Hunter

11 I love you more than anything on the planet


Notas iniciais
OOOOOOOI
Esse capitulo ficou maior xD e agora minhas inspirações de madrugada voltaram PORQUE EU TO DE FEEEEEEEEEEERIAS *-* Então podem contar com capitulos grandes e eu postando com mais frequência ~le palminhas~ APRECIEM SEM NENHUMA MODERAÇÃO u.u
Trilha Sonora: Capital Inicial - A Sua Maneira
http://www.youtube.com/watch?v=Mo--lUmjs8s

Nevada, 23 de Novembro

POV Dean

Mas como assim? Os dois se conhecem? Valary parecia assustada com a presença daquele homem ali, que a encarava surpreso.

_ Valary? É você

_ Sou eu – respondeu finalmente a garota trêmula – Valary Baker

_ Eu não acredito, mas você está viva – disse Bobby a abraçando, a mesma correspondeu o abraço de boa vontade com lágrimas nos olhos

_ Não fui eu, eu juro que eu não fiz isso – choramingou Valary

_ Eu, sei, minha querida, eu sei...

_ Dá pra me explicar que porra está acontecendo aqui? – perguntei nervoso

Bobby se soltou de Valary, enxugando as lágrimas do rosto da menor

_ Will é meu irmão. Valary é minha sobrinha, que eu estava procurando há anos.

_ Mas como assim? Você nunca disse que tinha um irmão

_ Eu tenho. Logo após a morte dele e a fuga de Valary eu revistei aquela casa, então eu soube muito bem o responsável por aquilo tudo, e entendi o porque de ela ter fugido; ninguém iria acreditar que um demônio fez tudo aquilo e a culpa iria ficar com ela. Por isso fiquei afastado de vocês por um tempo, precisava dar um tempo a mim e tentar achar o único membro da minha família: Valary

Eu não sabia o que dizer. Era muita coincidência, primeiro descobrimos que Valary tinha a mesma história de Sam, até possuía poderes fantásticos, agora ela é sobrinha de Bobby? Que porra é essa? Tem dedo de Lúcifer nessa história, ou melhor, a mão inteira.

_ Dean – Val finalmente disse alguma coisa, depois de se recuperar da imensa crise de choro – Vamos voltar para o hotel, guardar esse dinheiro e...

_ Dinheiro? – Perguntou Bobby confuso.

_ Ela ganhou 50.000 em um jogo de cassino, sua sobrinha vale ouro, meu caro

_ 50.000? – Exclamou

_ Psiu, fala baixo, não queremos ser assaltados. E a propósito, tem onde ficar?

_ Na verdade eu tenho uma casa em Huntington Beach, estava ficando em uma pousada, então...

_ O senhor vai para o hotel com a gente – Interrompeu Valary – Fique no meu quarto, eu durmo com algum dos meninos

Bobby apenas concordou, dava para ver estampado na cara dele que ele não ia desgrudar da sobrinha mais uma vez, Valary era a única coisa que lhe restava agora. Não seria má idéia: Sam Winchester, Dean Winchester, Bobby Singer e Valary Baker caçando juntos, o quarteto fantástico.

Entramos todos no Impala, Bobby pediu para dirigir e eu consenti. Entrei no banco de trás com Valary, que repousou os cabelos negros em meu peito e dormiu. Eu apenas a abracei e quase dormi junto com ela. Acho que o estado emocional em que ela estava a fez se cansar, pois a minutos atrás ela estava cheia de energia. Eu a entendo. Ela nunca teve ninguém, agora ela reencontra a única família dela, é um choque e tanto.

Chegamos a porta do hotel, Valary ainda dormia profundamente em meu peito. A peguei no colo e a levei até o hotel.

_ Então, Bobby, quarto 26. E a propósito, ela ainda guarda o diário de Will, dê uma olhada para ver se descobre algo.

_ É claro, ela fez bem em guardar por todos esses anos, é muito importante. Boa noite.

_ Boa noite

Ainda com Valary desacordada em meu colo, virei-me e me dirigi até meu quarto.

_ Dean – chamou Bobby

_ Oi

_ Não vai fazer nada com ela ou eu corto seu amiguinho aí

_ Pode deixar.

Eu não ia fazer nada com Valary. Ok, eu era homem, e Valary realmente era uma beldade, mas eu tinha por ela o que eu nunca tive por nenhuma das vadias que eu peguei: respeito. E isso era o suficiente para que eu reprimisse minha vontade de possuí-la com todos os desejos possíveis.

Destranquei a porta com dificuldade pelo fato de ainda estar com Valary no colo, mas consegui abrir. Deitei-a na cama cuidadosamente, tirei seu all-star e sentei-me na beira da cama para observá-la dormir. Como era linda, seus olhos azuis agora fechados eram o que mais me atraia nela. Sua boca carnuda estampava um pequeno sorriso, seus cabelos caíam ao redor de sua face. Mas tudo indicava que ela estava exausta.

Sacudi a cabeça, se continuasse olhando-a eu poderia não me aguentar. Tirei meus sapatos e minha jaqueta e me deitei ao lado dela, que pareceu perceber minha presença.

_ Dean? – disse sonolenta

_ Estou aqui.

Ela fechou novamente os olhos e voltou a dormir. É meio clichê falar isso, mas ela dormia como um bebê, sua face angelical não entregava toda aquela grosseria que ela tinha quando acordava. Meus pensamentos sobre uma garota estranha foram interrompidos quando essa mesma garota começou a se mexer e ficou ainda mais próxima de mim, resultando assim em uma curta distância que separava nossos rostos. Gelei quando senti sua respiração em meu rosto. O cheiro de Wiskey era bastante perceptível. Ela se mexeu novamente, estava tão perto. Só mais um pouco e nossos lábios iriam se unir. Me aproximei mais um pouco quase 100% inconsciente e rocei nossos lábios. Ouvi-a respirar um pouco mais pesado e abri meus olhos para ver se ela havia percebido. Por minha sorte continuava de olhos fechados, parecia ainda estar completamente apagada e correspondeu ao meu beijo quase sem nenhuma consciência de seu ato.

Beijamo-nos por alguns segundos, quase um minuto. Me separei dela e abri os olhos. Ela havia aberto um pouco os olhos. Encarei aquela imensidão azul com medo. Com certeza ela ia ficar brava e se jogar em cima de mim e me espancar como sempre fazia, puta que pariu, eu estava fodido

_ Desculpe – Nós falamos em uníssono e ela se virou para o outro lado. Percebi que seu rosto corava e se não estivesse enganado pude ouvi-la dando uma risadinha. Ela as vezes era inocente demais para o meu gosto. Me virei de barriga para cima e comecei a encarar o teto. Senti ela se aproximando e afundado a cabeça em meu braço em menção para que eu a abraçasse. Correspondi e lá ela dormiu. Me sentia bem com ela por perto, desse jeito mesmo, sem brigas, discussões, alfinetadas, apenas o carinho que eu sentia por ela. Com certeza eu nunca mais iria me esquecer daquele “beijo” quase totalmente inocente.

E mais uma vez, ela dormiu no calor dos meus braços, aquela louca que me passava uma paz e conforto inexplicável estava começando a foder com meu psicológico

...

Abri meus olhos, Valary estava com a cabeça afundada em meu peito, até aquele gato dela deve dormir menos, puta que pariu. Mas tudo bem, eu ia ficar lá até ela acordar, até mais se preciso.

_ Dean? Ta aí ainda? – perguntou com a voz pastosa e sonolenta.

_ Estou...

_ Bah, vou tentar levantar dessa merda, meu tio já acordou? – Soava estranho ela falar “meu tio” quando já havia me acostumado com a idéia de que ela não tinha família.

_ Não, sei, quer que eu vá ver?

_ Não precisa – disse se agarrando novamente a minha blusa

_ Vai dormir de novo?

_ Não – disse ela se sentando na cama, totalmente descabelada e com cara de almofada, mas ainda sim linda – Preciso levantar, tomar um banho, tomar um café...

_ Tudo bem

_ Porra, como você vai tomar banho se minha roupa ta lá, burra – disse falando consigo mesma e estapeando sua testa, me fazendo rir

_ Sem pressa, cat

Ouvimos batidas na porta, Valary se levantou e foi atender, fez uma cara não muito agradável quando deu de cara com a atendente gostosa que eu estava flertando.

_ Olá, senhor Winchester! Tudo bem? – Disse com um sorriso simpático no rosto

_ Opa, melhor agora

_ Trouxe café para o senhor e pra sua... – disse encarando Valary com cara de desprezo

_ Irmã, Valary é minha irmã

_ Ufa, melhor assim – O que ela quis dizer com isso? – Então, aproveitem o café, é bom para dar energia pro resto do dia sabe... – Disse ela com um sorriso maliciosos no rosto

_ Então, obrigada pelo café, gentileza sua, agora vaza – disse Valary pegando a mulher pelo braço e a pondo pra fora em um só movimento, com aquela força não é pra menos

_ Qual o seu problema, mulher?

_ Te faço a mesma pergunta, que porra, não consegue passar um dia sem olhar para uma vadia não?

_ Vou te dizer o mesmo que te disse ontem, eu sou livre e desimpedido, como duas na mesma noite se eu quiser

_ Ótimo, então pode pegar esse quarto para você e suas vadias, boa orgia, fica com essa porra de café e tomara que morra engasgado, passar bem

Ela saiu por aquela porta querendo matar um, se eu bem a conhecesse diria que estava com... Ciúmes? Bah, foda-se, eu era um completo galinha idiota, estraguei tudo mais uma vez. Idiota, idiota, idiota, idiota! Voltei a deitar na cama e encarar o teto, e me lembrei daqueles lábios... Daqueles lábios grandes e macios. Aquele beijo, ou quase beijo tinha sido a melhor coisa que me aconteceu no ano, em meio a desgraças, mortes, demônios, aquela menina tinha aparecido com um... Consolo para mim, pelo menos por aquele momento eu devia deixar de ser idiota, ou então eu ia acabar perdendo de vez o que nunca tive.


POV Valary

Idiota. Essa era a palavra que definia Dean. Ainda não sabia por que eu me importava, mas ainda sim meu coração se partia quando eu o via dando em cima de vadias. Foda-se, como ele mesmo disse, era livre e desimpedido, não me devia nada. Então esquece e vive sua vida também, burra, ele não vai deixar de ser o galinha safado que sempre foi por causa de uma drogada qualquer.

Fui em direção ao meu quarto e bati na porta umas 5 vezes e nada. Até que notei um papel enfiado na fechadura. O peguei e li.

Valary,

Estamos no Restaurante em frente, quando você e Dean acordarem vão para lá, precisamos conversar.

Bobby

Só o que me faltava, precisavam falar comigo. Abri a porta e fui me trocar, John ainda dormia em minha cama.

_ Oi, meu amor! – Disse afagando seus pelos macios

Penteei meus cabelos que estavam um desastre, e quer saber, vou continuar com essa roupa mesmo. Caralho, eu estava precisando de roupas novas urgentemente. Até que me toquei que esqueci meu tênis no quarto de Dean. Tranquei a porta novamente, deixando John dormindo profundamente e fui para lá. Dean estava deitado olhando para o teto. Respirei fundo tentando reprimir a raiva que eu sentia. Não era ciúmes, sempre tive ódio mortal de galinhas.

_ Dean – disse atraindo a atenção dele – Se levanta, Bobby e Sam estão no restaurante em frente e querem falar com a gente.

_ Não está com raiva?

_ Por que eu estaria?

_ Você parecia com raiva.

_ Mas não estou, como você disse a vida é sua e você come quantas quiser de uma vez – disse dando de ombros e calçando meu tênis

_ Valary, escuta. Me desculpa, eu...

_ Dean você não me deve satisfação, além do mais não tenho motivos pra ficar brava, como você mesmo disse, sou sua irmã, agora levanta essa bunda desse colchão e vamos.

Ele se levantou sorrindo fraco e me seguiu até o tal restaurante, que ficava em frente ao hotel. Surpreendia-me o fato de não ser tão luxuoso quanto o resto do lugar, pelo contrario, era bem mais simples, mas não deixava de ser elegante e confortável. Vi Sam e meu tio sentados, conversando sobre um assunto que não consegui identificar. Quando nos viu, fez sinal com a mão para nos juntarmos a eles e assim fizemos

_ Olá Sr. E Sra. Winchester. Como foi a noite? – Perguntou Sam com o olhar malicioso

_ Pergunta pra gostosa da sua mãe – Respondi arrancando risadas de todos, menos de Sam – E então, por que nos chamou aqui, tio?

_ Queria falar com vocês. Valary, você tem idéia da quantidade de dinheiro que ganhou? – Fiz que sim com a cabeça – Você conseguiu fazer o que ninguém nunca conseguiu, uma mão de muita sorte no poker. Sorte? Acho que não. Abre o jogo

Suspirei e fiquei cabisbaixa, eu nunca fui um poço de honestidade

_ Hipnose. Hipnose das bravas

_ HA HA, você joga sujo, garota – disse Dean

_ Cala essa porra de boca, Dean. Eu precisava dar um jeito na minha vida

_ Então por que não fez isso antes?

_ Porque eu não tinha motivos, eu queria me matar, Dean. Então vocês apareceram e, sei lá, minha vida virou ao avesso, e lá eu descobri que o avesso é meu lado certo.

O silêncio tomou conta do lugar, eu nunca havia me aberto daquela forma com eles.

_ Então... Você já sabe o que fazer com esse dinheiro? – Perguntou Dean para quebrar aquele silêncio.

_ Sei, e meu tio vai me ajudar, vocês não vão ficar sabendo por enquanto, mas vai ser útil a todo mundo.

_ Não sei não...

_ Ai gente, confiem em mim, vamos tomar café e depois eu e meu tio vamos sair, vou olhar o que quero e ver a opinião dele.

_ Está mais para almoçar, já são meio dia...

_ Que seja.

Pedimos uma comida qualquer e almoçamos, todos conversando e rindo, clima de família mesmo. Poucos sabem, mas eu adorava aquilo. Eu havia reencontrado meu tio, e agora tinha dois irmãos e um “filho”, o John, e eu os amava mais que tudo e faria de tudo para protegê-los. Depois do almoço, saí com meu tio para olhar o que queria, ele apoiou totalmente a idéia, Sam e Dean também iriam adorar. Separei o dinheiro que precisava e saí com o resto para comprar algumas coisas para mim, não podia ficar com aquelas roupas velhas e rasgadas. Comprei algumas roupas, nada exagerado, além de um celular, um notebook, uma caminha para John e presentes para os meninos. O resto eu guardei em uma caixa, bem guardado, 50.000 era muita coisa e ainda me sobrava algum dinheiro. E naquele dia, algo me dizia que minha vida iria começar a dar certo

Uma semana dias depois...

Nevada, 30 de novembro

Narração em terceira pessoa

_ Qual é, Valary, tira isso dos nossos olhos – Sam e Dean reclamavam, a menor havia vendado seus olhos, pelo visto uma surpresa e tanto

_ Calem a porra da boca e andem

Os meninos fizeram o que Valary pediu, meio a contragosto mas fizeram. A menina os guiava divertida, onde a tal “surpresa” e Bobby estavam

_ Que saco, pelo jeito é uma grande surpresa mesmo, sabe que você escondeu nossas roupas e estamos há dois dias sem tomar banho não é?

_ Já mandei calar a boca – Andaram mais um pouco, e finalmente sentiram as mãos de Valary inquietar-se – Pronto, podem abrir

Sam e Dean retiraram a bendita venda de seus olhos, quase caindo para trás quando deram de cara com um ônibus, aquelas casas móveis mesmo

_ VOCÊ COMPROU UM ÔNIBUS? – Exclamaram em uníssono boquiabertos

_ Aham, agora não vamos precisar parar em hotéis todos os dias, já temos o nosso próprio – Respondeu Valary sorrindo, antes de ser pega no colo pelos meninos, que a abraçaram e a encheram de beijos

_ Eu te amo, sua baixinha, você poderia ter reconstruído sua vida, sua retardada – Disse Sam ainda se recuperando de sua crise de felicidade.

_ Eu já disse, vocês são minha família agora. Salvaram minha vida, eu não vou largar de vocês tão cedo assim, seus chatos – Todos sorriam de orelha a orelha, abraçando aquela garota estranha, aquela garota que daria a vida por eles. Como disseram, eram uma família agora.

_ Mas espera – Disse Dean se soltando do abraço – E meu amor?

_ O que?

_ O carro dele, bem vinda ao meu mundo – Disse Sam tirando sarro com a cara do irmão.

_ Ah, relaxa, tem uma garagem do tamanho exato do seu querido carro, ok, fica tranqüilo Dean.

_ EU TE AMO, CARA – Respondeu eufórico, pulando por cima da menor, que ria incansavelmente

_ Dean, para com isso, vamos curtir essa porcaria ou vocês vão ficar aí babando em cima de mim?

_ Já é!

Todos se levantaram e correram até a porta do ônibus, era um onibus no estilo roadie de banda, como uma casa móvel. Havia as poltronas na frente com mesas entre elas, a cozinha, o banheiro e ainda havia um segundo andar pequeno, com três quartos confortáveis na medida certa para todos, que já havia as roupas e as coisas bem guardados no lugar certo.

Era bem simples, mas confortável na medida certa para todos. Depois de verem todo o ônibus de cabo a rabo, saíram do carro e se encostaram na lateral do veículo.

_ Menina, você vale ouro, é serio – Disse Dean

_ Eu sei, eu sei gente, menos, vocês salvaram minha vida, é o mínimo que eu poderia fazer.

_ Ora, ora, ora – Interrompeu Bobby – Momento família agora, que lindo

_ Hahaha, sua sobrinha aqui é a garota mais foda do planeta.

_ Mas eu me esqueci de um detalhe – disse Valary irônica

_ O que?

_ Quem vai ser nosso Roadie? – Disse indo em direção a Bobby e o abraçando

_ Ok, ok. Eu acho que agora a família está completa. Agora eu serei Bobby Singer Winchester, roadie de vocês – disse abraçando todos

“Eu amo vocês três mais do que tudo no planeta”

_ Isso merece uma comemoração – disse Valary animada

_ Que tipo de comemoração?

_ VODKA! SE ARRUMEM QUE VAMOS TODOS NO BAR BEBER BASTANTE – Disse correndo até o ônibus, sendo perseguida pelos meninos em seguida

_ Esses aí não tem jeito – Disse Bobby se retirando e entrando na cabine do motorista

Notas finais
Reviews? hehe
Ah, só pras taradas de plantão os proximo capitulo vão começar a ficar tão tensos, em todos os sentidos