Hunter
14 Huntington Beach
Notas iniciais
Mas ta aí o cap e acho que ficou bom pq eu fiquei a noite inteira escrevendo essa porcaria, fui dormir 6:30 da manhã e agora me amem. Dean e Valary estão bem êêê palminhas uhu comemoração (por enquanto muahahaha) ok, calei me pq ja to falando demais e vcs tão enjoados de mim so me amam por causa da história enfim, boa leitura
Ah so mais uma coisa queria mandar um feliz aniversário pro meu """"""""""""""lindo"""""""""""""" Marilyn Manson (eu sei que ele nunca vai ler isso mas ok) e ele é lindo sim calem a boca.
A caminho de Huntington Beach, 16 de dezembro
POV Dean
Quando vai passar pela sua cabeça que um dia você irá parar em um bar vagabundo de beira de estrada e irá encontrar uma garota dos olhos azuis prestes a morrer de overdose e tirá-la do frio. Quando ela acordar ira falar uma quantidade enorme de palavrões e te bater, mas ainda sim não irá perder seu encanto. Depois você descobrirá que ela é uma caçadora de coisas como você e se juntara a família. E aquela garota esquisita irá mudar completamente o roteiro do seu dia e dos seus pensamentos.
Falando nessa tal garota, ela acabara de acordar e pousara seus olhos azuis sobre os meus.
_ Bom dia
_ Bom dia
_ Como está, senhorita?
_ Vou indo, e o senhorito?
_ Senhorito?
_ Sim, cala a boca e me responde
_ Vou ótimo, obrigado – Respondi rindo
Ficamos nos encarando, como era linda. Aqueles olhos azuis e lábios tão... Argh, não consegui me segurar e a beijei, agora que eu a tinha eu ia abusar daquilo sem dó. Nunca foi minha intenção magoar Valary, mas ficar com todas aquelas mulheres era uma forma de... Substituir o vazio que havia dentro de mim, eu podia pagar de machão, mas eu era vazio, e quando ela entrou na minha vida esse vazio se encheu de Valary. Não era amor, era além daquilo. Era Valary o nome desse sentimento que eu acabara de inventar.
_ Dean
_ Hm
_ Você é um filho da puta.
_ Também te amo.
_ Eu sei.
_ Convencida. – Disse a puxando pra mais perto de mim
_ Cala a boca e me ame.
_ Já faço isso.
Quando eu ia puxá-la pra mais um beijo, apareceu um rosto idiota apoiado em cima da poltrona sorrindo pra mim.
_ Então, quando vai sair o casamento?
_ Vai se foder, Sam – Valary derrubou Sam com apenas um soco, me beijando em seguida
_ Caralho, Val. Quantas vezes já te falei pra ser um pouco mais feminina, florzinha?
_ Ah Sam, vem cá, sabe que eu te amo não é cara?
Sam sorriu maliciosamente e pulou em cima de nós dois
_ SURUBA DE NOVO!
Começamos a rir, e na hora da empolgação não paramos para pensar que a poltrona era pequena demais para três ogros (ok, dois ogros e uma anãzinha) e rolamos direto para o chão com a barriga doendo de tanto rir. Como eu sentia falta daquilo...
_ Que bom que vocês voltaram, não agüentava mais essa onda de mau humor.
_ Tá bom, agora vamos aproveitar esse momento emice e vamos tomar um sorvete quando chegarmos em Huntington Beach. – Sugeriu Valary.
_ Um sorvete? Mas você sempre pede vodka
_ Se quiser eu peço umas vodkas, encho a cara e vocês dois me agüentam bêbada.
_ Vou querer de menta.
_ Oi, pombinhos, chegamos. – Bobby cortou o som da nossa risada.
Levantamos todos igual uns loucos, eu sempre quis conhecer HB. Só de olhar aquilo pela janela já me animei, imaginem quando desci do ônibus.
A casa de Bobby ficava em frente a praia, não era grande nem luxuosa, mas era bem confortável pelo visto. Estava na cara que havia um bom tempo que ninguém visitava lá.
_ Amanhã vou dar um trato na sua casa tio.
_ Nem seu próprio quarto você arruma, vai arrumar uma casa né Valary. – Brincou Sam.
_ Cala a boca Sam.
Enquanto Valary e Sam praticamente se matavam com xingamentos irônicos, de brincadeira é claro, eu me instalava em um dos quartos. Minhas malas ainda estavam no ônibus, e era de manhã, quase de tarde, então eu apenas fazia questão de conhecê-lo. Uma cama de tamanho médio, um criado mudo com uma gavetinha ao lado, um guarda roupa, um demônio de olhos brancos, um cabid...
UM DEMÔNIO DE OLHOS BRANCOS?!
_ Olha só quem chegou.
_ Olha só quem resolveu dar o ar da graça, ou melhor, da desgraça. – Eu me aproximava dela com fúria nos olhos. – O que faz aqui, vadia?
_ Quantas vezes já disse, me respeite, Sr. Winchester, e me ame por que eu poderia muito bem ter levado a sua linda namoradinha em lugar da Amy.
_ Olha bem, tenta o que quiser, mas você não vai conseguir a arma, minha alma muito menos.
_ Quer apostar como eu vou? Só digo uma coisa: Não apague a luz.
Assim que ela disse isso, desapareceu. O que foi bem estranho, porque primeiro: ela não fez nenhuma gracinha como de costume. Segundo: A luz estava apagada. Quer saber? Que se foda, vou curtir meu dia com minha menina, meu irmão e meu pai postiço, as pessoas que mais amo no mundo.
_ Dean, meu sorvete caralho. – Valary aparece na porta com aquele jeito reclamão de sempre. Aquele jeito reclamão que eu tanto amo.
_ Você ta pior que uma criança de cinco anos sabia?
_ Mais um motivo pra você me dar um sorvete.
_ Chataaa. Vamos logo.
_ Dean.
_ O que você quer?
_ Me leva de cavalinho?
Eu juro que iria dizer um não bem grande, mas quando ela me olhou com aquela carinha pidona fazendo bico eu não resisti e a peguei nas costas, arrancando uma risada enorme. Minha coluna que o diga, mas eu adorava fazer aquela garota feliz, custe o que custar. Sorte que era só atravessar a rua para chegar na praia, onde havia algumas barracas, e dentre elas a sorveteria para a Sra. Valary Katherine Chata Baker. Paguei a ela dois sorvetes, como eu já disse, foda-se se eu ficasse pobre, eu só queria fazê-la feliz.
_ Isso ta bonzão cara.
_ Essa fala é minha caralho.
_ Convivência pega.
_ Vou te ensinar a não roubar as falas dos outros.
Corri até ela e a peguei no colo, em seguida corri pro mar e entrei com ela de roupa e tudo.
_ Seu filho da puta, eu não sei nadar. – Disse ela se agarrando a mim.
_ Mas eu sei.
Depois daquilo eu andei mais fundo e mergulhei, ela não se soltava de mim e eu demonstrava segurança em cada movimento. Apesar de saber que eu nunca iria deixá-la cair, não queria que ela ficasse com medo. Resolvi voltar a superfície sem mesmo precisar de ar.
_ Caralho isso é mais lindo que o Houston Lake.
_ Nunca foi no mar antes não?
_ Claro que já, mas nunca foi pra me divertir, ou foi pra caçar ou pra fugir. Minha vida nunca teve essa emoção toda e...
_ OLHA A BOMBA!
Sam e Bobby vieram correndo e pularam em cima de nós, jogando água por todo lado e cada um para um canto.
_ Porra Bobby seu gordo.
_ Gordos também podem pular na água, olha o bullying.
_ Cadê a Val?
_ MORRI! – Valary saiu da água do nada e se jogou em cima de mim, novamente eu cai na parte mais funda. Ela me beijou e abracei seu corpo.
_ Você é uma morta linda sabia?
_ Eu sei.
_ Nem um pouco convencida.
_ Sou realista.
Sorri e a beijei novamente, se fosse por mim aquele clima não acabaria nunca, sem brigas, discussões, ciúmes... Apenas romance.
O resto do dia foi apenas diversão, guerra de água, bagunça... Sam e Bobby tiveram que ir embora arrumar a casa. Já eram 17h00min e eu estava sentado na areia abraçado com Valary, que estava com cara de sono.
_ Quer ir pra casa? – Perguntei.
_ Não.
_ Você está com sono, Val.
_ Não to.
_ Sua peste, eu sei que está.
_ Não estou, Dean, que porra vai dar a bunda.
_ Agora é a Valary que eu conheço.
_ E ama.
_ Amo mesmo.
A beijei, e ela me correspondia com a mesma intensidade. Acabei a derrubando na areia, fazendo com que eu ficasse por cima dela.
_ Você é pesado.
_ Sou nada, to apoiando meus braços então não tem peso nenhum em cima de você, antinha fresca.
_ Não faz sentido.
_ A vida não faz sentido.
_ Que continue sem sentido pro resto da vida.
Ela me puxou e voltou a me beijar, dessa vez invertendo nossas posições e ficando em cima de mim. Estavamos nos esquecendo completamente que estávamos em uma praia cheia, e pude jurar que ouvi um “vai comer a menina aqui mesmo?”
_ Você ouviu isso?
_ O quê?
_ Zuaram com a gente.
_ Então não foi coisa da minha cabeça.
_ VAI DAR A BUNDA OK? – Valary gritou a todos os pulmões e eu tapei a boca dela.
_ Deixa eles pra lá. Relaxa.
_ Vamos nadar de novo? – Perguntou ela com um sorriso enorme.
_ Mas já esta tarde.
_ Foda-se, ta com medo de gripar mariquinha?
_ Mariquinha é sua avó, vamos nessa porra agora.
A peguei no colo e fui entrando na água lentamente, as ondas estavam fortes e nos molharam por completo antes mesmo da água alcançar meu joelho.
_ As ondas tão bravas hoje.
_ Assim que é bom.
_ Sua selvagem.
_ Eu?
_ Sim, sim, minha selvagem, minha pequena selvagem.
A beijei novamente, tirando totalmente minha concentração e cuidado com as ondas, quando veio uma daquelas e nos derrubou na água.
_ Acho melhor sair, já ta ficando de noite. E como eu sou legal vamos dormir aqui se você quiser.
_ SÉRIO? SEU FILHO DA PUTA EU TE AMO! Eu to com fome Dean.
_ Você tava legal demais pra ser verdade. Vamos comer um camarão.
Paguei uma porção de camarão e comemos juntos enquanto conversávamos. Me sentia um cara de sorte por tê-la, e agora só precisava não ser o babaca de sempre para mantê-la do meu lado, o que não seria muito difícil por que ela conseguiu me mudar, não sei se foi para melhor ou pior, mas ela conseguiu o inatingível. Talvez quem sabe por que eu a amasse e recebi todas as mudanças que ela me proporcionou de braços abertos?
_ Onde vamos dormir?
_ Debaixo do cais é um bom lugar, não tem pessoas, nem chove ou algo parecido.
E de fato, era um lugar perfeito. A areia estava macia, como se tivesse sido polvilhada. Havia uma resto de fogueira lá fácil de reacender. Resumindo: Eu, Valary, praia, amor... Perfeito!
Acendi a fogueira e me ajeitei com os pés na beira do mar, ela se deitou ao meu lado e eu a abracei. E lá ficamos naquela transferência de calor até adormecermos, com as ondas brincando com nossos dedos dos pés a noite inteira.
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