“How Many Years Are You Gonna Sacrifice?
2 Capítulo 2
Kate estava tomando banho, passando seu shampoo com cheiro de cereja. O banho era o momento do dia em que aproveitava para relembrar os pequenos, e às vezes grandes, acontecimentos da sua vida.
Sabia que tinha impressionado Castle com sua capacidade de criar uma conexão com a babá no primeiro caso oficial deles juntos. ...E mais uma vez, lá estava Castle, dentro do seu ‘momento reflexão’.
Depois de solucionar alguns casos com Castle, ela já podia dizer que conhecia outros lados do escritor. Além do lado egocêntrico, irritante, egoísta e infantil (obviamente). Ele era observador, atento à detalhes. Percebeu a diferença de tempo para o elevador percorrer os andares e ligou para o celular da vítima quando estávamos no apartamento do possível assassino. É foi esperto! Sua capacidade de perceber os detalhes também permitiu que ele notasse o quão irritada fico quando não tenho suspeitos.
Aprendi um pouco mais sobre a relação de Castle com a filha. SUPER FOFO!!! Muito comovente ele levar a filha ao parque. Ele parecer ser um excelente pai. (Beckett, Beckett... você está pensando em ter filhos com ele por acaso?! Claro que NÃO! sem conclusões precipitadas, só uma observação.)
Richard Castle definitivamente não é uma pessoa que passa desapercebida em qualquer ambiente. Ele tem necessidade de participar. Não para de falar, criar teorias (e compartilhá-las) sobre o crime que estamos investigando. Não existem limites para Castle, não parava de interferir em minhas investigação; até perguntas na sala de interrogatório ele fez. Prefiro deixar ele do lado de fora da sala. Saber que ele está assistindo adiciona uma nova emoção ao interrogatório.
Suas teorias para os assassinatos consistem em criar ou afastar um possível suspeito baseado na melhor história. Por exemplo, um suspeito parece culpado (há motivo, oportunidade e histórico de violência). Para Castle, este suspeito provavelmente NÃO é o real responsável pelo crime, porque, NA VERDADE, ele é o personagem ‘falso culpado’ na sua historia imaginária. Em alguns momentos eu tenho a nítida sensação de que uma teoria foi criada só para me deixar irritada.
E me deixar irritada é o mais novo passatempo favorito do escritor.
“-Não há evidencia de atividade sexual. Disse Lanie.
-Sexo? (falei em um momento de clara fraqueza intelectual)
E o ilustríssimo Castle falou:
- Eu explico como funciona depois.” ARRRGGGG
Hum... gostei do cheiro desse sabão azul.... falando em azul. Castle só tem blusa azul? É... a cor combina com ele. O único problema é me lembrar dele toda vez que olho para coisas azuis. Aliás, definitivamente é um problema!... O céu é azul!!! ...Mais uma coisas para adicionar (ou não?) à longa lista de ‘Culpas do Castle!’.
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Nikki Heat. Este é o 'nome' da personagem teoricamente baseada em mim. Exatamente, a personagem é baseada em mim! MAS não sou A (talvez uma) musa de Richard Castle. O que precisarei suportar nos próximos meses por causa desse livro? E por quanto tempo ele ainda vai me seguir?
Provocar Castle é o meu mais novo passatempo favorito. Enquanto Castle me irrita fazendo coisas inadmissíveis durante a investigação dos MEUS casos, eu estrategicamente apareço em sessões leitura do livro dele com uma roupa que (aparentemente) o provocou. Objetivo atingido! (√) Ponto para Kate. Não que eu esteja interessada em Castle, mas gosto de provocá-lo, não sei por que, apenas gosto.
Ele merece ser provocado! No nosso último caso, não se contentou em tirar fotos da cena do crime (um absurdo) e mandar para uma amiga. Ele conseguiu piorar, marcou um encontro com a prostituta.
Nosso último caso só serviu para aumentar a minha aversão à política. Não há um motivo especifico para eu não gostar de política. Só sinto algo pesado, negativo na política. Pode ser até uma visão infantil ou pouco crítica, talvez até excessivamente crítica. Só não gosto! E, infelizmente, como tinha acabado de constatar, as pessoas matam pura e exclusivamente por razões políticas.
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Mas a máquina de café que ele comprou... Com certeza, ponto para o Castle! Ele quase compensou todo o meu sofrimento até agora (ser seguida por ele, é claro!) com aquela maquina de café.
“Castle assistindo Kate tomando o ‘novo’ café.
O aroma que vinha no vapor do café tinha o perfume do paraíso. Kate experimentou a bebida e quase gemeu de prazer.
Aquilo era café de verdade. Não era um, como é mesmo que Castle falava?, café com sabor de ‘ xixi de macaco com ácido de bateria’.
Ela tomou mais um gole e quase chorou.
- Algum problema? — Ele gostou imensamente da reação dela, do tremular das pálpebras, do rubor discreto e da sombra de prazer que viu em seus olhos.
Castle ofereceu a si mesmo o prazer de observá-la . Provavelmente a faria tomar café na frente dele o máximo de vezes que conseguisse.”
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