How To Save Two Lives

8 Capitulo 9: A la faveur de l'Automne/Never Say Never


Notas iniciais
E assim morre outra vez meu coração... Desculpa galera to com essa música na cabeça desde que acordei e ainda não consegui tirar. (nessa estrada onde eu caminho só), mas nada a ver com a história (e o céu que se abriu pra gente se amar, ficou cinza e se escondeu de nós). Mas para a playlist, porque eu tenho que parar de cantar essa música agora: Capitulo 1: Eleanor Rigby - The Beatles Cool Kids - Echosmith Capitulo 2: The Monster - Rihanna e Eminem Capitulo 3: Frozen - Within Temptation Capitulo 4: Caractère -- Joyce Jonathan Capitulo 5: Into My Arms - Nick Cave (trilha de About Time) Slipping Through My Fingers - ABBA (gosto mais da versão da Maryl Streep e da Amanda Seyfried, mas fica à escolha de vocês) Capitulo 7: Give Us a Little Love - Fallulah Illuminated - Hurts Capitulo 8: A la faveur de l'Automne - Tété Never Say Never - The Fray Lembrando que as músicas são opções. Certo? . . . . . Tem casamento da Anna galera!! (Onde a gente se perdeu? Queria tanto achar...) Arh!!!! Boa leitura ("E me lembrar... Eu só queria te amar")

"Postado em frente da janela
Eu espio
As almas solitárias
Ao favor do outono"

A la faveur de l'Automne — Tété

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Anna estava se olhando no espelho ainda, tentava ignorar o forte frio no estômago que começava a perturba-la. Céus! Estava realmente acontecendo. Elsa era a única pessoa que estava com ela enquanto Gerda e Brienne davam os toques finais na jovem noiva.
Quando terminara, Anna estava muito mais bela do que da última vez que experimentara o vestido branco com detalhes cor-de-rosa. O buquê com flores nas cores do vestido caia em cascata cobrindo as mãos e pareciam subir pelo braço direito até a altura do cotovelo.
— Encantadora! — dizia Gerda, batendo palminhas com as mãos pequenas — Você estão simplesmente encantadora Anna.
Mas a jovem só sabia sorrir, um sorriso que parecia ter sido feito para ser usado com o vestido.
— E está tudo certo lá fora — dizia Brienne andando de um lado para o outro, nos último dia, a jovem dama havia ficado responsável dos últimos preparativos mais irritantes como ajudar Kristoff a convencer Sven a tomar um banho — Sven está arrumado, penteado e cheiroso, talvez mais que o próprio Kristoff. — isso fez uma risada escapar da boca da rainha, mas a princesa conteve o seu próprio.
— Não seja cruel com meu marido — disse com o jeito doce que sempre tinha — O que você tem contra ele.
— Nada — respondeu erguendo as mãos em rendição — Eu adoro o Kris — Anna sabia que estava brincando, mas não pode evitar o olhar de ciúmes — Eu até casaria com ele, se você não estivesse fazendo isso hoje.
— Brienne! — censurou Gerda — Você é uma dama, isso é jeito de falar?
— Sinto muito — respondeu — Não vai se repetir, Gerda, eu juro! — prometeu. — Agora vamos Elsa, temos que estar no altar antes da noiva.
— Não! — reclamou Anna se precipitando do púlpito — Você não vai ao meu casamento de calça e cota — reclamou a princesa.
— Eu não estou nem de cota, Anna — respondeu com paciência.
— E não pense em colocar o vestido negro de sua mãe — ela disse em quanto empurrava as duas para fora, não se preocupe, qualquer coisa a Elsa tem um milhão de vestidos que não usa mais e pode te emprestar.
— Eu não vou… — começou a protestar, mas a princesa a atirou para fora da sala e disse antes de bater a porta.
— Vai sim!

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— Onde está Hans? — perguntou Freya enquanto a mãe a ajudava a se vestir para o casamento da princesa. Iria com um vestido em um tecido transparente ciano com forro branco, as cores das Ilhas do Sul.
— Você ainda não o encontrou? — perguntou Wanda enquanto atava uma fita na mesma cor do vestido nos olhos da filha e aproveitava as pontas longas para fazer uma trança intrincada.
— Não — ela respondeu um pouco tristonha, tocando uma mesa que havia próximo à cama — Eu estive dormindo ontem o dia inteiro e quando não fazia isso, eu vasculhei o castelo para tentar me orientar melhor.
— Conheceu alguém legal? — perguntou a rainha, preocupada com a recepção que a cega teria.
— Eu tentei não encontrar ninguém — ela disse pressionando os lábios juntos mostrando que não havia dado muito certo o seu plano — Mas a senhora Gerda me encontrou vagando e me encheu de comida, acho que nunca comi tanto.
— Fico feliz — respondeu a mãe acariciando os cabelos castanho arruivados da filha — Agora vamos ver o seu irmão, sim?
— Obrigada! — ela deu um sorriso encantador e caminhou, tateando, até a porta do quarto que a rainha havia arrumado para ela — Espera! — ela parou em frente a porta — Eu trouxe roupas para ele, estão no malão.
— Eu vou pegar.
A princesa ouviu o som das trancas do grande baú que usara para carregar suas coisas até Arendelle — Bem no fundo — disse ela indicando onde havia colocado as roupas do irmão.
— Achei — disse a mulher com as mudas nas mãos e segurou o ombro da filha — Vamos.
Elas caminharam pelo corredor extenso até a escada e então viraram a esquerda. Freya se lembrava de fazer aquele caminho na noite anterior e de chegar em uma porta grande de carvalho, mas não quis entrar. Chegaram na mesma porta e ela sorriu.
— O que há aqui?
— É uma biblioteca — respondeu a rainha puxando o trinco para baixo e inserindo a menina lá dentro, mas não havia sinal do mais novo.
— Hans em uma biblioteca? — ela disse com um sorriso nos lábios, sabendo que o irmão apareceria quando ouvisse sua voz e não erro, pois no mesmo momento ele saiu de trás de uma das estantes apenas para ver a jovem vestida em ciano — Há quantos anos não vejo isso?
— Você não vê algumas coisas desde que eu me conheço por gente — respondeu Hans se aproximando da irmã, mas não a abraçou de primeira.
Freya não pode ver como os olhos da mão se arregalaram com a brincadeira, nem um pouco inocente, mas comum entre os dois. A jovem então se aproximou, um pouco insegura e tocou o rosto do irmão.
— Você está magro — disse ela ao tocar os braços.
— Forte o suficiente para lhe pegar no colo — ele respondeu a segurando pela cintura e levantando os pés dela do chão.
— Me coloca no chão — respondeu ela batendo os pés no chão, mas só foi sentir-se segura novamente quando Hans a sentou em uma superfície macia. — Eu senti a sua falta, irmãozinho — ela falou correndo os dedos pelos cabelos ruivos — Como você está passando? A rainha Elsa tem mesmo te trato bem?
— Sim, eu estou passando bem — ele respondeu ficando vermelho quando pensou no que acontecera menos de um dia antes. Elsa o estava tratando bem e ele ainda pretendia roubar o trono — E a rainha tem me trato muito bem.
— Ela é bonita? — perguntou com um sorriso brilhante nos lábios.
— Não mais que você — ele respondeu com um sorriso — Aliás você está deslumbrante — ela se levantou em um salto, tropeçando em uma mesa de centro e quase caiu.
— Cuidado filha — respondeu a mulher enquanto Hans segurava a irmão.
— Essa sala não foi feita para cegos — ele provocou, recebendo um soco indolor no peito.
— Não vai acontecer de novo — ela reclamou se soltando e dando uma volta cautelosa — Então estou bonita mesmo?
— Muito!
— Mamãe que me vestiu — ela respondeu com um sorriso, correndo, um pouco agachada para poder tocar os móveis — É o casamento da princesa Anna e eu trouxe algo para você vestir.
— Eu não posso sair desse andar — respondeu ele observando a excitação da irmã por poder cuidar dele.
— Pelo menos tem esse andar — ela respondeu estendendo as roupas para o nada, forçando-o a se aproximar para pegá-las — Rayne não lhe daria nem isso.
— Você está certa — ele respondeu.
— E agora se troque — ela ordenou — Aposto que pode ver toda a festa daqui de cima — ela, então empurrou a mãe para fora da sala, fechou a porta e abaixando a voz o máximo que pode falou — Eu não gosto da forma como Bjorn fala com a rainha.

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Anna chegou no pequeno altar improvisado no pátio do castelo acompanhada por Kai e, a sua frente, jogando flores no chão e se distraindo vez ou outra com uma borboleta que insistia em voar em volta da noiva e seu pequeno séquito, vinha Olaf. O pequeno boneco de neve parecia bastante empolgado em carregar as alianças e desempenhar um papel tão importante no casamento de Anna, mesmo Brienne havia aceitado, meio as forças, o pedido da princesa.
Parada no altar, ao lado de Sven, vestia um longo vestido de um tecido pesado em um azul escuro como os olhos quase castanhos da jovem que a fazia suar e sufocar, mas não era negro e nem mesmo uma calça com cota de malha e só isso já era o suficiente.
E quando Elsa viu tudo correr exatamente como o planejado e um sorriso iluminar o rosto de Anna e Kristoff já foi o suficiente para pagar tudo o que havia acontecido nos últimos meses.

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No meio do pátio havia um grande rinque de patinação feito de gelo e os convidados, nobres de diversos países ostentando as cores de suas famílias, formavam um baile de cores sobre o gelo, como um jardim que Elsa havia criado com seu dom, era algo impossível, mas a enchia de alegria pensar assim.
— Feliz? — perguntou Brienne se aproximando dela com duas taças de champagne em mãos.
— Bastante — respondeu — Tudo saiu como planejado e eu nem vi os irmãos de Hans — ela falou, fiquei com tanto medo que algo de ruim acontecesse.
— Agora não precisa mais ter medo — disse ela estendendo as mãos a sua frente e abaixando os dedos para encaixar entre o sol e o horizonte — Falta apenas algumas horas, duas para ser mais exata, para que Anna parta com Kristoff — respondeu descendo a mão novamente.
— E você voltará para a Inglaterra — respondeu a rainha um pouco melancólica.
— Sim, mas antes eu vou ter que trocar de roupa — respondeu puxando a gola do vestido para ilustrar o que falava — Ou eu vou morrer de calor daqui até lá.
A rainha sorriu de canto enquanto observava a movimentação de saias e botas batendo contra o chão de pedra ou, desajeitadamente, sobre o gelo escorregadio apenas. Alguns escorregavam e caiam de bunda no chão trincando o gelo e obrigando Elsa a intervir discretamente, quando acontecia, os mais emburrados reclamavam de canto e saiam como se nada houvesse acontecido e os mais alegres(ou bêbados) se levantavam em seguida, rindo e ofereciam um brinde à rainha e à bela diversão que ela arranjara.
Anna puxou Kai para dançar com ela — Como um pai — disse em um sussurro, mas a rainha sabia que, durante todo o tempo entre a morte do rei e da rainha e a coroação recente de Elsa, Kai havia sido quem realmente cuidara da caçula. Ela sorriu em aprovação ao ver os dois bailando, enquanto um Kristoff, um pouco desajeitado, levava uma Gerda risonha pelo salão.
— Eu sabia que você não sente frio — disse Brienne, de repente, a trazendo de volta à realidade — Mas que não sentia calor, isso é uma novidade.
— Agora sabe porque não uso os vestidos — ela respondeu sorridente, observando que o casal havia largado seus pares e agora Anna vinha em direção a irmã com os braços estendidos.
— Não Anna! — exclamou ela enquanto a mais nova a puxava para o meio da pista — Eu não sei dançar!
— Leve ela, Anna — gritava Brienne, incentivando que a rainha deveria se divertir um pouco — Ela passa o dia trancada naquele maldito escritório.
Ela foi, contra sua vontade, mas não parecia importar para Anna que estava mais preocupada em carrega-la pela pista, guiando uma fila em uma dança animada. Quando acabou, Elsa voltou para seu lugar logo a baixo da janela que dava para o mar a partir da biblioteca.
Uma música lenta começava a tocar e todos pegavam seus parceiros, Anna com seu novo marido, Kai com Gerda, Brienne com algum cavaleiro que poderia bem ser cinco ou seis anos mais velho que ela, mesmo Olaf havia feito um par engraçadinho com a borboleta que voava em volta de sua cabeça desde a entrada de Anna, mas, exceto, Bjorn ninguém parecia muito disposto a dançar com a Rainha.
— Não sei dançar — disse apenas, escondendo as mãos.
— Isso não será um problema — ele insistiu, se aproximando e trocando um olhar com alguém logo a cima.
— Eu realmente não tenho interesse em dançar — ela podia sentir o poder formigando em seus dedos, esperando para sair, mas o conteve.
O príncipe pareceu entender e se afastou, graças aos céus. Elsa respirou fundo e olho para cima, para onde Bjorn estava olhando e viu uma figura bastante elegante a olhando do andar de cima e não precisava ser um gênio para saber que era Hans.
Ele ergueu a taça com um sorriso enquanto a encarava e ela fez apenas retribui da mesma forma.

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Anna partiu logo que a festa acabou, mas Brienne pediu que o barqueiro encarregado de leva-la até a Inglaterra a esperasse que se trocaria antes de partir.
— Claro princesa — respondeu o homem — Mas não demore! Seu primo a espera ainda hoje.
— Estaremos lá ainda hoje — ela respondeu enquanto se encaminhava para dentro do castelo — Eu prometo.
Com um sorriso, correu até o quarto que lhe fora designado e se apressou em trocar as pesadas roupas que Elsa lhe emprestara para o casamento, em vez, pôs calças de linho e uma camisa do mesmo tecido, nos pés calçou as botas de couro macio, já cansadas de tantas viagens e arrematou tudo com o manto azul de viagem, o mesmo de quando deixara a pequena vila dos país adotivos para ir lutar ao lado de sua mãe na Inglaterra. A mesma que a protegerá das noites úmidas de frio em que lutou ao lado do primo, defendendo o reino quando este enfraqueceu após a morte de seu tio e o mesmo manto que a acompanhara até Arendelle.
Estava pronta. Não levaria nenhum tipo de sacola, pois tudo que tinha era as calças de linho, outra de lã e o vestido negro da mãe, também contava com voltar em poucos dias. Não podia confiar que seu plano seguisse seu curso com os irmãos de Hans por perto, mas precisava aproveitar a ausência de Anna.
Desceu o primeiro lance de escadas até o andar onde estava o escritório de Elsa e a biblioteca. Tinha em mente despedir-se de Hans, mas ouviu risos atravessando a porta e calculou que Freya estaria junto dele. Sabia que os irmãos eram muito próximos e não estragaria enquanto eles matavam as saudades causadas pela distancia.
Novamente foi pega de surpresa por um sentimento de culpa, não se dava bem com a única irmã.
Ignorando a dor, voltou-se para o escritório, onde Elsa sentava na janela lateral, observando o deserto de gelo.
— Sente falta de lá? — perguntou a mais jovem com um sorriso nos lábios.
— Um pouco — respondeu ela se virando, tinha uma xícara com chocolate quente nas mãos — Já vai? — perguntou se levantando e largando o objeto — Eu lhe acompanho até as docas.
— Não precisa — respondeu parando a rainha — Na verdade estamos com um pouco de pressa e, sir Alister é bastante paciente, mas ele quer chegar ainda hoje e meu primo não gosta de esperar.
— Está bem — respondeu a monarca com um sorriso caloroso — Boa-viagem e volte assim que possível.
— É o que pretendo — ela respondeu abrindo a porta, mas então voltou e completou — Eu sei que pode ser um pouco solitário, já que eu e Anna não estaremos aqui. — ela fez uma pausa para depois continuar — Ainda acho errado ela ter levado Olaf, mas… — ela fez mais uma pausa que se estendeu dramaticamente até que ela a quebrou — Tente conversar com Hans, talvez você encontre um amigo.
— Eu sei — ela começou antes que a bretã fechasse a porta — Que você vê o bem, nas pessoas, mas não há um amigo em Hans para mim. Boa-viagem.
— Obrigada — disse a outra se afastando — Mas ele nunca pensou que você era um monstro — depois disso bateu a porta e não viu o olhar de estranheza no rosto da rainha, mesmo assim sabia que havia conseguido o resultado que esperava.

"Há algumas coisas sobre as quais não falamos
Melhor continuarmos sem
E simplesmente segurar o sorriso"

– The Fray

Notas finais
Cenas do Próximo capitulo: — Melhor ainda que esteja de saída, assim posso levar Hans de volta para as Ilhas com mais facilidade. - Há um problema, uma enorme tempestade vem se formando do norte e é possível que nenhuma embarcação receba permissão de partir até que a tempestade passe - Rainha Elsa? Você está ai? Posso entrar? (fim da prévia/toca a música: E assim morre outra vez meu coração...) Eu consegui!! Eu fiz uma prévia, prometo que não vai ser essa a música, mas essa é muito chiclete. Enfim, agradecer a minha flor que voltou para mim: Amorita, bjos eu tava com saudade de você. E as minhas leais e amadas Vtmars e Duda. Cara!! Eu amo vocês demais. Um beijo da Freya no