Hunter

4 Houston Lake


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOI, então, nesse capítulo o clima vai começar a esquentar entre a Valary e Dean -v-
Mas ainda vai demorar um pouco p eles se entregarem completamente e tal.
Então, esse capítulo custou pra sair, misturou minha preguiça com falta de criatividade e tal... Mas ta aí, então é bom vocês me amarem muito u.u

POV Dean

Descemos as escadas e Valary ainda estava lá com seus cigarros, se gabando por conseguir fazer os malditos círculos

_ Porra, Dean, valeu por me deixar aqui no vácuo apostando sozinha... A mulher já saiu de lá faz um tempão, seu merda, queria pegar os dois no flagra pra bater punheta, é?

_ Que amor de boca suja em Valary, muito garoto por aí fala menos palavrão que você sabia?

_ Eu apenas falo, não pratico o significado deles constantemente diferente de certas pessoas.

_ Isso foi uma indireta?

_ Não, foi direta mesmo.

_ Até que enfim Dean conseguiu achar uma amiguinha tão irônica quanto ele – disse Sam se aproximando – Sou Sam Winchester, prazer

_ Valary Katherine Baker – disse tirando sarro de sua formalidade

_ Que gracinha você, Valary, pelo jeito essa sua ironia e de Dean coletiva daria um belo romance

_ Cala a boca – dizemos em coletivo

_ Bom eu vou ali em cima buscar a Amy, já volto, eu sei que vocês não querem, mas eu volto.

_ De boa, Sam – disse Val

Ele subiu as escadas se direcionando para o quarto. Segurei-me pra não soltar todos os palavrões que eu sabia naquela hora

_ Amy é a nova namorada dele?

_ A própria

_ Own, vai conhecer a nova cunhadinha, que amor – disse com voz irritante de bebê

_ Vai se foder, Baker

_ Chame o Axl Rose que eu vou ali me foder correndo e não sei se volto.

_ Axl Rose, Valary?

_ Sim, aaaaah, Axl Rose – disse entre suspiros fazendo cara de safada

_ Sou mais a Simone Simons, garota gostosa.

_ Olha só quem curte Epica...

_ Sim, curto muito, o som deles, a vocalista deles, os peitos da vocalista deles...

_ Vai se foder, Dean – disse jogando uma flanela que estava em cima do barzinho na minha cabeça.

_ Ciúmes, Katherine?

Ela deu um dedo do meio e voltou a fumar. Não menti quando disse que havia garotos mais educados que ela.

_ Dean, Valary, essa é Amy – Sam acaba de chegar com sua namorada esquisita. Cabelos negros e longos, maquiagem forte, uma gargantilha preta e grossa, branquela. Era bem bonita, não apresentava maldade, porém havia uma coisa esquisita naquela garota: os olhos. Era um olhar hipnótico, com a íris castanho-avermelhada. Eu já tinha uma vaga idéia do que ela era, apenas precisava sondá-la mais um pouco.

_ Oi

_ Olá – disse pegando em minha mão. Era gelada, muito estranho no tremendo calor de Houston

_ Oi Amy, sou Valary – Val tinha sido umas dez mil vezes mais simpática com ela. Também, estranha com estranha sempre se entendem

_ Oi, prazer!

_ Boa escolha, Sam, não sei por que esse daqui implica tanto contigo – disse cutucando Dean com o cotovelo

_ Ah, ele me Ama, Val.

_ Que lindos vocês dois, formam uma bela dupla de babacas.

_ Relaxa, Dean, a vida é bela

_ Tão bela que não faz nem um dia e você lá tentando se matar

_ Já pedi pra parar de falar nisso — Valary começou me olhar sério

_ Quer esconder a verdade agora, Katherine?

O clima começou a ficar tenso. Eu e Valary nos olhávamos sério. Até que Sam interrompeu

_ Calma vocês dois, o que acha de irmos ali ao bar do lado tomar umas, conversar...

_ Eu vou trocar de roupa – disse Val me olhando secamente

_ Eu também – falou Amy a acompanhando

_ Mas você não tem roupa lá, Amy

_ Eu não vou me trocar, idiota – disse disfarçadamente

As duas subiram a escada, indo para meu quarto e de Val.

_ Precisava falar assim com a menina, Dean?

_ Ah, qual é, vai começar com a viadagem? Não estou a fim de papo, Sam, esse negócio dos planos de Lilith, você com uma namoradinha nova... Está tudo me estressando, porra.

_ Ela não tem culpa, Dean, eu vou lá pra cima com elas, pode esperar no bar, com licença – disse Sam subindo as escadas

_ Aproveita e come as duas também – gritei

Ele fingiu não me ouvir. A qual é, será que é todo mundo contra o Dean agora? Cacete, eu precisava mais do que nunca tomar umas. Fui até o bar, de onde saíram aquelas dançarinas gostosas de ontem e pedi uma vodka pra descontrair.

POV Valary

Porque ele fazia isso? Eu queria apenas apagar aquela etapa da minha vida, sair da cola dos Winchesters e ter vida própria, quem sabe fazer uma faculdade, comprar uma casa, mas Dean não me ajudava a esquecer aquilo, pelo contrário, me fazia lembrar cada vez mais dessa merda. Era muita ogrice pra uma pessoa só.

_ Valary, calma – Amy vinha atrás de mim na tentativa de me ajudar

_ Val, Amy. Eu to calma, sério, apenas cansada d’ele jogar na minha cara essa minha tentativa de suicídio, que porra, será que ele não vê que já passou?

_ Você tentou se matar? Por quê? – Amy não conseguia acreditar

_ Ah, Amy – me sentei na cama – Quer saber? Vou deixar isso pra lá, agradeço a ele por me salvar e pronto, vou esquecer essa fase.

Ouço passos até a porta e uma batida

_ O que você quer Dean?

_ É o Sam, Val

_ Ah, pode entrar Sam...

Ele entrou e começou a me encarar, olhos tão abrasadores e sorriso tão perfeito quanto do irmão.

_ Tudo bem?

_ Para com drama, to ótima

_ Não fica brava com meu irmão, eu tive que aguentar a chatice dele 25 anos e garanto que você aguenta muito mais que eu...

O que ele quis dizer com isso?

_ 25? – Disse Amy surpresa – Cara, eu sou mais velha que você, tenho 27

_ Minha coroinha linda – ele a abraçou e começaram a se beijar, bem na minha frente, obrigada, vida! Coisa melhor do que servir de vela?

_ O amor é lindo não é Sam? – disse ironicamente

_ Desculpe. Olha, eu e Amm vamos para o bar, Dean já deve estar quebrando tudo com a raiva que estava. Pensa no que eu te falei, ele não faz por mal. Nos vemos lá.

Que lindo agora era Sammy e Amm, que vontade de vomitar com esse tal de amor que as pessoas sentem, ou fingem sentir. Não sei se eu era assim porque ele nunca foi gentil comigo, mas eu odiava demonstrações exageradas de amor e afeto.

Não estava brava com Dean, apenas queria que ele parasse de jogar esse suicídio, ou quase suicídio na minha cara toda hora. Aquilo me irritava, e ao mesmo tempo me magoava, bah, foda-se, eu tinha que me arrumar.

Tomei um banho rápido, deixei meus cabelos do jeito que estavam mesmo: soltos, ondulados, enormes. Peguei um lápis preto qualquer e fiz aquela maquiagem pretona de costume, bem Taylor Momsen mesmo. Vesti uma T-Shirt do Misfits, coloquei um short surrado e um coturno, perfeito. Eu agradecia por não ser nada formal, sempre odiei me vestir de pessoa normal, vestidinho rosa, flores, frufrus, eu sempre odiei aquilo. Minha mãe brincava comigo, me chamando de mulher-macho e minha barriga doía de tanto rir dela. Eu odiava também lembrar-me de minha mãe, sempre chorava e meu ódio por aquela coisa, seja lá o que fosse crescia cada fez mais. Ai meu deus, o diário, eu o esqueci em cima da poltrona pela manhã. O peguei no colo, estava aparentemente intacto. Ok, mais cuidado da próxima vez, porque pelo que está escrito nele Sam e Dean vão achar o que, que sou uma feiticeira? Guardei-o dentro da minha mochila e a fechei. Saí do quarto e fechei a porta. Fui a caminho do bar, essa noite prometia, pra bom ou ruim, mas eu sentia que prometia...


Narração em terceira pessoa

Dean, Amy e Sam estão sentados em uma mesa. Dean não desgrudava o olhar um minuto sequer de Amy, havia alguma coisa naquela morena estranha que o chamava a atenção.

_ Dean, precisamos conversar...

Dean deu umas três goladas em sua cerveja e olhou para o irmão

_ Por favor, tenta pegar leve com Val...

_ Vai começar...

_ É sério, eu acho que consegui fazer ela te perdoar, mas da próxima não garanto nada, a garota quer se reconstruir, em vez de atrapalhá-la você bem que podia ajudar a esquecer esse passado medonho dela

_ Vocês fazem muito drama com pouca coisa – disse dando outro gole em sua cerveja

A portinha do bar é aberta. Valary acaba de chegar, atraindo o olhar de Dean. Aquela pinta de rockeira rebelde dela mexia profundamente com ele. Os olhos verdes se encontravam com os azuis, formando quase uma junção de cores.

_ Olá, gente...

_ Oi Val – Dean tentava descobrir se ela ainda guardava rancor

_ Oi Dean – disse sorrindo e se sentando ao lado dele. Sentiu seu coração parar por um minuto.

_ Então, Valary, você está conosco há quase um dia e não falou nada sobre sua vida

_ Eu já te disse hoje de madrugada, Dean.

_ Mas pra mim você não disse nada – disse Sam

Ela respirou fundo.

_ Por favor, não quero falar sobre isso, eu evito toda forma lembrar-me de minha mãe...

Aquilo era apenas uma parte. Valary era uma excelente atriz, tudo bem, lembrar-se da mãe fazia mal, mas ela apenas não queria mencionar a parte d’ela ser uma caçadora de coisas de que 99% da população iria duvidar, e com eles ela tinha certeza que não iria ser diferente. Mas o que ambos não sabiam é que estavam em busca da mesma coisa.

_ E você, Amy? – disse Dean quebrando o silêncio

_ Eu o quê? – Amy engoliu seco. Sabia perfeitamente que Dean não ia muito com a cara dela, e pelo jeito já estava desconfiando do que ela era.

_ Fale mais sobre você.

Aquele sorriso meio maquiavélico no rosto de Dean a irritava.

_ Bom, meu nome é Amy Jay Adkins, tenho 27 anos, sou da Itália, me mudei pra Houston com quatro anos, quando minha mãe morreu. Meu pai começou a trabalhar na pousada, e consequentemente vivíamos lá, ele trabalhava como cozinheiro, o melhor de lá, sinto falta da comida dele até hoje. Então a desgraça começou, ele morreu e pra continuar morando na pousada eu comecei a trabalhar como cantora pra continuar morando lá, é isso, e até hoje a mesma coisa, minha vida não tem lá coisas muito extraordinárias.

_ Você canta?

_ Faço uns covers de Jazz, Blues, Rock...

A voz de Amy era grossa, rouca, perfeita para o gênero.

Continuaram bebendo, conversando, rindo, até que se deram bem, tirando o fato das encaradas de Dean para Amy.

_ Então, vamos ficar aqui só no tédio? – disse Valary em uma tentativa de quebrar o silêncio.

_ Pelo jeito que essa cidade está animada né, nos contagiamos com o clima – Disse Dean para dar uma de suas ironizadas básicas

_ Só se for vocês, porque eu...

Valary se levantou, atraindo os olhares de todos três, principalmente de Dean.

_ Hoje nós vamos para Houston Lake. E não foi uma pergunta. Nós vamos para o Houston Lake e fim.

_ Você acha que manda, sim ou claro?

_ Val você sabe a distância do lago Houston até aqui? Pelo menos umas duas horas.

_ Deixem de serem bichas. Ainda são 17h00min, Dean o impala está cheio?

_ Está, mas...

_ Então vamos, caralho.

_ Você é uma chata, sabia Valary, seria mais fácil deixá-la na porta do... – Dean interrompeu a fala, quando se deu conta que ia mencionar o assunto que Valary tanto odiava.

_ Desculpe, então a gente vai lá e você deixa de implicar – disse passando a mão em volta de seu ombro.

_ Isso mesmo, Winchester, seja bonzinho com a Baker aqui e tudo vai ficar bem.

_ E os pombinhos aí, animam de ir? – Disse Dean interrompendo as altas pegações de Amy e Sam, arrancando gargalhadas de Valary

_ Claro – Sam sentia suas faces corarem como uma pimenta.

_ Então vamos, seus putos.

_ Tô com preguiça – disse Valary para irritar

_ VALARY – gritaram em uníssono.

_ Qual é, não tenho culpa.

_ Vem cá então, sua bebezona – disse Dean a pegando no colo.

_ Uma boa hora pra ouvir Bob Marley não é Amy — disse Sam piscando para a mesma

_ I wanna love you and treat you right, I wanna love you every day and every night. We'll be together with a roof right over our head – cantaram juntos para provocar Valary e Dean, saltitando e batendo pestanas igual dois adolescentes apaixonados.

_ Vão se foder vocês dois – retrucou Dean, enquanto abria o Impala ainda com Valary nos braços.

_ Deixa que iremos atrás, não queremos atrapalhar o casal – disse Sam entrando com Amy rapidamente no banco de trás, fazendo uma cara maliciosa para Dean, que levou um soco do mesmo com uma mão, pois ainda mantia Valary em seus fortes braços

_ Uau, Dean, você consegue me carregar com uma mão e com outra bater em seu irmão, ta explicado seu sucesso com a mulherada

_ Isso não é grande coisa, minha querida, você é mais leve do que minha “velha amiga” anoréxica Michelle, o que garante meu sucesso com a mulherada é o fato de eu ser lindo, cheiroso e gostoso – disse se gabando, colocando Valary no banco da frente e piscando para a mesma. Um cego poderia ver que ela não resistia aos charmes exagerados de Dean

_ O que você quis dizer com “velha amiga”, Dean? – perguntou Sam, Dean sabia o que ele pensou com aquilo. E pensou certo, porém ele não queria piorar a impressão de galinha que Valary tinha dele.

_ Uma amiga... Que não é nova! – respondeu arrancando risadas de Valary novamente.

_ Eu sei, você sabe, todo mundo sabe o que você quer dizer com amiga, mas deixa baixo, Winchester.

_ Fala isso como se não pagasse de gostosona pra todos os menininhos possíveis não é, Katherine? – Só Valary sabia o quando ela adorava que Dean a chamasse pelo segundo nome

_ Não pago de gostosa, eu sou gostosa, admita, Dean, você não resiste a Baker aqui...

_ O clima ta esquentando, ui – cochichou Sam para Amy, fazendo-a rir

_ Não quero foder com minha reputação

_ Porque foder com sua reputação? Assuma, eu sei que eu sou bonita e gostosa, eu sei que você me ama e me quer – disse Valary arrancando risadas de Sam e Amy

_ Cala a boca, Baker

_ Ta se fazendo de difícil, que meigo

_ Vocês dois aí na frente – disse Amy não se aguentando mais de tanto rir – se entreguem logo

Dean começou a encarar a estrada sem graça enquanto todo mundo ria da cara dele, inclusive Valary. Ele se fazia de sério, moralista, porém quando Valary começou a cantar “I’m sexy and i know it” ele não resistiu e caiu na gargalhada junto com todo mundo. Dean tinha se tornardo muito mais brincalhão depois que Valary se juntou a eles, apesar de continuar com seu jeitão ogro de sempre

Depois de duas horas andando, Valary estava jogada no banco da frente dormindo e Amy aninhada nos braços de Sam, ambos dormindo também. Apenas Dean estava acordado dirigindo, ouvindo suas músicas que ninguém gostava. Teve uma de suas idéias malignas e deu uma freada brusca no carro, acordando a todos.

_ Dean seu filho de uma rapariga – Valary acordou assustada – Quer matar alguém? Viado...

Dean gargalhava de sua brincadeira, que não foi ao agrado de todos, enquanto podia ouvir Amy e Sam soltarem palavrões no banco de trás, ambos três com o olhar pesado sobre ele.

_ Calma, gente, foi brincadeira, relaxem

Todos começaram a xingar e gritar em uníssono, fazendo Dean rir mais ainda

_ Calem a boca, vocês estão ofuscando a voz de Jon Bon Jovi

_ IIIIIIIIIIIII SHOULD DROVE ALL NIGHT, RUN AWAY ALL THE LIGHTS, I WAS MISUNDERSTOOD – Valary cantava a todos os pulmões, com sua voz fina e completamente desafinada.

_ IIIIIIIIIIII STUMBLED LIKE MY WORDS, DID THE BEST I COULD, DAMN, MISUNDERSTOOD – completou Dean, os dois balançavam o corpo, cantavam e imitavam os solos de guitarra, como dois adolescentes babacas em um show de sua banda preferida. Era impressionante a energia que Dean passava pra Valary e vice versa.

_ Que ótimo, agora vamos ter que aguentar esses dois se pegando indiretamente através de Bon Jovi o resto do caminho – disse Sam bufando

_ Ô mal humoradinho revoltado, caso não tenha percebido o carro está parado porque já chegamos.

Todos olharam ao redor. Estavam mesmo perto de Houston Lake. Não havia ninguém por lá, apenas um quiosque há mais ou menos 1 km. Havia um barzinho e algumas pessoas lá, nada que pudesse incomodar o silêncio e calma que estivessem planejados para aquele dia. Eram 19h25min da noite, o dia estava quase escurecendo, a lua cheia brilhava, dando um clima agradável e a iluminação que precisavam, juntamente com as lanternas penduradas nas árvores.

_ Uau, que clima filme de Jason esse lugar, noite escurecendo, deserto, sem pessoas, lago... Gostei disso

_ Cara, bem que poderia aparecer um Jason por aqui e fazer uma limpeza no som daquele quiosque não é? Puta que pariu, até mau gosto tem limite – disse Dean visivelmente irritado com a música Pop futilzinha que vinha daquele lugar, que mais parecia uma rave.

_ Podia aparecer um Jason bem saradão aqui pra me esquentar, puta merda, esse lugar esfriou – disse Valary abraçando o próprio corpo.

_ Não tem Jason aqui, mas tem um Dean que dá pro gasto viu Val – Sam chegou perto dela e sorriu apontando para Dean com os olhos. Estava passando pela mente dela dar um belo soco na cara dele, porém quando abriu aquele perfeito sorriso de covinhas ela esqueceu até mesmo seu nome, sem contar que Dean acabara de fazer isso por ela.

_ Ai, Dean, corno desgraçado.

_ Cala essa porra de boca e me ajuda a fazer uma fogueira, vocês dois podem se esquentar muito bem, se é que me entende, agora Valary não, anda, tira essa bunda do chão, viado

_ Own, defendendo a namorada – disse Sam gesticulando um coração com as mãos – que amor

_ Sam, eu vou te matar, irmãozinho

_ Você me ama demais pra isso, gato – disse Sam o abraçando e fazendo uma voz feminina muito engraçada.

_ Sai fora, Sam – retrucou Dean, dando um tapa na cabeça do irmão

_ Ui, então você gosta de sadomasoquismo, é, delícia? – Sam fazia biquinho para o lado de Dean, que apenas o empurrava

_ Tá me estranhando, Sam? Tá louco?

_ Louco por você, vem cá, seu gostoso – disse correndo atrás de Dean, arrancando gargalhadas altas de Valary e Amy.

_ Como vocês são idiotas – disse Valary com a barriga doendo de tanto rir

_ Não somos idiotas, é o amor fraternal, Valzinha – Sam deu um abraço no irmão, que pela primeira vez retribuiu.

_ Que viadagem, santo Deus

_ Agora chega e vamos acender uma fogueira pra você, não é frienta?

_ Eu tenho um isqueiro, apenas precisamos de lenha...

_ Que tipo de pessoa sai com um isqueiro, Valary?

_ Uma fumante, talvez. – disse Valary retirando um cigarro da caixa?

_ Não acha esse muito forte não? – disse Amy quando viu a caixa e reconheceu, marlboro red, o cigarro preferido dela.

_ Não, é o red, eu gosto dele.

_ Até que em fim uma mulher que aprecie cigarros, também é meu preferido.

_ Quer um?

_ Vou ter que aceitar, haha

_ Que ótimo, conversa de fumantes – disse Dean disfarçando e virando a cabeça

_ Dean! – Sam cutucou o irmão com o cotovelo

_ Então, chega de mimimi e vamos pegar lenha?

_ Vamos então, né...

_ Eu vou ficar aqui, não precisa de tanta gente apenas pra pegar pauzinhos.

Dean era sempre o do contra da situação.

_ Eu vou arranjar a fogueira, procura a lenha pra mim, Sam?

_ Claro...

_ Eu vou também – disse Amy se juntando a Sam

_ Essa lenha não vai sair hoje se você for, Amy — disse Dean zoando com a cara do irmão

_ Dean, vamos lá pra pegar a lenha, não pra se pegar

_ Não demorem então.

_ Não gente não precisa, tive uma idéia melhor – disse Valary, atraindo olhares de Dean, que sabia o quanto aquela garota era louca e boas coisas não se passavam em sua mente.

_ Já vem merda, o que você quer Val?

_ Estamos de frente a um lago, então vamos nadar

_ Provavelmente é proibido nadar nesse lago, é ponto turístico, sua lontra.

_ Foda-se, que tipo de policial ia passar por aqui às 20h00min da noite?

_ Eu topo – respondeu Amy passando o braço esquerdo em volta do pescoço de Valary

_ Duas loucas vocês duas. Não mesmo Val, sem chance, além do mais você está com frio e ninguém trouxe roupas de ban... NOSSA!

Dean calou a boca quando Valary tirou a parte de cima da roupa e a jogou longe, em seguida tirou o short e o coturno, ficando apenas com um lingerie preto, deixando Sam e Dean boquiabertos

_ O que? Nunca viram uma mulher de lingerie? Apenas não me digam que vocês são virgens.

POV Dean

Apenas não consegui responder. Quando Val tirou a regata revelando seu lingerie preto fiquei parado, encarando aquela magricela perfeita e suas curvas fantásticas. Eu não conseguia parar de olhar seu corpo. Ela era linda. Um corpo muito pequeno, porém não deixava de ser perfeita. E me peguei pensando em como seria a sensação de poder tocar aquela pele macia e explorar aquele corpo todo com as mãos.

_ Você vem comigo? – ela me olhou com uma carinha tão fofa e um olhar tão pidão que não consegui dizer não

_ Depois você vai pagar a fiança de todo mundo, a idéia foi sua – disse retirando minha jaqueta de couro, em seguida minha camisa, meus sapatos e minha calça, ficando apenas com uma cueca Box branca, atraindo os olhares de Valary para o gostosão aqui.

_ Ah, obrigada, Dean! – disse correndo em minha direção com os braços abertos.

_ Não, Val...

Ela se jogou em cima, fazendo nós dois cairmos no lago, já que eu estava já muito perto da beira.

_ Você vai matar alguém um dia, garota.

_ Vou nada, essa água ta uma maravilha – disse mergulhando e indo para um locar mais fundo, reaparecendo em seguida.

_ Você dá pé aí?

_ Acho que não – disse tentando boiar. Nadei até ela e a peguei no colo. Eu andei até um pouco mais fundo e só parei quando a água estava chegando perto dos meus ombros e ela reclamava com medo. Fiz menção de solta-la brincando, mas os braços dela envolveram meu pescoço fortemente em um pedido para que eu não a soltasse.

_ Nem brinque com isso

Eu ri e a ajeitei em meu colo, e agora ela estava de frente para mim, com as pernas ao redor da minha cintura e os braços continuaram ao redor do meu pescoço, me abraçando forte como se falasse “não me solte ou então eu vou morrer”. Ficamos nos encarando e eu literalmente viajava naqueles lindos olhos azuis pela milionésima vez

_ Vamos mergulhar de novo? – Ela perguntou novamente com a carinha fofa e o olhar pidão e eu não resisti. Nós mergulhamos, eu nunca desgrudava meu corpo do dela. Sabe como era se sentir responsável pela a vida de alguém? Era exagero, mais eu me sentia assim com Valary desde que a salvei daquele bar, exatamente do mesmo jeito que me sentia com Sam. Voltei pra cima com ela assim que precisei o mínimo possível de ar

_ Vai me dizer que você ta com medo de se afogar porque é baixinha, não dá pé e sabe disso. – Eu disse e ela sorriu envergonhada. Sorri de volta e olhei para os lados, procurando Sam e Amy. Estavam se pegando loucamente perto da beira, assim como nós apenas com roupas íntimas. Esses dois eram loucos de se pegarem em qualquer hora e em qualquer lugar. Apesar de eu desconfiar que Amy não fosse uma humana normal e não ir com a cara dela, eu reconhecia que ela era uma boa pessoa, e tinha feito um bem danado para meu irmão

Voltei meu olhar para Valary a minha frente. Ela me olhava com um olhar indecifrável, puro, sem um pingo de malícia, aquele lápis preto borrado ficava, por incrível que pareça, muito sexy. Eu sorri meio sem jeito ela sorriu de volta e repousou a cabeça em meu ombro enquanto suas pernas se apertavam mais em minha cintura, em um gesto quase involuntário. Pude sentir sua intimidade ir de encontro com a minha e quase soltei um gemido agudo. Levei minha mão direita, que antes repousava em sua cintura, em seus cabelos longos, ondulados e molhados, acariciando-os levemente.

O contato de nossos corpos molhados era realmente maravilhoso e ela de vez em quando se mexia quase sem querer, aumentando mais ainda o contato de nossas intimidades. Ela se mexeu novamente, apertando mais ainda as pernas ao meu redor. Ela sabia que estava conseguindo me provocar, e começou a passar pela minha cabeça que estava fazendo de propósito. Não consegui segurar um gemido quando suas unhas foram parar em meu pescoço

– O que foi? – Ela perguntou afagando meus cabelos molhados

– Nada. – Menti e ela voltou a me presentear com seu abraço quente, quando olhou para a beira do lago, vendo Sam e Amy tentando fazer uma fogueira enquanto ainda se pegavam, dando uma risada

– Vamos dar um susto neles? – Perguntou rindo

_ Que tipo de susto?

_ Não sei, o que acha de bancarmos o Jason por um minuto?

_ Você é do mal, Valary, vamos então – disse caminhando para a beira ainda com ela no colo

Quando chegamos a uma parte que ela dava pé, se soltou de mim indo para a beira. Senti falta do calor de seu corpo no meu, apesar de que minha vontade fosse abraçar aquela garota e não soltá-la nunca mais, não podia dizer isso a ela

_ O que é aquilo na mão deles, Dean? – estávamos escondidos observando os dois

_ Ah, é só um galão de gasolina...

Pera aí, MINHA GASOLINA RESERVA, AH MERDA.

_ MINHA GASOLINHA, SEUS FILHOS DE UMA PUTA – corri até eles tomando o galão da mão de Sam, que já estava vazio

_ O que foi Dean, pra que esse drama?

_ AGORA VAMOS TER QUE PASSAR A NOITE AQUI, ERA MINHA GASOLINA RESERVA, BRILHANTE, SAMMY

_ Desculpe, Dean, eu não sabia

_ DESCULPE O CARALHO, QUE MERDA, CUSTAVA TER PERGUNTADO ANTES?

_ Eu até teria perguntado, se você e Valary não estivessem ocupados.

_ Ora, seu... – juro que já ia me jogar em cima dele, quando senti as mãos pequenas de Valary me segurando. Eu sabia que me livrava dela com apenas um arranco, porém de certa forma aquela garota me acalmava

_ Dean – ela olhou calmamente pra mim, com aqueles olhos azuis abrasadores, ela me transmitia calma e paciência, tanto no olhar quanto na voz – Calma, respira.

Fui fazendo o que ela dizia e por incrível que pareça, me acalmei

_ Eu vou dormir no carro, com licença.

Vi Valary pegar um isqueiro no bolso de seu short, que ainda estava jogado na areia e jogar para Sam, enquanto me seguia. Eu já estava dentro do carro nessa altura do campeonato, quando ela bateu no vidro

_ Posso entrar? – eu poderia ser escravo dela se ela continuasse fazendo aquela carinha, sério

Abri a porta, ela se sentou do meu lado e ficou me encarando. Qual é, aquilo era o cumulo de ser perfeita.

_ O que foi?

_ Nada – disse sorrindo

_ Tá com frio? – disse quando percebi que ela abraçava os joelhos.

_ Um pouco.

_ Espera aí então, fica aí

Saí do Impala e fui até o porta malas. Santo cristo, se ela visse aquelas armas ia me denunciar ou até mesmo me matar com elas. Do lado daquelas caixas havia um cobertor velho, porém até em bom estado. Peguei-o, tranquei o porta malas e voltei para o carro.

_ Toma, não tem aquecedor, é o melhor que eu consegui

_ Obrigada – disse sorrindo. O melhor que ela podia fazer pra me agradecer era sorrir. Eu amava aquele sorriso, sem mais.

Senti ela se aproximando e passando o cobertor em minha volta, parecendo ler meus pensamentos de que eu estava com frio. Abracei-a e ela se ajeitou em meus braços, dormindo rapidamente e um corpo transferindo calor para o outro, favorecendo a ambos.

E pelo segundo dia eu dormi abraçado com aquela garota estranha, que mais arrancava suspiros e pensamentos insanos de mim, que conseguia ser linda mesmo magrela, que conseguia ser engraçada mesmo ranzinza, que sabia ser maliciosa mesmo com toda sua inocência, que conseguia confundir meus sentimentos em uma mistura de desejo, prazer, afeição, ou quem sabe até mesmo... Paixão?

Notas finais
Já deu pra perceber que Amy não é normal e Valary tem muita coisa a esconder, né?
No próximo capitulo talvez eu revele uma boa parte :]