquela sala eu me sentei ao lado da cama de Valary e olhei para ela. Parecia estar dormindo, tão linda... A pele continuava pálida, os lábios carnudos ainda corados e sua pele ainda quente. Sua respiração era lenta, quase imperceptível. Isso era bom, indicava que ela ainda vivia, mesmo com todos aqueles aparelhos. Quem diria, Valary Baker com a vida dependendo de aparelhos.

_ Olá. – Um médico acaba de entrar na sala. Me parecia simpático.

_ Oi. – Respondi com bom humor, que eu não sei de onde havia tirado.

_ E aí, visitando a irmã rebelde?

_ Ela não é minha irmã de sangue, mas sim, é muito rebelde. – Respondi rindo seco. – Quanto tempo ela pode ficar assim, doutor?

_ Eu não sei. Talvez semanas, meses, ou até anos. Ou talvez... – Ele abaixou a cabeça naquele momento.

_ É, eu entendo.

_ Vou te deixar sozinho com ela, vou respeitar seu momento. Qualquer coisa, qualquer sinal que ela der é só me chamar que eu venho correndo.

_ Tudo bem, obrigado!

O médico saiu da sala, com um olhar vazio e sem vida. Eu não estava assim tão abalado. Eu a encontrei pedindo pra morrer e agora ela está a um passo de conseguir o que queria. Eu a amava, de verdade, e se aquilo for o melhor pra ela, por mais que eu sofra é o melhor para mim também. Peguei em sua mão gelada e lá fiquei por quase duas horas, apenas a observando. Eu tinha certeza de que ela estava ali comigo, e sempre estaria.