“How Many Years Are You Gonna Sacrifice?
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Substitua linhas por MUROS
“É tudo uma questão de “linhas”. (...) Você precisa de fronteiras entre você e o resto do mundo.
É tudo uma questão de linhas. Desenhar linhas na areia e rezar muito para que ninguém as cruzem.
Uma hora você tem que tomar uma decisão. As fronteiras não mantêm as pessoas para fora; elas te prendem dentro de si. A vida é confusa mesmo, é assim que fomos feitos. Então você pode desperdiçar sua vida desenhando linhas ou então você pode viver cruzando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a jogar a preucação pela janela e se arriscar, a vista do outro lado é espetacular” (Grey’s Anatomy 1x02)
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Pensando nos últimos casos, Kate chegou a uma conclusão: Castle é um imã para casos estranhos! Os últimos três exemplificam bem isto. Uma mulher congelada durante 5 anos, Vodun e um corpo no cofre.
E minha frase mais usada “Estamos resolvendo um homicídio Caste, não escrevendo um livro” foi dita mais algumas vezes para ele.
Com a convivência foi naturalmente instituída uma rotina entre ela e o escritor. A ordem era: provocação mútua. E cada um usava as armas que tinham. Castle repetia seu comportamento inadequado nas cenas do crime, e ela tentava fazê-lo passar por momentos mais chatos de uma investigação (como, por exemplo, fazer o reconhecimento facial de um desaparecido manualmente).
Tinha outro método de tortura. Nosso queridíssimo Castle tem um apelido ‘Kitten/gatinho’, não posso mais usar isso para pirraçá-lo, mas nada me impede repetir mentalmente “Vamos, Castle (kitten)!” . O melhor é a origem do apelido, a ex-mulher que ele comparou a um bolinho recheado frito.
O primeiro, dentro dessa sequência de casos incomuns, foi o da mulher morta pelo marido e mantida congelada por 5 anos. A investigação foi emocionalmente desgastante, porque eu mais uma vez vi um policial que não honrava a ‘farda’. Ele simplesmente ignorava as inconsistências e seguia pela história mais óbvia. Era inevitável não lembrar do caso de minha mãe, sem respostas até hoje por causa de condutas como esta.
Provavelmente, pela lembrança recorrente durante o caso, contei a Castle sobre a morte da minha mãe. Era o primeiro tijolo de um muro que existe entre mim e o resto mundo. Tenho medo de ter derrubado este primeiro tijolo cedo de mais.
Mais alguns segredos(habilidades) de Castle descobertos!!! Ele faz leitura (super)dinâmica. Castle tem uma batalha particular com Alexis para ver quem dominará o universo, queria ter uma câmera para fotografar castle com a roupa com luzes azuis piscando. Aliás, acabo de lembrar... Me senti “Alfred na batcaverna pela primeira vez” quando entrei na casa de castle, é enormeeee!
No segundo caso estranho, tive a maravilhosa oportunidade de provar pata de vaca (ai meu deus!). Foi o prato especial servido pela consultora Vodun de Castle. E tenho meus motivos para crer que há algum dedinho dele por trás deste prato principal.
Voltando ao campo de batalha “Castle x Beckett”.... Castle tem um colete escrito “WRITER”, acho que nem preciso comentar, né? O telefone dele tocou no meio de um perseguição muito tensa. “dad, dad, dad...dad, dad, dad”. Ele merecia um tiro por isto aí. E melhorando um pouco a situação dele (só que não), viu o carro do suspeito, mas não consegue lembrar nem a cor do carro. Ahh.. tinha esquecido de explicar o porque de não poder mais chamar Castle de “kitten”. Ele salvou minha vida, por um segundo pensei que ele me pediria para sair com ele, mas o desejo dele era “nunca mais me chame de kitten!”. Foi até melhor, não posso sair com ele, complica as coisas, sabe?
E o nosso último caso. Ladrões de joias que colocam corpos dentro de cofre e o meu momento cinderela resumem muito bem este caso. (calma que vou falar sobre o momento cinderela mais tarde)
O caso mais uma vez me fez lembrar o da minha mãe. Foi impossível não me identificar com a filha da vítima. Eu já passei pela mesma situação que ela estava passando. Compartilhamos o mesmo sentimento de culpa, eu sei que é irracional, mas os “E se...” são inevitáveis. De certa forma, chegar ao assassino foi mais gratificante. Quando decidi entrar na NYPD, queria impedir que a impunidade atingisse meus casos, principalmente casos como esse.
Antes do meu ‘momento cinderela’, vamos às trapalhadas do Castle. Invadiu uma cena de crime, isso mesmo, invadiu, com um possível suspeito. E me enganou, fingiu que não sabia atirar para ganhar uma ‘aposta’ e levar as fotos das joias para casa. Creio que o ‘momento cinderela’ pode ser colocado aqui. Porque acabo de lembrar o meu desespero ao perceber que não tinha roupa adequada para ir ao evento com ele, quase usei meu vestido de formatura. E é claro que não precisaria passar por isso, se ele não tivesse inventado a maldita festa.
Mas o vestido que ele mandou para minha casa, simplesmente LINDO. E a festa acabou nem sendo tão ruim, vi o Castle ser leiloado. Confesso que foi um dos melhores momentos que já passei ao lado dele, dava para ver o choque e a humilhação em seu rosto durante o leilão.
Ahh.. cinderela era meu livro infantil preferido... fiz minha mãe ler mais de mil vezes.
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