Notas iniciais
Eae piolhentos
zuando
Então, nessa parte Sam vai revelar seu lado Dean asuhauhsuasuhahu
Mas nada explícito ainda AINDA kkkkkkk
Espero que gostem :3

Texas, 20 de novembro

POV Dean

Acordei com ela ainda nos meus braços, dormindo parecia até uma pessoa normal, sem aqueles xingos e reclamações contra mim ela ficava muito melhor.

_ Dean, é você?

_ Sou, Val...

_ Hmmmmm – murmurou morrendo de sono

_ Val, fica quieta aí que eu tenho que levantar viu?

_ Não... – disse ela completamente tonta de sono me unhando nas costas na tentativa de me segurar. Ela podia ser fraca, mas suas unhas eram bem afiadinhas...

_ Ai, Val, levanta você também, eu preciso levantar

_ Mas eu to com frio

_ Vou pegar minha jaqueta pra você, chata

Dei minha jaqueta de couro à ela, que não teve o mínimo de força de vontade para matar a preguiça e vestir a jaqueta, apenas se enrolou nela, virou para o canto e dormiu novamente.

_ Eu conheço gatos que dormem menos que você garota...

Dei razão a ela, pelo jeito não dormia em uma cama há anos. Tinha que acordar Sam, precisava falar sobre Lilith hoje de madrugada. Deixei a porta fechada por fora, havia uma chave reserva na gaveta. Andei pelo corredor, na procura do quarto de Sam, quando esbarrei em uma mulher.

_ Desculpa...

_ Sem problemas – vadia, olhou pra mim com um sorriso sarcástico. Lilith, eu reconheceria aqueles olhos brancos em qualquer lugar.

_ O que você está fazendo aqui, sua cachorra?

_ Olha o respeito, Dean – aquela voz fina me dava vontade de socar aquela cara de vadia quando pronunciava meu nome – eu já disse que não vou fazer nada contra seu irmãozinho babão, a propósito, Jessica estava muito bem quando viva, sabia?

Ela passou a língua nos lábios e sorriu maliciosamente

_ O QUE VOCÊ FEZ SUA PUTA?

_ Eu não fiz nada, você vai saber perfeitamente quando vê-lo, agora me solta

Segurei a vontade de arrebentar sua cara e a soltei, enquanto não fizesse nada contra ninguém estaríamos bem. Bufando, com mais raiva das provocações dela do que nunca, fui pisando o fundo até o quarto de Sam. Sem medir força e raiva daquela vadia abri a porta com apenas um chute

_ MAS QUE PORRA É ESSA, SAM?

POV Sam

Droga, não queria que Dean Visse aquilo... Ia ter que aguentar zoações pro resto da minha vida

_ SAMUEL WINCHESTER, FOI POR ISSO QUE VOCÊ ME DEIXOU DORMIR COM VAL DE BOA ONTEM NÃO É?

_ CALA ESSA BOCA, DEAN, PODE ACORDAR ALGUÉM

_ Quem é esse cara, Sammy?

_ Meu irmão...

_ UAU ENTÃO ELA PODE TE CHAMAR DE SAMMY E EU NÃO, QUE LINDO

_ DEAN!

_ Dá pra me explicar essa porra direito, Sam?

Flashback mode on

Esperei Dean entrar com a garota para o quarto e resolvi sair um pouco sem que ele fique com sua eterna mania de superproteção. Estava cansado de lamentar a morte de Jess anulando minha vida amorosa. Vesti uma jaqueta de couro e fui para o barzinho da pousada me divertir um pouco. Sentei-me no balcão. Uma mulher loira dos olhos verdes me atendeu.

_ O que vai querer, rapaz?

_ Uma dose de Jack Daniels, por favor.

Fazia um tempo que eu não bebia, eu estava cansado de ser certinho daquele jeito. Talvez Dean tivesse razão, eu era um mané. Precisava distrair um pouco, quem sabe até abrir meu coração para novas pessoas. Bebi meu wiskey em um gole e comecei a prestar atenção na música. Dean iria gostar, o som inconfundível de Metallica preenchia aquele lugar, porém deveria estar muito ocupado com aquela garota estranha. Eu conhecia meu irmão, não ia demorar a eles estarem juntos, e logo depois ele ia deixá-la e achar outra garota, era uma espécie de ciclo vicioso.

Saí daquele balcão e fui tomar um ar na varanda. Havia uma vista direto para um rio, e do outro lado do rio havia uma floresta, bonita e calma, do jeito que eu gostava. Fui caminhando e deu pra ver uma garota sentada nas grades. Branca, cabelos negros, camiseta vermelha, gargantilha preta e grossa, short jeans e all star. Trazia um cigarro em mãos. Olhava fixamente para a paisagem

_ Oi

Não obtive resposta. Deu pra vê-la melhor quando cheguei mais perto. Olhos castanho-avermelhados de uma cor que eu desconhecia em humanos, pele muito mais pálida que eu pensava. Deu uma tragada em seu cigarro e voltou a admirar a paisagem.

_ Dia difícil?

_ Talvez – respondeu dando de ombros

_ Talvez?

_ Sim, geralmente uso essa palavra quando não estou a fim de responder

_ Oh, ok, posso sentar aqui?

_ A vida é sua, a varanda não é minha, você quem sabe.

Sentei-me ao lado dela, mesmo sabendo que minha presença é indesejada.

_ Qual seu nome?

_ Talvez.

_ Talvez?

_ Não me obrigue a responder novamente

Ri. Aquele jeito ranzinza a tornava engraçada

_ Prazer, senhorita Talvez, meu nome é Sam...

_ Meu nome não é talvez

_ Agora é...

Ela revirou os olhos e voltou a me ignorar como no começo.

_ Então, Talvez, eu vou ali pra dentro, Walk é a melhor música pra curtir nesse momento. Foi um prazer....

Eu nunca gostei (nem desgostei) de Pantera, apenas queria ver se aquela velha técnica de Dean de se afastar funcionava mesmo

_ Sam...

_ Que foi Talvez?

_ Para de me chamar de Talvez, meu nome é Amy.

_ Amy...

_ Sim, Amy, qual o problema?

_ Nenhum, mas por que você me chamou novamente se antes estava me ignorando?

_ Só não quero ficar aqui sozinha... – percebi certo tom de tristeza em sua voz. Fui até ela e peguei em sua mão.

_ O quê você tem?

_ Nada, só não quero ficar sozinha, para de boiolagem.

_ Ta bom, desculpe senhora.

Ela me olhou com uma cara de zombaria da minha idiotice e voltou a fumar. Droga, por que eu não conseguia ficar normal perto de uma garota? Se o Dean consegue eu também consigo, vamos lá Sam...

_ Não vi certa garota sorrindo até agora.

_ Talvez ela não tenha motivos...

_ Aposto que o sorriso dela é lindo.

_ Deve ser meu caro, porém ela não a mostra há muitos anos

_ Como sabe?

_ Hã?

_ Como sabe da garota que estou falando, pode não ser você?

_ Idiota – ela disse dando uma risadinha disfarçada

_ Não disse?

_ Disse o quê?

_ Que o sorriso dela era lindo?

Ela sorriu envergonhada, encarando o chão. Sim, realmente aquele sorriso era lindo.

Lá dentro, a música passou de Walk para uma baladinha, que eu não consegui identificar, muito bonita, aliás.

_ “It’s a damn cold night, trying to figure out this life, won’t you take my by the hand take me somewhere new, don’t know who you are but I, I’m with you...”* Eu amo essa música, Sam

_ Realmente, é linda…

_ Vamos lá dançar antes que acabe – disse me puxando rapidamente para dentro

_ Essa música é lenta.

_ Foda-se, é algo melhor do que ficar aqui admirando essa floresta idiota

_ Na verdade...

_ Anda, Sam...

Entramos e o lugar estava bem animado. Ela continuou me puxando até chegarmos na pista, onde estava o DJ.

_ Amy, eu não sei bem como fazer isso – disse sorrindo sem graça

_ Pelo amor, não é Sam, vai me dizer que você nunca teve uma namorada

Ela abraçou-se a mim, que corei intensamente. Ok, Sam, sem boiolagem, você consegue. Minhas mãos foram parar em sua cintura e sua cabeça em meu ombro. Meu coração começou a acelerar, que merda, por que eu não conseguia agir normalmente perto dela?

_ Está nervoso, Sammy – droga, eu odiava que me chamasse de Sammy, mas eu não podia dizer isso a ela.

_ Não, Amm – resolvi inventar um apelidinho irritante a ela também

_ Não precisa ficar assim...

Suas mãos que estavam em minha cintura foram parar em meu pescoço, passando as unhas grandes de leve no mesmo. Nossos corpos estavam colados, minhas mãos passeavam em sua cintura, até conseguir achar um ponto fixo para beijá-la. Fazia um tempo, na verdade desde a morte de Jess que eu não ficava sério com ninguém. Então por que não? Amy era linda, muito grossa, porém dava pra ver que era uma boa pessoa. Sem se precipitar, Sam, você mal conhece a garota

_ Nossa!

_ Como se respira mesmo?

_ Quer que eu te mostre? – disse eu beijando-a novamente, dessa vez mais urgente, mais rápido, mais intenso. Ela me puxou pela jaqueta e me colocou de colado na parede. Não era pra eu estar no comando?

_ Amy – disse eu ofegando – pelo amor, Amy, estamos no meio de um bar. Ela intercalou o beijo olhando pra mim com a sobrancelha arqueada,

_ É mesmo, Sammy? Então vamos sair desse bar – disse sorrindo maliciosamente

_ Amy...

_ Cala essa porra de boca, você provocou agora aguenta – disse pegando em minha bunda

Saímos daquele bar direto para a sala de recepção

_ Onde você mora?

_ Amy você não acha que isso ta meio rápido demais

_ Foda-se, eu apenas não quero mais desperdiçar minha vida, me consertar, vida nova baby, vida nova...

_ Andou aprontando antes, garota?

_ Sim, fui muito má, inclusive posso te castrar, cuidado comigo.

Dei uma risada e a beijei novamente, dessa vez ela foi menos obscena.

_ Bora pro seu quarto então?

Sabia que sua inocência não ia durar muito.

_ Nada do que você ta pensando Sam, eu só não tenho onde ficar

_ Então você vive aonde?

_ Longa história

Abri a porta do quarto e ela entrou, jogando se na cama

_ Olá, Sam, posso me jogar na sua cama? Obrigada.

_ Já me joguei, então vai se foder

_ Folgada demais – disse pulando por cima dela

_ AI SAM, FILHO DA PUTA, SAI DE CIMA DE MIM.

Saí rindo enquanto ela esmurrava meu peito.

_ Não, fica

_ Sua bipolar, uma hora pede pra ficar, outra pra sair

_ Mas eu quero que você fique então cala a boca.

_ Vem calar

_ Se está pensando que vou te beijar está muito eng... – calei aquela maldita boca falante com um beijo.

_ Deixou de ser chata agora?

_ Eu não sou chata – disse agarrando se a minha blusa.

_ É sim, muito chata

_ Você que é, Sammy, muito chato – disse subindo em cima de mim

_ Mas bem que você gosta – disse beijando a ponta de seu nariz

_ Ô se gosto- disse retirando minha blusa

Comecei a beijá-la sem medir fôlego, então ela puxou as cobertas pra cima de nós dois e a partir dali começou uma das melhores noites de minha vida. Até que enfim Sam Winchester conseguiu arrancar completamente a inocência de uma mulher.

Notas finais
* Avril Lavigne - I'm With You (inclusive pode ser até a trilha sonora do capítulo e tal :3)
Então, vcs querem que a Amy fique? É tudo uma questão de escolha de vocês...